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domingo, 23 de novembro de 2025

O Ovo Frito e a Margarida


O ovo frito com margarina

Viu da cozinha, uma margarida

 

Que estava no jardim

Entre a rosa e o jasmim

Assim pensou sem fim:

- Quero ela para mim!

 

A margarida bela e singela

Viu um ovo frito atrás da janela:

-  Como ele é parecido comigo

 Seria um bom amigo!

 

Mas, um menino comeu o ovo da frigideira

E uma menina despetalou a margarida inteira.

Luciana do Rocio Mallon

 

 

 

 

domingo, 15 de junho de 2025

O Cheiro do Inverno Curitibano

 

 O Cheiro do Inverno Curitibano

 

Alguém me perguntou na linha do trem:

- Que cheiro o inverno curitibano tem?

Respondi com alegria e sem desdém:

 

- Ele tem um cheiro de picolé de limonada

Pois você faz barulho de chupar limão de madrugada

Quando sai para trabalhar no meio da geada

 

Esse cheiro se mistura com o aroma de naftalina

Pois você tira o casaco velho do armário antigo

Onde também tem sachê de sabonete de glicerina

Todo esse odor se mistura com o aroma de pinhão, amigo!

 

Depois esses cheiros se misturam com os perfumes das donzelas:

Água Fresca e Toque de Amor nos ônibus, assim abra as janelas!

Esse é o cheiro do inverno de Curitiba

Você pode discordar, mas não comece a briga.

Luciana do Rocio Mallon

#poesia

#lucianadorociomallon

#Literatura

#poesiacuritibana

 

sábado, 7 de junho de 2025

Chique é Quem Diz Contratempo ao Invés de Problema

 

Chique é quem diz contratempo ao invés de problema

Pois problema é o que tem todo mundo

Já contratempo é quase um poema

Com um espírito secreto e profundo

 

O contratempo vai contra o tempo

Sem usar um relógio com amargura   

Porém com sentimento do momento

Numa situação sem estrutura

 

Problema todo mundo possuí e tem

Já, contratempo, é o prêmio para o bem

Só entende quem faz da Poesia um trem.  

Luciana do Rocio Mallon

domingo, 4 de maio de 2025

sábado, 3 de maio de 2025

Lenda da Flor da Manjerona

 

Lenda da Flor da Manjerona

 

Que mistério tem a delicada flor da manjerona

Que às vezes vira anjo e às vezes vira dona?

Dizem que uma bailarina estava vestida de querubim

Num campo verde de um jeito angelical assim

 

Mas ela desmaiou e parou de respirar de repente

Seu corpo caiu no campo e, simplesmente, deixou de ser gente

Assim transformou-se em flores de manjerona

Que às vezes vira anjo e às vezes vira dona

 

Muitas vezes ela parece um anjo sentado com asas macias

Outras vezes ela vira uma bailarina, com tutu, levantando as pernas

A flor de manjerona tem perfume de harmonia para realizar fantasias

Que muitas vezes são infinitas, fraternas e eternas.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#flordemanjerona

#manjerona

#Poesia

#poema

#Literatura

 

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Escrevo Em Minhas Próprias Linhas

 

Não sou trem, nem agulha e muito menos expressão, mas também me amarro numa linha, pois sou escritora. Assim escrevo poemas nas minhas rugas, contos nas linhas tortas das minhas celulites, crônicas nas minhas estrias e as reticências estão a cada fio branco que nasce.

Luciana do Rocio Mallon

 

sábado, 26 de abril de 2025

Poesia, o Serviço de Todo o Ofício

 

Poesia, o Serviço de Todo o Ofício

 

Quando um ator muda de profissão, geralmente, vai para a Psicologia

Porém nunca se esquece da Poesia

Quando um pedreiro muda de profissão, muitas vezes, vira engenheiro

De um jeito esforçado e muito verdadeiro

 

Professora geralmente vira comerciante

Uma real estrela cintilante e brilhante

Porém a Poesia nunca muda de ofício

Todos somos poetas independente do serviço.

Luciana do Rocio Mallon

 

 

 

quinta-feira, 17 de abril de 2025

O Tique-Taque do Relógio e os Pingos Que Caem Do Chuveiro Desligado Voltam Qualquer Mente Para a Realidade

 

O Tique-Taque do Relógio e os Pingos Que Caem Do Chuveiro Desligado Voltam Qualquer Mente Para a Realidade

Quando estou sonhando acordada

Viajando bem meio do nada

De repente, chega a voz da realidade

Mas ela não me tira do sonho de verdade

 

Porém, quando ouço o barulho

Do tique-taque do relógio antigo

Acordo de qualquer mergulho

E fico cara a cara comigo

 

Quando estou viajando na mente

Com a alma em outro local simplesmente

Mas de repente ouço as gotas que caem do chuveiro

Que está totalmente desligado no banheiro

 

Volto à realidade fria

Mas sem esquecer a Poesia.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#Poesia

#poesiacuritibana

#poesiaparanaense

 

 


domingo, 26 de julho de 2020

Sou uma Tenda Mística da Paz e Não um Barraco de Guerra

Sou uma Tenda Mística da Paz e Não um Barraco de Guerra

Sou uma tenda de magia
Feita com pano transparente
Jogo tarô e realizo simpatia
Com chás para curar toda a gente

Por isto finjo que não escuto
Provocações e xingamentos
Dentro de mim, eu sempre luto
Sem dar vazão aos maus sentimentos

Porque brigas geram barraco de guerra
E eu sou uma tenda mística da paz
Com suavidade de flores na primavera
Da chama violeta cruzando o céu lilás.
Luciana do Rocio Mallon


Streap Tease na CAN na Quarentena

Streap Tease na CAN da Quarentena
Ele falou que estava com saudade
Depois de cinco anos sem falar comigo
Eu apenas disse a verdade
Que ele era apenas um amigo

Ele perguntou se pack eu vendia
Eu confessei que não entendi
Pensei que fosse um pacote de Poesia
Que dava asas a um delicado colibri

Mas com o seu olhar, ele tocou minha pele alva
Desnudando a minha alma que queria ser salva
Eu estava com o espartilho apertado do sofrimento
Mas, de repente, seu espírito transformou-se em vento
Arrancando do meu couro todo o meu tormento

Meu colega distante arrebentou meu cinto de castidade
Pois aquele ato não foi apenas um streap tease na CAN
A cada peça retirada surgiram gotas de felicidade
Desvendando o segredo do frescor da manhã

Ele falo que estava com febre em plena quarentena
Mas que a cada poema sentia o cheiro de alfazema
A cada streap tease surge uma diferente imagem
Um desejo que cura é um deserto com miragem
Quando alguém morre, alguém vive em qualquer viagem.
Luciana do Rocio Mallon






sábado, 25 de julho de 2020

Sou a Mistura de Todas as Mulheres Que Você Nunca Teve

Sou a Mistura de Todas as Mulheres Que Você Nunca Teve
Nesta noite, você está na cama com suspeita de Covid
Por isto seu espírito veio me fazer um convite
Para abrir os portões das lembranças escondidas
Nos vales das saudades lascivas e proibidas

Das moças que você nunca conseguiu ter
Sou a mais maluca e doida mistura
Do sonho de um impossível prazer
Que leva a sua cobiça à loucura

Tenho o sorriso da jovem que distribuía panfleto na rua
Porém que você não pegou por puro preconceito
Mas que um dia imaginou bailando, totalmente, nua
Entre as pétalas de rosas e as almofadas do seu leito

Possuo o andar da moça que limpava o piso
Com o cabelo crespo e armado, nada liso
Mas que você não disse nem sequer bom dia
Apesar de ter sentido harmonia e simpatia

Tenho o perfume da dama da encruzilhada
Que você seguiu, mas desistiu por medo
Naquela madrugada sangrenta e enluarada
Quando você voltou para a casa mais cedo

Possuo a suavidade da menina
Que sentava na primeira carteira
Sonhando em ser uma leve bailarina
Mas que você tratava na zoeira

Hoje, você está deitado com suspeita de Corona
Sua alma me beija e me transformo em chorona
Mas ainda viveremos nosso amor em outro universo
Além das estrelas na galáxia da rima e do verso
Onde a paixão não se transforma em desejo perverso

Sou a mistura de todas as mulheres que você nunca possuiu
Neste mundo de ilusões da profunda cor anil.
Luciana do Rocio Mallon







sexta-feira, 17 de julho de 2020

Amor Em Tempos de Coronavírus

Amor Em Tempos de Coronavírus
Em tempos de pandemia
Muitos anjos perderam uma asa
Gerando angústia e agonia
Mas muita gente ficou em casa

Desenvolvendo uma afeição interior
Pela família e pela própria residência
Síndrome de Pânico deixou de ser pavor
Transformando-se em símbolo de paciência

Em época e tempos de pandemia
Muita gente faliu e perdeu o emprego
Gerando tristeza e suicídio através do medo
Porém a solidariedade é a melhor simpatia

Oferecendo comida, abrigo, carinho e amor
A solidariedade sempre cura o mundo doente
Com doações em gestos de esplendor
Que empurram o ser humano para frente


Em época de pandemia e de doença
Paixões platônicas, guardada de anos, são declaradas
Torcendo para que o amor vença
Além das esperanças empoeiradas

Bocas são escondidas nas máscaras de escudos
Lábios querem gritar, apesar de falsos mudos
O amor em tempos de pandemia
Inspira a divina e temida Poesia.
Luciana do Rocio Mallon



domingo, 12 de julho de 2020

O Amor Entre o Fotógrafo e a Modelo

O Amor Entre o Fotógrafo e a Modelo
Ela chegou ao seu ateliê
Querendo um book diferente
Então, tirou o seu casaco fumê
Deixando o ambiente quente

Um flash virou a flecha do cupido
Num piscar de olhos e num clique
A luz curou o espírito ferido
Cansado de escutar palpite

A modelo tirou a pesada blusa
Ficando só com uma tanga carmim
Quem ama consola e não abusa
Da musa com pele de marfim

A alma da modelo passeou em cada fotografia
Pois quando ela colocou o apertado espartilho
Tudo ao seu redor transformou-se em Poesia
Pois o trem da paixão entrou no correto trilho

Os cabelos loiros cobrindo os seios
Transformaram-se em cortinas
Nos meios dos macios lençóis alheios
Há coxas entre colchas nas conchas finas

Mas a modelo precisou partir e ir embora
Esquecendo-se de seu sutiã na câmera
Enquanto chovia com orgasmo e prazer lá fora
Nos lábios do fotógrafo ficou um sabor de tâmara

Fotografar é eternizar inesquecíveis momentos
Onde cada clique encontra muitos sentimentos.
Luciana do Rocio Mallon



sexta-feira, 10 de julho de 2020

Você é Alguém na Fila do Pão

Você é Alguém na Fila do Pão(Por Luciana do Rocio Mallon)
Você é alguém na fila da padaria
Quando simplesmente dá bom-dia
Para um mero desconhecido
Isto acalma seu coração aflito

Você é alguém na fila do pão, sim
Quando compra um pudim
Para doar ao morador de rua
Que dorme sob à luz da Lua

Você é alguém na fila da panificadora
Quando, gentilmente, doa
O troco que sobrou à caixa de donativos
Isto deixa seus sentimentos vivos e ativos

Você é alguém na fila do pão, com certeza
Quando dentro do outro encontra beleza.
Luciana do Rocio Mallon


quarta-feira, 10 de junho de 2020

Poema Para o Sarau Virtual do Grupo Mel Poesias Com o Tema: Infância, o Solo da Vida

A Infância do Poeta

Todo o bom poeta
Com alma de profeta
Volta até a sua criança interior
Com a força do mais puro amor

A Poesia vira uma doce brincadeira
Que dura a inspiração inteira
O verso vira um pião no taco de madeira
Numa ciranda unida, alegre e faceira

As linhas transformam-se em cordas de pular
Palavras jogam esconde-esconde ao ar
A rima é uma cabra-cega no jardim
Num pique-pega sem fim

A criança interior é uma viagem no tempo
Recordando a paisagem infantil com sentimento.
Luciana do Rocio Mallon

O Som de Uma Lágrima na Tela

Desafio proposto pelo professor Francisco Eliúde. Tema que ele propôs aos escritores: O Som de uma Lágrima na Tela
Peguei a tela alva da pureza
Para pintar o som da lágrima
Com o pincel da beleza
Sem nenhuma lástima

Na primeira pincelada
Senti o som da garoa
Nua, crua e pelada
Numa noite à toa

No segundo toque de pincel
Ouvi o som da harpa do céu
Com a última oitava do piano cruel
Sorte que foi na tela e não no papel

No terceiro toque senti um suspiro
Ao acabar esta forte pintura
Ouvindo um gemido de vampiro
Misturado com voz de donzela pura

A lágrima na tela é mais do que uma nota musical
Dentro da sua água, ela tem a orquestra do astral.
Luciana do Rocio Mallon
Curitiba – PR

Protesto do Feriado na Pandemia

Protesto do Feriado na Pandemia
Eu era um feriado escrito à giz
Que fazia o trabalhador feliz
Antes de chegar a pandemia
Causando isolamento e agonia

Comigo, o povo ia à praia e jogava futebol
Seja numa tarde de chuva ou numa manhã de Sol
Mas agora com home office dentro de casa
Cortaram a minha mais suave asa

Sou um feriado que virou dia comum
Eu não merecia ser mais um
Mas sei que isto é para conter o Covid
Que atinge o pobre e também a elite.
Luciana do Rocio Mallon
#Corona #Covid #Coronavírus #Covid19


segunda-feira, 8 de junho de 2020

Cronos é o Tempo dos Homens, Mas Kairós é o Tempo de Deus

Cronos é o Tempo dos Homens, Mas Kairós é o Tempo de Deus
Cronos é o tempo do mundo
Mas Kairós é o tempo de Deus
Ele é divino e profundo
Como o brilho dos olhos seus

Enquanto Cronos carrega um pesado relógio de ouro
Kairós segura uma ampulheta com estrelas cintilantes
Porque o tempo é o verdadeiro e real tesouro
Mas não pode ser medido por segundos pulsantes

Cronos comanda o prazo do seu trabalho
Com seus ponteiros feitos de carvalho
Já Kairós prepara os momentos de surpresa
Pois sempre há beleza no meio da tristeza

As pessoas são escravas de Cronos
Com seus segundos ingratos e mornos
Querem que aconteçam fatos bons a toda a hora
Por isto não admiram o Sol e nem a chuva lá fora!

Só deixa Kairós entrar quem aceita o destino
E não reclama dos desejos do Poder Superior
Que sabe o minuto certo de tocar o sino
Na constelação do relógio com amor

O tempo de Deus é diferente do tempo da Terra
A cada tique-taque há uma emoção à espera
De um néctar voador na flor de uma primavera

Cronos tem pés e asas, por isto o tempo corre e voa
Porém Kairós tem teletransporte numa hora boa.
Luciana do Rocio Mallon





domingo, 7 de junho de 2020

Ensaio de Dança-Poesia: A Bailarina na Floresta da Poesia

Mais um Ensaio Meu de Dança-Poesia
Reza a lenda que a Dança-Poesia nasceu na Antiga Grécia, há 3000 anos antes de Cristo, quando mulheres se reuniam nos Gineceus, que eram lugares da casa especialmente para elas. Lá estas moças declamavam, ao mesmo tempo, que bailavam seus poemas.
A Dança-Poesia acontece quando uma bailarina declama um poema dançando e os gestos têm relações com o tema do texto.
Há um mês gravei uma Dança-Poesia chamada A Poeta Quando Dança. Assim várias pessoas gostaram e me pediram para fazer outra apresentação do mesmo estilo.
Deste jeito gravei a Dança-Poesia chamada A Bailarina na Floresta da Poesia:
https://www.youtube.com/watch?v=Maxa03Z2eJw



domingo, 31 de maio de 2020

Lenda de um Cachorro Chamado “Te Amo”

Lenda de um Cachorro Chamado “Te Amo”(Por Luciana do Rocio Mallon)
Quando eu tinha cinco anos, vi uma velhinha com seu cachorro e perguntei:
- Qual é o nome dele?
Ela respondeu:
- Te amo!
Assim, falei:
- Também gosto da senhora.
- Mas qual é o nome do cachorro?
A senhora falou novamente:
- Te Amo!
Mas eu disse:
- Não entendi...
- Diano?
- Tiano?
Ela exclamou:
- Te amo, mesmo!
Cheguei à conclusão:
- O nome do cachorro é Te Amo, né?
- Que lindo!
A idosa explicou:
- Os cachorros são os únicos que amam as pessoas de verdade!
De repente, o Te Amo escapou e ela saiu gritando:
- Te amo!
- Te amo, volte aqui!
Um mendigo que estava na rua começou a correr, da anciã, e gritou:
- Acho que bebi demais, pois estou vendo até mulher gritando que me ama.
- Justo, eu que há anos não escuto isto!
De repente, a Kombi de mensagens amorosas viu a idosa chamando o Te Amo e exclamou no alto falante:
- A concorrência está triste!
- Tem até senhoras mandando mensagens gritadas e matando cachorro a grito!
De repente, o cachorro parou, olhou para trás e pulou no colo de sua dona.
Moral da lenda: Não deixe o “Te Amo” escapar, pois quem está de fora não entende, alguns alegam concorrência e pode ser tarde demais.
Luciana do Rocio Mallon