Lenda da Cigana Com Moedas no Lenço de Torção na Cintura
Na Idade Média existia uma cigana chamada Aurea. Um dia, ela disse as suas amigas:
- Faremos uma aposta!
- A cigana que ganhar mais moedas dançando, para o público de fora, deverá colocar estas mesmas moedas no seu lenço de cintura. Assim, todas deverão manter seus lenços com moedas para que no final do ano, verificarmos quem ganhou a aposta. Além de lindas, as moedas ajudam a acompanhar o ritmo da música.
A partir daquele dia, todas as dançarinas do clã passaram a colocar moedas nos seus lenços de torções.
O tempo passou e Aura foi a dançarina que mais tinha moedas no lenço. Porém, numa madrugada, vikings invadiram o acampamento cigano para roubar. Aurea não quis entregar seu lenço com moedas e por isto foi assassinada.
Reza a lenda que, hoje, o espírito de Aurea ajuda as dançarinas que usam lenços com moedas em suas cinturas.
Luciana do Rocio Mallon
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segunda-feira, 15 de junho de 2020
terça-feira, 4 de junho de 2019
Lenda da Cigana das Saias dos Mapas Secretos
Lenda da Cigana das Saias dos Mapas Secretos
Tempos atrás, ganhei uma saia estilo cigana muito bonita.
Logo notei que ela tinha uma rosa dos ventos desenhada ao lado e suas costuras
formavam um tipo de mapa.
Dias depois fiz uma apresentação de dança com esta saia. Após
isto, uma idosa me disse:
- Sabia que você está usando uma saia cigana com mapa?
Assim comentei:
- Nossa!
- Deve ser por isto que a peça veio com a rosa dos ventos
desenhada.
Desta maneira, a idosa contou uma estória que era assim:
“- Durante a Idade Média existiam os vinkings e bárbaros que
viviam saqueando as carroças.
Por isto os ciganos escondiam seus tesouros, nos solos das
matas fechadas, e desenhavam em mapas. Porém, os vândalos descobriram e
passaram a roubar os mapas também.
Num clã existia uma cigana, chamada Gaia, que ao perceber
tudo isto teve uma ideia:
- Como as saias ciganas são estilo sanfona e só se esticam
quando a bailarina dança, a solução será costurar retalhos em formas de mapas e
confeccionar saias desta maneira sem se esquecer da rosa-dos-ventos.
Então a partir daquele dia, Gaia pegava os mapas, onde os
tesouros foram enterrados, e costurava os desenhos deles nas saias rodadas. Depois
os mapas de papéis eram queimados para evitar roubos.
Assim os bárbaros não descobriram mais os mapas dos tesouros.”
A foto da saia que ganhei está abaixo.
Luciana do Rocio Mallon
domingo, 28 de abril de 2019
Faça Aulas de Dança Em Maio
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Cultural Gabriela Valentina tem aulas de Dança por apenas 50 reais por mês. Ele
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Modalidades:
Dança Cigana Artística, Zumba, Jazz Romântico, Danças de Novelas, Filmes e
Princesas da Disney.
Informações
pelo whats: 41996512567.
Luciana do
Rocio Mallon
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
A Joaninha e a Borboleta Que Viraram Espanhola e Cigana
A Joaninha e a Borboleta Que Viraram Espanhola e Cigana
Era uma vez uma joaninha e uma borboleta
Que brincavam no florido jardim
De um jeito alegre, suave e xereta
Entre a rainha rosa e o marquês jasmim
A joaninha vestia um tecido de poá
Com perfume da flor de maracujá
A borboleta bailava com asas coloridas
Beijando as flores doces e atrevidas
O girassol virou um palco dourado
Repleto de doçura, fofura e ternura
Onde a joaninha e a borboleta dançavam com candura
A canção de um rouxinol apaixonado
Com força, carinho e loucura
De repente um raio atingiu o girassol
Com o brilho mágico e poderoso do farol
Assim a joaninha virou uma bailarina espanhola
Com leque, sapato, mantilha e castanhola
Já, a borboleta se transformou numa cigana
Com saia rodada e pele rara de porcelana
Suas asas viraram um lenço transparente e gigante
Feito de seda com toques de estrela brilhante
As duas dançaram na chuva pelo jardim
Uma música que nunca tem fim.
Luciana do Rocio Mallon
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
Lenda de Laís, a Cigana do Ghawazee
Lenda da Laís, a Cigana do Ghawazee
No século dezoito, havia uma cigana chamada Laís que viajava
com seu clã pelo Oriente. Numa manhã de primavera, estes ciganos armaram tendas
no Egito e esta jovem, com suas amigas, foram dançar nas ruas, com snujs e bufantes
ceroulas largas para ajudar nas despesas. Bailarinas como elas, na região, eram
apelidadas de ghawazees que significava ciganas mágicas.
Em 1798 Napoleão Bonaparte chegou com seu exército e viu a
Arte das ghawazees como algo negativo. Naquela mesma época, Laís se aproximou
de um acampamento militar de Napoleão e começou a ter um romance com um
soldado.
Porém reza a lenda que Bonaparte proibiu a dança e a presença
das ciganas nas ruas e nos acampamentos. Inclusive ele deu ordem para decapitar
as bailarinas que fossem vistas nestes lugares. Numa noite, Laís foi vista
saindo da barraca do seu amado. Na mesma hora, ela foi capturada, decapitada e
jogada no Nilo. Deste jeito seu namorado ficou procurando pelo corpo da
bailarina no rio. Até que achou a cabeça e o resto do corpo. Mas ao tentar
colar os dois, Laís criou vida e disse:
- Só voltarei à vida hoje. Pois depois você terá que jogar
minha cabeça e meu corpo no rio novamente. Porém se quiser me ver, outra vez,
precisará procurar as mesmas partes de mim, nas águas, para junta-las de novo.
Assim, sucessivamente, todos os dias.
Então todas as noites, o soldado procurava as partes da sua
amada e conseguia encontra-las. Deste jeito, Laís dançava para ele.
Numa noite ele contraiu tuberculose e sua amada explicou:
- Chegou a hora do meu corpo separado voltar ao rio e cumprir
outra missão. A partir de hoje minha meta será unir pedaços de bailarinas que
foram jogadas às águas para que elas voltem à vida. Pois só eu possuo este
poder.
Naquela madrugada Laís nadou e encontrou uma cabeça e o corpo
de uma dançarina assassinada. Desta maneira, ao juntar estas partes, a moça
voltou à vida.
Diz o mito que quando uma dançarina é decapitada e partes do
seu corpo são jogados em qualquer rio, o fantasma de Laís junta estes pedaços e
a jovem ressuscita.
Luciana do Rocio Mallon
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Lenda da Cigana Azálea
Lenda da Cigana Azálea (Por
Luciana do Rocio Mallon)
No Oriente da Idade
Antiga havia uma rainha, que não mexia as pernas, chamada Léa. Além disto, esta
monarca não conseguia engravidar. Num dia de primavera, ela estava no jardim
conversando com as flores e desabafou perto de um girassol:
- Como eu queria voar e
engravidar!
O girassol falou:
- Você ficará gestante
de uma menina que lhe dará asas. Mas para sua filha viver, ela nunca deverá
tocar num homem na vida. Portanto, é melhor que a garota viva afastada da
sociedade.
Depois de nove meses,
Léa teve uma garota. No mesmo dia criou asas e conseguiu voar. Por isto batizou
a sua filha de:
- Asas da Léa.
Porém, por causa do
pacto com o girassol, trancou sua filha na torre de um castelo.
A garota cresceu. Assim
da janela, a adolescente via o girassol e se apaixonou por ele. Mas não contou
sobre seu amor para ninguém. O problema foi que, numa madrugada de inverno, sua
mãe morreu de tuberculose.
Assim esta princesa enlouqueceu,
olhou para o girassol e disse:
- Como minha mãe
faleceu e estou apaixonada por você, me jogarei do jardim para viver o nosso
amor.
Ao cair na terra, a
moça se transformou em uma flor da cor rosa pink. No mesmo instante uma caravana
de ciganos, que passava, resolveu montar acampamento perto do castelo.
Leila, a shuvani com
poderes sobrenaturais do clã, resolveu passear pelo jardim, viu a flor pink e
perguntou:
- Linda planta, qual é
o seu nome?
O girassol emitiu o
seguinte som:
- Ela se chama Asas da
Léa.
A cigana entendeu:
- Azálea!
Assim ela levou a flor
até sua tenda onde colocou a pobre em um vaso com água. Mas ela percebeu que em
toda a noite de festa, esta azaléa se transformava numa donzela com saia rodada
da mesma cor das pétalas da flor e saía para bailar com o clã. Então, no final
da dança, quando Azálea decidia cair levemente ao chão, parecia que os babados
de sua saia se transformavam em pétalas de flor. Deste jeito a donzela deixava
o ambiente perfumado e era aplaudida.
Assim nasceu a lenda da flor cigana chamada Azálea.
Luciana do Rocio Mallon
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