domingo, 26 de fevereiro de 2017

Eu Não Sou uma Influenciadora Digital

Eu Não Sou uma Influenciadora Digital
Hoje passou uma reportagem, na TV, sobre mulheres que ganham dinheiro, na Internet, comentando sobre moda. No mesmo instante comecei a receber recados como:
- Luciana, você poderia ganhar dinheiro falando sobre produtos de beleza na Internet.
- Se você escrevesse sobre estilo, nas redes sociais, poderia lucrar com isto.
Bem, eu agradeci às mensagens, mas gostaria de explicar a todos que não sou uma influenciadora digital, pois não tenho este perfil. Para começar eu escrevo poemas, lendas e crônicas. Sem falar que as blogueiras famosas, geralmente, são jovens e bonitas. No meu caso, já tenho mais de quarenta anos, de idade, e nunca tive o padrão de beleza imposto pela sociedade, tanto que vivi bullying na adolescência por causa da obesidade que sofria na época.
Reconheço que consigo trabalhar com a ligação interessante, que os publicitários conhecem bem, existente entre comércio e Poesia. Tanto que na adolescência ajudei uma colega que fazia bombons a vender estes doces com poemas, de minha autoria, dentro das embalagens. Sem falar que, na época em que eu era vendedora de calçados, sugeri à gerente para colocar mensagens poéticas nas solas de pares perdidos que não seriam colocados à venda. Todas estas ideias deram muito certo. Porém para ser uma blogueira conhecida, na Internet, é preciso muito mais do que criatividade.
Na verdade, o máximo que consigo é participar de concursos e sorteios virtuais. Algumas vezes ganho o prêmio e em troca escrevo poemas, ou, crônicas sobre o produto depois.
Porém, como alguns leitores pediram para que eu postasse dicas de moda e beleza, prometo que tentarei fazer isto a partir de amanhã. Mas a Ciência prova que um produto que deu certo para uma pessoa pode não ser bem sucedido em outra. Afinal cada ser humano tem um tipo de pele e de beleza diferente. O interessante é que eu poderei comentar sobre os produtos que ficaram bem em mim e explicar o porquê disto, porém tudo na base da honestidade e da franqueza. Pois sei que as pessoas são diferentes umas das outras.
As poucas vezes que me lembro de ter influenciado, diretamente, o público foi quando numa reportagem, de TV, afirmei ser virgem com mais de 30 anos de idade( coisa que ainda sou). Alguns telespectadores me escreveram me parabenizando. Já, outras mulheres falaram que gostariam que suas virgindades voltassem só pelas palavras que escutaram da minha boca. Confesso que tudo isto me surpreendeu bastante. Outra vez foi quando afirmei, numa outra rede de TV, sobre a importância da dança para quem tem problemas motores, como no meu caso. Pois vários telespectadores me escreveram perguntando sobre os detalhes dos exercícios que eu fazia.
Finalizo este texto agradecendo a todos os meus leitores pelas sugestões e pela confiança. Com certeza, darei sempre o melhor de mim.
Luciana do Rocio Mallon


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