Lenda da
Loja da Cabine Telefônica Assombrada
Esse relato
é real e aconteceu com uma amiga, que me autorizou a contar publicamente desde que
mudasse os nomes dos personagens reais. Assim para manter a privacidade dela
chamarei essa protagonista de Maria.
Na infância,
Maria morava em Curitiba, assim sempre foi uma pessoa que gostava de desenhar
modelos de roupas, costurar e vender. Na sua juventude, no final dos anos 90,
ela foi estudar Moda na França, porém também morou na Inglaterra para aprimorar
seu Inglês.
No início da
década dos anos 2000, ela resolveu voltar para o Brasil de navio e decidiu
levar uma cabine telefônica antiga que tinha comprado num ferro-velho da Inglaterra.
Ao
desembargar em Paranaguá, no Litoral do Paraná, ela resolveu ir para Curitiba
de avião junto com toda a sua bagagem. Então Maria inaugurou uma loja de roupas
femininas no Centro da capital paranaense. Mas para chamar atenção da
clientela, a comerciante pintou a cabine telefônica da cor rosa antigo e
colocou este aparelho, na entrada da loja, na parte de dentro. Porém, no
começo, a lojista notou que aconteciam coisas estranhas no estabelecimento:
roupas mudavam de lugar sem ninguém mexer em nada quando não tinha uma alma
viva na loja sendo que a própria Maria era a única funcionária do local e luzes
piscavam sem explicação. Geralmente, quando a loja estava movimentada, as
clientes quando se aproximavam de Maria na caixa resgistradora, perguntavam:
- Quem é a
loira, falando em Inglês, na cabine telefônica?
Mas sempre
quando a proprietária virava os olhos, para a cabine, não via ninguém.
Num dia
chuvoso, quando Maria estava só na loja, o telefone da cabine começou a tocar.
Assim ela pensou:
- Como esse
telefone velho pode tocar se não está conectado a nenhuma linha e foi
desativado, na Inglaterra, nos anos 70?
Mesmo assim,
a comerciante se aproximou:
- Alô?!
No mesmo
instante, uma voz feminina ofegante surgiu no telefone:
- Help!
Após isso,
deu sinal de ocupado.
Maria, para
testar se o aparelho tinha linha, tentou fazer uma ligação através do mesmo
telefone, mas não conseguiu.
No começo de
janeiro, num dia de pouco movimento no Centro de Curitiba, um rapaz entrou
correndo com uma faca até a caixa registradora onde estava Maria e gritou:
- Passe o
dinheiro e toda a mercadoria!
De repente,
surgiu uma loira com um taco de beisebol, que bateu no ladrão e exclamou:
- Leave the woman alone!
- Go away or I will call the police!
O marginal
saiu correndo, mas a loira entrou na cabine telefônica e desapareceu
misteriosamente.
Após isso, a
lojista ficou assustada, sentou-se em frente ao seu computador e viu que no
e-mail tinha a mensagem de uma amiga com várias notícias em anexo. Assim a
comerciante leu a mensagem:
- Achei que
aquela cabide telefônica, que você trouxe da Inglaterra, tinha uma energia
muito pesada. Então encontrei notícias na Internet dizendo que uma mulher
morreu dentro de uma cabine dessas lá.
Ao abrir os
anexos, Maria encontrou notícias, dos anos 70, que traduzidas ficaram assim:
- Mulher
morre dentro de cabine telefônica.
- Jovem
falece dentro de cabine telefônica, na Inglaterra, por causa de descarga
elétrica.
Quando a
lojista abriu imagens da notícia, percebeu que a foto da vítima era igual a
loira que expulsou o marginal do estabelecimento.
Assim Maria
resolveu fechar a loja para sempre e vender a cabine telefônica que foi comprada
para outra comerciante.
Reza a lenda
que, hoje, a mesma cabine, enfeita outra loja, mas o fantasma da loira continua
morando nela.
Luciana do
Rocio Mallon






