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domingo, 30 de agosto de 2026

Lenda da Diarista Que Limpa Túmulos

 

Lenda da Diarista Que Limpa Túmulos

Uma influenciadora que limpa túmulos está fazendo sucesso nas redes sociais. Trata-se de Stacey Habecker, um moça, bem viva, que faxina túmulos abandonados em Porto Rico. Logo, esse causo me fez lembrar de uma lenda famosa, aqui no Brasil, nos anos 70: a Diarista Que Limpa Túmulos.

Em 1970, Ana ficou viúva e com três filhos para criar. Então, sem parentes próximos, ela foi obrigada a deixar suas crianças num orfanato. Mas, como ela não tinha estudo, procurou emprego como diarista. Numa certa tarde de tempestade, cansada de procurar trabalho e somente ser rejeitada por não ter experiência, ela entrou dentro de um cemitério, foi até a Cruz das Almas e orou:

- Almas do purgatório, me ajudem a encontrar emprego, mesmo que seja de diarista de quem já morreu!

De repente, ao seu lado surgiu uma moça vestida toda de roxo, com vestido de rainha medieval, uma parte do seu rosto era mulher e outra parte caveira, que disse:

- Se nas horas vagas, você limpar os túmulos abandonados, as almas transformarão você em uma diarista que sempre terá casas para faxinar e ganhará muito dinheiro. Mas, mesmo que fique rica como diarista, você não poderá deixar de limpar os túmulos abandonados, principalmente, os mais antigos de séculos atrás.

Assim, no dia seguinte, Ana pegou seu material de limpeza, foi até o cemitério da cidade e começou a limpar túmulos abandonados, ela sempre dava preferência aos túmulos do século dezenove.

A partir daquele dia, freguesas para suas diárias de faxina começaram a aparecer do nada. Porém, sempre nas horas vagas, Ana continuava limpando os túmulos abandonados e antigos.

Num dia de Sol, a moça viu o túmulo de uma menina cheio de brinquedos velhos e placas com os seguintes dizeres:

“- Agradeço a graça alcançada.”

Como os brinquedos estavam sujos, a diarista recolheu os bonecos para levar para casa, lavar e depois devolver ao campo-santo. Dentre os bonecos, um chamou a atenção: era uma boneca, com roupas do século dezenove, com um perfume de jasmim muito forte. Como ela também estava suja, Ana lavou e tirou todo o aroma do brinquedo. Assim, no dia seguinte, a diarista levou os brinquedos e devolveu todos, bem limpos, ao túmulo da menina milagreira.

Porém, naquela noite, ela sonhou com a garota que exclamou:

- Você não poderia ter lavado minha boneca preferida, porque ela tinha o perfume preferido da minha madrinha!

Na semana seguinte, o orfanato onde os filhos de Ana estavam, pegou fogo e ninguém achou seus corpos. Ao saber que ninguém achou os restos das suas crianças, a diarista teve um ataque do coração e faleceu.

Reza a lenda que até hoje, o espírito de Ana limpa os túmulos e procura, em todos os cemitérios, os restos mortais de seus filhos.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Lenda do Fantasma do Conde Abel, o Poeta da Cartola, do Ahú

 

Lenda do Fantasma do Conde Abel, o Poeta da Cartola, do Ahú

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon e sou autora do livro Lendas Curitibanas. Já contei várias lendas sobre o presídio do Ahú e hoje relato a lenda de um conde artista que ficou preso lá.

Na Curitiba, do início do século vinte, existia um poeta, jornalista e pianista chamado Abel Hamvultando. Naquele tempo a Monarquia já tinha acabado, mas várias pessoas insistiam em chamar esse poeta de conde. Aliás, ele era excelente escritor e foi elogiado até pela professora, Mariana Coelho, competente escritora feminista. Além disso, Abel foi amigo do costureiro Kiko, aquele mesmo de uma outra lenda em que esse próprio alfaiate reapareceu como gato cem anos depois. Bem, outras características interessantes de Abel é que também era um virtuoso músico e gostava de usar cartola.

Em 1900, ele matou um imigrante italiano chamado, Giovani também conhecido pelo apelido, Joãzinho Italiano, numa briga e por isso em 1909, Abel foi para a prisão do presídio do Ahú. Lá, ele passou a denunciar as condições do lugar escrevendo para jornais através de pseudônimos. Porém, um acessório que ele não dispensava, mesmo na clausura, era a cartola.

Reza a lenda que, naquela época, trouxeram o piano de Abel e colocaram o instrumento no porão. Pois, às vezes, ele era liberado para tocar piano nas profundezas do presídio.

Muitos anos se passaram e Abel faleceu.

Porém, durante a década de 1950, surgiram boatos de que pessoas passaram a escutar músicas ao piano e o som vinha dos misteriosos porões da penitenciária. Além disso, detentos passaram a ver um homem com roupas antigas e cartola andando pelos corredores. Alguns até escutaram esse mesmo rapaz misterioso declamando poemas. Esses relatos duraram até 2006, quando presídio foi desativado e até hoje dizem que era o espírito de Abel que tocava piano, declamava poemas e andava de cartola pelos corredores.

Por curiosidade, entre 1993 e 1994, foi gravada a novela chamada, Sonho Meu, em Curitiba. Algumas cenas, duas ou três, foram gravadas no presídio do Ahú e profissionais da equipe afirmaram que viram um rapaz misterioso com roupas de época e cartola andando pelos corredores.

Luciana do Rocio Mallon

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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Lenda dos Fantasmas da Horta da Escola

 

Lenda dos Fantasmas da Horta da Escola

Esse causo foi contado por dois irmãos, que me autorizaram a divulgar o relato nas mídias, mas que pediram para que seus nomes fossem trocados. Assim, para preservar a identidade dos relatantes, chamarei esses protagonistas de Valentina e Enzo.

Valentina e Enzo eram dois estudantes que moravam no Nordeste. Mas seu pai, por causa do trabalho, foi transferido para uma cidade do Sul do Brasil. 

Então os dois foram matriculados na mesma escola, apesar das turmas serem separadas porque estavam em séries diferentes. Porém, como esses dois estudantes, tinham o sotaque diferente já foram vítimas de bullying logo no primeiro dia de aula. Assim Valentina, não conseguindo nenhuma amiga e para fugir de provocações, decidiu se isolar na hora do recreio. Dessa maneira ela avistou, ao fundo da escola, uma horta e pensou:

- Essa plantação é isolada, portanto, é um ótimo local para eu me esconder na hora do lanche!

Porém ao se aproximar, do local, a garota viu a seguinte placa:

- Os vegetais da horta são para ONGs que ajudam pessoas em situação de vulnerabilidade.

Naquele mesmo instante, a estudante notou dois vultos que passaram rápido e achou isso muito estranho.

Mesmo assim a menina decidiu que passaria o recreio sempre em frente à horta. Depois de alguns dias, ao se aproximar da plantação novamente, a estudante notou que duas jovens se aproximaram dela com características peculiares: uma morena, com cabelo Chanel, vestida de preto com roupas góticas e outra loira vestida de branco com uma faixa de miss.

Valentina tremeu, mas a morena gritou:

- Bom dia!

Sabemos que você se esconde na horta para fugir do bullying na hora do recreio!

A loira exclamou:

- Não se assuste, pois somos as guardiãs da horta da escola e também da casa abandonada do antigo zelador que fica atrás dessa mesma plantação!

 - Mas deixaremos você passar a hora do recreio aqui. Pois sabemos que é vítima de bullying por causa do sotaque diferente. Aliás, como já fui recepcionista em um consultório de Fono e Psicologia, posso ajudar você a perder o sotaque e se adaptar ao jeito de falar daqui da cidade.

A morena falou:

- Meu apelido é Dizinha porque meu nome real é de origem grega e difícil de falar. Por isso, o povo me deu esse apelido. Antes de me desviverem, eu estudava aqui.

A loira disse:

- Eu estudei nessa escola quando era adolescente. Inclusive meu apelido é Miss da Escola, porque venci o primeiro concurso de beleza desse colégio. Depois que completei o segundo grau aqui, passei a trabalhar como modelo e recepcionista de consultório. Porém eu sempre era chamada para ser jurada dos concursos de beleza da escola, além de dar aulas de Dança, Desfile e tocar o piano do teatro escolar. Tudo isso antes de me desviverem.

A partir daquele dia, Valentina passou a ter amizade com as guardiãs da horta, mas algo estranho ficou na sua cabeça:

- O que significa o verbo desviver?

Mesmo assim, todos os dias no momento do recreio, Valentina ia até a horta para ter aulas de: como disfarçar o sotaque de fora, desfile e passos de danças com as guardiãs. Assim o bullying foi cessando aos poucos.

Porém, quem sofria para se adaptar, era Enzo, irmão da Valentina.

O tempo passou até que chegou o período da festa junina e nenhuma menina da escola quis fazer par com o Enzo na quadrilha. Mesmo assim, o garoto resolveu bailar na apresentação mesmo sem par. Então quando a turma dele, ainda estava na fila para a apresentação, uma loira com faixa de Miss, se aproximou desse menino e exclamou:

- Se você não tinha par, agora tem: eu!

- Não se preocupe porque já estudei aqui e sei a coreografia toda decorada.

Dessa maneira, Valentina percebeu que era sua amiga, da horta, que estava dançando com seu irmão e filmou a dança pelo celular. Mas, durante isso, ela escutava coisas como:

- O Enzo está dançando sozinho!

- Que menino maluco, resolveu dançar a quadrilha sem par!

Quando a coreografia acabou, a Miss da Escola saiu correndo e desapareceu no meio da multidão.

Ao chegar em casa, Valentina notou que a Miss da Escola não apareceu nos vídeos e nem nas fotos que outras pessoas tiraram. Então ela resolveu pesquisar para descobrir se existiu algum crime real no colégio. Na Internet, através de um buscador de pesquisa, ela leu notícias de vinte anos atrás, como:

- Zelador, que morava aos fundos do colégio e cuidava da horta da escola, confessou que matou uma aluna e outra ex aluna. Além disso, o meliante enterrou os corpos na horta do colégio, depois falou que atentou contra as jovens porque se apaixonou por elas e não foi correspondido. Aliás, as verduras da horta eram usadas na merenda escolar.

Após descobrir a verdade, Valentina nunca mais viu suas amigas sobrenaturais.

Reza a lenda que até hoje Dizinha e Miss da Escola protegem todas as plantações escolares do mundo. Assim elas expulsam vândalos das hortas e ajudam quem sofre bullying.

Luciana do Rocio Mallon

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Lenda do Chip Fantasma Que Ajudou uma Artista a Recuperar Suas Redes Virtuais

 

Lenda do Chip Fantasma Que Ajudou uma Artista a Recuperar Suas Redes Virtuais

O relato abaixo é real, mas os nomes foram trocados para proteger as identidades dos participantes.

Em 2025, Tily era uma artista e comerciante autônoma que usava as redes sociais para mostrar sua Arte e vender seus produtos.

Mas em dezembro daquele mesmo ano, a moça teve suas redes sociais banidas sem nenhuma razão plausível. Então toda a vez que ela tentava fazer um novo perfil, a página caía minutos depois.

Naquela mesma semana, ela sonhou com um rapaz moreno, em cima de uma moto, que estava num local cheio de lama que disse:

- Ajudarei você a voltar com suas redes. No momento, estou no Umbral. Mas quando eu morava na Terra, fiz coisas erradas e agora estou pagando meus pecados. Porém ajudar pessoas é uma das minhas missões para sair desse lugar.

No meio do sonho ela acordou assustada, mas só tinha algo em sua cabeça:

Recuperar seus perfis virtuais.

Assim ela procurou especialistas em Tecnologia para ajudar a resolver esse problema. Um dos profissionais aconselhou a artista comprar um chip novo e fazer novas redes através dele.

Dessa maneira ela comprou um chip novo, colocou no seu aparelho e baixou um dos aplicativos de redes virtuais. No meio do cadastro, de repente, surgiu a foto de um rapaz numa moto com o nome de Bryan Júnior.

Assim ela pensou:

- Será que fui hackeada?

Tily foi correndo para a loja de um técnico em Informática e explicou sua situação. Então ele respondeu:

- Você comprou um chip reciclado, que já pertenceu a pessoa, que está numa moto, na foto. Porém posso investigar, com mais detalhes, quem foi o dono do chip.

O técnico pesquisou no mesmo instante e falou:

- Esse chip pertenceu a um rapaz que morreu num confronto. Pelo rastreamento que fiz, descobri que o apelido dele era Bryan Junior, mas o nome real era Marcelo Augusto. Como ele já faleceu e não usa esse perfil desde 2017, posso reaproveitar a página e fazer um perfil novo para você, já que ele não tem nenhuma postagem e nem seguidores. Pois você é a nova dona do chip perante a nota fiscal.

Assim o profissional fez um novo perfil para Tily.

Depois de 50 dias, a artista teve suas redes antigas devolvidas pelas plataformas. Porém de algo, a artista tem certeza:

 O antigo dono do chip foi o rapaz que apareceu no seu sonho.

Luciana do Rocio Mallon

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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Lenda da Maldição dos Algozes de Tiradentes: 7 Pessoas da Mesma Família Mortas em 21 de Abril

 

Lenda da Maldição dos Algozes de Tiradentes: 7 Pessoas da Mesma Família Mortas em 21 de Abril

 

Essa lenda foi contada por Dona Ana Pereira, de 97 anos, que morou, na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro e que escutou essa lenda de sua tataravó.

Mas, antes de contar o causo, preciso fazer uma pergunta:

- Você já notou, em visitas nos cemitérios, que existem lápides onde morreram 7 pessoas, da mesma família, no dia 21 de abril de qualquer ano?

Segundo, dona Ana Pereira, isso faz parte de uma maldição que descobriremos abaixo:

Tiradentes fazia parte da Inconfidência Mineira que criticava alguns abusos da Coroa Portuguesa.

Mas Joaquim Silvério dos Reis denunciou Tiradentes, para a Coroa Portuguesa, em troca do perdão de suas dívidas. Então esse mártir foi enforcado no dia 21 de abril de 1792.

Segundo Dona Ana Pereira, reza a lenda que ele era protegido por seitas místicas, que não conseguiram impedir sua execução. Porém, na época, uma pessoa que fazia parte dessa seita passou a exclamar no Largo da Lampadosa, que hoje, é a Praça Tiradentes:

“- Todos os descendentes das pessoas que enforcaram, Tiradentes, no dia 21 de abril de 1792, sofrerão acidentes futuros, em 21 de abril de qualquer ano, onde falecerão 7 pessoas da mesma família e isso se repetirá para sempre de geração em geração.”

Bem, após escutar essa lenda, andei por alguns cemitérios e reparei que, realmente, existem lápides onde estão enterradas 7 pessoas da mesma família que morreram, em acidente, no dia 21 de abril.

Será que essas vítimas são descendentes dos algozes de Tiradentes?

Essa lenda é real ou seria tudo uma coincidência?

Você já pesquisou, se no cemitério, da sua cidade há lápides de 7 pessoas, da mesma família, que desencanaram no dia 21 de abril?

Luciana do Rocio Mallon

 

 

 

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Lenda da Festa do Ritual de Primavera no Rio Passaúna

 

Lenda da Festa do Ritual de Primavera no Rio Passaúna

( Texto: Luciana do Rocio Mallon. Imagem: Google)

 

O Rio Passaúna nasce em Curitiba, passa por Campo Largo e deságua no Rio Iguaçu em Araucária.

Então nele já aconteceram muitos relatos de Lendas Urbanas e contarei um causo que aconteceu comigo envolvendo esse rio.

No final dos anos 90 e nos anos iniciais do começo dos anos 2000, na beira do Rio Passaúna, eventos eram realizados. Na verdade, eram vários tipos de festas: raves, eventos culturais, festas religiosas, etc.

Naquela época eu tinha um amigo com o qual eu saía de vez em quando, para manter a privacidade dele chamarei o moço de A. nesse relato.

Então, naquele tempo, o A. falou que existiria uma festa na beira do Rio Passaúna em homenagem ao início da primavera. Assim mulheres que estivessem com vestido florido e guirlanda de flores na cabeça ganhariam prêmios.

Dessa maneira, como eu trabalhava nos dias de semana e a festa seria num domingo, eu aceitei o convite.

Pegamos um ônibus na Estação Guadalupe que passava em frente ao evento.

Ao chegar à festa, fomos ao lado do palco onde havia uma moça fantasia de fada falando ao microfone:

- Agora, vamos à brincadeira das guirlandas:

- As mulheres precisam fazer um pedido e depois jogar suas guirlandas no rio Passaúna. Então se a guirlanda boiar no rio é sinal de que o desejo se realizará. Mas se a guirlanda afundar é sinal que a ninfa da primavera não aceitou o pedido e por isso ele não se realizará. Porém se um homem pular no rio e pegar uma dessas coroas de cabeças, a dona da guirlanda se apaixonará por ele para sempre.

No mesmo instante pensei no meu sonho em escrever um livro gratuitamente e joguei minha guirlanda no rio. Mas meu amigo, o A., pulou bêbado no rio e pegou minha guirlanda. Então fiquei com medo de que meu sonho não se realizasse. Porém em 2013 meu livro, Lendas Curitibanas 1, foi publicado gratuitamente e em 2019 saiu a edição do livro, Lendas Curitibanas 2, onde não precisei pagar nada também.

Com relação ao meu amigo, ele viajou para muitos lugares e depois voltou para Curitiba, porém virou daqueles “crushes” platônicos que o tempo não acaba. Mas que o destino impede de viver um romance na realidade.

E você leitor?

Já viveu alguma Lenda Urbana no Rio Passaúna?

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

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#riopassauna

 

 

 

 


segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Lendas das Sapatilhas de Bronze do Túmulo da Bailarina

 

Lendas das Sapatilhas de Bronze do Túmulo da Bailarina

Esses causos foram contados por dona Nina e ela pediu para que eu escrevesse na Internet, porém com os nomes trocados e sem revelar a cidade. Então troquei os nomes dos personagens e não citei o local. As lendas são essas abaixo:

1 - O Túmulo da Bailarina Com Sapatilhas de Bronze:

Nos anos 70, uma jovem que era bailarina e professora de Dança faleceu. Então no seu enterro ela foi sepultada com roupa de bailarina. Uma semana depois, sua mãe mandou banhar em bronze seu par de sapatilhas e colocou esse objeto em cima do seu túmulo. Porém muitas pessoas passaram a afirmar que as sapatilhas eram realmente de bronze.

Quinze dias depois, a família de Carolina, de sete anos de idade, foi sepultar um conhecido e essa menina passou em frente ao túmulo da bailarina. Mas parou em frente e exclamou:

- Nossa!

- Um túmulo de bailarina!

- Meu sonho é aprender Balé, mas minha família não tem dinheiro para pagar o curso.

De repente, surgiu uma voz que veio atrás da menina:

- Eu posso ensinar você de graça!

A garota olhou para trás e avistou uma jovem bailarina. Assim falou:

- Sério?

- Onde?

A dançarina respondeu:

- Aqui mesmo!

- Pois aqui é minha morada agora.

- Venha todas às quintas depois do seu horário escolar, que ensinarei Balé de graça para você.

Carolina vibrou:

- Excelente!

- Pois moro a uma quadra daqui.

Então todas as quintas, Carolina ia até o cemitério para ter aulas gratuitas em frente ao túmulo da bailarina.

Porém um ano depois, a vó de Carolina queria saber onde a neta ia todas às quintas, então seguiu a pequena. Então viu a neta falando sozinha e fazendo gestos de balé em frente a um túmulo que tinha sapatilhas de bronze.

A idosa achou toda aquela situação um absurdo. Por isso decidiu mudar de bairro junto com Carolina. Porém no novo bairro existia uma academia de Balé, onde tinha a seguinte placa:

- Faça o teste de Dança para ganhar uma bolsa de estudos.

Carolina pediu para participar dos testes. A avó levou a menina para esses testes e ficou impressionada com a dança da garota e com o resultado da aprovação da neta que acabou ganhando a bolsa de estudos. Assim a idosa perguntou:

- Onde você aprendeu a dançar tão bem assim?

A neta respondeu:

- A bailarina do cemitério me ensinou.

2 – O Roubo das Sapatilhas de Bronze do Túmulo da Bailarina:

Algum tempo depois do causo da Carolina, que aprendeu Balé com o espírito da bailarina, um ladrão roubou as sapatilhas de bronze, de madrugada e tentou fugir num carro Fiat. Porém, surgiu uma bailarina na sua frente e para desviar da moça, ele acabou batendo o carro num poste. Assim o bandido foi levado à delegacia onde confessou tudo isso. Então muitas pessoas passaram a falar que foi o espírito da bailarina que provocou o acidente com o marginal. Mesmo assim, alguns meses depois da tentativa de roubo, a família da jovem recolocou as sapatilhas de bronze no túmulo e até hoje elas estão lá.

Luciana do Rocio Mallon

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Lenda do Candelabro do Tridente de 15 Anos

 

Lenda do Candelabro do Tridente de 15 Anos

No começo dos anos 2000, eu trabalhava numa loja onde vendia de tudo: roupas, objetos para casa, acessórios, brinquedos e artigos para festa.

Uma certa manhã, a loja ainda estava fechada e notei que tinha um candelabro, da cor rosa, em formato de tridente com o número 13 ou 15 escrito com velas um pouco usadas.

Então o segurança chegou para abrir a porta e exclamei:

- Tem esse candelabro estranho aí na frente!

Assim o rapaz abriu a loja normalmente e colocou o objeto numa cesta vazia na entrada.

De repente, uma freguesa pegou esse candelabro, que estava na cesta e seguiu até o caixa:

- Gostaria de levar esse candelabro em forma de tridente, com velas, para a festa da minha filha de 15 anos!

A gerente, que estava no caixa, falou:

- Não vendemos esse objeto aqui. Mas, por mim, a senhora pode levar como cortesia da casa!

Um mês depois, a mesma mulher entrou na loja e perguntei:

- Como foi a festa de 15 anos de sua filha?

Ela respondeu:

- Foi maravilhosa e ela amou o candelabro. O problema é que depois da festa, ela virou outra pessoa: passou a beber, a ficar com homens desconhecidos em danceterias e largou os estudos, não sei mais o que fazer...

Dona Azaléa, que também era cliente e estava na loja, escutou tudo e se aproximou:

- Que tipo de candelabro foi usado na festa de 15 anos da garota?

A senhora respondeu:

- Foi um candelabro que encontrei aqui, ele tinha forma de tridente com três velas embutidas e o número 15 escrito.

De repente, eu intervi:

- Na verdade, eu achei esse candelabro, em frente da loja, antes dela abrir. Depois o segurança descartou na cesta e essa cliente ficou interessada.

Azaléa falou:

- Já entendi o que aconteceu: na verdade não era o número 15 que estava escrito e sim 13. O objeto não era um candelabro, mas sim um tridente. Por favor, preciso do nome e foto da garota para desfazer isso no local espiritual onde frequento. Perdão, esqueci de dizer: meu apelido é Azaléa e terei alegria em ajudar.

A cliente aceitou esse conselho.

Um mês se passou e a freguesa voltou:

- Gostaria de agradecer à Azaléa porque o trabalho dela deu certo. Pois minha menina voltou a se comportar e até retornou à escola.

Luciana do Rocio Mallon

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