quarta-feira, 29 de abril de 2026

Cuidado Com os Pixers

 

Cuidado Com os Pixers

Depois das novas gírias como: farmar aura e gente do job, essa semana descobri uma nova palavra: pixer, que serve para designar quem vive pedindo Pix na Internet, sem um real motivo urgente, e ainda tem lucros com isso.

Esses dias eu estava no ônibus e vi dois estudantes conversando assim:

“- Acho que vou largar a faculdade e viver só de pedir Pix nas redes.

- Como assim?

- Fiz perfis chamativos, vendi rifas que não existiam e consegui uma boa grana. Na próxima venderei um show que não existe. O negócio agora é virar pixer, profissional que vive de receber Pix, sem esforço nenhum, no mundo online. Quando quero dinheiro para salão de beleza, converso com um homem, peço dinheiro para o salão, para o Uber, mas não compareço ao encontro e bloqueio o sujeito.”

Naquele mesmo instante, me assustei.

O pior é que notei algumas atitudes de pixer nuns grupos onde eu era moderadora. Assim membros vieram se queixar de pessoas que pediam Pix pelos motivos mais estapafúrdios, como: vaquinhas para homenagear estranhos ou comprar remédios com nomes que nunca existiram. Logo precisei conversar com outros administradores do grupo que retiraram os suspeitos, que no fundo, são pixers.

Agora aprenda como distinguir um pixer de um estelionatário digital comum:

- Diferente do estelionatário digital tradicional que usa fake para tudo, o pixer geralmente entra com seu nome real e sua foto verídica nas redes. Além disso, ele não usa Pix de laranjas porque pede tudo no seu Pix pessoal ou de familiares.

- Geralmente um pixer realiza vaquinhas para homenagear pessoas estranhas ou para remédios que não existem em nenhum lugar do mundo ou para ração junto com o tratamento de animais que, geralmente, também não existem.

- Um pixer sempre conta uma história triste.

- Quando o pixer é jovem com beleza, marca encontro com alguém, mas depois pede Pix para salão de beleza e Uber, porém após usufruir, disso tudo, bloqueia a vítima e não aparece no encontro.

- O pixer também pede doações de objetos, mas deseja que tudo seja entregue na sua casa com Uber, para o próprio doador pagar esse transporte, pois não aceita outro meio de entrega.

Portanto, cuidado com o pixer!

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#pixer

 

 

 


Hoje é Dia da Dança e Para Comemorar Trouxe Entrevistas Com Algumas Alunas de Dança

 

Hoje é Dia da Dança e Para Comemorar Trouxe Entrevistas Com Algumas Alunas de Dança

Entrevista com aluna Ana Bellão

Nome: Ana Bellão – Nome artístico: Ana Bellon.

 

1 - A senhora consegue perceber a diferença no seu corpo desde que começou a dançar? Sempre fui de exercícios, daí parei e fiz dança que tambémm fortalece e ajuda também na postura. 

2 - Consegue identificar quais benefícios, a Dança, trouxe para a sua mente? Os benefícios são maravilhosos: menos estresse. 

Mais Autoestima. 

A dança traz muita alegria. 

3 - As aulas de dança (em grupo) ajudaram a fazer novas amizades e ter mais vida social? Dançar em grupo é muito bom, dá pra conhecer pessoas de todas as idades e ter mais vida social com certeza.

Melhora o bem estar e a autoestima amplia horizontes.

 

Feliz Dia da Dança!

Luciana do Rocio Mallon

#diadadança

#29deabril

 

 

terça-feira, 28 de abril de 2026

29 de Abril, Dia Internacional da Dança

 

29 de Abril, Dia Internacional da Dança

A Dança é a Capacidade Que o Poder Superior Deu Para o Humano Escrever Sua História Com o Corpo

 

O Dia Mundial da Dança foi instituído pelo comitê Internacional da Dança e pela UNESCO em 1982.

Em 29 de abril de 1727 nasceu, na França, o bailarino, escritor, coreógrafo e professor de Balé Jean-Georges Noverre.

Ele valorizou a pantomima, a mímica, o gestual, a delicadeza nos movimentos e a interação com os elementos da natureza no Balé.

Noverre mostrou que a Dança também tem o poder de ajudar na cura de muitas doenças físicas e mentais. Além de comprovar que o Balé pode ser ensinado para qualquer idade e não só para crianças como se pensava na época.

Por isto ele lecionou, voluntariamente, aulas de danças em hospitais.

Este bailarino também escreveu “Letters sur la Danse”, um ensaio de cartas sobre o Balé da sua época, editado em 1760. Mais tarde, adicionou ao livro artigos sobre música e um estudo sobre o movimento do corpo na antiguidade, além de textos sobre teatro.

Por coincidência, no Brasil, a data está ligada ao aniversário de uma importante professora de Dança:

Marika Gidali, a bailarina que, com Décio Otero, fundou o Ballet Stagium em 1971 em São Paulo para lançar no Brasil uma nova maneira de se fazer e apreciar o movimento do corpo.

Marika Gidali levou aula de Balé para a FEBEM e instituições que cuidam de crianças carentes.

Ela destacou que esta atividade ajuda no desenvolvimento cognitivo e físico dos pequenos.

A Dança traz benefícios em qualquer idade, dente eles se destacam:

- Corrige a postura

- Desenvolve a coordenação motora

- Queima calorias

- Aumenta o condicionamento físico

- Fortalece a musculatura e os ossos

- Aumenta a frequência respiratória

- Libera serotonina e endorfina que são substâncias que combatem à Depressão

Por causa das vantagens citadas acima as grandes corporações, indústrias e firmas estão contratando professores de Dança para dar aulas aos seus funcionários nos próprios locais de trabalho.

Os empresários constataram que o rendimento, de seus colaboradores, depois das aulas de Dança nos intervalos, aumentou de forma espantosa.

Para algumas religiões a Dança é uma forma de ligação com o Divino.

Santo Agostinho meditava e orava dançando. Por isto escreveu um prece chamada: Oração à Dança.

Na Bíblia, nos Salmos 149 e 150 está escrito que devemos louvar a Deus com danças.

No oriente existe a Dança mística do sufismo.

Já, no Paganismo, cada deus era saudado com um balé diferente.

Há específicas modalidades de danças que ajudam em várias profissões e combatem muitas doenças, como leremos abaixo:

- Balé Clássico: recomendado, principalmente, para secretárias, cientistas, recepcionistas e executivas. Ajuda na guerra contra inimigos como estresse, fadiga, estafa, angústia e problemas respiratórios.

- Flamenco: ideal para empresárias, comerciantes e empreendedoras. Auxilia na correção da postura, estimula a coordenação motora, combate à Depressão, ansiedade e problemas musculares.

- Dança do Ventre: excelente para vendedoras, terapeutas e publicitárias. Ajuda na batalha contra a timidez e insegurança. Trabalha na parte do cérebro que lida com a criatividade, diminui a TPM e modela o corpo.

- Zumba: é a dança da moda neste ano de 2018, por isto é recomendável para as mulheres que lidam com o público adolescente e jovem.

Em muitos países este dia é comemorado com aulas de danças gratuitas em lugares públicos.

Eu moro em Curitiba e muitas pessoas comentem o erro de afirmar que em Curitiba não há uma dança tradicional que foi criada na cidade.

Mas, existe, sim!

Sabia que Curitiba, na época em que se chamava Vila Nossa Senhora da Luz até o século dezenove, teve danças típicas, que nasceram aqui mesmo, mas que depois sumiram?

Os nomes dessas danças são: Curitibano, Dança das Lavadeiras do Rio Atuba, Dança da Quirera, Danças das Esposas dos Tropeiros, Dança da Colheita do Pinhão e Dança das Leiteiras do Bacacheri.

Feliz Dia da Dança!

Luciana do Rocio Mallon

 

 

 

 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Descubra o Porquê as Academias de Condomínio Estão Evoluindo Para Centros de Longevidade e Biohacking

 

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon e amo pesquisar sobre as tendências das pessoas com mais de 50 anos. Hoje falarei sobre as mudanças das academias de condomínios para pessoas nessa faixa etária.

As academias de condomínio estão evoluindo para centros de longevidade e biohacking porque segundo pesquisas, a maioria dos moradores de condomínios especialmente da classe A, são pessoas com mais de 50 anos de idade. Esse público não quer um espaço só focado em musculação, pois busca ambientes que promovem o envelhecimento ativo e com qualidade de vida. Aliás, os centros de longevidade, em condomínios de alto padrão, possuem médicos, dentistas, educadores físicos, fisioterapeutas, professores de línguas estrangeiras e atividades culturais. Alguns centros de longevidade em condomínios promovem palestras interessantes, como exemplos: direitos dos idosos com advogados especializados. Há muito condomínios onde pessoas com mais de 50 anos promovem viagens em grupos e passeios também em equipe para realizar compras em mercados presenciais porque se sentem inseguras em comprar pela Internet e não possuem forças para carregar as compras sozinhas.  

No caso de Biohacking há condomínios, também de classe média alta, que transformaram suas academias em lugares acolhedores, pois contrataram médicos e educadores físicos para promover cuidados saudáveis com a saúde. Aliás, há condomínios que contratam médicos, uma vez por mês, para fazer o check-up dos moradores.

Aqui é bom destacar que muitos idosos, com a saúde fragilizada, preferem usar os serviços de centros de longevidade e biohacking, oferecidos pelos próprios condomínios, ao invés de contratarem cuidadores de idosos particulares, pois se sentem mais ativos e seguros assim.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#50mais

 

 

 

domingo, 26 de abril de 2026

As Superstições Conforme a Literatura e a Psicologia

 

As Superstições Conforme a Literatura e a Psicologia

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou escritora, professora de Folclore e Literatura. Hoje recebi a seguinte pergunta:

Por que algumas pessoas acreditam em superstições conforme a Psicologia?

Minha resposta abaixo:

Algumas pessoas acreditam em superstições porque é uma forma de explicar o que a racionalidade ou a Ciência não conseguiram totalmente. É uma forma de algumas pessoas conseguirem fortaleza e manter as próprias rédeas no meio da ansiedade e do caos. As lendas misteriosas e simpatias aparecem bastante em situações angustiantes como: provas, testes, procura de parceiros e competições que podem ser de esporte, aqui também entra o Futebol, isso na Psicologia tem o nome de coping porque é um alívio de ansiedade diante de um evento estressante.

Quando uma pessoa segue a superstição que foi ensinada na infância, ela está buscando alívio na memória afetiva, pois a criança é um ser intuitivo e na vida adulta muitas pessoas perdem essa intuição inocente, que pode ser resgatada através de superstições, rituais e lendas que foram ensinados pelos antepassados.

A superstição traz uma sensação de domínio e poder através de uma suposta Magia, fato que pode trazer resultados positivos. Pois quando uma pessoa pensa que consegue o controle da situação através do Sobrenatural, ela se sente segura, encorajada e com a autoestima alta, fatores que auxiliam em uma possível vitória.

Superstições ajudam quando o ser humano não tem controle de como conseguir algo que deseja muito por completo. Por exemplo: um atleta, esforçado que treinou muito todos os dias, sonha em ganhar um campeonato, mas não tem certeza de isso se realizará, então é comum ele partir para a superstição. Um exemplo simples é esse:  se o atleta fez uma superstição e ganhou o campeonato, ele repetirá a mesma superstição novamente e ainda contará aos colegas. Aliás, é exatamente desse jeito que algumas superstições ficam famosas e se tornam populares. Aqui elas têm o famoso efeito placebo, mas ajudam na parte da confiança e segurança, então isso já basta e essas simpatias não devem ser condenadas.

Na matéria de Semiótica estudei sobre arquétipos conforme diversos estudiosos. Então as superstições trabalham com os arquétipos, que são figuras que mexem com a mente e têm significados no inconsciente. Por exemplo: o jogador que carrega um trevo de quatro folhas dentro da meia para dar sorte, nesse caso o trevo é um arquétipo que traz sensação de alívio e controle ao jogador. Aqui, o trevo de quatros folhas, no inconsciente, remete aos quatro elementos que dão uma sensação de controle dentro da mente.

Portanto, superstições são mecanismo de adaptação para lidar com o estresse.

Luciana do Rocio Mallon

 

 


Entrevista Com Técnico Em Informática, Anderson Oliveira, Sobre o Bug do TikTok de Restrição de Idade Para Quem é Adulto, em Abril de 2026

 

Entrevista Com Técnico Em Informática, Anderson Oliveira, Sobre o Bug do TikTok de Restrição de Idade Para Quem é Adulto, em Abril de 2026

Na noite de 24 de abril de 2026, levei um susto quando entrei no TikTok e vi a seguinte mensagem:

“Seu perfil foi banido permanentemente por ter idade inferior a 13 anos.

Se você acha que houve um engano, entre com recurso.”

Logo levei um susto e pensei:

- Poxa tenho 51 anos!

- Mas será que pareço tão jovem assim?

- Meus inimigos diriam que a plataforma analisou somente minha idade intelectual.

Então preenchi o formulário do recurso e envieie.

Na manhã do dia 25 de abril de 2026, vi que meu perfil tinha voltado, mas estava sem a foto de apresentação, que era a capa do meu livro e a biografia sumiu.

Logo, pensei:

- Será que fui hackeada?

Mas notei que ninguém mexeu no resto do material.

Depois, em várias redes, vi várias pessoas reclamando do mesmo problema.

Desse jeito, resolvi entrevistar, Anderson Oliveira, técnico em Informática e especialista em redes sociais, abaixo:

- Por que várias contas de muitos adultos receberam o aviso que tinham menos de 13 anos no TikTok? Resposta: Com a nova lei do estatuto da Criança e do Adolescente Digital, não será mais permitido crianças no TikTok. Então, provavelmente com o objetivo de tirar todas as crianças da plataforma, a rede social usou esse método que assustou muita gente. Pois daria muito trabalho se a plataforma verificasse perfil por perfil.

- Por que quando muitos adultos voltaram, suas fotos e biografias sumiram? Reposta: No seu caso, Luciana, você usava como foto de perfil, a capa do seu livro. Mas a plataforma não está mais aceitando capas de livros, figuras, retratos feitos por inteligência artificial e nem logotipos de marcas como fotos de perfil. Pois agora só é permitido fotos de rostos dos participantes para deixar a conta mais confiável. Com relação à biografia, a plataforma aumentou o número de caracteres e isso é uma forma dos usuários usarem melhor a nova permissão do número de palavras.

Agradeço ao especialista, Anderson Oliveira, pela entrevista.

E com você aconteceu algo semelhante?

Por favor, conte na parte de comentários.

Luciana do Rocio Mallon

#bugnotiktokemabrilde2026

 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Maionite, Ansiedade, Depressão e Angústia do Mês de Maio

 

Maionite, Ansiedade, Depressão e Angústia do Mês de Maio

 

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou escritora e hoje comentarei sobre uma palavra está causando polêmica nas redes sociais: maionite.

Em primeiro lugar preciso relatar que a palavra, maio, vem da deusa da Roma Antiga chamada Maia, a deusa das flores, das mães, dos casamentos e das ilusões. O mito diz que Maia tinha um véu, que podia esconder o que desejasse.

Hoje, no século vinte e um, muitos profissionais de Saúde Mental intitulam maionite, como: ansiedade, angústia e pânico que atingem muitas pessoas no mês de maio.

Os motivos principais são:

1 - Maio é Quinto Mês do Ano, Por Isso Muitas Pessoas Dizem:

- Já chegou maio e o que eu realizei da lista de promessas de fim de ano até agora?

- Estamos em maio e ainda não fiz nada de relevante!

Aliás, nesse mês, muita gente escuta uma paródia da música de Natal, cantada pela cantora Simone, na cabeça:

- Então já é maio e o que você fez?

Naturalmente, esses pensamentos levam à angústia e à ansiedade.

2 – Dia do Trabalho:

Primeiro de maio é dia do trabalho e isso leva muita gente a questionar suas realizações no setor profissional. Aliás muitas pessoas estão em uma dessas situações abaixo:

- Trabalha no que não gosta e ganha mal.

- Trabalha no que gosta, mas não ganha o suficiente.

- Trabalha no que conseguiu se encaixar, mas não sabe se ganha bem ou mal.

Seja lá qual for a situação acima, qualquer uma das alternativas provoca: angústia e ansiedade.

3 – Dia das Mães:

O Dia das Mães geralmente é no segundo domingo de maio. Porém muita gente vive uma dessas situações abaixo:

- A mãe faleceu há algum tempo, mas esse dia é sempre recheado de lembranças e saudades.

- A Mãe é Narcisista:

Nem toda a mãe é boa. Muitas mães têm frustrações e descontam nos filhos, principalmente, quando são crianças. Quando esses pequenos crescem e se afastam, sentem um sentimento de culpa quando chega o Dia das Mães.

- A Mãe Abandonou a Pessoa Quando Era Bebê:

Essa situação está cada vez comum e quando chega o dia das mães, a pessoa fica triste.

- A Mãe Mora Longe:

As vezes, por causa de trabalho, os filhos se afastam da mãe para focar na carreira profissional. Porém quando bate o Dia das Mães, surge um sentimento de culpa.

4 – Mês das Noivas:

Maio é considerado o mês das noivas desde a Idade Média. Mas, hoje, quando chega esse mês muitas mulheres com mais de 30 anos, que não casaram se sentem culpadas, mesmo que inconsciente. Porém, elas não estão erradas na solteirice, pois hoje a mulher pode trabalhar fora e ser independente, sem a necessidade de um relacionamento amoroso. Aliás, casamento é um risco, porque a mulher quando entra em um relacionamento não sabe se sairá vida devido ao alto número de feminicídios.

Atitudes para viver o mês de maio de uma forma leve:

1 – Saiba que a Culpa Não é Sua:

Se você sempre batalhou por um emprego bom, lutou pelos seus objetivos, foi fiel aos seus parceiros e respeitou a sua mãe, então se deu algo errado a culpa não é sua.

2 – Realize atividades lúdicas:

Para fugir da angústia e ansiedade, realize atividades como: Yoga, Meditação, Esportes e Artes em geral.

Como já foi citado acima, o mês de Maio recebeu esse nome, na Antiguidade, em homenagem à deusa Maia, protetora das mães e das flores, mas que também era a deusa da ilusão. Por isso, talvez o seu suposto fracasso seja apenas uma ilusão causada pela angústia de alcançar a perfeição.

Assim, se você se encaixa em um dos tópicos acima, o ideal é procurar ajuda de um profissional da Saúde Mental.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#maionite

#maio

#diadasmães

#diadasmães2026

 

 

 


quarta-feira, 22 de abril de 2026

A Origem da Expressão Preconceituosa: A Idosa Solteirona dos Gatos

 

A Origem da Expressão Preconceituosa: A Idosa Solteirona dos Gatos

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou da área da Literatura e pesquiso as origens das palavras com suas expressões. Além disso, tenho mais de 50 anos, sou solteira, sem filhos e crio gatos.

Ultimamente, recebi as seguintes mensagens:

- Você sabe qual é a origem da expressão machista: a solteirona dos gatos?

- Quando as pessoas passaram a associar a solteirice feminina com a criação de felinos?

Minhas respostas estão abaixo:

Infelizmente, todos já escutaram expressões machistas como: a idosa solteirona dos gatos ou a louca dos gatos.

Mas pouca gente sabe como surgiu essas citações.

No Antigo Egito as mulheres que permaneciam solteiras não eram vistas com desprezo como nas outras civilizações. Pois ainda na adolescência, algumas jovens eram escolhidas para servir o templo da deusa Héstia / Véstia, por isso eram chamadas de vestais. Elas precisavam ser virgens e somente eram dispensadas, do templo, depois dos 30 anos de idade. Nesse templo elas estudavam, faziam rituais e criavam felinos principalmente gatos que eram considerados guardiões espirituais. Aos 30 anos quando voltavam aos seus lares de origem, elas traziam alguns gatos do templo porque alguns animais se afeiçoavam a elas. É dessa época que vem o ditado infeliz que diz: “Solteironas gostam de criar gatos.” Porém, no Egito Antigo, essa atitude não era vista como algo pejorativo, ao contrário, era algo sagrado. Pois vestais e gatos eram divinos.

Mas foi na Idade Média que os moralistas passaram associar a solteirice feminina com criação de felinos de uma forma pejorativa. Pois geralmente as curandeiras, que viviam solitárias nas florestas, eram solteiras e criavam gatos. Infelizmente, na época medieval, muitas delas foram acusadas de bruxaria mesmo sendo inocentes. Além disso, casar e ter filhos era praticamente algo obrigatório na Idade Média e quem saia dessa regra não era visto com bons olhos.

Tenho mais de 50 anos de idade, sou solteira, sem filhos e tenho gatos como animais de estimação.

E você?

Luciana do Rocio Mallon

 

 

 


domingo, 19 de abril de 2026

Lendas do Gato Kiko Após Sua Morte

 

Lendas do Gato Kiko Após Sua Morte

 

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon e sou a verdadeira autora do livro Lendas Curitibanas.

Como também sou dançarina, conheço várias costureiras do Centro de Curitiba porque sempre estou precisando ajustar figurinos.

Em março de 2025, uma costureira de uma galeria comentou comigo:

“ – Esses dias, ao entrar na galeria, levei um susto com um gato que estava mexendo na minha máquina de costura. Ele era branco com umas listas.”

Já, em agosto de 2025, uma profissional da costura, que trabalha perto da Praça Rui Barbosa, disse para mim:

“ – De vez em quando aparece um gato por aqui e senta nas máquinas.”

Em dezembro de 2025, uma outra costureira, que trabalha num prédio da Rua Quinze, falou:

“ – Esses dias tinha um gato dentro da caixa de tecidos, mas quando abri a porta do corredor, entrou logo no elevador que estava aberto.”

Esses relatos acima me lembraram da lenda do gato Kiko, que é bem conhecida na cidade de Curitiba. Pois é a história de um costureiro, do século dezenove, que reencarnou num gato que foi morar na loja Kisses, da Rua Doutor Muricy, onde era sua antiga residência. Na verdade, o gato morou no comércio até 2019. Pois em 2020, por causa da longa idade, ele passou a morar na casa da proprietária e nunca mais foi à loja.

Em abril de 2026, eu e uma colega resolvemos gravar um clipe de música e dança no Centro da capital paranaense. Um dos lugares que fomos gravar foi na rua Doutor Muricy. Logo passei em frente à loja Kisses e perguntei:

- Como vai o gato Kiko?

A lojista respondeu:

- O gato Kiko morreu em janeiro de 2025, pois estava bem velhinho.

De repente, pensei:

- Será que era o fantasma do gato Kiko que mexeu nas máquinas e nos materiais das costureiras do Centro?

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#gatokiko

 

 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

O Impacto das Gírias Virtuais na Linguagem Real

 

O Impacto das Gírias Virtuais na Linguagem Real

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou professora, compositora e escritora. Inclusive minha música, chamada Não Quero Fazer Demonização Virtual, é repleta de gírias virtuais e teve mais de sete milhões de visualizações na Internet. Hoje me fizeram a seguinte pergunta:

- Quais são os impactos das gírias virtuais na linguagem real?

- Quais os significados de palavras e expressões como: “cringe”, “farmar aura” e demonização facial?

Minhas respostas abaixo:

A língua é viva e por isso vive em constante modificação. Pois refletem as mudanças sociais e culturais.

As gírias nascem quando os jovens têm necessidade de exprimir sentimentos modificados, mas não encontram sinônimos impactantes e competentes para essa função, nos dicionários formais.

Tudo isso tem pontos positivos e negativos, que mostrarei abaixo:

Impactos positivos:

- Destaca o Neologismo, que é a formação de novas palavras, mostrando à sociedade que a língua é viva e está em constante transformação.

- Desenvolve a criatividade das pessoas, pois as gírias normalmente são criadas por jovens e essa atividade estimula a habilidade linguística deles junto com a competência de criar.

- Faz com que os idosos procurem se atualizar, pois quando um senhor ouve uma gíria, acontece uma dessas duas situações: se tem intimidade com o celular, logo, procura o significado da palavra no Google, mas se não em intimidade com Tecnologia, pergunta sobre a nova palavra para os netos. Isso faz com que o idoso trabalhe com a própria mente, evitando problemas como Alzheimer.

Pontos Negativos:

- Confunde a Linguagem Formal: aqui as novas gírias não entram rapidamente num dicionário formal, pois a Internet é rápida demais. As novas palavras até entram em dicionários virtuais, mas demoram para entrar em dicionários formais. Nas aulas de Redação eu até deixo os alunos colocarem gírias virtuais no texto, mas peço para que eles coloquem essas mesmas gírias entre aspas.

- Dificulta a Comunicação Entre Jovens e Idosos: anciões que não usam a Internet e nem têm jovens em casa, não conseguem compreender as gírias virtuais quando escutam essas mesmas palavras na rua.

- Perigo: psicopatas e abusadores podem se aproveitar das novas gírias virtuais para se aproximar de menores.

Exemplos de gírias virtuais:

- Cringe: é um adjetivo para algo fora de moda ou vergonhoso. Funciona como o sinônimo da palavra, “brega”, que foi uma gíria muito usada nos anos 80 que também surgiu para substituir a gíria, “cafona”, que foi muito usada nos anos 70. Isso prova que até as gírias evoluem. Aliás tenho uma música chamada, Cringe, onde o refrão fala: “acho que sou cringe / mistura de grunge com esfinge/ que muitas vezes finge.”

- Farmar Aura: ao escutar pela primeira vez essa expressão toda a pessoa pensa que se trata de algo espiritual, místico ou esotérico, porém não é nada disso. Em resumo, farmar aura, significa forçar a barra para ganhar “likes” e depois fingir que não fez esforço nenhum. A expressão é uma fusão do verbo, “farmar”, que no universo dos jogos virtuais significa fazer atividades repetidamente para acumular pontos e aura que significa energia, aquela luz invisível ao redor dos corpos humanos e que segundo esotéricos, de acordo com a sua cor, essa mesma aura pode destacar alguém na vida.

Na realidade o verbo, “farmar”, surgiu como gíria na Internet na época da já extinta rede social, Orkut, entre 2004 e 2006. Pois no Orkut existia um jogo chamado Fazenda Feliz, também como conhecida como: Happy Farm. Então toda a vez que alguém ganhava pontos no jogo, Happy Farm, a pessoa dizia que conseguiu “farmar”. O Orkut não existe mais, porém os jogos virtuais continuaram e agora temos a gíria, “farmar”, de novo.

- Demonização Facial: é quando uma pessoa faz harmonização facial, mas não fica nada harmônico.

Através desse texto é possível concluir que a língua está em constante mudança e por isso todas as pessoas precisam ficar ligadas nas mudanças. Pois até quem é cringe precisa farmar a aura.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#farmaraura

#farmaraaura

#cringe

 

 

 


domingo, 12 de abril de 2026

Nova Moda: Assistir aos Filmes Com as Roupas dos Personagens e Seu Significado na Vesteterapia

 

Nova Moda: Assistir aos Filmes Com as Roupas dos Personagens e Seu Significado na Vesteterapia

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou especialista em Vesteterapia, estudo da personalidade através das roupas. Hoje recebi as seguintes perguntas:

- O que você acha das pessoas que vão ao cinema com fantasias dos personagens dos filmes?

- Conforme a Vesteterapia, quais são as vantagens de vestir figurinos de personagens ao assistir filmes?

Minhas respostas abaixo:

Desde o último filme do Batman que foi lançado nos cinemas, depois do término da pandemia, uma moda virou febre: ir ao cinema com fantasias dos personagens.

Isso ficou bem nítido no lançamento do último filme da Barbie em 2023, onde meninas e mulheres foram vistas entrando nas salas de cinemas vestidas como Barbie. Não é à toa que na, mesma época, tecidos quadriculados de tons rosas se esgotaram nas lojas de malhas.

Agora, em abril de 2026, acabou de ser lançado o último filme do Mário Brós no cinema. Então as fantasias dos personagens, desse filme, estão sendo disputadas à tapas nas lojas. Há procura por figurinos de: Mário, Luigi e Princesa Peach.

Sou especialista em Vesteterapia e posso afirmar que a pessoa que se veste, de personagem, para ir ao cinema, memoriza melhor as cenas do filme e assimila de forma clara as mensagens da história. Pois a roupa faz com que o espectador entre no clima do enredo com mais facilidade, tornando a atividade descontraída. Assim afirmo que ao assistir um filme, é recomendável vestir a fantasia dos personagens para ter um melhor aproveitamento.

A Loja Maria Joaquina tem lindas fantasias do Mário e Luigi para assistir ao filme:

https://www.instagram.com/mariajoaquina_modainfantil/

Luciana do Rocio Mallon

#vesteterapia

 

terça-feira, 7 de abril de 2026

Os Perigos do Meme Conhecido Como: Se Quiser Pode Vir

 

Os Perigos do Meme Conhecido Como: Se Quiser Pode Vir

A Trend, Se Quiser Pode Vir, viralizou em março de 2026.

Mas o problema é que pouca gente conhece a origem dela. Na verdade ela surgiu quando um menino de 11 anos, fez um vídeo mostrando a padaria dos pais com a frase:

“ – Se quiser pode vir...”

Realmente, não existiu má vontade. Pois era apenas uma criança tímida fazendo propaganda do negócio da família.

A questão é que várias pessoas começaram a imitar o garoto e batizaram o fenômeno de: “ A trend da má vontade.”

O problema é que isso pode afetar negativamente o menino que criou o vídeo, pois desse jeito o menor fica vulnerável ao bullying e às críticas negativas. Eu sofri bullying na adolescência, isso me causou Depressão profunda na época e reflete nos meus traumas até hoje.

Então eu nunca usarei essa trend porque tenho consciência de que a sociedade precisa proteger as crianças.

O curioso é que não vi ninguém, que se aproveitou da trend, oferecer ajuda ao menino ou a à família dele. Afinal, o garoto é um adolescente que merece consideração e respeito.

Portanto, vamos usar os memes e as trends com consideração e respeito, pessoal!

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#memesequiserpodevir

#meme

#trend

#trendsequiserpodevir

segunda-feira, 6 de abril de 2026

A Dança Chamada Curitibano e a Batalha de Rimas

 

A Dança do século XIX chamada, Curitibano, quando era dançada em grupo envolvia batalhas de rimas e poemas de amor. Um real exemplo da união da Dança Com a Literatura.

Luciana do Rocio Mallon

 

domingo, 29 de março de 2026

Dança da Colheita do Pinhão da Época em Que Curitiba Tinha o Nome de Vila Nossa Senhora da Luz

 

Dança da Colheita do Pinhão da Época em Que Curitiba Tinha o Nome de Vila Nossa Senhora da Luz

 

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou professora de Folclore e estou pesquisando sobre as Danças de Curitiba de antigamente. Já falei, nas redes, sobre as Danças das Lavadeiras do Rio Atuba, a Dança da Quirera, a Dança Chamada Curitibano, as Danças das Esposas dos Tropeiros e agora falarei sobre a Dança da Colheita do Pinhão.

O nome, Curitiba, tem tudo a ver com o pinhão que é a semente da Araucária. Pois o nome, Curitiba, vem do tupi-guarani porque é a união da palavra, “kury”, que significa pinhão e pinheiro junto com a palavra, “tiba”, que significa grande quantidade e abundância. Então a tradução fica: lugar que tem muito pinheiro e pinhão.

Reza a lenda que um indígena apontou para o marco zero da cidade e gritou a palavra:

- Kury tiba!

A verdade é que bem antes de Curitiba se chamar Vila Nossa Senhora da Luz e muito antes da colonização, do Brasil, pelos portugueses, nessa terra existiam os indígenas que já consumiam o pinhão e faziam danças em rituais para reverenciar esse alimento, que para eles, tinha poderes mágicos.

Com a chegada de novos povos como: brancos, afros e ciganos, aconteceu uma mistura fantástica de tradições.

Assim, quando Curitiba ainda se chamava, Vila de Nossa Senhora da Luz surgiu a Dança da Colheita do Pinhão.

A colheita, geralmente, acontecia em meados de abril até meados de julho.

Mas a Dança da Colheita do Pinhão tinha seu ápice em junho.

A coreografia tem raiz num ritual tupi-guarani de saudação à deusa da agricultura Ceuci que se misturou com algumas danças portuguesas na terra dos pinheirais. O bailado consiste em mulheres, de saias compridas e rodadas, dançando com cestos ou balaios repletos de pinhões. No meio da Dança elas deixam os balaios no chão e fazem gestos de reverência às sementes de araucária. Nesse momento, aparece uma pessoa vestida com penas azuis representando a gralha-azul, a ave que espalha sementes de araucárias, fazendo gestos que representam asas. No final da Dança, as bailarinas da colheita colocam os pinhões em cima de amontoados de folhas secas chamadas de grimpas ou sapés. Depois pessoas da comunidade fazem fogueiras para assar esses pinhões nesses mesmos sapés ou grimpas. Após isso os pinhões são retirados das brasas, com espetos longos e consumidos. Pois desse jeito, o pinhão fica com a casca torrada e o interior cozido, prática que deixa o alimento crocante e saboroso. Dessa maneira esse prato foi batizado de sapecada de pinhão.

No século dezenove, a Dança da Colheita do Pinhão, foi incorporada às festas juninas. Mas sua prática desapareceu porque o povo preferiu dançar somente quadrilha durante os festejos de junho.

Porém estou pesquisando as danças tradicionais de Curitiba de antigamente e pude concluir que a Dança da Colheita do pinhão tem uma história tão interessante que precisa ser novamente praticada pelas pessoas desse lugar.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#dança

#dançadacolheitadopinhão

 

 


sábado, 28 de março de 2026

Dança das Esposas dos Tropeiros

 

Danças das Esposas dos Tropeiros

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou professora de Folclore e estou pesquisando sobre as Danças de Curitiba de antigamente. Já falei, nas redes, sobre as Danças das Lavadeiras do Rio Atuba, a Dança da Quirera, a Dança Chamada Curitibano e agora falarei sobre as Danças das Esposas dos Tropeiros.

Os tropeiros eram trabalhadores, principalmente entre os séculos dezessete e dezenove, que exerciam as funções de transportar tropas de animais como cavalos e mulas. Além disso, eles também transportavam mercadorias.

Assim as esposas dos tropeiros passavam meses sem ver os maridos. Para expressar essa saudade, essas mulheres criaram, de forma espontânea, as Danças das Esposas dos Tropeiros quando Curitiba ainda se chamava Vila de Nossa Senhora da Luz.

Essas danças se dividem em duas: Dança da Despedida e Dança do Acolhimento.

Dança da Despedida: as mulheres dançavam balançando lenços pequenos nas mãos. Culturalmente o ato de balançar panos com as mãos têm significados profundos. Quando uma dama faz sinal de despedida com o lenço para o amado, significa que ela promete ser fiel e essa ação, segundo a crendice popular, garante um reencontro posterior. Pois, segundo o mito, quando alguém balança um lenço para um viajante, está pedindo para que o anjo da guarda cuide dele. Então nessa dança tem giros com saias rodadas e lenços nas mãos. Ela pode ser dançada em círculos ou em linha reta ou de forma linear.

Dança do Acolhimento: esse bailado acontecia quando os tropeiros estavam voltando para visitar suas famílias. Então as mulheres dançavam com: cestas de frutas, instrumentos musicais e flores nas mãos. Pois isso significava acolhimento. Nessa dança tem giros com saias rodadas, balanços de saias, movimentos com flores nas mãos e instrumentos musicais como: pandeiros e tambores. Pois segundo a lenda, os pandeiros serviam para expulsar os espíritos invasores que podiam pegar caronas com os tropeiros durante as viagens.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#dança

#dançadecuritiba

 

 


quinta-feira, 26 de março de 2026

Dança da Quirera da Época Em Que Curitiba Se Chamava Vila Nossa Senhora da Luz

 

Dança da Quirera da Época Em Que Curitiba Se Chamava Vila Nossa Senhora da Luz

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou professora de Folclore e idealizadora do projeto: Resgatando Danças Típicas da Curitiba de Antigamente. Já falei nas redes sociais sobre a Dança chamada Curitibano, que surgiu no século dezenove e sobre a Dança das Lavadeiras do Rio Atuba que surgiu no período colonial.

Além das Danças das Lavadeiras do Rio Atuba na época em que Curitiba se chamava Vila Nossa Senhora da Luz, também surgiu a Dança da Quirera no mesmo período. Ela sofreu influência das seguintes etnias: indígena, afro, cigana e branca.

Essa dança pode ser realizada de diversas formas: em grupo, em dupla e até mesmo individual.

A coreografia é inspirada nos movimentos dos trabalhos rurais porque representam gestos de: semeadura, plantio, colheita, culinária e trato com os animais.

Os figurinos também remetem à vida colonial no campo, pois as mulheres dançam com saias rodadas, compridas, floridas e com anágua embaixo. Elas também usam sapatos que permitem sapateados no chão de madeira ou no solo de terra. Também é permitido dançar com pares de sapatos diferentes, por exemplo: um sapato estilo boneca no pé esquerdo e uma bota sertaneja no pé direito porque isso era comum na realidade daquela época.

As músicas falavam do trabalho no campo e eram tocadas com os seguintes instrumentos: viola, rabeca, pandeiro, tambor, sinos e, ás vezes, tinha até bandolim.  

A Dança da Quirera, geralmente, acontecia em eventos de comemoração à colheita ou em alguma festa onde o prato principal era a quirera.

A quirera é um prato que surgiu no período do Brasil-Colônia. Pois naquela época, nos sítios, existiam muito milho e criação de suínos. As vezes, por causa do mau tempo, era difícil cultivar ou criar outro tipo de alimento. Então as pessoas misturaram milho quebrado com carne de porco e batizaram de quirera. Os tropeiros e caixeiros viajantes descobriram esse prato pelas viagens ao interior e adotaram a quirera como culinária principal, pois era possível carregar essa comida em marmitas. Então quando os agricultores, do período colonial, eram agraciados com tempo bom e conseguiam cultivar outros alimentos, no final da colheita, faziam a Festa da Quirera como comemoração, onde nesse evento havia a Dança da Quirera.

Infelizmente, no final do século dezenove, com a industrialização, novas tecnologias e o êxodo rural, a Dança da Quirera foi uma tradição que desapareceu de Curitiba, mas que estou tentando resgatar através de pesquisas e demonstrações de danças práticas.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#quirera

#dançadaquirera

 

 

 

 

 

quarta-feira, 25 de março de 2026

A Dança Chamada Curitibano

 

A Dança Chamada Curitibano

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon e lidero o projeto Resgatando Danças Tradicionais da Curitiba de Antigamente.

Já relatei sobre Danças das Lavadeiras do Rio Atuba e Dança da Quirera que surgiram quando Curitiba ainda se chamava Vila Nossa Senhora da Luz.

Agora falarei sobre uma dança chamada Curitibano, que surgiu no século dezenove com influências dos: negros, índios, ciganos e brancos.

A dança, Curitibano, surgiu nos sítios e chácaras de Curitiba no século dezenove. Ela permite diversos componentes porque pode ser dançada de várias maneiras como: em par, em grupos e até mesmo sozinho.

Essa dança permite até que uma mulher dance sozinha. Pois ela surgiu numa época em que muitos homens foram buscar trabalhos em cidades distantes e assim deixaram suas esposas. Também naquele mesmo tempo, muitos homens trabalhavam como caixeiros viajantes e tropeiros. Assim também deixavam suas mulheres sozinhas em suas residências.

Então muitas damas passaram a dançar sozinhas, a Dança Curitibano, em festas e eventos. As vestimentas típicas desse bailado são: saia florida, rodada, de preferência estampada com flores e sapato para sapateado. A coreografia consiste em: giros, balanços com a saia rodada e sapateados.

O problema é que muita gente confunde a Dança Curitibano com o Fandango Caiçara, mas as diferenças são nítidas, como estão abaixo:

- Na Dança Curitibano, a mulher pode dançar sozinha em qualquer formato de espaço. Já no Fandango Caiçara, o bailado é de par e geralmente num espaço circular.

- Na Dança Curitibano, a dama pode sapatear. Já, no Fandango Caiçara, quem sapateia é o homem, pois a mulher só balança a saia.

Infelizmente, no século vinte com a urbanização, a Dança Curitibano foi uma tradição que se perdeu com o tempo. Mas que pretendo resgatar através de pesquisas.

Essa pesquisa foi baseada em entrevistas com: professores de História, pessoas do povo como várias idosas, que na época da pesquisa, tinham mais de 80 anos de idade e também através de materiais de época.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#dançacuritibano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


terça-feira, 24 de março de 2026

Dança dos Grampos das Lavadeiras do Rio Atuba

 

Dança dos Grampos das Lavadeiras do Rio Atuba

Na época em que Curitiba se chamava, Vila de Nossa Senhora da Luz, nasceu uma dança folclórica na cidade chamada Dança das Lavadeiras do Rio Atuba. Elas usavam muitos elementos como: tecidos, tábua de lavar roupa, escovas, bacias, baldes e principalmente grampos de prender roupas. Naquela época existiam grampos grandes que tinham os tamanhos das palmas das mãos e eles faziam sons de instrumentos de percussão. As lavadeiras, muito criativas, passaram a dançar com esses grampos como se fossem castanholas. Assim nasceu a Dança dos Grampos das Lavadeiras do Rio Atuba, onde elas giravam, com suas saias rodadas e batiam os grampos nos ritmos das músicas.

Focalizadora: Luciana do Rocio Mallon

Exemplos práticos:

https://www.youtube.com/shorts/m5-wCUB0Gsg

https://www.youtube.com/shorts/XQPmNE1bz28

 

#lucianadorociomallon

#dançadosgrampos

#dançadecuritiba

 

segunda-feira, 23 de março de 2026

Você Sabia que Curitiba, Quando era Vila Nossa Senhora da Luz, Além da Dança das Lavadeiras do Rio Atuba, Também Tinha a Dança da Quirera?

 

Você sabia que Curitiba, quando era Vila Nossa Senhora da Luz, além da Dança das Lavadeiras do Rio Atuba, também tinha a Dança da Quirera?

Na Dança da Quirera, as agricultoras faziam gestos que tinham relação com seus trabalhos diários. Essa dança acontecia nos eventos onde era servido um prato chamado Quirera.

Acompanhe minhas redes para saber mais sobre o assunto.

Luciana do Rocio Mallon – Folclorista

#quirera

#lucianadorociomallon

 

quinta-feira, 19 de março de 2026

Roupas Ideais Para Crianças Com Transtorno do Espectro Autista e Também Para Menores Com TDAH Conforme a Vesteterapia

 

Roupas Ideais Para Crianças Com Transtorno do Espectro Autista e Também Para Menores Com TDAH Conforme a Vesteterapia

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou especialista em Vesteterapia, terapia holística através das roupas e também já fui professora de Educação Infantil.

Essa semana mandaram a seguinte pergunta:

- Quais são as roupas ideais para crianças com Transtorno do Espectro Autista e também para menores com TDAH conforme a Vesteterapia?

As repostas estão abaixo:

- Crianças com Transtorno do Espectro Autista e também com Déficit de Atenção, Hiperatividade e Ansiedade precisam de tecidos confortáveis, de preferência antialérgicos e feitos com algodão sem aquelas famosas etiquetas que penicam. Nesse caso as roupas precisam ser largas e confortáveis. Aqui entram os conjuntos de moletom que são ideais para crianças com TDAH e TEA. Também é preciso evitar roupas com botões e zíper que podem distrair os pequenos nas aulas e causar ansiedade na hora de ir ao banheiro. Por isso é necessário vestir essas crianças com roupas com elásticos e velcros que não emitam sons. No caso de menores com Espectro Autista é interessante comprar roupas com estampas de seus personagens preferidos ou que tenham relação com suas atividades preferidas. Na hora de comprar o uniforme escolar prefira as peças de moletom e camisetas largas com o logotipo da escola. Aqui com relação aos calçados, prefira tênis com velcro e nem pense em chuteiras com cordas porque crianças autistas e com TDAH possuem dificuldades de amarrar os cordões. Já, com relação às meninas, evite salto alto antes dos 17 anos, pois garotas no Espectro Autista e com TDAH tendem a ter acidentes com esse tipo de calçado. Mas essas garotas podem calçar sapatilhas urbanas, que são confortáveis e sapato estilo boneca em eventos formais.

Porém na hora do lazer essas crianças, citadas acima, gostam de usar fantasias das suas personagens favoritas.

Roupas confortáveis e fantasias você encontra na loja Maria Joaquina:

 https://www.instagram.com/mariajoaquina_modainfantil/

Texto escrito por: Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#vesteterapia

#autismo

#tdah

 


domingo, 15 de março de 2026

Você Sabia que Curitiba Já Teve uma Dança Tradicional?

 

Você Sabia que Curitiba Já Teve uma Dança tradicional?

Sim, era a Dança das Lavadeiras do Rio Atuba, quando Curitiba ainda se chamava, Vila Nossa Senhora da Luz. Elas dançavam com instrumentos de trabalho como: tábuas de lavar roupas, bacias, grampos, cestos e escovas que viravam até instrumentos musicais nas mãos delas. Essas moças dançavam como terapia para aliviar aquela vida dura. Além disso, a Dança também servia para aquecer todas no frio tão típico, de Curitiba, no inverno.

Deseja saber mais sobre essa Dança?

Então fique ligado nas minhas redes sociais, pois brevemente contarei mais.

Luciana do Rocio Mallon – folclorista

#lucianadorociomallon

#folclore

 

 

quinta-feira, 12 de março de 2026

Participei da Matéria Abaixo Sobre Dança na Maturidade

 

Participei dessa matéria como professora de Dança na maturidade:

https://entrelinhas.jor.br/2026/03/11/saude-bem-estar/danca-ajuda-idosos-a-preservar-memoria-autonomia-e-bem-estar/

 

Lenda da Cabra Escura Que Foi Salva da Sexta-Feira Treze

 

Lenda da Cabra Escura Que Foi Salva da Sexta-Feira Treze

Quando eu era adolescente, morava perto da escola, onde havia casas de muros baixos.

Um certo dia, eu e uma colega escutamos berros que pareciam ser de bode. Assim olhamos para dentro de um dos portões e havia uma cabra preta, de olhos azuis, amarrada no quintal. Logo indaguei:

- Quem criaria uma cabra na cidade grande?

Minha amiga comentou:

- Talvez seja por causa do leite, que dizem ser o melhor para crianças.

Naquela época eu estudava de manhã e pela tarde existiam atividades complementares, na escola, como: teatro, datilografia e aulas de reforço. Porém numa tarde dessas, eu fiquei até a noite fazendo exercícios de reforço de Matemática. Então tratei de voltar para a casa correndo. Porém ao passar, pela casa da cabra, escutei duas vozes humanas falando:

- A cabra preta será sacrificada na sexta-feira 13.

Saí correndo e contei para meus amigos que exclamaram:

- Precisamos bolar um plano para libertar a cabra!

Na noite seguinte, depois das aulas complementares, eu e alguns colegas notamos que todos da casa saíram numa Kombi, fecharam a casa e deixaram a cabra amarrada no quintal. Dessa maneira, as crianças pularam e cortaram a coleira da cabra que, no mesmo segundo, pulou o muro e saiu correndo. Dessa forma, saímos correndo de volta para nossas casas.

Naquela noite, com o quarto muito escuro, sonhei que estava numa montanha e a mesma cabra apareceu para mim. Nesse sonho, ela andou em minha direção e lambeu minha mão. Então senti que realmente, alguém lambia minha mão na vida real também. Acordei e mesmo assim continuei sentindo lambidas. Tentei gritar, mas minha voz não saía e continuei sentindo lambidas. De repente, senti barulhos de patas de cabra em direção à janela. Após isso, meu dedo conseguiu alcançar a tecla e acendi a luz. Porém a janela estava fechada, chegou a madrugada e no calendário vi que já era sexta-feira 13.

Assim lembrei que tinha um livro chamado, Oração da Cabra Preta, abri e comecei a rezar.

Luciana do Rocio Mallon

#sextafeira13

#sextafeiratreze

#lucianadorociomallon

 

 

terça-feira, 10 de março de 2026

Como Usar a Literatura Sênior Em Idosos Debilitados

 

Como Usar a Literatura Sênior Em Idosos Debilitados

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou escritora e além de ter formação em Letras também tenho curso de Cuidador de Idosos. Nesse curso tinha uma matéria chamada, Arte Para Idosos, onde ficava nítido que a Arte ajudava na memória deles e espantava a tristeza. A Arte que eu sou mais familiarizada é a Literatura. Quando visitei asilos, percebi que os envelhescentes que liam tinham a memória ativa, o vocabulário amplo e sabiam se expressar bem até mesmo ao relatar seus problemas de saúde aos médicos. Também percebi que eles se identificavam muito com a Literatura Sênior.

A Literatura Sênior se caracteriza por livros onde personagens têm mais cinquenta anos de idade. Normalmente seus autores estão entrando na envelhescência ou já estão na terceira idade também.

O problema é que muitas pessoas acima dos 75 anos de idade, apesar de usar óculos, possuem problemas de visão, fato que dificulta a leitura de livros. Nesse caso o parente ou cuidador precisa zelar para que o idoso não perca o prazer de ler. É nessas horas que o cuidador deve ler em voz alta páginas do livro que o paciente escolheu, que não precisa ser exatamente de Literatura Sênior.

Caso o idoso peça a sugestão de alguma obra, daí sim o cuidador deve sugerir algum livro que seja classificado como Literatura Sênior.

Aqui, grupos de debates sobre livros são excelentes atividades para que idosos treinem a socialização, a mente e se sintam acolhidos pela sociedade.

Outro método eficaz, que treina bem a memória do envelhescente é ele montar sua própria história. O cuidador deve estimular com frases como:

“- Já pensou em escrever, no papel, a própria história de vida?”

“- Sabia que hoje, com a Internet, está mais fácil escrever um livro?”

“- Você teve uma vida interessante, por isso deveria colocar sua história num papel.”

Se o ancião tiver dificuldade para escrever no computador, no celular ou no papel, nesse caso é papel do cuidador conseguir um lápis, um papel e escrever os fatos que o idoso contar oralmente. No final, o cuidador deve separar os acontecimentos em capítulos para formar uma base cronológica coerente.

Outra opção eficiente é realizar jogos de memórias fazendo perguntas sobre os personagens do livro de uma forma lúdica através de fatos curiosos da obra, usando mímicas e frases como:

“ – Qual seria a Música ideal para personagem tal?”

“ – Farei uma mímica representando um personagem e você precisa adivinhar.”

“ – Qual roupa você escolheria para vestir a personagem tal?”

Como Literatura Sênior indico o livro: Plenitude na Envelhescência – Uma Realidade Possível - Volumes 1 e 2, que é uma coletânea de textos de várias autoras organizado por Corina Ramos:

https://www.amazon.com.br/Plenitude-na-Envelhesc%C3%AAncia-Realidade-Poss%C3%ADvel-ebook/dp/B0CWH362K6

Então essa são algumas dicas de como trabalhar a Literatura Sênior em idosos que tem alguns problemas de saúde.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#literaturasenior