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sábado, 26 de abril de 2025

Poesia, o Serviço de Todo o Ofício

 

Poesia, o Serviço de Todo o Ofício

 

Quando um ator muda de profissão, geralmente, vai para a Psicologia

Porém nunca se esquece da Poesia

Quando um pedreiro muda de profissão, muitas vezes, vira engenheiro

De um jeito esforçado e muito verdadeiro

 

Professora geralmente vira comerciante

Uma real estrela cintilante e brilhante

Porém a Poesia nunca muda de ofício

Todos somos poetas independente do serviço.

Luciana do Rocio Mallon

 

 

 

terça-feira, 29 de outubro de 2019

A Caneta Azul, da Boate Azul, Se Escondeu na Brasília Amarela Atrás do Lápis do Padeiro

A Caneta Azul, da Boate Azul, Se Escondeu na Brasília Amarela Atrás do Lápis do Padeiro
A caneta azul que está fazendo sucesso
Tem uma história muito sofrida e dura
Por mais forte que foi o seu progresso
Ela nunca perdeu a doçura e a ternura

A caneta azul morava na boate azul
Mas se apaixonou pelo lápis do padeiro
Que era um frequentador verdadeiro
Então ela resolveu fugir de norte a sul

Atrás do seu viril lápis da Faber Castel
Para isto, ela se escondeu na Brasília amarela
Que prometeu levar a caneta até o céu
Atrás de sua paixão pura, doce e bela

No meio do caminho, a Brasília encontrou outro carro
Era o Fuscão Preto que conquistou a Brasília num esbarro
A caneta azul se perdeu na estrada, rolou e parou no joelho
Da linda musa da estrada chamada Dama de Vermelho
Que se encontrava com o pandeiro atrás do pão com grelho

Assim a caneta azul encontrou seu lápis terno
Para viverem, juntos, um amor raro e eterno
Mas agora que a caneta virou celebridade famosa
O lápis tem medo de perder sua amada fogosa

Com a música da caneta azul, por favor, não implique
O lápis é Faber Castel, mas a caneta é a popular Bic
É melhor caneta azul
Do que a baleia azul

A caneta azul é a chama de uma breve e leve centelha
Pois se apaixonou pelo lápis que o padeiro usa atrás da orelha.
Luciana do Rocio Mallon















domingo, 6 de janeiro de 2019

Verbo, Verba e Verbena


Verbo, Verba e Verbena
Não sou rica, não possuo verba
Sou pobre poeta, só tenho verbo
Não sou escrava, apenas serva
Do poema do chicote incerto

Quando o verbo beija um poema
No jardim nasce a leve verbena
Com o cheiro das letras floridas
Que curam traumas e feridas

Nunca fui linda princesa e nem tenho verba
Sou uma vela acesa no túmulo do verbo
Que se transforma em poetisa no quintal da miragem
Onde há uma verbena azul e solitária na paisagem.
Luciana do Rocio Mallon