quinta-feira, 26 de março de 2026

Dança da Quirera da Época Em Que Curitiba Se Chamava Vila Nossa Senhora da Luz

 

Dança da Quirera da Época Em Que Curitiba Se Chamava Vila Nossa Senhora da Luz

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou professora de Folclore e idealizadora do projeto: Resgatando Danças Típicas da Curitiba de Antigamente. Já falei nas redes sociais sobre a Dança chamada Curitibano, que surgiu no século dezenove e sobre a Dança das Lavadeiras do Rio Atuba que surgiu no período colonial.

Além das Danças das Lavadeiras do Rio Atuba na época em que Curitiba se chamava Vila Nossa Senhora da Luz, também surgiu a Dança da Quirera no mesmo período. Ela sofreu influência das seguintes etnias: indígena, afro, cigana e branca.

Essa dança pode ser realizada de diversas formas: em grupo, em dupla e até mesmo individual.

A coreografia é inspirada nos movimentos dos trabalhos rurais porque representam gestos de: semeadura, plantio, colheita, culinária e trato com os animais.

Os figurinos também remetem à vida colonial no campo, pois as mulheres dançam com saias rodadas, compridas, floridas e com anágua embaixo. Elas também usam sapatos que permitem sapateados no chão de madeira ou no solo de terra. Também é permitido dançar com pares de sapatos diferentes, por exemplo: um sapato estilo boneca no pé esquerdo e uma bota sertaneja no pé direito porque isso era comum na realidade daquela época.

As músicas falavam do trabalho no campo e eram tocadas com os seguintes instrumentos: viola, rabeca, pandeiro, tambor, sinos e, ás vezes, tinha até bandolim.  

A Dança da Quirera, geralmente, acontecia em eventos de comemoração à colheita ou em alguma festa onde o prato principal era a quirera.

A quirera é um prato que surgiu no período do Brasil-Colônia. Pois naquela época, nos sítios, existiam muito milho e criação de suínos. As vezes, por causa do mau tempo, era difícil cultivar ou criar outro tipo de alimento. Então as pessoas misturaram milho quebrado com carne de porco e batizaram de quirera. Os tropeiros e caixeiros viajantes descobriram esse prato pelas viagens ao interior e adotaram a quirera como culinária principal, pois era possível carregar essa comida em marmitas. Então quando os agricultores, do período colonial, eram agraciados com tempo bom e conseguiam cultivar outros alimentos, no final da colheita, faziam a Festa da Quirera como comemoração, onde nesse evento havia a Dança da Quirera.

Infelizmente, no final do século dezenove, com a industrialização, novas tecnologias e o êxodo rural, a Dança da Quirera foi uma tradição que desapareceu de Curitiba, mas que estou tentando resgatar através de pesquisas e demonstrações de danças práticas.

Luciana do Rocio Mallon

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#quirera

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quarta-feira, 25 de março de 2026

A Dança Chamada Curitibano

 

A Dança Chamada Curitibano

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon e lidero o projeto Resgatando Danças Tradicionais da Curitiba de Antigamente.

Já relatei sobre Danças das Lavadeiras do Rio Atuba e Dança da Quirera que surgiram quando Curitiba ainda se chamava Vila Nossa Senhora da Luz.

Agora falarei sobre uma dança chamada Curitibano, que surgiu no século dezenove com influências dos: negros, índios, ciganos e brancos.

A dança, Curitibano, surgiu nos sítios e chácaras de Curitiba no século dezenove. Ela permite diversos componentes porque pode ser dançada de várias maneiras como: em par, em grupos e até mesmo sozinho.

Essa dança permite até que uma mulher dance sozinha. Pois ela surgiu numa época em que muitos homens foram buscar trabalhos em cidades distantes e assim deixaram suas esposas. Também naquele mesmo tempo, muitos homens trabalhavam como caixeiros viajantes e tropeiros. Assim também deixavam suas mulheres sozinhas em suas residências.

Então muitas damas passaram a dançar sozinhas, a Dança Curitibano, em festas e eventos. As vestimentas típicas desse bailado são: saia florida, rodada, de preferência estampada com flores e sapato para sapateado. A coreografia consiste em: giros, balanços com a saia rodada e sapateados.

O problema é que muita gente confunde a Dança Curitibano com o Fandango Caiçara, mas as diferenças são nítidas, como estão abaixo:

- Na Dança Curitibano, a mulher pode dançar sozinha em qualquer formato de espaço. Já no Fandango Caiçara, o bailado é de par e geralmente num espaço circular.

- Na Dança Curitibano, a dama pode sapatear. Já, no Fandango Caiçara, quem sapateia é o homem, pois a mulher só balança a saia.

Infelizmente, no século vinte com a urbanização, a Dança Curitibano foi uma tradição que se perdeu com o tempo. Mas que pretendo resgatar através de pesquisas.

Essa pesquisa foi baseada em entrevistas com: professores de História, pessoas do povo como várias idosas, que na época da pesquisa, tinham mais de 80 anos de idade e também através de materiais de época.

Luciana do Rocio Mallon

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terça-feira, 24 de março de 2026

Dança dos Grampos das Lavadeiras do Rio Atuba

 

Dança dos Grampos das Lavadeiras do Rio Atuba

Na época em que Curitiba se chamava, Vila de Nossa Senhora da Luz, nasceu uma dança folclórica na cidade chamada Dança das Lavadeiras do Rio Atuba. Elas usavam muitos elementos como: tecidos, tábua de lavar roupa, escovas, bacias, baldes e principalmente grampos de prender roupas. Naquela época existiam grampos grandes que tinham os tamanhos das palmas das mãos e eles faziam sons de instrumentos de percussão. As lavadeiras, muito criativas, passaram a dançar com esses grampos como se fossem castanholas. Assim nasceu a Dança dos Grampos das Lavadeiras do Rio Atuba, onde elas giravam, com suas saias rodadas e batiam os grampos nos ritmos das músicas.

Focalizadora: Luciana do Rocio Mallon

Exemplos práticos:

https://www.youtube.com/shorts/m5-wCUB0Gsg

https://www.youtube.com/shorts/XQPmNE1bz28

 

#lucianadorociomallon

#dançadosgrampos

#dançadecuritiba

 

segunda-feira, 23 de março de 2026

Você Sabia que Curitiba, Quando era Vila Nossa Senhora da Luz, Além da Dança das Lavadeiras do Rio Atuba, Também Tinha a Dança da Quirera?

 

Você sabia que Curitiba, quando era Vila Nossa Senhora da Luz, além da Dança das Lavadeiras do Rio Atuba, também tinha a Dança da Quirera?

Na Dança da Quirera, as agricultoras faziam gestos que tinham relação com seus trabalhos diários. Essa dança acontecia nos eventos onde era servido um prato chamado Quirera.

Acompanhe minhas redes para saber mais sobre o assunto.

Luciana do Rocio Mallon – Folclorista

#quirera

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quinta-feira, 19 de março de 2026

Roupas Ideais Para Crianças Com Transtorno do Espectro Autista e Também Para Menores Com TDAH Conforme a Vesteterapia

 

Roupas Ideais Para Crianças Com Transtorno do Espectro Autista e Também Para Menores Com TDAH Conforme a Vesteterapia

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou especialista em Vesteterapia, terapia holística através das roupas e também já fui professora de Educação Infantil.

Essa semana mandaram a seguinte pergunta:

- Quais são as roupas ideais para crianças com Transtorno do Espectro Autista e também para menores com TDAH conforme a Vesteterapia?

As repostas estão abaixo:

- Crianças com Transtorno do Espectro Autista e também com Déficit de Atenção, Hiperatividade e Ansiedade precisam de tecidos confortáveis, de preferência antialérgicos e feitos com algodão sem aquelas famosas etiquetas que penicam. Nesse caso as roupas precisam ser largas e confortáveis. Aqui entram os conjuntos de moletom que são ideais para crianças com TDAH e TEA. Também é preciso evitar roupas com botões e zíper que podem distrair os pequenos nas aulas e causar ansiedade na hora de ir ao banheiro. Por isso é necessário vestir essas crianças com roupas com elásticos e velcros que não emitam sons. No caso de menores com Espectro Autista é interessante comprar roupas com estampas de seus personagens preferidos ou que tenham relação com suas atividades preferidas. Na hora de comprar o uniforme escolar prefira as peças de moletom e camisetas largas com o logotipo da escola. Aqui com relação aos calçados, prefira tênis com velcro e nem pense em chuteiras com cordas porque crianças autistas e com TDAH possuem dificuldades de amarrar os cordões. Já, com relação às meninas, evite salto alto antes dos 17 anos, pois garotas no Espectro Autista e com TDAH tendem a ter acidentes com esse tipo de calçado. Mas essas garotas podem calçar sapatilhas urbanas, que são confortáveis e sapato estilo boneca em eventos formais.

Porém na hora do lazer essas crianças, citadas acima, gostam de usar fantasias das suas personagens favoritas.

Roupas confortáveis e fantasias você encontra na loja Maria Joaquina:

 https://www.instagram.com/mariajoaquina_modainfantil/

Texto escrito por: Luciana do Rocio Mallon

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domingo, 15 de março de 2026

Você Sabia que Curitiba Já Teve uma Dança Tradicional?

 

Você Sabia que Curitiba Já Teve uma Dança tradicional?

Sim, era a Dança das Lavadeiras do Rio Atuba, quando Curitiba ainda se chamava, Vila Nossa Senhora da Luz. Elas dançavam com instrumentos de trabalho como: tábuas de lavar roupas, bacias, grampos, cestos e escovas que viravam até instrumentos musicais nas mãos delas. Essas moças dançavam como terapia para aliviar aquela vida dura. Além disso, a Dança também servia para aquecer todas no frio tão típico, de Curitiba, no inverno.

Deseja saber mais sobre essa Dança?

Então fique ligado nas minhas redes sociais, pois brevemente contarei mais.

Luciana do Rocio Mallon – folclorista

#lucianadorociomallon

#folclore