Quem chora
pelo leite derramado esquece de colocar a Mimosa leiteira no pasto.
Ditados de
Curitiba do Século XIX
Adaptação:
Luciana do Rocio Mallon
Luciana do
Rocio Mallon
Texto de Luciana do Rocio Mallon.
Quem chora
pelo leite derramado esquece de colocar a Mimosa leiteira no pasto.
Ditados de
Curitiba do Século XIX
Adaptação:
Luciana do Rocio Mallon
Luciana do
Rocio Mallon
Entre 2002 e 2021, eu escrevia no site, Usina de
Letras, que foi extinto em 2026. Assim o segundo poema mais lido de minha
autoria lá foi o chamado: Festa das Interjeições.
Festa das Interjeições
Existiram dores e emoções...
Na festa das interjeições!
O Ah! de alegria...
Dançou com harmonia!
O Oh! de espanto...
Se comportou como um santo!
O Ih! de pessimismo e medo
Pensou que a cachaça era um brinquedo!
O Uh! que só gostava de valsa e de cereja...
Vaiou o brigadeiro e a música sertaneja!
O Puxa! achou uma maravilha...
A doce torta de baunilha!
O Ai! teve um dedo pisado...
Num rock agitado!
O Opa! esbarrou no bolo...
E se misturou num rolo!
O Ai! teve um dedo pisado...
Num rock agitado!
O Opa! esbarrou no bolo...
E se misturou num rolo!
O Bis! com o jeito que sempre quis...
Pediu mais uma música feliz!
O Hip, hip, urra...
Levou uma surra!
Pois ele esbarrou no Ui! mau – humorado ,
Que, por sorte, não estava armado!
O Poxa! ficou assustado...
E saiu da festa calado!
Existiram dores e emoções...
Na festa das interjeições.
Luciana do Rocio Mallon
Homenagem
Para Bonnie Tyler
No
dia 8 de julho de 2026, faleceu Bonnie Tyler, uma cantora talentosa dos anos 80,
que foi um exemplo de vida porque passou por cirurgia nas cordas vocais e mesmo
assim não desistiu de cantar. Aliás seu timbre rouco virou sua marca registrada.
Tenho
histórias curiosas com as músicas dela.
Em
1983, com 9 anos de idade, eu ouvi no rádio do ônibus da escola o seguinte
refrão:
“- Total Eclipse of The Heart!”
Então
cheguei à sala de aula e perguntei:
-
Professora o que significa eclipse em Inglês?
-
Seriam clipes, aqueles arames de segurar papel?
Ela
respondeu:
- É o
mesmo que em Português, eclipse, que é quando o Sol tapa a Lua ou a Lua tapa o
Sol, daí pode surgir escuridão.
Naquele
mesmo instante, fique com um pouco de medo.
No
dia seguinte, comecei a escutar a seguinte letra de música no rádio do ônibus
escolar:
“- Turn around
Every now and
then, I get a little bit lonely and
you're never coming round
Turn around
Every now and then, I get a little bit tired of
listening to the sound of my tears
Turn around…”
Naquele instante tive a impressão de que eram duas pessoas
cantando num tom fantasmagórico e comecei a ficar com medo. Pois só depois que
chegou o refrão notei que a canção era Total Eclipse of The Heart.
Confesso, que na minha infância, cheguei a ter pesadelos com
essa música, como se um fantasma estivesse chamando outro através da canção.
Mas quando fiz 12 anos de idade, tive acesso a um rádio e
descobri um programa que lia poemas dos ouvintes e traduzia músicas. Numa
noite, liguei nessa estação e escutei a tradução de Total Eclipse of The Heart.
Assim descobri que se tratava de uma música de amor cantada pela cantora Bonnie
Tyler. Também descobri que a voz masculina, nessa canção com ela, é a do cantor
Rory Dodd que cantava as palavras, turn around, que me causavam medo e pesadelo
quando eu era criança. Depois, no mesmo programa de rádio, o locutor traduziu
outras músicas da cantora. Então a minha canção preferida dela passou a ser Its
a Heartache.
E você, leitor?
Qual é a sua música preferida da Bonnie Tyler?
Luciana do Rocio Mallon
#bonnietyler
Lendas dos
Santos das Festas Juninas e o Brasil na Copa do Mundo de 2026
Meu nome é
Luciana do Rocio Mallon sou escritora e pesquisadora de lendas. Nos últimos dias,
recebi mensagens como:
- Existe
alguma Lenda de Copa do Mundo de 2026 envolvendo o Brasil?
- Por favor,
poderia contar aquela lenda que envolve a Copa do Mundo e as Festas Juninas?
Minhas
respostas estão abaixo:
- Sim, tem
uma lenda que envolve Festa Junina e Copa do Mundo que está dando o que falar:
Pois todos
sabem que os brasileiros comemoram em junho, os seguintes santos: Santo
Antônio, São João e São Pedro.
Segundo
vários místicos, por causa disso um portal de proteção se abre no País e diz a
lenda que se o Brasil competir num dia que seja de algum santo de junho, ele
tem grande chance de se dar bem. Aliás, comprovamos isso, através da tabela
abaixo:
- 13 de
Junho, Dia de Santo Antônio: Brasil jogou contra Marrocos e teve empate.
- 24 de
Junho, Dia de São João: Brasil jogou contra a Escócia e ganhou.
- 29 de Junho, Dia de São Pedro: Brasil jogou
contra o Japão e ganhou.
- 5 de
julho, onde não há festa tradicional de santo nesse dia em nosso país: Brasil
jogou contra a Noruega e perdeu.
Você também
acredita nesse portal de proteção, dos santos juninos, que se abre em junho?
Luciana do
Rocio Mallon
#lendasurbanas
#lendas
#lendasdacopa
Homenagem Para Benedito
Ruy Barbosa
Benedito Ruy
Barbosa faleceu, hoje,7 de julho de 2026. Mas fica eternizado em suas novelas.
Esse escritor tem uma obra valiosa devido a sua
ligação com o ambiente rural, capaz de abordar questões econômicas e sociais
principalmente ligadas a esse ambiente.
O seu jeito de compartilhar as vidas dos
personagens das fazendas com seus espíritos, anseios e culturas transforma suas
obras em algo único e valioso.
Assim, seus principais personagens usam o
vocabulário linguístico dos trabalhadores rurais sem preconceito.
Esse escritor trouxe personagens do ambiente rural
que muitas vezes eram esquecidos nas novelas ou tratados com estereótipos.
Desse jeito ele deu voz às pessoas que trabalham no
campo tornando as características dos seus personagens semelhantes à realidade.
O autor também mostrou as belezas naturais do
interior sem fantasias e sem o romantismo exagerado.
Ele tirou a visão que muitos autores tinham de um
ambiente rural romantizado, fofinho e sem conflitos.
Pois esse escritor colocou personagens reais, que
vivem em conflitos como: os sem-terra, os jagunços, os peões explorados, os
garimpeiros gananciosos e até mesmo animais com sentimentos.
A partir de 2004, muitos autores passaram a colocar
em suas novelas, personagens rurais sem estereótipos e mais perto da realidade
graças ao exemplo de Benedito Ruy Barbosa
Por exemplo: a novela, América, escrita por Glória
Perez seguiu o excelente exemplo de Benedito Ruy Barbosa na hora de descrever
os anseios com os sonhos dos peões e o ambiente rural brasileiro.
Geralmente, os fazendeiros ricos representados nas
obras de Benedito Ruy Barbosa conseguiram as suas riquezas através de luta e
suor.
Além disso, eles podiam até ter amantes, mas
valorizavam a família e possuíam uma ligação com a terra que era sagrada, quase
sobrenatural.
Então esse fato retira a imagem do rico preguiçoso,
mau e ruim que, normalmente, existe nas novelas brasileiras que chegam a apelar
para o maniqueísmo e o lugar-comum. Isso, realmente, é uma outra visão
artística. Pois é fácil montar um personagem rico que seja mau. Mas difícil é
fazer um personagem rico que conseguiu tudo com suor, luta e ainda tem dignidade
moral.
Na parte artística também temos a valorização do
trabalhador rural.
Portanto, existe a valorização da pecuária e da
agricultura em suas obras. Benedito Ruy Barbosa também mostrou as contradições
que existem entre o campo e a cidade, com alguns personagens que só conseguiam
se adaptar em um desses ambientes.
Aliás, esse autor conseguiu trazer personagens
inesquecíveis que se tornaram verdadeiros arquétipos nos corações brasileiros
como: a mulher-onça Juma, a meretriz Jagutinga, o rei do gado Bruno, a
sem-terra bonita Luana, etc. Sem falar que Benedito Ruy Barbosa passou por
várias emissoras, o que agrega excelente valor artístico para um autor.
Acima de tudo,
valorizar a cultura popular e o regionalismo é de extrema importância. Pois o
Brasil é grande e todo o brasileiro tem o direito de conhecer as tradições de
cada região do país mesmo que ele não tenha dinheiro para viajar.
A Literatura e a televisão
podem suprir essa necessidade do nosso povo se forem bem empregadas.
Dessa maneira é
isso que Benedito Barbosa faz. Aliás, cada região tem suas lendas, suas danças
e seus vocabulários regionais.
A disseminação da
cultura popular é a principal arma para que o Brasil não se torne um país
separatista. Pois a partir do momento em que você admira a cultura de outra
região, do seu país, o seu cérebro percebe que separatismo é uma forma de
violência e que a união faz a força.
Na novela,
Renascer, vemos a dança do Bumba-Meu-Boi. Já, em Pantanal, temos a lenda da
mulher que vira onça, que antes da novela era desconhecida por grande parte do
Brasil. Tudo isso é de muito valor.
Benedito Ruy
Barbosa para mim, como roteirista, significa um autor que revolucionou as
novelas brasileiras. Pois ele retratou o interior do Brasil para os brasileiros
com personagens rurais sem estereótipos e perto da realidade.
Aliás esse escritor
fugiu do maniqueísmo e do lugar-comum, atitude que é importante para qualquer
roteirista que deseja ser criativo.
O autor também
trouxe o Folclore que muitas vezes estava enterrado nas memórias dos nossos
antepassados e que é essencial para a identidade brasileira.
Ele valorizou o
vocabulário regional do interior permitindo que outras pessoas tivessem acesso
a isso. Pois só compreendemos o nosso país quando descobrimos as tradições, a
lendas e as linguagens usadas em cada uma de suas regiões.
Luciana do Rocio
Mallon
Lenda da
Poncan Mágica do Paraná
Reza a lenda
que na época em que Curitiba se chamava, Vila Nossa Senhora da Luz, a embarcação
de uma princesa asiática naufragou no Litoral do Paraná. Assim essa jovem nadou
até a praia, onde foi resgatada por uma idosa que iria de carroça, entregar
encomendas, até a Vila Nossa Senhora da Luz. Mas quando elas estavam perto do
destino, a princesa adormeceu e quando acordou, a idosa tinha desparecido.
Dessa forma, a asiática percebeu que estava no meio de uma floresta. Então um
indígena tindiquera olhou a moça, se aproximou dela e os dois se apaixonaram.
Quando o
jovem cacique levou sua amada à aldeia, seu pai reprovou o relacionamento e
eles foram expulsos do local. Assim voltaram para a floresta onde foram atacados
e mortos por uma tribo inimiga. Desse jeito o corpo do cacique foi encontrado e
enterrado pelo pajé, da sua aldeia, que colocou uma muda de pessegueiro em cima
do falecido. A oriental também foi enterrada e em cima do seu corpo foi colocada
uma muda de tangerina que o pajé encontrou no bolso da roupa da própria moça. O
tempo passou, as árvores cresceram, lado a lado e suas sementes se misturaram. Reza
a lenda que da mistura das duas árvores nasceu um pé de poncan, que simboliza o
amor eterno entre o cacique e a princesa oriental. Reza a lenda que se um casal
dançar debaixo de uma árvore de poncan seu amor será eterno. Aliás, a palavra
poncan significa tangerina mágica do amor em algumas línguas antigas. Também
existe a Dança da Poncan onde as bailarinas se vestem com roupas da cor da
fruta e dançam ao lado das árvores colendo poncans.
Luciana do
Rocio Mallon
#lendadaponkan
#lendadaponcan
Descubra
Como Eram as Roupas das Bailarinas das Danças da Curitiba de Antigamente –
Desde Quando Se Chamava Vila Nossa Senhora da Luz até o Século XIX
Meu nome é
Luciana do Rocio Mallon, sou escritora e folclorista. Então pesquiso sobre as
Danças de Curitiba de Antigamente – desde quando se chamava Vila Nossa Senhora
da Luz até o século XIX.
Assim descobri
que existiam vários tipos de Danças como: Dança da Colheita do Pinhão, Dança da
Quirera, Dança das Lavadeiras do Rio Atuba, Dança das Leiteiras do Bacacheri,
etc.
Mas a
pergunta que chegou até a mim foi:
- Como eram
as roupas das bailarinas das Danças da Curitiba de antigamente?
Minha
resposta está abaixo:
- Segundo os
folcloristas Pedro de Oliveira e Regina Célia Bostulim, essas bailarinas
vestiam:
- Saias
compridas, rodadas com anáguas e ceroulas embaixo: naquela época as mulheres
vestiam, de forma obrigatória, saias longas que não marcassem o corpo.
Inclusive elas poderiam ser condenadas na Justiça se usassem saias consideradas
curtas e coladas. Essas dançarinas executavam lindos passos quando giravam com
saias compridas. Porém, naquele tempo, era importante ter, pelo menos, uma
anágua debaixo da saia longa para evitar problemas com a moral e a Justiça como
já foi citado acima. Aliás, embaixo da anágua, a ceroula era obrigatória porque
naquela época não existiam calcinhas curtas como hoje. Além disso, as ceroulas
protegiam as pernas do frio tão típico de Curitiba.
- Blusas
estilos Gipsy ou Boho Chic: essas eram as blusas usadas na época, algumas
vinham com mangas bufantes estilos princesa ou ciganinha.
- Cinturão
Com Cordas ou aventais: o cinturão com cordas era visto como o espartilho
externo das mulheres de classes mais humildes como eram os casos das:
lavadeiras, leiteiras e camponesas, que foram praticamente as criadoras dessas
danças. Algumas, ao invés de cinturão com cordas, preferiam usar aventais na
parte da frente do corpo.
- Sapato estilo
boneca ou bota curta estilo rural: como os sapateados eram muito comuns nessas
danças, as dançarinas costumavam usar sapato estilo boneca com salto baixo
junto com a fivela, na frente, para o calçado não escapar do pé ou bota curta
com salto pequeno para fazer percussão, com batidas, no chão de madeira.
- Sentiu
vontade de vestir um traje assim e dançar?
Então,
dance!
Pois, agora
é só você vestir o figurino acima, assistir as minhas aulas virtuais gratuitas
e se juntar ao meu grupo, das Danças de Curitiba de Antigamente, para dançar em
eventos na cidade de Curitiba.
Luciana do
Rocio Mallon
#lucianadorociomallon
#folclore
#flocloredecuritiba