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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Lenda dos Fantasmas da Horta da Escola

 

Lenda dos Fantasmas da Horta da Escola

Esse causo foi contado por dois irmãos, que me autorizaram a divulgar o relato nas mídias, mas que pediram para que seus nomes fossem trocados. Assim, para preservar a identidade dos relatantes, chamarei esses protagonistas de Valentina e Enzo.

Valentina e Enzo eram dois estudantes que moravam no Nordeste. Mas seu pai, por causa do trabalho, foi transferido para uma cidade do Sul do Brasil. 

Então os dois foram matriculados na mesma escola, apesar das turmas serem separadas porque estavam em séries diferentes. Porém, como esses dois estudantes, tinham o sotaque diferente já foram vítimas de bullying logo no primeiro dia de aula. Assim Valentina, não conseguindo nenhuma amiga e para fugir de provocações, decidiu se isolar na hora do recreio. Dessa maneira ela avistou, ao fundo da escola, uma horta e pensou:

- Essa plantação é isolada, portanto, é um ótimo local para eu me esconder na hora do lanche!

Porém ao se aproximar, do local, a garota viu a seguinte placa:

- Os vegetais da horta são para ONGs que ajudam pessoas em situação de vulnerabilidade.

Naquele mesmo instante, a estudante notou dois vultos que passaram rápido e achou isso muito estranho.

Mesmo assim a menina decidiu que passaria o recreio sempre em frente à horta. Depois de alguns dias, ao se aproximar da plantação novamente, a estudante notou que duas jovens se aproximaram dela com características peculiares: uma morena, com cabelo Chanel, vestida de preto com roupas góticas e outra loira vestida de branco com uma faixa de miss.

Valentina tremeu, mas a morena gritou:

- Bom dia!

Sabemos que você se esconde na horta para fugir do bullying na hora do recreio!

A loira exclamou:

- Não se assuste, pois somos as guardiãs da horta da escola e também da casa abandonada do antigo zelador que fica atrás dessa mesma plantação!

 - Mas deixaremos você passar a hora do recreio aqui. Pois sabemos que é vítima de bullying por causa do sotaque diferente. Aliás, como já fui recepcionista em um consultório de Fono e Psicologia, posso ajudar você a perder o sotaque e se adaptar ao jeito de falar daqui da cidade.

A morena falou:

- Meu apelido é Dizinha porque meu nome real é de origem grega e difícil de falar. Por isso, o povo me deu esse apelido. Antes de me desviverem, eu estudava aqui.

A loira disse:

- Eu estudei nessa escola quando era adolescente. Inclusive meu apelido é Miss da Escola, porque venci o primeiro concurso de beleza desse colégio. Depois que completei o segundo grau aqui, passei a trabalhar como modelo e recepcionista de consultório. Porém eu sempre era chamada para ser jurada dos concursos de beleza da escola, além de dar aulas de Dança, Desfile e tocar o piano do teatro escolar. Tudo isso antes de me desviverem.

A partir daquele dia, Valentina passou a ter amizade com as guardiãs da horta, mas algo estranho ficou na sua cabeça:

- O que significa o verbo desviver?

Mesmo assim, todos os dias no momento do recreio, Valentina ia até a horta para ter aulas de: como disfarçar o sotaque de fora, desfile e passos de danças com as guardiãs. Assim o bullying foi cessando aos poucos.

Porém, quem sofria para se adaptar, era Enzo, irmão da Valentina.

O tempo passou até que chegou o período da festa junina e nenhuma menina da escola quis fazer par com o Enzo na quadrilha. Mesmo assim, o garoto resolveu bailar na apresentação mesmo sem par. Então quando a turma dele, ainda estava na fila para a apresentação, uma loira com faixa de Miss, se aproximou desse menino e exclamou:

- Se você não tinha par, agora tem: eu!

- Não se preocupe porque já estudei aqui e sei a coreografia toda decorada.

Dessa maneira, Valentina percebeu que era sua amiga, da horta, que estava dançando com seu irmão e filmou a dança pelo celular. Mas, durante isso, ela escutava coisas como:

- O Enzo está dançando sozinho!

- Que menino maluco, resolveu dançar a quadrilha sem par!

Quando a coreografia acabou, a Miss da Escola saiu correndo e desapareceu no meio da multidão.

Ao chegar em casa, Valentina notou que a Miss da Escola não apareceu nos vídeos e nem nas fotos que outras pessoas tiraram. Então ela resolveu pesquisar para descobrir se existiu algum crime real no colégio. Na Internet, através de um buscador de pesquisa, ela leu notícias de vinte anos atrás, como:

- Zelador, que morava aos fundos do colégio e cuidava da horta da escola, confessou que matou uma aluna e outra ex aluna. Além disso, o meliante enterrou os corpos na horta do colégio, depois falou que atentou contra as jovens porque se apaixonou por elas e não foi correspondido. Aliás, as verduras da horta eram usadas na merenda escolar.

Após descobrir a verdade, Valentina nunca mais viu suas amigas sobrenaturais.

Reza a lenda que até hoje Dizinha e Miss da Escola protegem todas as plantações escolares do mundo. Assim elas expulsam vândalos das hortas e ajudam quem sofre bullying.

Luciana do Rocio Mallon

#lendas

#lendasurbanas

#lendaurbana

 

 


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Lenda do Chip Fantasma Que Ajudou uma Artista a Recuperar Suas Redes Virtuais

 

Lenda do Chip Fantasma Que Ajudou uma Artista a Recuperar Suas Redes Virtuais

O relato abaixo é real, mas os nomes foram trocados para proteger as identidades dos participantes.

Em 2025, Tily era uma artista e comerciante autônoma que usava as redes sociais para mostrar sua Arte e vender seus produtos.

Mas em dezembro daquele mesmo ano, a moça teve suas redes sociais banidas sem nenhuma razão plausível. Então toda a vez que ela tentava fazer um novo perfil, a página caía minutos depois.

Naquela mesma semana, ela sonhou com um rapaz moreno, em cima de uma moto, que estava num local cheio de lama que disse:

- Ajudarei você a voltar com suas redes. No momento, estou no Umbral. Mas quando eu morava na Terra, fiz coisas erradas e agora estou pagando meus pecados. Porém ajudar pessoas é uma das minhas missões para sair desse lugar.

No meio do sonho ela acordou assustada, mas só tinha algo em sua cabeça:

Recuperar seus perfis virtuais.

Assim ela procurou especialistas em Tecnologia para ajudar a resolver esse problema. Um dos profissionais aconselhou a artista comprar um chip novo e fazer novas redes através dele.

Dessa maneira ela comprou um chip novo, colocou no seu aparelho e baixou um dos aplicativos de redes virtuais. No meio do cadastro, de repente, surgiu a foto de um rapaz numa moto com o nome de Bryan Júnior.

Assim ela pensou:

- Será que fui hackeada?

Tily foi correndo para a loja de um técnico em Informática e explicou sua situação. Então ele respondeu:

- Você comprou um chip reciclado, que já pertenceu a pessoa, que está numa moto, na foto. Porém posso investigar, com mais detalhes, quem foi o dono do chip.

O técnico pesquisou no mesmo instante e falou:

- Esse chip pertenceu a um rapaz que morreu num confronto. Pelo rastreamento que fiz, descobri que o apelido dele era Bryan Junior, mas o nome real era Marcelo Augusto. Como ele já faleceu e não usa esse perfil desde 2017, posso reaproveitar a página e fazer um perfil novo para você, já que ele não tem nenhuma postagem e nem seguidores. Pois você é a nova dona do chip perante a nota fiscal.

Assim o profissional fez um novo perfil para Tily.

Depois de 50 dias, a artista teve suas redes antigas devolvidas pelas plataformas. Porém de algo, a artista tem certeza:

 O antigo dono do chip foi o rapaz que apareceu no seu sonho.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#lendas

#lendasurbanas

#lenda

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segunda-feira, 15 de junho de 2020

Lenda da Cigana Com Moedas no Lenço de Torção na Cintura

Lenda da Cigana Com Moedas no Lenço de Torção na Cintura
Na Idade Média existia uma cigana chamada Aurea. Um dia, ela disse as suas amigas:
- Faremos uma aposta!
- A cigana que ganhar mais moedas dançando, para o público de fora, deverá colocar estas mesmas moedas no seu lenço de cintura. Assim, todas deverão manter seus lenços com moedas para que no final do ano, verificarmos quem ganhou a aposta. Além de lindas, as moedas ajudam a acompanhar o ritmo da música.
A partir daquele dia, todas as dançarinas do clã passaram a colocar moedas nos seus lenços de torções.
O tempo passou e Aura foi a dançarina que mais tinha moedas no lenço. Porém, numa madrugada, vikings invadiram o acampamento cigano para roubar. Aurea não quis entregar seu lenço com moedas e por isto foi assassinada.
Reza a lenda que, hoje, o espírito de Aurea ajuda as dançarinas que usam lenços com moedas em suas cinturas.
Luciana do Rocio Mallon


segunda-feira, 8 de junho de 2020

Cronos é o Tempo dos Homens, Mas Kairós é o Tempo de Deus

Cronos é o Tempo dos Homens, Mas Kairós é o Tempo de Deus
Cronos é o tempo do mundo
Mas Kairós é o tempo de Deus
Ele é divino e profundo
Como o brilho dos olhos seus

Enquanto Cronos carrega um pesado relógio de ouro
Kairós segura uma ampulheta com estrelas cintilantes
Porque o tempo é o verdadeiro e real tesouro
Mas não pode ser medido por segundos pulsantes

Cronos comanda o prazo do seu trabalho
Com seus ponteiros feitos de carvalho
Já Kairós prepara os momentos de surpresa
Pois sempre há beleza no meio da tristeza

As pessoas são escravas de Cronos
Com seus segundos ingratos e mornos
Querem que aconteçam fatos bons a toda a hora
Por isto não admiram o Sol e nem a chuva lá fora!

Só deixa Kairós entrar quem aceita o destino
E não reclama dos desejos do Poder Superior
Que sabe o minuto certo de tocar o sino
Na constelação do relógio com amor

O tempo de Deus é diferente do tempo da Terra
A cada tique-taque há uma emoção à espera
De um néctar voador na flor de uma primavera

Cronos tem pés e asas, por isto o tempo corre e voa
Porém Kairós tem teletransporte numa hora boa.
Luciana do Rocio Mallon





domingo, 31 de maio de 2020

Lenda de um Cachorro Chamado “Te Amo”

Lenda de um Cachorro Chamado “Te Amo”(Por Luciana do Rocio Mallon)
Quando eu tinha cinco anos, vi uma velhinha com seu cachorro e perguntei:
- Qual é o nome dele?
Ela respondeu:
- Te amo!
Assim, falei:
- Também gosto da senhora.
- Mas qual é o nome do cachorro?
A senhora falou novamente:
- Te Amo!
Mas eu disse:
- Não entendi...
- Diano?
- Tiano?
Ela exclamou:
- Te amo, mesmo!
Cheguei à conclusão:
- O nome do cachorro é Te Amo, né?
- Que lindo!
A idosa explicou:
- Os cachorros são os únicos que amam as pessoas de verdade!
De repente, o Te Amo escapou e ela saiu gritando:
- Te amo!
- Te amo, volte aqui!
Um mendigo que estava na rua começou a correr, da anciã, e gritou:
- Acho que bebi demais, pois estou vendo até mulher gritando que me ama.
- Justo, eu que há anos não escuto isto!
De repente, a Kombi de mensagens amorosas viu a idosa chamando o Te Amo e exclamou no alto falante:
- A concorrência está triste!
- Tem até senhoras mandando mensagens gritadas e matando cachorro a grito!
De repente, o cachorro parou, olhou para trás e pulou no colo de sua dona.
Moral da lenda: Não deixe o “Te Amo” escapar, pois quem está de fora não entende, alguns alegam concorrência e pode ser tarde demais.
Luciana do Rocio Mallon




sábado, 11 de abril de 2020

Os Monstros de Cada Época

Os Monstros de Cada Época
Mãe dos Anos 30:
- Criança, não vá para a rua senão a Cuca vai pegar!
Mãe dos Anos 50:
- Criança, não vá para a rua senão o Bicho Papão vai pegar!
Mãe dos Anos 80:
- Criança, não vá para rua senão o Homem do Saco vai pegar!
Mãe dos Anos 90:
- Criança, não vá para a rua senão a Loira do Velho Corcel Preto vai pegar!
Mãe dos Anos 2000:
- Criança, não vá para a rua senão o maníaco do celular vai pegar!
Mãe em 2020:
- Criança, não vá para a rua senão o Corona Vírus vai pegar!
Luciana do Rocio Mallon
#CoronaVírus #Corona #Covid #Covid19



sexta-feira, 3 de abril de 2020

Lenda da Loja Coité Brasil, Artigos Religiosos

Lenda da Loja Coité Brasil, Artigos Religiosos
Meu nome é Luciana do Rocio Mallon e durante a quarentena do Corona Vírus, estou escrevendo textos, gratuitamente, sobre empreendedores que tiveram problemas com esta situação para divulgar seus produtos. Escrevo contos, lendas e poemas. Hoje falarei sobre a lenda da loja Coité Brasil.
Ivonei está na área de artigos religiosos desde 2011. Porém na crise econômica de 2016 a 2017, ele precisou vender o ponto com tudo, deixando no contrato caso o novo dono desistisse do negócio, poderia retirar os produtos e a loja voltaria para ele.
Tempos depois, o novo proprietário ligou dizendo que estava fechando a loja e iria devolver o estabelecimento para Ivonei.
Durante o período, que ficou sem a loja, Ivonei esteve desempregado e passou a fazer artesanato para estabelecimentos de artigos religiosos, como: chocalhos, bengalas, coités e cruzes.
Numa consulta religiosa, com pai-de-santo, uma entidade, chamada Zé, apareceu para ele e disse:
- Você voltará com a loja e fará coisas diferentes para se manter. Mas tenha paciência que loja voltará e você abrirá um novo comércio.
A esposa de Ivonei falou:
- Seu Zé falou que você voltaria com a loja. Então abra uma loja de artigos religiosos.
A loja de artigos religiosos de Ivonei fica no endereço Rua Maestro Francisco Antonelo, 1355. Vila Fanny. Curitiba.
O telefone para contato, com o estabelecimento, é: 99727-7741.
Luciana do Rocio Mallon


domingo, 23 de fevereiro de 2020

A Volta da Saia de Tule, Com Seus Significados Místicos e Lendas, No Carnaval de 2020

A Volta da Saia de Tule, Com Seus Significados Místicos e Lendas, No Carnaval de 2020
Como já citei, várias pessoas pediram para que eu voltasse a escrever textos sobre moda nas redes sociais. Nos últimos dias, recebi muitas mensagens pedindo para que eu escrevesse com relação à moda do Carnaval de 2020. Então pesquisei e soube que a fantasia mais procurada foi o short estilo Anitta. Porém o segundo traje mais pedido foi a saia de tule, que tem um significado místico encantador.
Reza a lenda que em 1700, na cidade francesa de Tule, uma fabricante de tecido sonhou com bailarinas e fadas dançando com um tecido transparente com pequenos furinhos. De repente, no meio do balé elas falaram:
- Precisamos dançar com este novo tecido porque ele não deixa que os mosquitos nos piquem. Além disto, este tecido é suave como a nossa dança!
Deste jeito, a moça levantou no meio da noite e com uma força sobrenatural, misturou seda com algodão num caldeirão onde ela usava para rituais sobrenaturais e criou o novo tecido em sua fábrica. Assim batizou o tecido de tule em homenagem a sua cidade. No começo a fabricante e algumas amigas costureiras confeccionaram anáguas, com tule, dizendo às mulheres que o tecido protegia seus corpos contra picadas de mosquitos.
Reza a lenda que em 1832, a bailarina, Marie Taglione, amiga do Rei Luís, teve sua saia de seda danificada por ratos antes de entrar num espetáculo. Então ela resolveu dançar com uma anágua de tule, um pouco acima da canela, no teatro onde representava uma espécie de fada, na verdade, uma sílfide. A peça fez tanto sucesso, que todas as bailarinas passaram a usar a anágua de tule como peça única por cima da cintura.
Em 1880, a bailarina Virginia Zucchi, foi a primeira a vestir uma saia de tule acima do joelho para que o público observasse os movimentos de suas pernas. A partir desta data o balé adotou esta peça com carinho.
Até a rainha Vitória usou o tule em seu vestido de noiva.
Já na década de 1950 com a moda do Rockabilly, o tule foi usado muito nas anáguas das dançarinas que usavam saias, de bolinhas, compridas por cima. Porém ele foi esquecido de 1960 até 2000. Porém, em 2001, a saia de tule passou a ser usada em festas de gala em sua versão mais longa.
Mas, a partir de 2016, surgiram fantasias de unicórnias nos carnavais, onde a peça principal é a saia de tule.
Porém, neste Carnaval de 2020, a saia de tule foi a fantasia mais pedida depois do short da Anitta.
Na Vesteterapia, terapia através das roupas, a saia de tule significa leveza, suavidade e bailado. Reza a lenda que quando uma mulher veste uma peça desta atraí borboletas, fadas e espíritos de bailarinas que já faleceram, mas que pretendem ajudar.
A primeira vez que vesti uma saia de tule senti uma sensação muito boa de leveza e iluminação, que até meu corpo se estremeceu.
Luciana do Rocio Mallon














terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Como as Mulheres Dançavam Numa Época Em Que Curitiba se Chamava Povoado Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais

Como as Mulheres Dançavam Numa Época Em Que Curitiba se Chamava Povoado Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais
Semana passada, recebi mensagens como:
- Tia Lu, escreva uma matéria falando sobre as danças de Curitiba na época do Brasil-Colônia.
- Como as mulheres dançavam na Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais?
Na época do Brasil-Colônia, Curitiba recebeu a influência de várias etnias na Dança: europeia, indígena, afro e cigana.
Naquela época, as mulheres costumavam dançar fazendo seus afazeres domésticos ou na lavoura. Mas nestes casos elas dançavam somente quanto tinham outras mulheres ao seu redor.
Nas festas religiosas, elas apresentavam danças em homenagem a um determinado santo ou a uma data específica. Estas danças eram constituídas somente de mulheres e se chamavam de rodas. Por exemplos: Roda de São Gonzalo, Roda de São Francisco, etc.
Nestas rodas, eram usados elementos como: bandeiras com retratos dos santos homenageados, arcos cobertos de flores, pandeiros, fitas, saias rodadas com anáguas, etc. As mulheres dançavam em rodas que sempre representaram o planeta Terra e a harmonia. As fitas coloridas, pandeiros e saias multicores representavam a alegria das graças alcançadas pelo santo homenageado.
Neste balé existiam movimentos com os braços, passos sincronizados com os pés e giros com saias rodadas. Os instrumentos usados eram violão artesanal e qualquer objeto que servisse como percussão que, geralmente, eram tocados por homens.
Também existiam as danças de promessas e danças de alegrias.
Quando uma mulher pedia uma graça a um santo, era comum realizar uma dança onde entrasse o sapateado no chão de madeira como se fizesse parte da oração do pedido. Neste caso, o sapato seria um calçado fechado com sola de madeira ou tamanco. Era comum, depois da graça alcançada, a moça realizar uma dança mais alegre com sapateado, também, ou convidar as amigas para uma roda em homenagem ao santo protetor.
Outro costume comum eram as danças das passagens da Estação do ano. Por exemplos: no balé da primavera, as moças bailavam jogando pétalas de rosas, na Dança do inverno elas dançavam com xales e no balé do outono as damas bailavam com cestos de frutas nas mãos.
Infelizmente, esta tradição se perdeu no tempo na Curitiba atual.
A Dança sempre foi vista como um instrumento da ligação entre a mulher e o divino. Então com a influência da religião católica isto permaneceu durante muito tempo. Hoje em dia em cidades pequenas do interior ainda é possível ver mulheres organizando rodas de danças em homenagem a algum santo.
Nas minhas aulas de Dança, procuro resgatar esta tradição com seus acessórios originais.
Luciana do Rocio Mallon

















segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Lenda do Cachorro Com o Guarda-Chuva Na Boca

Lenda do Cachorro com o Guarda-Chuva Na Boca
Tempos atrás, compartilhei uma foto de um cão com uma sombrinha na boca. Esta imagem tem várias origens segundo a própria Internet. Alguns especialistas dizem que se trata de uma montagem. Já, outras pessoas dizem que o cão é americano e a foto dos anos 80.
O importante é que a imagem me fez lembrar da lenda do cachorro com o guarda-chuva na boca de Curitiba.
Nos anos 70, três meninos resolveram adotar um filhote que estava na rua e batizaram o bicho de Totó. Estes garotos se chamavam: Antônio, André e Zezinho.
Num dia chuvoso, Antônio jogou futebol na tempestade, ficou na cama com sintomas de gripe e Totó permaneceu ao seu lado. Mas o garoto foi levado ao hospital e faleceu de pneumonia.
Um ano após esta tragédia, André tomou chuva na escola e dois dias, depois, também faleceu de pneumonia.
Então Totó percebeu que os meninos morreram porque não usaram sombrinha.
Assim, a partir daquele dia, toda a vez que Zezinho saia de casa no tempo nublado, o cachorro pegava uma sombrinha na boca e corria atrás do garoto.
Dizem que este cão já faleceu. Mas, reza a lenda que quando o tempo escurece as crianças, menores de cinco anos de idade, costumam ver um cachorro com um guarda-chuva na boca correndo pela rua.
Luciana do Rocio Mallon



segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Lenda dos Pôneis Que Eram Transformados Em Unicórnios

Lenda dos Pôneis Que Eram Transformados em Unicórnios
No final dos anos 90, estampas de unicórnios invadiram a moda. Então surgiram roupas, brinquedos e objetos com desenhos deste animal mitológico.
Porém empresários, da Região Metropolitana, com o objetivo de lucro, resolveram fantasiar pôneis, de unicórnios, em seus parques campestres e eventos ao ar livre.
Mas, os materiais usados eram nocivos aos animais. Pois colocavam cola de metal na testa dos pôneis, para fixar o chifre, e amarravam asas neles com elásticos que deixavam marcas.
Um dia, o pai de uma menina foi a um parque destes e disse a ela:
- Eu já contei que Papai Noel, Cegonha de Bebês e Coelhinho da Páscoa não existem. Mas quero que você conheça um animal que existe de verdade:
- O unicórnio!
Assim ele mostrou à filha um pônei vestido de unicórnio e a pequena acreditou.
O Papai Noel, a cegonha e o Coelho da Páscoa, lá do Reino da Fantasia, ouviram tudo e falaram:
- Esta foi a última gota da água!
- Precisamos libertar estes pôneis que são maltratados e obrigados a fingir que são unicórnios.
Então numa noite de sexta-feira, os três amigos apareceram no estábulo:
- Estamos aqui para libertar vocês!
O pônei mais velho disse:
- Ainda bem porque eu não aguentava mais. A cola do chifre falso deixou uma enorme ferida na minha testa e as marcas dos elásticos das asas fizeram minha pele sangrar. Sem falar, que não tenho nada contra a galera LGBT. Mas como sou macho hetero, me senti triste quando pintaram as minhas crinas com as cores do arco-íris com tintas que causam alergias aos animais.
Deste jeito, o Papai Noel, a cegonha e o coelho abriram a porta do estábulo. Porém, como os pôneis estavam fracos e machucados foram atropelados na Avenida das Torres e morreram.
Porém, eles viraram anjos. Por isto, reza a lenda que nas noites de sexta-feira, de Lua cheia, é possível ver pôneis disfarçados de unicórnios na Avenida das Torres.
Portanto, nunca aceite os maus tratos aos animais.
Luciana do Rocio Mallon



quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Lenda Sobre o Jardim Santa Bárbara deCuritiba

Lenda Sobre o Jardim Santa Bárbara de Curitiba
Em Curitiba, existe o Jardim Santa Bárbara, que é um pedaço do bairro Jardim das Américas.
Reza a lenda que ele recebeu este nome porque uma beata, no século dezenove bem num dia quatro de dezembro, foi rezar no rio da região e viu Santa Bárbara. Depois disto este lugar se encheu de uma planta chamada espada-de-santa-bárbara e de rosas amarelas, símbolos da santa. Até hoje é possível encontrar estas plantas na região.
Luciana do Rocio Mallon

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Lenda da Iara do Rio Passaúna

Lenda da Iara do Rio Passaúna
Reza a lenda que na época que Curitiba ainda se chamava Vila Nossa Senhor da Luz, nas águas onde há o Rio Passaúna, existia uma iara que não queria devorar homens bons, apenas os maus. Pois dizem que ela era filha de uma moça considerada santa milagreira e de um tritão que morreu com um tiro de bandido.
Naquela época surgiu um justiceiro moreno, que matava meliantes fora da lei, e se vestia igual ao Zorro na região.
Numa tarde de primavera, este Zorro paranaense estava sendo perseguido por bandidos. Então ele se jogou nas águas do rio misterioso. Depois que os marginais foram embora, a iara salvou o homem que abriu os olhos e a moça confessou:
- Sou uma mãe-da-água que devora homens. Mas escolhi acabar apenas com os rapazes maus. Como vi que você é um justiceiro do bem, não farei mal a sua pessoa. Aliás, toda a vez que você se sentir acuado, fique à vontade para se esconder no meu rio. Mas, eu proponho uma parceria: toda a vez que você pegar um bandido, gostaria que jogasse o corpo dele nas minhas águas para servir de alimento para mim.
O Zorro exclamou:
- Concordo!
A partir daquele dia, todo o bandido que este justiceiro pegava, ele jogava o corpo no rio da iara.
Reza a lenda que a partir deste pacto, este rio passou a ser lugar de desova de corpos e isto funciona até hoje.
Porém, como os índios passaram a ver um homem vestido de negro jogando outras criaturas naquelas águas, eles batizaram o rio de Passaúna, que significa homem vestido de negro, em tupi.
Atualmente o rio Passaúna está localizado na Região Metropolitana de Curitiba.
Muita gente afirmou que já viu uma mãe-da-água e um homem vestido de Zorro nestas águas. Porém, realmente, até hoje muitas desovas acontecem lá. Por isto, dizem que isto é consequência do pacto entre a iara e o justiceiro feito há muitos anos.
Luciana do Rocio Mallon



quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Hoje Participei de uma Entrevista na Rádio Educativa AM 630

Hoje, Participei de uma Entrevista na Rádio Educativa PR AM
Hoje, foi um dia especial porque participei de uma entrevista na rádio Educativa AM 630.
Ao chegar fui recebida por recepcionistas atenciosas e fiquei numa sala de espera confortável.
Depois fui até o estúdio onde dei entrevista para a jornalista, Patrícia Guebur, sobre lendas e artes em geral. Aproveitei a excelente oportunidade e divulguei o sarau, da Siomara Reis Teixeira, onde me apresentarei neste sábado. Também comentei sobre o tour de lendas, baseado nos causos do meu livro Lendas Curitibanas, que a empresa do Mauro Schirmmer realiza.
Com certeza a entrevista foi proveitosa e interessante.
Agradeço à Patrícia Guebur e equipe pela oportunidade!
Luciana do Rocio Mallon


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Um Homem Fotografou a Lenda da Nuvem do Anjo da Primavera

Um Homem Fotografou a Lenda da Nuvem do Anjo da Primavera
Reza a lenda que, em Curitiba, onde faz quatro estações num dia só, há o anjo da primavera. Ele aparece em outubro e é formado por nuvens brancas e rosadas.
Dizem que se alguém olhar para o céu, numa manhã de outubro, pode avistar um anjo. A pessoa que tiver esta visão terá sorte durante a primavera.
Hoje, de manhã cedo, o locutor Edimar Novakoski, viu este anjo rosado feito de nuvens no céu. Sem falar que estamos em outubro.
Por favor, observem que do lado direito as nuvens formam a figura de um anjo com asas.
Coloque suas impressões na parte de comentários.
Luciana do Rocio Mallon



segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Coreografia, O Fantasma da Bailarina Torta, Com a Música Balada da Bailarina Torta

O Fantasma da Bailarina Torta
Como todos sabem, sou pesquisadora de lendas, escrevi os livros Lendas Curitibanas 1 e Lendas Curitibanas 2.
Dias atrás me falaram:
- Reza a lenda que a música, O Fantasma da Bailarina Torta, foi baseada nas lendas dos espíritos das bailarinas dos seus causos, que são: A Bailarina da BR 116, A Bailarina da Academia de Dança e a Bailarina da Casa Hoffman.
- Dança uma coreografia com esta canção!
Assim, na época, eu respondi:
- Não sei, mas pesquisarei.
Então descobri que existe uma canção muito bonita chamada, Balada da Bailarina Torta, composta por Léo Fresatto e a Banda Mais Bonita da Cidade. Pesquisando, com mais atenção, encontrei uma versão maravilhosa cantada pelo poeta Luiz Felipe.
Montei uma coreografia com esta música e me senti igual as três bailarinas das lendas curitibanas. Deste jeito, realizei uma experiência espiritual curiosa.
Desta maneira bailei a Balada da Bailarina Torta, nos links abaixo:
https://web.facebook.com/LendasDaTiaLuciana/videos/2875182022510442/
https://www.youtube.com/watch?v=E8rlbm84B88&list=PLWy0o60uHTE5A-lh824fKQKbAXrW29T7a&index=2&t=0s



segunda-feira, 29 de julho de 2019

Lenda da Boneca de Porcelana, de Campo Largo, Que Fabrica Louça de Madrugada

Lenda Boneca de Porcelana, de Campo Largo, que Fabrica Louça de Madrugada
Há muitos anos, num passado distante, foi fundada na cidade de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, uma fábrica de objetos de louça e porcelana.
Um dia, a filha do dono pediu:
- Pai, faz uma boneca de louça para mim!
O empresário disse:
- Nunca!
- Pois, dará prejuízo!
A menina ficou triste. Mas resolveu fazer o mesmo pedido para Ana, uma funcionária da fábrica:
- Ana, faz uma boneca de porcelana para mim, às escondidas do meu pai?
A trabalhadora aceitou:
- Sim!
Então a moça confeccionou uma boneca de louça e pintou o brinquedo à mão. Além disto, pegou um vestido que pertenceu a sua filha que faleceu, de pneumonia, aos dois anos de idade e vestiu a boneca.
Assim, dentro da fábrica, Ana mostrou o brinquedo à filha do patrão:
- Aqui está sua boneca que fabriquei com a louça deste lugar!
De repente, o patrão chegou, viu tudo e gritou com a funcionária, que desmaiou e morreu de susto naquele mesmo lugar.
Porém sua alma foi parar dentro da boneca, que foi colocada num armário, de madeira, da firma.
Deste jeito, a partir daquele dia, nas madrugadas de Lua Cheia, a boneca passou a criar vida e a trabalhar, pelas madrugadas, fabricando e pintando louça nas fábricas de porcelana de Campo Largo.
Dizem que até hoje a boneca continua trabalhando. Abaixo, um relato sobre isto:
Nos anos 70, Mara trabalhava numa indústria de louças de Campo Largo. Em dezembro recebeu uma encomenda enorme de produtos, de porcelana decorada, para o Natal. Por isto, resolveu trabalhar nas madrugadas. De repente, pegou no sono, em frente à maquina. Mas quando abriu os olhos viu uma boneca fazendo o seu serviço. Quando o brinquedo notou que a mulher estava de olhos abertos, saiu correndo.
Luciana do Rocio Mallon



segunda-feira, 10 de junho de 2019

Lenda da Blusa de lã com Gola Alta


Lenda da Blusa de Lã com Gola Alta
A blusa de lã, com gola alta, está com tudo neste inverno de 2019. Mas esta moda que fez sucesso, nos anos 60 e nos 90, nasceu de um causo popular medieval.
Reza a lenda que na, Idade Média, existia uma menina chamada Gélida, que morava só com o avô. O problema é que ela tinha a garganta muito sensível e por isto passava mal no frio. Porém vivia perdendo os panos com os quais  ela mesma fazia cachecóis.
Numa tarde gelada, Gélida estava na lavoura tossindo muito. Quando de repente, surgiu uma cigana, carregando, uma sacola cheia de blusas e disse:
- Boa tarde!
- Meu nome é Sônia e vi que precisa comprar agasalhos para proteger a sua garganta!
- Sou costureira e fiz blusas de lã, com gola alta, por um preço bom.
Gélida explicou:
- Desculpe, não tenho moedas!
A cigana ficou com pena da menina e falou:
- Possuo uma blusa, de gola alta, usada e posso dar a sua pessoa.
Deste jeito a garota vestiu a peça, se sentiu quente e sua garganta ficou curada.
Após isto, todas as pessoas da vila ficaram interessadas em comprar esta peça da cigana costureira.
Deste jeito até as rainhas e reis adotaram a moda no inverno. Inclusive a peça passou a fazer parte do uniforme dos militares no frio.
No século dezenove, esta roupa passou a ser usada por atletas no frio e, por isto, recebeu o apelido de gola olímpica. Mas tempos depois saiu de moda.
Na década 20, ela voltou às ruas graças à estilista, Channel, e as estrelas de cinema.
Tempos depois a peça saiu, fora de moda, novamente. Porém, voltou anos depois, após a Segunda Guerra Mundial porque os japoneses adoraram a blusa, de gola alta, como uniforme dos operários. Pois eles precisavam de algo prático e, ao mesmo tempo, quente.
Após isto, nos anos 50 e 60, artistas como: Elvis Presley, The Beatles e Audrey adotaram esta blusa.
Esta peça também recebeu o apelido de Cacharrel porque a marca, que tinha este nome, lançou a blusa de lã, com gola alta, para o mundo inteiro com diversas cores e tamanhos no início dos anos 60. Deste jeito, popularizou a peça.
Reza a lenda que, nos anos 80, Steve Jobs conheceu um guru que indicou o uso da blusa, com gola alta, para proteger o chacra da garganta.
Naquela época, eu usava esta blusa por baixo da camiseta do uniforme da escola. Já que, em Curitiba, sempre fez muito frio.
Nos anos 90, beldades como Xuxa, Cindy Crawford, Luísa Brunet, Linda Evangelista, Júlia Roberts e Sharon Stone adotaram esta moda.
Para a Vesteterapia, terapia através das roupas, esta blusa modelo cacharrel tem o poder de proteger a garganta e também as palavras que saem da boca. Pois quando uma pessoa veste, uma peça destas, pensa duas vezes antes de ofender alguém.
Assim, neste frio, quer proteger a garganta e conter as palavras mantendo a elegância?
Então, vista uma blusa de lã com gola alta!
 Além disto, ela fica elegante se você colocar um terno ou uma jaqueta por cima.
Luciana do Rocio Mallon






quarta-feira, 5 de junho de 2019

Lenda da Menina Que Colocava Agasalhos no Cabide Para Moradores de Rua

Lenda da Menina Que Colocava Agasalhos no Cabide Para Moradores de Rua
Existe um gesto maravilhoso que se espalha pelo inverno. Pois grupos de pessoas colocam agasalhos, para doações, em cabides, à noite, no centro das grandes cidades para os moradores de rua.
Esta atitude não é uma novidade exclusiva deste século. Pois ela foi resgatada de um hábito medieval que se perdeu no tempo e até possui uma lenda que está abaixo:
Na Idade Média, existia uma menina chamada Ana, que era filha de Gertrudes, uma costureira viúva. Porém ela notava que alguns nômades e “caxeiros” viajantes faziam encomendas de roupas para sua mãe. Mas nunca viam buscar e como as peças eram sob medida se tornavam difíceis de vender depois. A garota pensava em doar estas peças, que não tinham saída, porém sua mãe nunca deixava. Uma noite Gertrudes faleceu e Ana assumiu o posto de costureira da vila. Como era inverno e existiam muitos esfarrapados na aldeia, a jovem decidiu colocar os agasalhos, sem compradores, em cabides nas ruas para que os pobres pegassem. A ideia deu certo e todo o inverno ela repetia a experiência.
Perto dali morava o príncipe, Alexandre, que todo o inverno se disfarçava de pedinte e visitava várias vilas.
Assim o falso mendigo ficou observando a aldeia e viu quando Ana colocou um cabide com agasalhos na rua. Então, ele achou a jovem linda, se aproximou e perguntou:
- Estou morrendo de frio...
- Posso pegar um destes casacos?
A moça respondeu:
- Sim!
- O objetivo é este!
No dia seguinte Alexandre se vestiu como príncipe e bateu na porta de Ana:
- Bom dia!
- Procuro uma mulher generosa para se casar. Por isto, pelas suas atitudes você foi escolhida.
A moça falou:
- Desculpe, mas não posso aceitar. Pois meu sonho é virar freira. Inclusive, estou a caminho do convento. Mas preciso lhe propor algo:
- Gostaria de aprender a costurar para continuar com meu trabalho, de cabide solidário, por toda a região?
Alexandre respondeu:
- Sim!
Deste jeito, o príncipe aprendeu a costurar e em todas as aldeias ele confeccionou este cabide solidário.
Ana virou freira, onde continuou costurando e deixando agasalhos, no inverno, em cabides para os desvalidos.
Antes de morrer, ela disse:
- Este hábito do cabide solidário poderá até desaparecer por um tempo. Mas voltará daqui a mil anos com força total. Onde houver um cabide solidário, meu espírito estará ao lado.
Depois de sua morte e do falecimento do príncipe, esta atitude acabou aos poucos naquela região.
Porém, na Europa, no final dos anos 90 do século passado, uma moça afirmou ter sonhado com o espírito de uma freira que pediu para que ela fizesse um cabide, com agasalhos, nas ruas para os carentes. Assim a ideia foi se espalhando aos poucos no mundo.
No Brasil, no estado do Rio Grande do Sul, em 2014, surgiu uma ONG chamada, Amor no Cabide, que deixa roupas no cabide, nas praças, para moradores de rua. O interessante é que no lugar de etiquetas das peças os integrantes deixam poemas escritos em cartolinas de corações. Pois a roupa aquece o corpo. Mas a Poesia é o alimento para a alma.
Gostou da ideia?
Então monte um cabide solidário, no inverno, da sua cidade!
Porém, não se esqueça, do poema no lugar da etiqueta!
Luciana do Rocio Mallon






terça-feira, 4 de junho de 2019

Lenda da Cigana das Saias dos Mapas Secretos


Lenda da Cigana das Saias dos Mapas Secretos
Tempos atrás, ganhei uma saia estilo cigana muito bonita. Logo notei que ela tinha uma rosa dos ventos desenhada ao lado e suas costuras formavam um tipo de mapa.
Dias depois fiz uma apresentação de dança com esta saia. Após isto, uma idosa me disse:
- Sabia que você está usando uma saia cigana com mapa?
Assim comentei:
- Nossa!
- Deve ser por isto que a peça veio com a rosa dos ventos desenhada.
Desta maneira, a idosa contou uma estória que era assim:
“- Durante a Idade Média existiam os vinkings e bárbaros que viviam saqueando as carroças.
Por isto os ciganos escondiam seus tesouros, nos solos das matas fechadas, e desenhavam em mapas. Porém, os vândalos descobriram e passaram a roubar os mapas também.
Num clã existia uma cigana, chamada Gaia, que ao perceber tudo isto teve uma ideia:
- Como as saias ciganas são estilo sanfona e só se esticam quando a bailarina dança, a solução será costurar retalhos em formas de mapas e confeccionar saias desta maneira sem se esquecer da rosa-dos-ventos.
Então a partir daquele dia, Gaia pegava os mapas, onde os tesouros foram enterrados, e costurava os desenhos deles nas saias rodadas. Depois os mapas de papéis eram queimados para evitar roubos.
Assim os bárbaros não descobriram mais os mapas dos tesouros.”
A foto da saia que ganhei está abaixo.
Luciana do Rocio Mallon