sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

A Personagem Depende Mais da Roupa do Que da Aparência da Atriz

Vesteterapia: A Personagem Depende Mais da Roupa do Que da Aparência da Atriz
Em 1998, eu era jovem e estava procurando emprego. Um dia, vi na vitrine de uma loja de festas o seguinte anúncio:
- Precisa-se de Recreacionista Que Imite Princesas da Disney.
Então entrei no estabelecimento e falei sobre meu interesse pela vaga. Mas a dona disse:
- Você não tem o perfil ideal, pois não possui aparência de princesa!
- Está fora do peso, tem o nariz comprido e é baixinha!
Deste jeito voltei chateada para casa.
Dias depois, uma amiga me convidou para uma apresentação voluntária numa creche. Assim, ela me emprestou um vestido de camponesa medieval.
Quando cheguei ao local, algumas meninas me falaram:
- Você é a Branca de Neve?
- Poxa, você parece uma princesa!
Desta maneira fiquei contente e brinquei com as crianças.
Logo percebi que as personagens dependem mais das suas vestes características do que as aparências das atrizes que interpretam elas.
Na vida real o esquema é o mesmo. Por exemplo: uma moça que vai a uma entrevista de emprego para um cargo executivo, precisa se vestir como uma executiva com um discreto “tailleur”.
Hoje eu realizo um serviço voluntário chamado Lendas, Repentes e Danças onde, algumas vezes, bailo músicas infantis com trilha sonora das princesas da Disney. Porém, para isto, me visto com roupas medievais.
É como diz o velho ditado: “Todo o poste é um mictório de cachorro. Mas um poste bem arrumado não é apenas um poste. Alguns viram monumentos e, outros, lindas árvores de Natal.”
Luciana do Rocio Mallon




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