Lenda da
Poncan Mágica do Paraná
Reza a lenda
que na época em que Curitiba se chamava, Vila Nossa Senhora da Luz, a embarcação
de uma princesa asiática naufragou no Litoral do Paraná. Assim essa jovem nadou
até a praia, onde foi resgatada por uma idosa que iria de carroça, entregar
encomendas, até a Vila Nossa Senhora da Luz. Mas quando elas estavam perto do
destino, a princesa adormeceu e quando acordou, a idosa tinha desparecido.
Dessa forma, a asiática percebeu que estava no meio de uma floresta. Então um
indígena tindiquera olhou a moça, se aproximou dela e os dois se apaixonaram.
Quando o
jovem cacique levou sua amada à aldeia, seu pai reprovou o relacionamento e
eles foram expulsos do local. Assim voltaram para a floresta onde foram atacados
e mortos por uma tribo inimiga. Desse jeito o corpo do cacique foi encontrado e
enterrado pelo pajé, da sua aldeia, que colocou uma muda de pessegueiro em cima
do falecido. A oriental também foi enterrada e em cima do seu corpo foi colocada
uma muda de tangerina que o pajé encontrou no bolso da roupa da própria moça. O
tempo passou, as árvores cresceram, lado a lado e suas sementes se misturaram. Reza
a lenda que da mistura das duas árvores nasceu um pé de poncan, que simboliza o
amor eterno entre o cacique e a princesa oriental. Reza a lenda que se um casal
dançar debaixo de uma árvore de poncan seu amor será eterno. Aliás, a palavra
poncan significa tangerina mágica do amor em algumas línguas antigas. Também
existe a Dança da Poncan onde as bailarinas se vestem com roupas da cor da
fruta e dançam ao lado das árvores colendo poncans.
Luciana do
Rocio Mallon
#lendadaponkan
#lendadaponcan