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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Aulas de Dança, Por Apenas 50 Reais Por Mês, no Centro de Curitiba Num Lugar Onde Não Fecha em Dezembro e Nem Em Janeiro

Aulas de Dança, Por Apenas 50 Reais Por Mês, no Centro de Curitiba Num Lugar Onde Não Fecha em Dezembro e Nem Em Janeiro
Gostaria de uma atividade física e ao mesmo tempo cultural?
O Centro Cultural, Gabriela Valentina, tem aulas de Dança por apenas 50 reais por mês. Principais modalidades: Dança Cigana Artística, Jazz Suave, K-Pop, Passinhos Flashback, Gospel, Dança das Lendas, Wicca, Camponesas Medievais, Princesas da Disney, Zumba, Rock Anos 50, Coreografias de Filmes e Novelas.
Aulas às sextas pelas tardes.
Informações pelo whats ou fone: 41996512567.
Luciana do Rocio Mallon

domingo, 16 de junho de 2019

A Cartola da Poesia


A Cartola da Poesia
Na encantada cartola da Poesia
Esconde-se um secreto coelho
Que sai na mais bela magia
Além do pôr do sol vermelho!

Tem o coelho da Alice
E o coelho da Páscoa
Como na lenda que alguém me disse
Eles são rápidos e tiram a mágoa

Há um coelho bailarino de ponta a ponta
Se duvidar lá se esconde até o Pernalonga
A cartola da Poesia parece o chapéu do músico Slash
Tem um cheiro de xampu com chocolate Smash

A cartola da Poesia às vezes mora na cabeça da bailarina
Com sua leve sapatilha e tutu cheio de purpurina!
A cartola da Poesia parece o chapéu do Dinho da banda Mamonas Assassinas
Ás vezes, ela cobre os cabelos das entidades que há nas esquinas

A cartola da Poesia é feita de versos em cetim
Com anáforas, analogias e comparações sem fim
Ela protege a cabeça do maquinista com brilho
Assim ela voa com a brisa levando o estribilho
Na Maria Fumaça da imaginação em seu próprio trilho.
Luciana do Rocio Mallon









sábado, 15 de junho de 2019

Dividir o Palco Com Amigos


Dividir o Palco Com Amigos
Dividir o palco com diversos amigos
É transformar fortes aplausos em leves flores
Plantando um jardim no meio dos trigos
Perfumando o ar com aromas e amores

Desinformados me acusam de ser egoísta
E de não dividir o palco com ninguém
Mas, comigo, eles nunca fizeram uma entrevista
Para saber se estou do lado do mal ou do bem

No fundo, apesar de eu ser travessa e sapeca
Gosto de dividir o palco com um bom colega!
Pois as cortinas viram nuvens brancas e macias
Ao som das canções francas e cheias de poesias

Artista que reparte e divide o sucesso
Com um colega, é mais realizado e feliz
No sorriso do outro vê o progresso
Enquanto o assobio vira flor-de-lis

Artista que divide a canção, o poema e a dança
Com outra pessoa, logo encontra na plateia
Elogio que se transforma em doce lembrança
Em confetes que viram pétalas de azaleia.
Luciana do Rocio Mallon






quarta-feira, 5 de junho de 2019

Lenda da Menina Que Colocava Agasalhos no Cabide Para Moradores de Rua

Lenda da Menina Que Colocava Agasalhos no Cabide Para Moradores de Rua
Existe um gesto maravilhoso que se espalha pelo inverno. Pois grupos de pessoas colocam agasalhos, para doações, em cabides, à noite, no centro das grandes cidades para os moradores de rua.
Esta atitude não é uma novidade exclusiva deste século. Pois ela foi resgatada de um hábito medieval que se perdeu no tempo e até possui uma lenda que está abaixo:
Na Idade Média, existia uma menina chamada Ana, que era filha de Gertrudes, uma costureira viúva. Porém ela notava que alguns nômades e “caxeiros” viajantes faziam encomendas de roupas para sua mãe. Mas nunca viam buscar e como as peças eram sob medida se tornavam difíceis de vender depois. A garota pensava em doar estas peças, que não tinham saída, porém sua mãe nunca deixava. Uma noite Gertrudes faleceu e Ana assumiu o posto de costureira da vila. Como era inverno e existiam muitos esfarrapados na aldeia, a jovem decidiu colocar os agasalhos, sem compradores, em cabides nas ruas para que os pobres pegassem. A ideia deu certo e todo o inverno ela repetia a experiência.
Perto dali morava o príncipe, Alexandre, que todo o inverno se disfarçava de pedinte e visitava várias vilas.
Assim o falso mendigo ficou observando a aldeia e viu quando Ana colocou um cabide com agasalhos na rua. Então, ele achou a jovem linda, se aproximou e perguntou:
- Estou morrendo de frio...
- Posso pegar um destes casacos?
A moça respondeu:
- Sim!
- O objetivo é este!
No dia seguinte Alexandre se vestiu como príncipe e bateu na porta de Ana:
- Bom dia!
- Procuro uma mulher generosa para se casar. Por isto, pelas suas atitudes você foi escolhida.
A moça falou:
- Desculpe, mas não posso aceitar. Pois meu sonho é virar freira. Inclusive, estou a caminho do convento. Mas preciso lhe propor algo:
- Gostaria de aprender a costurar para continuar com meu trabalho, de cabide solidário, por toda a região?
Alexandre respondeu:
- Sim!
Deste jeito, o príncipe aprendeu a costurar e em todas as aldeias ele confeccionou este cabide solidário.
Ana virou freira, onde continuou costurando e deixando agasalhos, no inverno, em cabides para os desvalidos.
Antes de morrer, ela disse:
- Este hábito do cabide solidário poderá até desaparecer por um tempo. Mas voltará daqui a mil anos com força total. Onde houver um cabide solidário, meu espírito estará ao lado.
Depois de sua morte e do falecimento do príncipe, esta atitude acabou aos poucos naquela região.
Porém, na Europa, no final dos anos 90 do século passado, uma moça afirmou ter sonhado com o espírito de uma freira que pediu para que ela fizesse um cabide, com agasalhos, nas ruas para os carentes. Assim a ideia foi se espalhando aos poucos no mundo.
No Brasil, no estado do Rio Grande do Sul, em 2014, surgiu uma ONG chamada, Amor no Cabide, que deixa roupas no cabide, nas praças, para moradores de rua. O interessante é que no lugar de etiquetas das peças os integrantes deixam poemas escritos em cartolinas de corações. Pois a roupa aquece o corpo. Mas a Poesia é o alimento para a alma.
Gostou da ideia?
Então monte um cabide solidário, no inverno, da sua cidade!
Porém, não se esqueça, do poema no lugar da etiqueta!
Luciana do Rocio Mallon






terça-feira, 4 de junho de 2019

Lenda da Cigana das Saias dos Mapas Secretos


Lenda da Cigana das Saias dos Mapas Secretos
Tempos atrás, ganhei uma saia estilo cigana muito bonita. Logo notei que ela tinha uma rosa dos ventos desenhada ao lado e suas costuras formavam um tipo de mapa.
Dias depois fiz uma apresentação de dança com esta saia. Após isto, uma idosa me disse:
- Sabia que você está usando uma saia cigana com mapa?
Assim comentei:
- Nossa!
- Deve ser por isto que a peça veio com a rosa dos ventos desenhada.
Desta maneira, a idosa contou uma estória que era assim:
“- Durante a Idade Média existiam os vinkings e bárbaros que viviam saqueando as carroças.
Por isto os ciganos escondiam seus tesouros, nos solos das matas fechadas, e desenhavam em mapas. Porém, os vândalos descobriram e passaram a roubar os mapas também.
Num clã existia uma cigana, chamada Gaia, que ao perceber tudo isto teve uma ideia:
- Como as saias ciganas são estilo sanfona e só se esticam quando a bailarina dança, a solução será costurar retalhos em formas de mapas e confeccionar saias desta maneira sem se esquecer da rosa-dos-ventos.
Então a partir daquele dia, Gaia pegava os mapas, onde os tesouros foram enterrados, e costurava os desenhos deles nas saias rodadas. Depois os mapas de papéis eram queimados para evitar roubos.
Assim os bárbaros não descobriram mais os mapas dos tesouros.”
A foto da saia que ganhei está abaixo.
Luciana do Rocio Mallon






Link Ensaiando a Coregrafia da Música Marina

https://www.youtube.com/watch?v=hSsM-LoR250&list=PLWy0o60uHTE5A-lh824fKQKbAXrW29T7a&index=2&t=0s

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Não Interessa o Seu Papel Na Vida, O Importante é Não Poluir a Natureza


Não Interessa o Seu Papel Na Vida, o Importante é Não Poluir a Natureza
A vida é um palco escorregadio, onde cada um tem o seu papel.
Algumas pessoas caridosas e boas fazem papel de trouxa para os aproveitadores fumarem ou carregarem suas bagagens.
Já outras são papéis higiênicos porque sempre limpam a cagada que criaturas irresponsáveis fazem fora do vaso.
Os seres meigos e calmos são papéis de bombons. Pois sempre ficam doces, mesmo quando são jogados na lixeira.
O problema são as pessoas bonitas e egoístas, ao mesmo tempo, porque elas se comportam como papéis de presente. Pois são atraentes por fora, mas seus conteúdos interiores nem sempre agradam os contemplados.
Um indivíduo falso é como papel-tigre. Pois o amado procura alguém com pele de fera sensual. Mas acaba encontrando uma pessoa nervosa e verde como o Incrível Hulck.
Criaturas implicantes se transformam em papéis de documentos defasados e obsoletos. Por isto sempre acabam virando rascunho.
Seres assanhados são como guardanapos macios em baladas porque passam de boca em boca.
Não interessa o seu papel na vida. Pois o importante é ele ir para a lata dos lixos recicláveis para não poluir o meio-ambiente. Pois ninguém é um papel em branco, mas todo mundo é reciclável.
Luciana do Rocio Mallon




quarta-feira, 1 de maio de 2019

Aulas de Dança no Coração de Curitiba

Gostaria de entrar no mês de Maio fazendo alguma atividade diferente?
O Centro Cultural Gabriela Valentina tem aulas de Dança por apenas 50 reais por mês. Ele fica na Rua XV de Novembro, número 266, nono andar. Centro. Curitiba.
Modalidades: Dança Cigana Artística, Zumba, Jazz Romântico, Danças de Novelas, Filmes e Princesas da Disney.
Informações pelo whats: 41996512567.
Aulas pelas sextas às tardes.


Luciana do Rocio Mallon

Simpatias e Lendas Para Arrumar Emprego no Dia Primeiro de Maio


Simpatias e Lendas Para Arrumar Emprego no Dia Primeiro de Maio
Hoje é primeiro de maio, Dia do Trabalhador, e existem simpatias para arrumar emprego que devem ser realizadas hoje. Veremos algumas abaixo:
-Bolo de São José Trabalhador:
Hoje, algumas igrejas vendem o bolo de São José Trabalhador. Dentro da massa existem medalhinhas deste santo. Reza a lenda que a pessoa que encontrar esta joia conseguirá um emprego nos próximos dias.
- Missa do Morro da Samambaia:
Em Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba, fiéis sobem o morro da Samambaia para uma missa do Dia do Trabalho que acontece lá.
Dizem que, nos anos 90, um rapaz se suicidou neste morro porque não conseguia emprego. Reza a lenda que, no dia primeiro de maio, o espírito deste moço aparece para algumas pessoas, neste morro, e exclama:
- Preciso de orações!
- Desejo que você consiga um bom emprego!
Segundo a tradição a pessoa que ora pela alma deste homem, naquele local, consegue um bom emprego nos dias próximos.
- Lírios Brancos na Igreja de São José:
Diz a lenda que se um desempregado levar lírios brancos numa Igreja de São José Trabalhador, ele conseguirá emprego nos próximos dias.
Assim vamos rezar para que os desempregados do mundo consigam bons empregos para manter suas vidas com dignidade.
Luciana do Rocio Mallon



domingo, 3 de março de 2019

Roubei as Tranças da Rapunzel e Isabela Perdeu o Sapato da Cinderella


Roubei as Tranças da Rapunzel e Isabela Perdeu o Sapato da Cinderella
Em 1979, quando tinha cinco anos de idade, estava no jardim-de-infância e possuía uma amiga chamada Maria. Durante alguns dias ela faltou, depois voltou com a cabeça raspada e disse:
- Choro todo o dia porque minha mãe mandou raspar meu cabelo que já era curto. Mas ela disse que a culpada é minha doença.
Então perguntei:
- Qual é a sua doença?
Assim Maria respondeu:
- Câncer.
Deste jeito comentei:
- Eu passava que isto fosse o nome de um signo. Porém farei de tudo para lhe ajudar.
Alguns dias depois, um grupo de teatro foi se apresentar na escola. Eu me escondi no camarim e vi quando a atriz que faria a Rapunzel amarrou seus cabelos longos e colocou uma peruca enorme com tranças. Deste jeito pensei:
- Esta moça é egoísta!
- Poxa, ela já tem cabelos compridos e ainda possuí uma peruca enorme para fazer a Rapunzel. Preciso dar um jeito de pegar esta peruca para a Maria, que está careca.
Desta forma, me escondi dentro de um baú que ficava no camarim. Quando a atriz voltou, tirou sua peruca e soltou seus cabelos para fazer outra personagem, a Branca de Neve. Assim eu esperei a moça sair, pequei a peruca das tranças da Rapunzel e amarrei na minha cintura. Depois coloquei o casaco escolar em cima, já que ele cobria todo meu uniforme. Antes do sinal de encerramento bater, fui com Maria até o banheiro e disse:
- Peguei as tranças da Rapunzel, agora você terá cabelo!
- Porém não coloque a peruca agora. Para ninguém suspeitar, desfaça as tranças e use a peruca com os fios soltos amanhã.
Minha amiga exclamou:
- Agora, terei cabelo!
No dia seguinte, Maria veio com um lenço na cabeça e assim perguntei:
- Cadê a peruca que lhe dei?
Ela explicou:
- Meu primo mais velho roubou para fazer o boneco de Judas e não pude fazer nada.
Passei o final de semana na casa da minha avó Mirtes. Lá tinha um galpão e resolvi brincar nele. Assim, encontrei uma peruca preta e comprida. Assim comentei:
- Vó, tenho uma amiga que possui Câncer e por isto perdeu seus cabelos...
- Posso dar esta peruca para ela?
Ela respondeu:
- Sim, pode dar para sua colega. Esta peruca é mágica porque usei num teatro da escola onde fiz papel de sereia.
Deste jeito entreguei as madeixas da sereia para minha amiga. Uma semana depois, Maria faleceu e foi enterrada com a peruca.
Por tudo isto acima, eu aconselho os grupos de teatro a cuidarem de seus figurinos nas apresentações em escolas. Inclusive contarei um causo semelhante abaixo:
Isabela mora em Curitiba e faz parte de uma ONG, chamada Coração Herói, que apresenta teatro para crianças carentes. O tema da peça é uma mistura de vários contos infantis entre eles Cinderella. Então Isabela encarnava esta personagem e para isto usava um par de sapatos, com brilho de estrelas, que foi comprado em Milão para sua festa de quinze anos.
Então, um dia, Isabela apresentou esta peça numa escola infantil. Porém ao chegar à sua residência sentiu falta de um dos sapatos. O mistério do sumiço dele ainda não foi desvendado. Pode ser que alguma criança levada, assim como eu era, tenha se encantado com o sapato e levado o objeto para casa. Mas talvez um príncipe tenha encontrado o calçado no meio do caminho e anda, por aí, atrás da Cinderella.
A foto do sapato da Isabela está abaixo. Por favor, se por acaso, alguém encontrou este objeto, entre em contato comigo ou com ela.
Luciana do Rocio Mallon









quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Convite: Aula de Dança das Divas de Novela e Cinema

Convite: Aula de Dança das Divas de Novela e Cinema
Você, mãe, já sonhou em dançar a música da personagem favorita de sua filha, na festa dela, mas não soube por onde começar e não encontrou nada de inspirador no Youtube?
Você, professora, precisou bailar a canção das personagens prediletas das suas alunas e não encontrou nenhuma fonte para isto?
Você, mulher, sonhou em dançar como a sua personagem inesquecível, de novela ou filme de época, com saia rodada e espartilho?
Seus problemas acabaram!
Tia Lu, autora do livro Lendas Curitibanas, ensina a dançar coreografias das divas de novela e cinema a partir de fevereiro de 2019.
Mensalidades a partir de 50 reais.
Local: Centro Cultural Gabriela Valentina, número 266. Nono andar. Centro. Curitiba – Paraná.
Por favor, leve o seguinte material: saia rodada, lenço grande e leque.
Por medida de segurança, traga carteira de identidade para apresentar na portaria.
Luciana do Rocio Mallon


Foto: Coreografia Dorothy e o Mágico de Oz.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Os Problemas Não São as Pessoas Tóxicas e Sim as Criaturas Viciantes


Os Problemas Não São as Pessoas Tóxicas e Sim as Criaturas Viciantes
Nesta nova era, os conselhos que os gurus mais dão são:
- Cuidado com as pessoas tóxicas!
- Afaste-se das criaturas tóxicas!
Porém é fácil não gostar deste tipo de indivíduo tóxico porque ele pega no pé de muita gente sem pausa. Além de ser implicante e desagradável. Então não é difícil sentir asco por este tipo de ser.
Os problemas não são estas criaturas tóxicas e sim as pessoas viciantes.
Os seres viciantes começam conquistando pelo sorriso e ternura no olhar porque seus espíritos são regados de simpatia. Depois contam estórias magníficas que compartilham com você. Assim elas tomam conta da sua vida e quando você percebe, logo se encontra, de alguma forma, em contato com estas criaturas na maioria do tempo. Mas, de repente, surge um dia em que elas somem sem nenhuma explicação convincente com direito aos bloqueios em redes sociais. Então quando a sua pessoa corre atrás delas, estas criaturas se escondem. Só que com seus sumiços estas pessoas levaram parte de seu coração e suas esperanças. Ás vezes quando são espertas chegam até levar bens materiais.
Assim surge aquela sensação que mistura traição com saudade. Deste jeito quando você olha para o céu, vê pontos de interrogação ao invés de estrelas. Então lágrimas rolam de seus olhos. Depois vem a fase da abstinência onde entram as dores físicas, como: dores de cabeça, calafrios, calorões, tonturas e, principalmente, nó na garganta.
Desta maneira é preciso ignorar as pessoas tóxicas e tomar cuidado com as criaturas viciantes. Pois estes seres causam dependência emocional enquanto os seres tóxicos só causam repulsa. Afinal, pessoas viciantes viciam como droga, porque liberam endorfina, dopamina e ocitocina nos corpos das vítimas. Por isto é difícil esquecê-las depois de um sumiço longo e quase eterno.
Luciana do Rocio Mallon




segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Chamar Alguém do Gênero Feminino de Moça Não é Ofensa


Chamar Alguém do Gênero Feminino de Moça Não é Ofensa
Dias atrás, vi escritores reclamando que encontraram em páginas femininas, meninas falando que chamar alguém do gênero feminino de moça é ofensivo. Segundo estas garotas a palavra “moça” chega a ser mais ofensiva do que “princesa” porque conforme, estas adolescentes, trata-se de um apelido machista e brega.
Moça e princesa nunca foram palavras ofensivas. Eu, por exemplo, não me sinto triste quando me chamam com estas palavras. Mas é lógico que tudo depende do contexto. Já recebi poemas onde me chamaram de moça e princesa. Com relação à breguice, posso dizer que os excelentes poemas de amor sempre são considerados cafonas pela galera descolada da moda. Porém sempre preferi as declarações de paixões bem melosas, pois é o açúcar e o mel que alimentam os textos de amor.
O que seria do cantor Amado Batista sem a sua música chamada Princesa?
O que seria do artista Wando sem a sua canção intitulada Moça?
Algumas criaturas dizem que uma mulher só merece ser chamada de moça se ainda for virgem. O problema é que, hoje em dia, ao ver uma desconhecida jovem solteira não há como saber se ela já transou ou não por causa da tal liberdade sexual. Já outros seres afirmam que uma dama só deve ser chamada de princesa se for bonita. Porém beleza é algo relativo e subjetivo. Sem falar que na vida real nem todas as princesas, de várias monarquias, foram bonitas de acordo com a beleza imposta pelo comércio.
Como citei, não vejo problemas em ser chamada de moça ou princesa. Pois, para começar, nunca transei com penetração na vida mesmo e apesar de estar longe da beleza imposta pelo capitalismo, sei que boniteza é algo pessoal. Antes eu ficava incomodada quando me chamavam de senhora. Mas o tempo passou e como tenho mais de quarenta anos de idade nem me importo mais. Mesmo assim eu temo ser chamada de vovó mesmo não tendo netos. Porém algo que me salva é muita pele oleosa e sebenta, que não deixa as rugas e nem os pés-de-galinha caminharem no meu rosto. Ás vezes fico ressabiada quando me apelidam de madame. Pois na adolescência havia umas colegas invejosas, que pensavam que eu era rica por causa de lendas fantasiosas a meu respeito, e me apelidavam com este nome de uma forma pejorativa. Na verdade, hoje quando me chamam de madame tremo e fico com medo de ser assaltada. Recentemente fiquei encantada com um garçom porque ele me chamou de “lady”, que significa dama em inglês, sem falar que esta é uma palavra existente em várias canções internacionais românticas de que gosto. Basta um homem me chamar de “lady” que logo várias músicas começam a tocar na minha cabeça.
Portanto substantivos que muitas vezes viram adjetivos como: moça, princesa e lady não são machistas e muito menos ofensivos.
Luciana do Rocio Mallon  






segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Dia do Leitor, Sete de Janeiro


Dia do Leitor, Sete de Janeiro
O Dia do Leitor foi inventado, no Brasil, para comemorar à fundação do jornal cearense “O Povo”, batizado em 7 de janeiro de 1928, pelo jornalista Demócrito Rocha.
A palavra ler veio de “legere” que significa colher o alimento.
Na Antiga Roma surgiu a expressão “legere oculis”, que significava colher com os olhos, quando alguém lia algum papiro ou textos nas pedras. Pois além de visualizar, a pessoa precisava interpretar as frases como se a mensagem fosse uma fruta colhida no pé.
A palavra leitor tem um pingo na palavra leite que também vem do latim “lacte” que significa primeiro alimento.
Quando tive aulas de Etimologia, o professor falou que leitor era uma mistura de legere, colher, com lacte que significava alimento do seio.
Portanto leitor quer dizer: aquele que colhe o alimento com os olhos.
Realmente ler é uma comida para o espírito e o cérebro.
No Brasil, até o final do século dezenove aprender a ler e a escrever era só para os privilegiados. Mas no século vinte foram construídas várias escolas proporcionando que a maioria da população viesse a ser alfabetizada.
Mesmo assim, infelizmente, há um grande número de pessoas que sabe ler, porém não sabe interpretar. Mas é possível consertar isto se os pais acompanharem o rendimento escolar dos seus filhos, nos colégios, estimulando a leitura dentro de casa.
Gosto de escrever lendas populares, contos divertidos e poemas simples para incentivar o interesse do leitor. Pois num mundo pesado em que vivemos, ninguém merece ler algo chato e enfadonho.
Por curiosidade, fatos que fazem um pequeno leitor, em construção, a desistir de ler uma obra são:
- Descrições detalhadas e longas,
- Vocabulário complicado e erudito ao extremo.
Realmente, é importante para o adolescente a ampliação de seu vocabulário. Porém nenhuma criança aguenta pegar no dicionário ou consultar o Google de dois em dois minutos.
Por isto uma vez, um escritor recalcado e frustrado, com pouquíssimos seguidores, comentou:
- Você é brega e escreve igual à personagem Tia Anastácia do Sítio do Pica-Pau Amarelo.
Tomei este comentário pejorativo como elogio porque minha intenção ao escrever sempre foi me aproximar do povo mais humilde usando as expressões da terra.
Também estou aberta ao diálogo nas redes sociais sobre minhas obras. Isto é ter consideração com o leitor. Infelizmente há escritores que não sabem conversar e acabam discutindo ou ignorando os próprios leitores. Aliás, um dos métodos para o escritor sentir a qualidade da sua obra é através de debates civilizados com seu público.
Afinal, o leitor é um turista viajante que nunca se arrependerá do passeio através do mundo das letras.
Há dois detalhes que conquistam e cativam qualquer leitor:
- Uma estória interessante com criatividade nos elementos de surpresas,
- Coerência e coesão na costura do texto e
- Vocabulário simples.
Assim gostaria de aproveitar este artigo para agradecer a todos os fãs e leitores dos meus textos. Pois sem eles minha missão estaria incompleta.
Luciana do Rocio Mallon





domingo, 6 de janeiro de 2019

O Grimpeiro


O Grimpeiro
Muito prazer, sou um grimpeiro
Um pássaro leve, doce e brejeiro
Gosto de ficar no alto das grimpas
Observando estrelas e pipas

Curto uma cidade com quatro estações num só dia
Porque sou um pássaro sonhador e aventureiro
Vários climas me inspiram a mais bela Poesia
Pois sou poeta tímido e ao mesmo tempo arteiro

Eu me alimento das larvas que danificam o pinheiro
Por isto eu preciso desta árvore para viver
Ela me dá abrigo e carinho o tempo inteiro
Sem falar que a comida vai além do prazer

Sou o grimpeiro, ás vezes brigo com a gralha-azul
Esta ave famosa que voa de norte a sul
Ela pede para que eu saia do meu espaço, já
E ainda afirma que ela é símbolo do Paraná

Sou grimpeiro e represento Curitiba, esta cidade
No fundo a gralha sabe que falo a verdade
Sou grimpeiro e meu voo é uma suave Poesia
Porém sou discreto e não digo “bom dia”

Sou um pássaro raro, um grimpeiro
De um tempo diferente, sou garimpeiro.
Luciana do Rocio Mallon











Verbo, Verba e Verbena


Verbo, Verba e Verbena
Não sou rica, não possuo verba
Sou pobre poeta, só tenho verbo
Não sou escrava, apenas serva
Do poema do chicote incerto

Quando o verbo beija um poema
No jardim nasce a leve verbena
Com o cheiro das letras floridas
Que curam traumas e feridas

Nunca fui linda princesa e nem tenho verba
Sou uma vela acesa no túmulo do verbo
Que se transforma em poetisa no quintal da miragem
Onde há uma verbena azul e solitária na paisagem.
Luciana do Rocio Mallon



segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Gato Vadio


Tem gente que é como gato vadio
Não pode receber um elogio
Que já se assanha e entra em cio
Assim queimo o meu pavio
Que não tem fogo e nem fio.
Luciana do Rocio Mallon


sábado, 3 de novembro de 2018

Lenda da Expressão: Fulano Se Finge de Morto Para Pegar o Coveiro


Lenda da Expressão: Fulano Se Finge de Morto Para Pegar o Coveiro
Reza a lenda que, na Idade Média, existia um agricultor solteiro, chamado Rogério, que era apaixonado pelo coveiro da vila, Ricardo, que também era solitário. Porém bebia muito à noite, além de ser sonâmbulo e morar num puxado aos fundos do cemitério.
Mas Rogério tinha vergonha de confessar o seu amor com medo da homofobia da época. Pois os homossexuais comprovados eram mortos na fogueira ou na forca pela Inquisição.
Assim o agricultor se fingiu de morto e foi enterrado no campo-santo. Porém, à noite, ele saiu do túmulo, se vestiu de mulher, entrou na casa do coveiro que estava bêbado e em estado de sonambulismo.
Assim, Rogério fingiu que era uma moça e confessou o seu amor, que foi correspondido.
Deste jeito, de dia o rapaz trabalhava na sua propriedade rural e à noite se vestia de mulher para seduzir o coveiro.
Numa madrugada os dois beberam demais. Por isto demoraram a acordar. As pessoas, preocupadas, arrombaram a porta da casa de Ricardo e pegaram o coveiro dormindo com o agricultor vestido de mulher. Então uma das beatas exclamou:
- O Rogério não morreu!                                  
- O Diabo está solto porque ele voltou como mulher!
- Fogueira nos dois!
Mas o agricultor exclamou:
- A culpa foi minha!
- Eu me fingi de morto e me vesti de mulher para conquistar o coveiro!
- Ele é inocente.
Então amarraram o lavrador no pilar e lançaram fogo. No mesmo instante que seu corpo foi sendo queimado, moedas de ouro saíram das chamas.
No mesmo instante um pássaro voou e comentou:
- No futuro muita gente se fingirá de morta para se aproveitar do coveiro.
Luciana do Rocio Mallon







sábado, 13 de outubro de 2018

Adulta Virgem em Tempos de Ódio


Adulta Virgem Em Tempos de Ódio
Amiga:
- Tia Lu, você não deveria espalhar ao mundo por aí que é uma adulta virgem. Pois com esta onda de ódio isto pode ser perigoso.
Minha resposta:
- Em todas as épocas, a Terra sempre foi um local hostil para quem considera o corpo como um templo sagrado do espírito.
Na Antiguidade, torturavam e matavam virgens para oferendas aos deuses pagãos.
Na Idade Média, se uma mulher continuasse solteira e invicta depois de uma certa idade, sem estar num convento, ela era condenada à fogueira. Pois até hoje a sociedade pensa que o celibato é impossível para uma mulher e quando isto acontece ela é considerada bruxa ou louca.
Com a criação da TV, surgiram novelas, que ridicularizam as moças virgens, colocado estas donzelas em papéis como beatas recalcadas.
O mundo sempre foi cruel para quem respeita o próprio corpo. Mas eu não tenho medo. Pois sei que a carne é o escudo da alma. Ela deve estar pura e preparada contra qualquer agressão, do inimigo, sempre. Isto é possível através da purificação interior.
Luciana do Rocio Mallon








domingo, 30 de setembro de 2018

Ele Queria um Cobertor de Orelha, Mas Dei Meias de Poemas Para Cobrir Seu Pé do Ouvido


Ele Queria um Cobertor de Orelha, Mas Dei Meias de Poemas Para Cobrir Seu Pé do Ouvido

Ele me falou que queria um cobertor de orelha
Então a timidez chegou e me deixou vermelha
Assim coloquei meias de poemas ao pé do seu ouvido
Pois vi que ele estava frio e com o espírito sofrido

Caluniaram-me falando que minha orelha não era virgem
Minha orelha não é santa, mas o resto do meu corpo é intacto
Porque ele não aceita carinhos e nem toque sem origens
No espírito e na alma eles podem causar cruel impacto

O problema é que até as paredes geladas tem ouvido
Ele desejava um vulgar cobertor de orelha
Que cobrisse seu corpo pecador e arrependido
Porém dei meias de poemas quentes de centelha
Não aceitando as flechas do travesso cupido.
Luciana do Rocio Mallon