Mostrando postagens com marcador virgindade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador virgindade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de abril de 2020

As Pedras Vem de Quem Deveria Apoiar

Conheço três rapazes que postaram em grupos de aces, pessoas que não sentem atração sexual, que gostariam de uma namorada virgem. Logo, os coitados foram agredidos com xingamentos e ameaças, sendo que não é crime nenhum sonhar com uma donzela. Eles foram tachados de machistas e conservadores de forma injusta. Também já vi homens falando, nestes mesmos grupos, que casariam com uma mãe solteira sem problemas. Então eles também foram apedrejados e tiveram que aguentar xingamentos como: cornos, sacos de pancadas, assumidores de filhos alheios, etc.
Quando confessei que era virgem e não queria filhos. Logo, muita gente me julgou. Logo fui xingada de: recalcada, traumatizada, frustrada, etc. Mas eu sei que estou certa, pois estou agindo conforme o meu Karma. Eu jamais teria crianças sem condições de cria-las.
Infelizmente, o julgamento alheio vem justo de grupos que deveriam apoiar quem é diferente.
Luciana do Rocio Mallon


quarta-feira, 22 de maio de 2019

Uau, Miau e Uol

Uau, Miau e Uol
Em 2007, eu era a virgem do Uau.
Em 2017, me transformei na virgem do Miau.
Agora, em 2019, me chamam de virgem do Uol.
(Coisas que a Tia Lu não entende)


Luciana do
Rocio Mallon

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Audacioso é o Homem Que Escolhe uma Virgem Para Casar


Audacioso é o Homem Que Escolhe uma Virgem Para Casar
Li um artigo, escrito por um ser do gênero masculino, dizendo que homem que casa com a mulher, que vai para a cama no primeiro encontro, tem mais chances de ser feliz porque é audacioso.
Ora, isto é um engano porque o ser que casa com a criatura que entregou seu corpo num momento de prazer, sem conhecer a sua alma, apenas agiu por instinto.
Audacioso mesmo é o homem que casa com mulher virgem, nos dias de hoje, sem forçar a barra para ter relações antes do matrimônio.
Tem que possuir muita disciplina e amor para entregar o espírito primeiro para depois esperar o toque mais íntimo do corpo num momento que a parceira escolherá como certo.  
Infelizmente, as damas virgens são tratadas com preconceito pelos próprios homens, que fazem bullying chamando estas donzelas com palavras vulgares, como por exemplo: cabaça. Estes mesmos rapazes preferem premiar com relacionamentos sérios as criaturas mais liberais, com vasta experiência sexual, que agem com preconceito contra os seres mais tímidos. Pois o principal problema não é o casamento entre pessoas promíscuas e sim o bullying  que elas cometem contra quem não seguiu o mesmo caminho.
Não sou moralista e nem conservadora apenas mostro as trocas de valores existentes em nossa sociedade que troca o amor verdadeiro por uma noitada vulgar.
Audacioso é o homem que escolhe uma virgem para casar. Pois este merece todo o meu respeito.
Luciana do Rocio Mallon






segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O Porquê Sou Vidrada em Histórias Onde Casais Se Conhecem na Adolescência, Se Desencontram e Se Reencontram Anos Depois


O Porquê Sou Vidrada em Histórias Onde Casais Se Conhecem na Adolescência, Se Desencontram e Se Reencontram Anos Depois
Estamos em 2018, uma época onde, infelizmente, as pessoas tratam sexo como se fosse um deus. Por isto sou taxada de louca e maluca ao falar que sinto um amor platônico, desde 2002, e que não vejo meu amado desde aquela época, apesar dele ter voltado para a cidade onde moro em 2016.
Desde minha tenra infância escuto muitas pessoas falarem que nunca me casarei porque sou muito feia. Quando eu era menina me enchiam o saco por causa do nariz comprido e na adolescência faziam bullying por causa da minha obesidade naquele tempo.
Em 1979, quando eu tinha cinco anos, peguei meningite e fui hospitalizada num hospital infantil. Lá havia duas enfermeiras que me contavam histórias. A loira me falava causos de terror e a morena narrava romances.
Quando a morena entrou no meu quarto, indagou:
 - Você gosta de histórias de amor?
Respondi:
- Gosto desde que o príncipe não beije a princesa e nem case com ela no final. Pois eu queria ouvir um conto em que os dois se conhecem na infância e se afastam. Mas se reencontram na idade adulta. Mas, por mim, eles nem precisam casar no último capítulo.
Assim ela disse:
- Deste jeito contarei um resumo do livro chamado A Moreninha do autor Joaquim Manuel de Macedo.
Então a enfermeira me contou a história, que falava de um menino e de uma menina que se conheceram numa praia, se afastaram, cresceram e voltaram a se reencontrar na fase adulta.
Depois ela narrou a Fábula da Leiteira e o Pastor, que era a  história de uma menina leiteira com uma marca de nascença no braço, da Idade Média, que gostava de um pastor jovem. Mas a mãe do menino faleceu e os avós levaram o pequeno para outro reino. Porém, o tempo passou, os dois reinos entraram em guerra. Mas antes de um soldado matar uma moça do reino rival, viu que ela tinha uma marca de nascença no braço, se lembrou da antiga amiga leiteira e os dois se reconheceram. Porém a moça estava com peste negra e morreu nos braços do amado.
Assim eu falei em voz alta:
- Quando crescer, não me casarei. Pois conhecerei uma pessoa, na minha juventude, que mudará de cidade. Mas anos depois voltará ao mesmo local e terá uma história de amor comigo, nem que eu morra no final!
Cresci sonhando com um romance assim.
Na idade adulta procurei uma explicação espiritual para saber o porquê de tanta vontade de sentir um amor assim e não aceitar outro tipo de desejo. Descobri que isto talvez seja algo genético. Pois na Idade Média, apesar do puritanismo, era comum as mulheres se apaixonarem logo na adolescência. Mas terem que ver seus amados partirem para guerras e voltarem dez, quinze anos depois, etc. Talvez isto esteja impregnado no meu sangue e no meu DNA.
Até que em 2002, conheci um moço num grupo de poetas da vida real. Assim começamos a namorar e ele me via todos os dias. Até que o moço se mudou para sua cidade natal, sem me falar nada.
Em 2016, ele voltou para Curitiba, cidade onde moro. Mas não quis me ver por causa de fofocas.
Eu sei que ele vende rosas na rua e um dia a gente vai se reencontrar. Não peço para que ele namore comigo e muito menos case com a minha pessoa. Pois a fantasia de viver um amor, que ficou no passado da minha juventude, é algo só meu e faz parte da minha alma. Afinal sei que ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Apenas queria saber como ele está e quais foram as cenas que viveu. Porém parece que a pessoa me vê como se eu fosse um monstro, um dragão prestes a colocar fogo em tudo.
Porém sou apenas a mesma garota, do passado, querendo viver um amor platônico. Pois sei que não posso namorar e nem se casar, na vida real, porque tenho uma missão mais profunda a cumprir.
Nunca me entreguei de forma carnal a homem nenhum. Por isto sei que o amor platônico é um direito legítimo que tenho. Pois não há lei que me impeça de sonhar.
Luciana do Rocio Mallon        
                      






sábado, 13 de outubro de 2018

Adulta Virgem em Tempos de Ódio


Adulta Virgem Em Tempos de Ódio
Amiga:
- Tia Lu, você não deveria espalhar ao mundo por aí que é uma adulta virgem. Pois com esta onda de ódio isto pode ser perigoso.
Minha resposta:
- Em todas as épocas, a Terra sempre foi um local hostil para quem considera o corpo como um templo sagrado do espírito.
Na Antiguidade, torturavam e matavam virgens para oferendas aos deuses pagãos.
Na Idade Média, se uma mulher continuasse solteira e invicta depois de uma certa idade, sem estar num convento, ela era condenada à fogueira. Pois até hoje a sociedade pensa que o celibato é impossível para uma mulher e quando isto acontece ela é considerada bruxa ou louca.
Com a criação da TV, surgiram novelas, que ridicularizam as moças virgens, colocado estas donzelas em papéis como beatas recalcadas.
O mundo sempre foi cruel para quem respeita o próprio corpo. Mas eu não tenho medo. Pois sei que a carne é o escudo da alma. Ela deve estar pura e preparada contra qualquer agressão, do inimigo, sempre. Isto é possível através da purificação interior.
Luciana do Rocio Mallon








quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Escritora Solteira Foi Hostilizada Por Postar Foto de Café da Manhã Perfeito, Mas os Comerciais de Margarina Que Apresentam Famílias Felizes São Vistos Como Normais


Escritora Solteira Foi Hostilizada Por Postar Foto de Café da Manhã Perfeito, Mas os Comerciais de Margarina Que Apresentam Famílias Felizes São Vistos Como Normais

A escritora Scarlett London, em agosto de 2018, postou uma foto patrocinada por uma linha de cosméticos e higiene onde ela tinha um belo café da manhã com: pijama cor-de-rosa, caneca decorada com poemas, cama arrumada, cabeceira enfeitada com balões, comida deliciosa e com o produto do patrocinador perto. Abaixo da foto ela escreveu um poema de sua autoria onde ressaltou a importância do pensamento positivo a cada manhã.
O problema é que ela foi hostilizada com comentários estilo:
“- Morra sufocada com os balões.”
“- Foda-se, esta não é a manhã normal de ninguém.”
“- Você deveria falecer antes de contar mentiras.”
“- Uma mulher, da sua idade, deveria estar casada tomando o café da manhã com marido e filhos.”
“- Estes balões você não recebeu do seu namorado. Pois se fosse, ele estaria tomando o café da manhã ao seu lado.”
O problema é que os comerciais de margarina com uma falsa família feliz tomando café da manhã existem desde o século dezenove e nunca receberam críticas. Estas propagandas, também, estão fora da realidade. Mas nunca ninguém meteu a boca nelas.
A questão, que podemos notar através dos comentários maldosos que a escritora recebeu, é que a sociedade patriarcal não suporta ver a figura de uma mulher com mais de 25 anos, solteira, tomando o café da manhã sozinha e feliz.
Eu digo isto por experiência própria. Pois quando confesso para as pessoas que tenho 44 anos de idade e nunca transei com um homem, muita gente critica:
“ – Você acorda todos os dias sozinha na cama?”
“ – Coitada.”
“ – Aposto que seu futuro será cuidar de felinos e cães.”
“ – Não acredito que um ser humano, com esta idade, nunca transou.”
Infelizmente, os problemas da nossa sociedade são: o machismo, a idolatria ao sexo e não os comerciais com fantasias.
Luciana do Rocio Mallon