segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Outubro, Mês do Escritor Fernando Sabino

 

Outubro, Mês do Escritor Fernando Sabino

 

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou professora de Literatura, escritora e admiradora da obra de Fernando Sabino.

O mês de outubro é considerado por muitos professores o mês do autor, Fernando Sabino, porque ele nasceu em 12 de outubro de 1923 e faleceu 11 de outubro de 2004.

O escritor, Fernando Sabino, conquista o leitor porque usa vocabulário do dia-a-dia, simples, com humor inteligente e sensibilidade. Ele também usa recursos como intertextualidade, que é quando um texto dialoga ou é inspirado em obras já existentes e metalinguagem, quando o livro critica e comenta sobre a Arte de escrever.

Na sua obra chamada, Encontro Marcado, o protagonista Eduardo Marciano sonha em ser escritor e faz reflexões existencialistas, mas é consumido pelos vícios. O segundo nome dele é Marciano e muitas vezes eles se sente um extraterrestre no mundo, como não fosse desse planeta. Na obra, Encontro Marcado, temos uma técnica chamada Metalinguagem, quando uma obra questiona a Arte de escrever.

O livro é dividido entre duas partes principais: A Procura e o Encontro.

No início do livro Eduardo e dois amigos de escola marcam um reencontro para anos depois.

Isso prende a atenção do leitor.

Afinal, quem nunca falou entre seus amigos de escola coisas como:

- Podemos nos encontrar daqui uns anos?

- Vamos marcar uma reunião daqui há 20 anos?

Mas, na obra, o principal encontro não é de Eduardo com seus colegas, mas dele mesmo com o inconsciente.

Encontro Marcado é considerado um livro de Bildungsroman, porque acompanha o protagonista da infância até a idade adulta.

Já no livro, O Grande Mentecapto, temos a figura do anti-herói, o título já mostra isso, pois a palavra mentecapto, naquela época, significava louco ou doidivanas. Pois o protagonista, José Geraldo, não é um herói certinho e muito menos perfeito. Aliás, ele até lembra o Dom Quixote. O apelido Viramundo foi dado por um mendigo cego, porém ajuizado, que deu esse apelido quando o protagonista falou que desejava conhecer o mundo. No começo Geraldo, ainda criança, faz uma aposta em que tenta fazer um trem parar nos trilho. Assim ele fica na linha e consegue parar o trem. Porém, por causa desse mau exemplo, seu amigo, um afrodescendente mais novo também tenta parar o trem, mas morre.

O interessante é que ele começa trabalhando como pedreiro, como a maioria dos jovens de classe humilde daquela época.

Tem um capítulo em que as pessoas querem linchar uma viúva alegre que dizia conversar com o marido morto. O curioso é que no começo os moralistas não querem agredir a viúva por ser namoradeira, mas, por ser considerada bruxa e conversar com o marido morto. O fato dela ser namoradeira é desculpa que usam para agredir a pobre fisicamente. Mas Geraldo não deixa porque age igual Jesus defendendo Maria Madalena como ocorre em alguns textos religiosos. Pois o protagonista exclama:

- Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra!

O problema é que aqui o protagonista é agredido pela população.

Aliás, ele lembra outro anti-herói, pícaro da Literatura Espanhola que é o Lazarillo de Tormes, que tem traços neurodivergentes misturados com uma malandragem ingênua apesar de não ser o vilão. Porém, também não é o herói típico cheio de virtudes.

Aqui o apelido dele, Viramundo, tem um toque de humor. Pois o protagonista é realmente virado da cabeça e viaja por várias cidades de Minas Gerais. Os apelidos de alguns personagens são engraçados, como exemplos: Peidolina, a viúva fogosa.

Assim como Lazarillo de Tormes, Geraldo tenta várias profissões, como: pedreiro, seminarista, morador de rua, comerciante, militar e político.

A parte mais interessante é quando ele vira andarilho, pois no meio da rua, Geraldo Viramundo se apaixona por Marília, filha do governador. Seus amigos ao saberem disso escrevem cartas falsas ou seja fazem perfil fake, como se fossem Marília. Isso prova que perfis fakes existiam desde aquela época só que através de cartas. Aqui o autor faz intertextualidade com a obra Marília de Dirceu de Tomás Antônio Gonzaga.

Uma outra cena engraçada é quando o protagonista está num baile, tem dor de barriga, mas todos os banheiros estão ocupados. Então, ele faz as necessidades no tubo do ventilador que acaba espalhando fezes no salão da festa. Aqui há intertextualidade com a famosa expressão popular: “Espalhar fezes no ventilador.”

A parte em que o protagonista está num jardim de rosas lembra a cena de Alice no País das Maravilhas, onde ela está perdida num jardim de rosas. Aqui fica bem claro a Intertextualidade com a obra Alice no País das Maravilhas.

Tem uma parte que ele corta as rosas com um mendigo e vai parar num manicômio. Ele se disfarça de médico e vai embora. Aqui é uma forma de denunciar os maus tratos em hospitais psiquiátricos da época.

O livro termina com o personagem principal sendo morto espancado aos 33 anos como se fosse um avesso de Jesus Cristo.

Já a obra, O Menino no Espelho, faz intertextualidade com a obra Alice Através Espelho. Pois o personagem, Fernando, ao se olhar no espelho encontra seu outro eu que passa a se chamar, Odnanref, que é Fernando o contrário. Assim quem assume as tarefas chatas é o Odnanref e o Fernando fica só com as partes boas.

Por tudo isso recomendo a leitura das obras de Fernando Sabino.

Luciana do Rocio Mallon

#fernandosabino


 

 


sábado, 24 de outubro de 2026

Dia do Macarrão, 25 de Outubro

 

Dia do Macarrão, 25 de Outubro

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou escritora e professora de Folclore.

Dias atrás recebi as seguintes mensagens:

“- É verdade que 25 de outubro é o Dia do Macarrão?”

“- Existem lendas sobre o macarrão?”

As respostas estão abaixo:

O Dia Internacional do Macarrão surgiu em 1995 no Primeiro Congresso Mundial do Macarrão. No Brasil, o Dia do Macarrão é comemorado dia 25 de outubro e foi instituído pela Lei nº 13.050/2014. Por coincidência, entre 2011 e 2014, algumas fábricas de macarrão notaram que sempre no mês de outubro as vendas desse alimento geralmente baixavam sem explicação plausível. Assim elas sugeriram aos políticos que criassem o Dia do Macarrão no mês de outubro com o objetivo de incentivar o consumo desse alimento.

Historiadores e arqueólogos encontraram provas de que o macarrão surgiu na China há 4000 anos, antes de Cristo, e existem até lendas mitológicas sobre esse fato.

Reza a lenda que uma menina, que não gostava do nomadismo de sua família, se perdeu numa plantação de trigo e começou a chorar. De repente, apareceu uma deusa que disse:

- Não chore!

- Pois sou a Rainha-Mãe do Oeste e também mãe de Shennong, o deus da agricultura e da alimentação. Agora ensinarei a você uma receita de um alimento mágico para que sua família deixe de ser nômade.

Assim a deusa arrancou o trigo e transformou em farinha. Após isso pegou ovos das galinhas selvagens e água da cachoeira perto daquele local. Ela misturou tudo e desse jeito surgiu o macarrão. De repente a Rainha-Mãe do Oeste exclamou à garota:

- Agora devolverei você para sua família, mas não se esqueça de passar essa receita para frente. Pois seus familiares plantarão trigo e formarão residência fixa no mesmo local.

O macarrão chegou à Europa depois das viagens de Marco Polo à China. Pois esse navegador gostou tanto desse alimento que resolveu difundir o macarrão pela Europa toda.

No Brasil, o macarrão rústico, aquele feito com rolo em madeira, chegou com os portugueses, bem no descobrimento, logo no Brasil-Colônia. Porém o macarrão mais bem elaborado, com molhos refinados, apareceu em 1808 com a família real portuguesa. Mas ele se popularizou de verdade com a chegada da imigração italiana no final do século dezenove.

A primeira fábrica de macarrão no Brasil foi fundada em 1887, em Campinas, pelo imigrante italiano Adolpho Selmi.

Já o macarrão instantâneo, considerado o melhor amigo de quem mora sozinho, foi criado em 25 de agosto de 1958, no Japão, por Momofuku Ando, fundador da Nissin Foods.

Aqui, no Brasil, existe a crença de que reunir a família todo o domingo, para um almoço com macarronada, tem o poder de unir os parentes porque o macarrão tem o poder mágico da harmonia.

Agora, que você já descobriu curiosidades sobre o Dia do Macarrão, que tal comemorar com uma boa macarronada?

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#diadomacarrão

#25deoutubro

#diadomacarrao

 

 


quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Outras Repostas Sobre Inteligência Artificial e Sua Influência nos Textos Humanos Para o FLAL

 

Outras Repostas Sobre Inteligência Artificial e Sua Influência nos Textos Humanos Para o FLAL

Sou a escritora, Luciana do Rocio Mallon e respondi a mais essa entrevista para a coordenadora, Ironi, do FLAL:

1. A Inteligência Artificial consegue sentir a poesia ou apenas reproduzir emoções? Ela não sente emoções porque é um programa de Informática. Na verdade, a Inteligência Artificial trabalha com uma técnica chamada Intertextualidade, quando um texto é baseado em outro já existente. Pois ela escreve através de bases de dados e algoritmos.

 

2.  Um poema escrito por Inteligência Artificial pode tocar o coração como um poema humano? A Inteligência Artificial se baseia em poemas feitos por humanos. Por isso pode tocar o coração de uma pessoa. Além disso, cientistas comprovaram, que através de seus bancos de dados, A Inteligência Artificial escolhe rimas e combinações de palavras que mais liberam substâncias positivas no corpo humano, como: endorfina e oxitocina. Mas isso é planejado dentro do sistema do programa, portanto é proposital. É difícil um poeta humano pegar uma caneta e um papel tendo como principal objetivo liberar substâncias químicas positivas nos leitores.

 

3.  A Inteligência Artificial é uma ferramenta para o poeta ou uma concorrente? Aqui, gostaria de mostrar duas opiniões: uma que é minha pessoal e depois outra que é a opinião de cientistas.

Como escritora, realmente, vejo a Inteligência Artificial como concorrente, por isso mostro o seguinte exemplo:

De 2023 para cá, muitos concursos literários gratuitos que existiam antes da pandemia, não existem mais. Aliás, muitos dos seus antigos coordenadores falaram que não realizam mais esse tipo de atividade porque os escritores estão usando muito a Inteligência Artificial, fato que compromete a seriedade das competições e afastam patrocinadores. Porém, os outros concursos literários onde o escritor precisa pagar a inscrição e também necessita gastar em taxas para receber os prêmios, só aumentam. Pois o interesse das páginas que promovem essas competições pagas é somente financeiro. Pois elas não querem premiar talentos, apenas receber dinheiro e Pix.

Agora, mostrarei a opinião dos cientistas:

Especialistas em Informática afirmam que a Inteligência Artificial veio para ajudar os escritores. Pois ela combate o bloqueio criativo com suas ideias. Além disso, o escritor pode perguntar para a Inteligência Artificial como seriam seus textos se um escritor famoso já falecido reescreve. Aliás, a Inteligência Artificial tem a capacidade de corrigir a Ortografia, colocar textos conforme a Gramática da norma culta e ajustar métricas, como num soneto ou trova.

 

4. Você publicaria um poema escrito inteiramente por IA? Não. Pois escrevo desde os seis anos de idade e nunca tive necessidade disso. Aliás, escrever um texto totalmente com Inteligência Artificial seria enganar o meu público e sempre fui fiel a ele.

 

 5. O que torna um poema verdadeiramente humano: as palavras ou os sentimentos?

O poema é a Arte de transformar palavras em sentimentos. Portanto, é uma combinação de ambos. Pois sem essa combinação não existe poema.

Luciana do Rocio Mallon

 

 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Outro Microconto de Halloween: O Lençol de Elástico Que Virou Fantasia da Halloween

 

Outro Microconto de Halloween: O Lençol de Elástico Que Virou Fantasia da Halloween

Ana estava triste porque não tinha dinheiro para comprar uma fantasia de Halloween. Então sua mãe pediu para que ela dobrasse um lençol de elástico. Mas a menina ficou presa nele. Então foi ao baile de Halloween assim, enrolada no lençol e ganhou o prêmio de melhor fantasia original.

Luciana do Rocio Mallon

Mais um Microconto de Halloween: O Halloween e a Política

 

 Mais um Microconto de Halloween: O Halloween e a Política

Um político gritou:

- O Brasil não pode ter Halloween porque não é da nossa cultura!

- Viva o Saci!

O político rival exclamou:

- O Brasil precisa ter Halloween, o mundo é globalizado!

Enquanto isso o Jack da Lanterna e o Saci assistiam essa briga abraçados em frente à TV.

Luciana do Rocio Mallon

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Outro Microconto de Halloween - O Amor Entre a Abóbora de Halloween e a Bola de Basquete

 

Fizeram o Halloween na quadra de esportes da escola. Mas a abóbora se apaixonou por uma bola de basquete e fugiram quando o relógio soou três da manhã. Pois amor de Halloween nem a morte separa.

Luciana do Rocio Mallon


Mais um Microconto de Halloween - A Cinderella do Halloween

 

A Cinderella do Halloween

No baile de Halloween, Juan exclamou a uma moça:

- Você parece a Cinderella, não saia à meia-noite!

Ela disse:

- Preciso sair 3 da manhã, mas Cinderella tinha um sapatinho e eu tenho uma jaqueta.

Juan seguiu a jovem, ela entrou no cemitério e num túmulo tinha sua jaqueta. 

Luciana do Rocio Mallon