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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Lenda da Falecida Que Virou Manequim Com Vestido de Natal

 

Lenda da Falecida Que Virou Manequim Com Vestido de Natal

Kika era uma jovem que morava num bairro de periferia e sonhava em trabalhar com Moda.

No mês de novembro, essa moça viu um lindo vestido com inspiração natalina, vermelho com verde, na vitrine. Então, ela se aproximou, mas percebeu que o preço era muito caro. No mesmo instante, essa moça viu um cartaz bem ao lado da mesma vitrine:

“- Concurso de Modelo da Loja

Premiações:

Primeiro lugar: duas roupas da loja, contrato como modelo da butique para fotos e desfiles.

Segundo lugar: uma roupa da loja, contrato como modelo da butique para fotos e desfiles.

Terceiro lugar: terá o privilégio de ter uma manequim com seu rosto, que será esculpida por um artista. “

Assim, com esperança de ganhar o vestido caro, a jovem se inscreveu e desfilou na competição, onde ganhou o terceiro lugar. No dia seguinte, ela foi até a loja para o artista esculpir seu rosto que seria colocado numa manequim, dentro do estabelecimento, dias depois.

Kika conformada que não teria dinheiro para comprar o tão sonhado vestido, pediu para sua avó:

- Eu gostaria de ganhar aquele vestido de Natal que está na vitrine da butique do bairro. Pois essa roupa, eu vestiria mesmo depois de morta.

Dessa maneira sua avó passou a juntar dinheiro para presentear a neta com a tão sonhada roupa.

Quinze dias antes do Natal, Kika foi atropelada na rua da loja de roupas e foi levada ao hospital, mas faleceu no dia seguinte.

Então sua avó decidiu que compraria o vestido tão sonhado pela neta, para que ela fosse enterrada com a peça que queria tanto. Ao chegar à loja, a idosa perguntou para a vendedora:

- Onde está aquele vestido de Natal que se encontrava exposto na vitrine?

A balconista respondeu:

- Sua neta, Kika, acabou de comprar hoje pela manhã.

A idosa exclamou:

- Isso é impossível!

- Você não soube?!

- Kika foi atropelada, nessa mesma rua, na manhã de ontem e faleceu agora mesmo no hospital.

A vendedora respondeu:

- Ouvi algo a respeito, mas não acreditei. Na verdade, essa tragédia aconteceu ontem, que era meu dia de folga. Mas hoje de manhã, ela veio aqui e pagou com dinheiro. Se quiser, posso mostrar através das câmeras de segurança quando a gerente chegar.

A idosa ficou indignada e foi até o velório da neta. Quando chegou ao local, viu que Kika estava com o tão sonhado vestido no caixão. Assim perguntou aos parentes:

- Quem colocou esse vestido na Kika?

Uma vizinha comentou:

- Ela já veio vestida assim da funerária.

A idosa comentou em voz alta:

- Pelo menos ela será enterrada com o tão sonhado vestido!

Uma semana depois, a manequim com o rosto de Kika chegou na loja junto com mais um exemplar da roupa que a garota queria tanto. Assim a boneca foi colocada na vitrine junto com o vestido de Natal. A partir daquele momento, pessoas passaram a ver Kika andando com aquela roupa nas noites de Lua cheia. Reza a lenda que a manequim com rosto da menina cria vida e anda pelas noites enluaradas do bairro até hoje.

Luciana do Rocio Mallon

 

 

 

 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

O Primeiro Texto de Paulo Leminski Que Li

 

O Primeiro Texto de Paulo Leminski Que Li

Como muita gente sabe, agosto é considerado o mês do escritor Paulo Leminski.

Então surgiu, nas redes, o seguinte desafio:

“- Faça um texto contando qual foi o primeiro poema do Paulo Leminski que você leu na vida.”

Assim aceitei o desafio e escrevi a crônica abaixo:

Na escola, quando eu era criança, a professora entrou com um maço de papéis:

- Agora leremos um texto do Paulo Leminski!

Naquele mesmo instante levantei a mão e falei:

- O Paulo lê o Minski?

- Minski seria um autor e o Paulo um leitor?

A professora fez cara de braba, pegou um giz e escreveu no quadro-negro:

Paulo Leminski.

Depois disse:

- Esse é o nome do escritor.

Após isso, ela distribuiu os papéis onde tinha um texto chamado: A Lua Foi ao Cinema.

Assim eu li o poema e entendi que a obra falava que a Lua foi ao cinema e assistiu a um filme de uma estrela que era triste porque não tinha namorado, além disso era tão pequena, que se morresse não faria falta. Desse jeito, após a leitura, ergui a mão e disse:

- Essa estrela precisa saber que todos os seres têm uma missão no Universo e o fato dela ser pequena não significa que ela não tem valor, porque mesmo com a luz fraca, com certeza, ela brilha. Aliás, ela não precisa de namorado, pois vovó diz que estrela que é estrela, tem luz própria e não precisa de constelação.

Naquele mesmo instante, os meus colegas riram. Mas até hoje sinto vontade de conhecer aquela estrela para falar tudo o que penso sobre ela.

E você, leitor?

Qual o primeiro texto de Paulo Leminski que você leu?

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#Pauloleminski

domingo, 12 de julho de 2026

Festa das Interjeições

 

Entre 2002 e 2021, eu escrevia no site, Usina de Letras, que foi extinto em 2026. Assim o segundo poema mais lido de minha autoria lá foi o chamado: Festa das Interjeições.

Festa das Interjeições


Existiram dores e emoções...
Na festa das interjeições!
O Ah! de alegria...
Dançou com harmonia!


O Oh! de espanto...
Se comportou como um santo!
O Ih! de pessimismo e medo
Pensou que a cachaça era um brinquedo!


O Uh! que só gostava de valsa e de cereja...
Vaiou o brigadeiro e a música sertaneja!
O Puxa! achou uma maravilha...
A doce torta de baunilha!


O Ai! teve um dedo pisado...
Num rock agitado!
O Opa! esbarrou no bolo...
E se misturou num rolo!

O Ai! teve um dedo pisado...
Num rock agitado!
O Opa! esbarrou no bolo...
E se misturou num rolo!


O Bis! com o jeito que sempre quis...
Pediu mais uma música feliz!
O Hip, hip, urra...
Levou uma surra!


Pois ele esbarrou no Ui! mau – humorado ,
Que, por sorte, não estava armado!
O Poxa! ficou assustado...
E saiu da festa calado!


Existiram dores e emoções...
Na festa das interjeições.
Luciana do Rocio Mallon

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Descubra Como Eram as Roupas das Bailarinas das Danças da Curitiba de Antigamente – Desde Quando Se Chamava Vila Nossa Senhora da Luz até o Século XIX

 

Descubra Como Eram as Roupas das Bailarinas das Danças da Curitiba de Antigamente – Desde Quando Se Chamava Vila Nossa Senhora da Luz até o Século XIX

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou escritora e folclorista. Então pesquiso sobre as Danças de Curitiba de Antigamente – desde quando se chamava Vila Nossa Senhora da Luz até o século XIX.

Assim descobri que existiam vários tipos de Danças como: Dança da Colheita do Pinhão, Dança da Quirera, Dança das Lavadeiras do Rio Atuba, Dança das Leiteiras do Bacacheri, etc.

Mas a pergunta que chegou até a mim foi:

- Como eram as roupas das bailarinas das Danças da Curitiba de antigamente?

Minha resposta está abaixo:

- Segundo os folcloristas Pedro de Oliveira e Regina Célia Bostulim, essas bailarinas vestiam:

- Saias compridas, rodadas com anáguas e ceroulas embaixo: naquela época as mulheres vestiam, de forma obrigatória, saias longas que não marcassem o corpo. Inclusive elas poderiam ser condenadas na Justiça se usassem saias consideradas curtas e coladas. Essas dançarinas executavam lindos passos quando giravam com saias compridas. Porém, naquele tempo, era importante ter, pelo menos, uma anágua debaixo da saia longa para evitar problemas com a moral e a Justiça como já foi citado acima. Aliás, embaixo da anágua, a ceroula era obrigatória porque naquela época não existiam calcinhas curtas como hoje. Além disso, as ceroulas protegiam as pernas do frio tão típico de Curitiba.

- Blusas estilos Gipsy ou Boho Chic: essas eram as blusas usadas na época, algumas vinham com mangas bufantes estilos princesa ou ciganinha.

- Cinturão Com Cordas ou aventais: o cinturão com cordas era visto como o espartilho externo das mulheres de classes mais humildes como eram os casos das: lavadeiras, leiteiras e camponesas, que foram praticamente as criadoras dessas danças. Algumas, ao invés de cinturão com cordas, preferiam usar aventais na parte da frente do corpo.

- Sapato estilo boneca ou bota curta estilo rural: como os sapateados eram muito comuns nessas danças, as dançarinas costumavam usar sapato estilo boneca com salto baixo junto com a fivela, na frente, para o calçado não escapar do pé ou bota curta com salto pequeno para fazer percussão, com batidas, no chão de madeira.

- Sentiu vontade de vestir um traje assim e dançar?

Então, dance!

Pois, agora é só você vestir o figurino acima, assistir as minhas aulas virtuais gratuitas e se juntar ao meu grupo, das Danças de Curitiba de Antigamente, para dançar em eventos na cidade de Curitiba.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#folclore

#flocloredecuritiba

 

 


domingo, 21 de junho de 2026

A Dança Chamada Curitibano e os Poetas de Improviso

 A Dança Chamada Curitibano e os Poetas de Improviso

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon sou folclorista e poeta de improviso.

Você sabia que Curitiba já teve uma Dança circular onde um poeta de improviso, ficava no meio da roda, fazendo versos, na hora, com as palavras que o público pedia?

Sim, o nome dessa dança era Curitibano. Mas, como para mim, essa dança ainda está viva, usarei na minha descrição o tempo no presente.

Enquanto os bailarinos sapateiam, giram suas saias rodadas no caso das mulheres ou capas esvoaçantes no caso dos homens, o poeta vai fazendo versos de improviso, no meio, de acordo com a sugestão do público. Também pode acontecer o desafio das rimas, quando mais de um poeta entra no meio da roda, assim o público vai pedindo palavras para eles rimarem e quem não souber rimar sai da roda. Mas vence quem rimar tudo e for eleito o melhor rimador pelo público.

O problema é que muita gente confunde a Dança Curitibano com o Fandango Caiçara, mas as diferenças são nítidas, como estão abaixo:

- Na Dança Curitibano, as pessoas podem dançar, em fila circular na roda, sem a necessidade de par. Já no Fandango Caiçara, o bailado é de par e geralmente num espaço circular.

- Na Dança Curitibano, a dama pode sapatear. Já, no Fandango Caiçara, quem sapateia é o homem, pois a mulher só balança a saia.

- A Dança Curitibano, quando é feita em grupo, é obrigatório ter um poeta que faça versos de improviso ou declamação de poemas.

Infelizmente, no século vinte com a urbanização, a Dança Curitibano foi uma tradição que se perdeu com o tempo. Mas que pretendo resgatar através de pesquisas.

Essa pesquisa foi baseada em entrevistas com: professores de História, pessoas do povo como várias idosas, que na época da pesquisa, tinham mais de 80 anos de idade e também através de materiais de época.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#dançacuritibano

 

 

 

 

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Saiba a Razão Pela Qual a Cor Violeta Foi Escolhida Para Representar o Mês do Combate à Violência Contra o Idoso

 

Saiba a Razão Pela Qual a Cor Violeta Foi Escolhida Para Representar o Mês do Combate à Violência Contra o Idoso

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou professora de Literatura, Folclore e História. Hoje falarei sobre uma curiosidade:

O Junho Violeta, mês de conscientização da violência contra os idosos, surgiu em 2006 por sugestão da Organização das Nações Unidas.

Mas a escolha da cor violeta tem uma explicação histórica que quase ninguém conhece.

Para os antigos celtas a cor violeta representava a sabedoria dos antepassados. Então quando alguém completa 60 anos de idade, se fosse homem ganhava um chapéu violeta e se fosse mulher ganhava um lenço de cabelo violeta.

Pois numa sociedade onde a maioria vivia só até os 30 anos, chegar aos 60 anos era considerado algo divino. Então as pessoas eram obrigadas a praticar a tolerância com os idosos. Aliás, a partir do momento em que os envelhecentes colocavam o chapéu violeta, passavam a não ligar mais para os julgamentos da sociedade.

A escritora, Erma Bombeck, tem uma crônica chamada, Coloque o Chapéu Violeta, onde convida os idosos a se libertarem de certas amarras da sociedade. Já os poetas, Mário Quintana e Carlos Drummond de Andrade têm textos com temáticas semelhantes.

Para deixar o Junho Violeta mais interessante, indico o livro, Plenitude na Envelhescência, que você pode adquirir com Corina Ramos.

https://www.youtube.com/watch?v=MyzTL59UTpI

 

Luciana do Rocio Mallon

#junhovioleta

#violeta

 

 

domingo, 31 de maio de 2026

Dança Chamada, Curitibano, Junto Com Versos de Improviso

 

 Dança Chamada, Curitibano, Junto Com Versos de Improviso

No passado Curitiba tinha uma dança chamada, Curitibano, muito dançada em festas juninas. Nessa dança, as pessoas bailavam numa roda, com saias rodadas, sapatos sonantes e no meio era comum um poeta fazer versos de improviso com as palavras que o povo pedia.

Se você é professora da Educação Básica, que tal ensaiar essa dança com seus alunos?

Os estudantes, os pais deles e toda a comunidade vão amar!

Pois essa é a união da Dança com a Literatura!

Luciana do Rocio Mallon

Focalizadora de Danças

#lucianadorociomallon

#festajunina

#curitibano

 

 

 

 

 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Como Lendas Urbanas Inseridas Em Novelas Podem Aumentar a Audiência

 

Como Lendas Urbanas Inseridas Em Novelas Podem Aumentar a Audiência

 

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou escritora de lendas, professora de Folclore e Literatura.

Dias atrás recebi a seguinte pergunta:

- Por que quando uma novela está com baixa audiência, personagens de Lendas Urbanas entram na trama?

Minha resposta está abaixo:

 - Nesse ano de 2026 na novela, Coração Acelarado, a audiência subiu a partir do momento em que uma criatura com roupa escura, chapéu preto e capa apareceu em alguns capítulos. Primeiramente a criatura trocou as bebidas com poções mágicas. Mas como esse tipo de cena aumentou a audiência, a personagem começou a aparecer mais vezes, agora nas ruas escuras da cidade e levou o apelido de Meia-Noite, pois em muitos lugares existe a lenda de uma assombração com capa e chapéu que aparece justamente à meia-noite.

Também em 2026 a novela das nove, Quem Ama Cuida, estreou com pontos abaixo da média. Mas a tática de colocar uma Lenda Urbana na trama deu certo. Pois o personagem Otoniel, de Tony Ramos, foi trabalhar numa floricultura na frente de um cemitério. Logo, uma moça pálida misteriosa com cabelos loiros escuros, representada pela atriz Nathalia Dill, apareceu para Otoniel e pagou as flores com dinheiro dos anos 70, fato que lembrou a Lenda da Loira das Flores do Cemitério.

Mas essa não é uma tática nova, pois em 1985, quando a novela Roque Santeiro passou a receber críticas de moralistas, entrou em cena uma criatura misteriosa: o Lobisomem. Desde sua aparição, as críticas e ataques contra a novela passaram a diminuir. A música desse personagem, Mistérios da Meia-Noite, chegou a ficar nas paradas em primeiro lugar nas rádios de todo o Brasil naquele mesmo ano.

Em 1989 quando a novela, Tieta, começou a baixar audiência, uma nova personagem entrou em cena: a Mulher de Branco que atacava os homens da cidade à noite.

Em 1997 quando a novela, A Indomada, registrou péssimos índices de audiência, outra criatura misteriosa entrou no folhetim: o Cadeirudo, que era uma assombração com ancas grandes que atacava as pessoas à noite. Logo a audiência voltou ao normal.

Então conclui que personagens de Lendas Urbanas aumentam a audiência de novelas devido aos seguintes fatores: despertam a curiosidade, mexem com a memória afetiva do público, dão uma aura de mistério na trama e colocam um toque de Magia no enredo.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#lendasurbanas

 

 

 


quarta-feira, 20 de maio de 2026

O Boi de Mamão Em Curitiba

 

O Boi de Mamão Em Curitiba

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon sou escritora e professora de Folclore. Pesquiso sobre as danças folclóricas que existiam em Curitiba, mas que desapareceram. Hoje falarei sobre o Boi de Mamão ou Boi Com Cabeça de Papaia.

O Boi de Mamão é uma dança semelhante ao Bumba-Meu-Boi ou Boi-Bumbá. Mas a principal diferença é que, nesse caso, a cabeça do boi é feita de mamão. Essa dança foi praticada em Curitiba do século dezenove até a década de 1950, principalmente, nas Festas Juninas.

A principal brincadeira funcionava assim: pessoas faziam uma roda e no meio ficava uma pessoa fantasiada de boi. Então o boi encostava em alguém e essa pessoa precisava mudar de lugar com o dançarino que estava na fantasia do boi e assim por diante. Mas quem derrubasse a cabeça do boi no chão precisaria pagar uma prenda que seria uma atividade engraçada escolhida pelo grupo.

Minhas avós falaram que dançaram muito o Boi de Mamão nas festas juninas da escola em Curitiba.

Assista ao vídeo que fiz, nas minhas redes, com o tema e descubra mais detalhes.

E você?

Já conhecia essa Dança?

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

 

 

 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Meu Sonho Era Ter o Quarto da Joélly da Novela Três Graças

 

Meu Sonho Era Ter o Quarto da Joélly da Novela Três Graças

 

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou escritora, especialista em Vesteterapia e apaixonada por Moda vintage. Hoje desejo falar sobre o quarto da personagem, Joélly da novela Três Graças, que teve um destaque maravilhoso para a galera, que assim como eu, curte Moda vintage.

A principal obra de Arte que foi o brilho da novela, Três Graças, era uma escultura com três deusas gregas abraçadas em círculo. Porém outra obra que me chamou a atenção foi o quarto da personagem Joélly. Pois o recinto parecia ter saído de um quarto de menina de classe média alta do final dos anos 80 e começo dos anos 90. Nele tinha um abajur animado que mudava de cor, que era caríssimo há 40 anos atrás e constituía meu principal sonho de consumo nos anos 80. Aliás, no recinto, também existiam escrivaninhas de madeira totalmente vintage porque eram nesses móveis que a garotada fazia a lição de casa no final dos anos 70 até a década de 90. Além disso, encontrei nas imagens, desse local, um urso de pelúcia da marca, Lionela, igual ao que ganhei na minha formatura de Magistério em 1991. Sem falar das luzes antigas de Natal e as almofadas de metalassê que foram usadas na decoração do quarto, que fez a minha memória afetiva viajar pelo tempo.

E você, leitora?

O que achou do quarto da Joélly?

Luciana do Rocio Mallon

 


domingo, 17 de maio de 2026

Esclarecimento: Sou a Real Autora do livro, Lendas Curitibanas, Mas no Momento Não Faço Passeios Culturais Com Lendas

 

Esclarecimento: Sou a Real Autora do livro, Lendas Curitibanas, Mas no Momento Não Faço Passeios Culturais Com Lendas

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou a verdadeira autora dos livros Lendas Curitibanas 1 e Lendas Curitibanas 2. Inclusive pesquiso lendas desde meus 6 anos de idade ou seja desde 1980, fato que pode ser comprovado através das minhas professoras do primário. Portanto, tenho mais de 40 anos de pesquisa dedicados às lendas da capital do Paraná.

Acontece que vivo um pesadelo desde novembro de 2024, quando pessoas decidiram fazer passeios culturais pagos de lendas da cidade sem me consultar. Então, a partir daquele momento passei a receber reclamações de seguidores e conhecidos com frases como:

“- Paguei por um passeio cultural com Lendas Curitibanas porque pensei que você seria a palestrante. Então gostaria que você fizesse um ressarcimento.”

“ – Você está cobrando cem reais por um passeio sobre Lendas Curitibanas, nunca imaginei isso de você que sempre pregou que os pobres têm direito à Cultura.”

Poxa, esses tipos de mensagens acima me magoam muito. Primeiro porque leitores meus se sentiram enganados e segundo porque não sou que administro esses passeios. Assim, para que as pessoas não se sentissem tão logradas, ofereci meus serviços virtuais em forma de ressarcimento, como: Redação, aulas de Literatura, consultas em Vesteterapia, aulas de danças temáticas, tiragens de Tarô, homenagens de aniversários, músicas personalizadas sem o uso da inteligência artificial, etc.

Então o objetivo desse texto é esclarecer à sociedade que nunca criei e nem sequer administro passeios culturais com Lendas Curitibanas. Além disso, nunca ganhei dinheiro com esse tipo de atividade. Aliás, eu sou a favor que as classes menos favorecidas tenham direito à Cultura, portanto, nunca cobraria cem reais por um passeio cultural com Lendas Curitibanas porque isso não combina com a minha ideologia. Não sou hipócrita e pratico o que prego.

Realmente eu teria condições de oferecer um passeio cultural sobre o tema porque sou formada em Letras, Magistério e Hospitalidade, que tem a ver com a área do Turismo.

Mas no momento não faço essa atividade gratuita para a população porque cuido da minha mãe idosa e doente.

Porém, assim que minha situação melhorar a primeira coisa que farei será um passeio cultural pelas Lendas Curitibanas, do Centro, totalmente GRATUITO para a população. Esse é meu compromisso com meus leitores e seguidores.

Portanto, peço que entrem em contato comigo toda a vez que verem alguma propaganda envolvendo eventos com Lendas Curitibanas, porque assim eu saberei se o evento é comandado por mim ou não. Pois é a única maneira que arrumei para evitar confusões.

Além disso, esse transtorno todo fez com que eu perdesse patrocinadores e agora nenhum deles quer republicar meu livro novamente.

Mas não tem problema, pois Lendas Curitibanas pode até ser meu hiperfoco. Porém pesquiso outros assuntos e sei fazer outras atividades também.

Não quero prejudicar o trabalho de ninguém, porém tenho o direito à transparência e também de colocar cartas limpas na mesa.

Portanto: nunca fiz passeios culturais com Lendas Curitibanas!

Agradeço a apoio de todos!

Atenciosamente,

Luciana do Rocio Mallon

Verdadeira autora dos livros Lendas Curitibanas 1 e Lendas Curitibanas 2.


segunda-feira, 11 de maio de 2026

Vestir Camiseta Branca com Calça Jeans é Sinal de Inteligência da Geração Z

 

Vestir Camiseta Branca com Calça Jeans é Sinal de Inteligência da Geração Z

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou escritora e especialista em Vesteterapia, estudo da personalidade através das roupas.

Hoje recebi as seguintes perguntas:

- Por que a geração Z tem como roupa principal a combinação de camiseta branca com calça jeans?

- O que você pensa de estilistas que criticam a geração Z por vestir camiseta branca com calça jeans quase diariamente?

Minhas repostas abaixo:

- Vestir camiseta branca com calça jeans é sinal de inteligência e segurança. Pois a pessoa é tão segura das suas qualidades, que não sente vontade de competir com os outros através de roupas extravagantes. O problema é que a Internet está repleta de pessoas que só sabem criticar o que os outros vestem sem ter uma base teórica em Vesteterapia como eu tenho. A geração Z está certa em usar a dupla, camiseta com calça, para atividades do dia a dia. Pois essa combinação é confortável e nunca destoa em ambientes populares.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#vesteterapia

#moda

#moda2026

 

 

domingo, 3 de maio de 2026

Lenda do Fantasma da Dançarina da Sérvia

 

Lenda do Fantasma da Dançarina da Sérvia

 

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou pesquisadora de lendas e também focalizadora de Dança. Então, ano passado, decidi dançar para meus amigos gravarem, vestida de preto e com xale nas costas numa rua pouco movimentada. Mas ao fazer os primeiros passos, escutei gritos de estranhos:

- Socorro!

- O Fantasma da Dançarina da Sérvia!

Meus amigos deram risadas, mas decidi não fazer mais aquele vídeo para não gerar confusão. Pois se tratava de uma área residencial.

Dessa maneira, a cena ficou no limbo da minha memória.

Porém, nos últimos dias recebi as seguintes perguntas:

- Como é a Lenda do Fantasma da Dançarina da Sérvia?

- Quem é a dançarina fantasma da Sérvia?

- Como é a coreografia completa da Lenda da Dançarina da Sérvia?

Minhas respostas estão abaixo:

- Para responder a essas perguntas pesquisei as respostas em diversas fontes. Mas quem contou a versão mais completa foi a dona, Teodora, que veio para o Brasil para fugir dos conflitos que aconteceram, na Sérvia, nos anos 90. Assim o causo é esse:

Nos anos 90, a Sérvia enfrentava conflitos armados durante a desintegração da antiga Iugoslávia.

Durante essa batalha morava lá uma senhora, apelidada de Plesni Cvte, que tinha fama de curandeira e que era bailarina de rituais. Então um dia, como forma de ritual para acabar com a guerra, ela foi para o meio de uma rua importante, entre uma escola e um hospital. Assim ela começou a dançar com duas facas na mão e ameaçava atacar quem se aproximasse ou quem desligasse seu aparelho de som. Mas, de repente, uma bomba caiu em cima da pobre.

Reza a lenda que a partir desse momento, pessoas passaram a ver uma senhora dançando com facas nas mãos, em ruas que ficavam entre escolas e hospitais. Aliás, conforme relatos, ela corria atrás de quem se aproximasse. Aliás, isso começou a acontecer em outras partes do mundo também. Porém esse causo sobrenatural até então ficou nos acontecimentos dos anos 90. Eu era jovem na época e me lembro de ter escutados boatos sobre a tal assombração.

Em 2019 surgiu um vídeo, na Sérvia, em que uma senhora dança com punhais nas mãos e persegue quem se aproxima. Depois surgiram muitos vídeos semelhantes em diversos lugares do mundo. Inclusive, alguns países fizeram até filmes baseados nesse causo da bailarina da Sérvia.

Com relação à coreografia inteira da Lenda da Dançarina da Sérvia, a Teodora ficou de me ensinar. Assim que estiver pronta, postarei nas minhas redes sociais.

E você?

Já viu o fantasma da dançarina da Sérvia?

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#dançarinadaSérvia

#bailarinadaservia

 

 

Não Doem Pix Para Quem, Supostamente, Faz Vaquinhas Para Presente Para Mim

 

Não Doem Pix Para Quem, Supostamente, Faz Vaquinhas Para Presente Para Mim

Meu aniversário é em maio e por isso já aconteceu o maior bafafá. Portanto, faço o alerta:

Se alguém mandar mensagem para vocês pedindo Pix para presente de aniversário para mim, por favor, não doem. Pois não quero nada, aliás os melhores presentes que meu público pode dar são: curtidas, compartilhamentos e comentários.

O dinheiro dos meus seguidores, para mim, é sagrado e divino.

Assim se alguém mandar recado pedindo Pix para meu aniversário, ignorem e mandem os prints para mim. Mesmo que o pedinte diga que é segredo ou surpresa, por favor, mandem os prints para mim.

Não estou criticando quem fez isso. Apenas preciso evitar que meu público desperdice dinheiro.

Sou grata a todos pelo apoio!

Luciana do Rocio Mallon

 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Hoje é Dia da Dança e Para Comemorar Trouxe Entrevistas Com Algumas Alunas de Dança

 

Hoje é Dia da Dança e Para Comemorar Trouxe Entrevistas Com Algumas Alunas de Dança

Entrevista com aluna Ana Bellão

Nome: Ana Bellão – Nome artístico: Ana Bellon.

 

1 - A senhora consegue perceber a diferença no seu corpo desde que começou a dançar? Sempre fui de exercícios, daí parei e fiz dança que tambémm fortalece e ajuda também na postura. 

2 - Consegue identificar quais benefícios, a Dança, trouxe para a sua mente? Os benefícios são maravilhosos: menos estresse. 

Mais Autoestima. 

A dança traz muita alegria. 

3 - As aulas de dança (em grupo) ajudaram a fazer novas amizades e ter mais vida social? Dançar em grupo é muito bom, dá pra conhecer pessoas de todas as idades e ter mais vida social com certeza.

Melhora o bem estar e a autoestima amplia horizontes.

 

Feliz Dia da Dança!

Luciana do Rocio Mallon

#diadadança

#29deabril

 

 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Descubra o Porquê as Academias de Condomínio Estão Evoluindo Para Centros de Longevidade e Biohacking

 

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon e amo pesquisar sobre as tendências das pessoas com mais de 50 anos. Hoje falarei sobre as mudanças das academias de condomínios para pessoas nessa faixa etária.

As academias de condomínio estão evoluindo para centros de longevidade e biohacking porque segundo pesquisas, a maioria dos moradores de condomínios especialmente da classe A, são pessoas com mais de 50 anos de idade. Esse público não quer um espaço só focado em musculação, pois busca ambientes que promovem o envelhecimento ativo e com qualidade de vida. Aliás, os centros de longevidade, em condomínios de alto padrão, possuem médicos, dentistas, educadores físicos, fisioterapeutas, professores de línguas estrangeiras e atividades culturais. Alguns centros de longevidade em condomínios promovem palestras interessantes, como exemplos: direitos dos idosos com advogados especializados. Há muito condomínios onde pessoas com mais de 50 anos promovem viagens em grupos e passeios também em equipe para realizar compras em mercados presenciais porque se sentem inseguras em comprar pela Internet e não possuem forças para carregar as compras sozinhas.  

No caso de Biohacking há condomínios, também de classe média alta, que transformaram suas academias em lugares acolhedores, pois contrataram médicos e educadores físicos para promover cuidados saudáveis com a saúde. Aliás, há condomínios que contratam médicos, uma vez por mês, para fazer o check-up dos moradores.

Aqui é bom destacar que muitos idosos, com a saúde fragilizada, preferem usar os serviços de centros de longevidade e biohacking, oferecidos pelos próprios condomínios, ao invés de contratarem cuidadores de idosos particulares, pois se sentem mais ativos e seguros assim.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#50mais

 

 

 

domingo, 26 de abril de 2026

As Superstições Conforme a Literatura e a Psicologia

 

As Superstições Conforme a Literatura e a Psicologia

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou escritora, professora de Folclore e Literatura. Hoje recebi a seguinte pergunta:

Por que algumas pessoas acreditam em superstições conforme a Psicologia?

Minha resposta abaixo:

Algumas pessoas acreditam em superstições porque é uma forma de explicar o que a racionalidade ou a Ciência não conseguiram totalmente. É uma forma de algumas pessoas conseguirem fortaleza e manter as próprias rédeas no meio da ansiedade e do caos. As lendas misteriosas e simpatias aparecem bastante em situações angustiantes como: provas, testes, procura de parceiros e competições que podem ser de esporte, aqui também entra o Futebol, isso na Psicologia tem o nome de coping porque é um alívio de ansiedade diante de um evento estressante.

Quando uma pessoa segue a superstição que foi ensinada na infância, ela está buscando alívio na memória afetiva, pois a criança é um ser intuitivo e na vida adulta muitas pessoas perdem essa intuição inocente, que pode ser resgatada através de superstições, rituais e lendas que foram ensinados pelos antepassados.

A superstição traz uma sensação de domínio e poder através de uma suposta Magia, fato que pode trazer resultados positivos. Pois quando uma pessoa pensa que consegue o controle da situação através do Sobrenatural, ela se sente segura, encorajada e com a autoestima alta, fatores que auxiliam em uma possível vitória.

Superstições ajudam quando o ser humano não tem controle de como conseguir algo que deseja muito por completo. Por exemplo: um atleta, esforçado que treinou muito todos os dias, sonha em ganhar um campeonato, mas não tem certeza de isso se realizará, então é comum ele partir para a superstição. Um exemplo simples é esse:  se o atleta fez uma superstição e ganhou o campeonato, ele repetirá a mesma superstição novamente e ainda contará aos colegas. Aliás, é exatamente desse jeito que algumas superstições ficam famosas e se tornam populares. Aqui elas têm o famoso efeito placebo, mas ajudam na parte da confiança e segurança, então isso já basta e essas simpatias não devem ser condenadas.

Na matéria de Semiótica estudei sobre arquétipos conforme diversos estudiosos. Então as superstições trabalham com os arquétipos, que são figuras que mexem com a mente e têm significados no inconsciente. Por exemplo: o jogador que carrega um trevo de quatro folhas dentro da meia para dar sorte, nesse caso o trevo é um arquétipo que traz sensação de alívio e controle ao jogador. Aqui, o trevo de quatros folhas, no inconsciente, remete aos quatro elementos que dão uma sensação de controle dentro da mente.

Portanto, superstições são mecanismo de adaptação para lidar com o estresse.

Luciana do Rocio Mallon

 

 


quarta-feira, 22 de abril de 2026

A Origem da Expressão Preconceituosa: A Idosa Solteirona dos Gatos

 

A Origem da Expressão Preconceituosa: A Idosa Solteirona dos Gatos

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou da área da Literatura e pesquiso as origens das palavras com suas expressões. Além disso, tenho mais de 50 anos, sou solteira, sem filhos e crio gatos.

Ultimamente, recebi as seguintes mensagens:

- Você sabe qual é a origem da expressão machista: a solteirona dos gatos?

- Quando as pessoas passaram a associar a solteirice feminina com a criação de felinos?

Minhas respostas estão abaixo:

Infelizmente, todos já escutaram expressões machistas como: a idosa solteirona dos gatos ou a louca dos gatos.

Mas pouca gente sabe como surgiu essas citações.

No Antigo Egito as mulheres que permaneciam solteiras não eram vistas com desprezo como nas outras civilizações. Pois ainda na adolescência, algumas jovens eram escolhidas para servir o templo da deusa Héstia / Véstia, por isso eram chamadas de vestais. Elas precisavam ser virgens e somente eram dispensadas, do templo, depois dos 30 anos de idade. Nesse templo elas estudavam, faziam rituais e criavam felinos principalmente gatos que eram considerados guardiões espirituais. Aos 30 anos quando voltavam aos seus lares de origem, elas traziam alguns gatos do templo porque alguns animais se afeiçoavam a elas. É dessa época que vem o ditado infeliz que diz: “Solteironas gostam de criar gatos.” Porém, no Egito Antigo, essa atitude não era vista como algo pejorativo, ao contrário, era algo sagrado. Pois vestais e gatos eram divinos.

Mas foi na Idade Média que os moralistas passaram associar a solteirice feminina com criação de felinos de uma forma pejorativa. Pois geralmente as curandeiras, que viviam solitárias nas florestas, eram solteiras e criavam gatos. Infelizmente, na época medieval, muitas delas foram acusadas de bruxaria mesmo sendo inocentes. Além disso, casar e ter filhos era praticamente algo obrigatório na Idade Média e quem saia dessa regra não era visto com bons olhos.

Tenho mais de 50 anos de idade, sou solteira, sem filhos e tenho gatos como animais de estimação.

E você?

Luciana do Rocio Mallon

 

 

 


domingo, 19 de abril de 2026

Lendas do Gato Kiko Após Sua Morte

 

Lendas do Gato Kiko Após Sua Morte

 

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon e sou a verdadeira autora do livro Lendas Curitibanas.

Como também sou dançarina, conheço várias costureiras do Centro de Curitiba porque sempre estou precisando ajustar figurinos.

Em março de 2025, uma costureira de uma galeria comentou comigo:

“ – Esses dias, ao entrar na galeria, levei um susto com um gato que estava mexendo na minha máquina de costura. Ele era branco com umas listas.”

Já, em agosto de 2025, uma profissional da costura, que trabalha perto da Praça Rui Barbosa, disse para mim:

“ – De vez em quando aparece um gato por aqui e senta nas máquinas.”

Em dezembro de 2025, uma outra costureira, que trabalha num prédio da Rua Quinze, falou:

“ – Esses dias tinha um gato dentro da caixa de tecidos, mas quando abri a porta do corredor, entrou logo no elevador que estava aberto.”

Esses relatos acima me lembraram da lenda do gato Kiko, que é bem conhecida na cidade de Curitiba. Pois é a história de um costureiro, do século dezenove, que reencarnou num gato que foi morar na loja Kisses, da Rua Doutor Muricy, onde era sua antiga residência. Na verdade, o gato morou no comércio até 2019. Pois em 2020, por causa da longa idade, ele passou a morar na casa da proprietária e nunca mais foi à loja.

Em abril de 2026, eu e uma colega resolvemos gravar um clipe de música e dança no Centro da capital paranaense. Um dos lugares que fomos gravar foi na rua Doutor Muricy. Logo passei em frente à loja Kisses e perguntei:

- Como vai o gato Kiko?

A lojista respondeu:

- O gato Kiko morreu em janeiro de 2025, pois estava bem velhinho.

De repente, pensei:

- Será que era o fantasma do gato Kiko que mexeu nas máquinas e nos materiais das costureiras do Centro?

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#gatokiko

 

 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

O Impacto das Gírias Virtuais na Linguagem Real

 

O Impacto das Gírias Virtuais na Linguagem Real

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou professora, compositora e escritora. Inclusive minha música, chamada Não Quero Fazer Demonização Virtual, é repleta de gírias virtuais e teve mais de sete milhões de visualizações na Internet. Hoje me fizeram a seguinte pergunta:

- Quais são os impactos das gírias virtuais na linguagem real?

- Quais os significados de palavras e expressões como: “cringe”, “farmar aura” e demonização facial?

Minhas respostas abaixo:

A língua é viva e por isso vive em constante modificação. Pois refletem as mudanças sociais e culturais.

As gírias nascem quando os jovens têm necessidade de exprimir sentimentos modificados, mas não encontram sinônimos impactantes e competentes para essa função, nos dicionários formais.

Tudo isso tem pontos positivos e negativos, que mostrarei abaixo:

Impactos positivos:

- Destaca o Neologismo, que é a formação de novas palavras, mostrando à sociedade que a língua é viva e está em constante transformação.

- Desenvolve a criatividade das pessoas, pois as gírias normalmente são criadas por jovens e essa atividade estimula a habilidade linguística deles junto com a competência de criar.

- Faz com que os idosos procurem se atualizar, pois quando um senhor ouve uma gíria, acontece uma dessas duas situações: se tem intimidade com o celular, logo, procura o significado da palavra no Google, mas se não em intimidade com Tecnologia, pergunta sobre a nova palavra para os netos. Isso faz com que o idoso trabalhe com a própria mente, evitando problemas como Alzheimer.

Pontos Negativos:

- Confunde a Linguagem Formal: aqui as novas gírias não entram rapidamente num dicionário formal, pois a Internet é rápida demais. As novas palavras até entram em dicionários virtuais, mas demoram para entrar em dicionários formais. Nas aulas de Redação eu até deixo os alunos colocarem gírias virtuais no texto, mas peço para que eles coloquem essas mesmas gírias entre aspas.

- Dificulta a Comunicação Entre Jovens e Idosos: anciões que não usam a Internet e nem têm jovens em casa, não conseguem compreender as gírias virtuais quando escutam essas mesmas palavras na rua.

- Perigo: psicopatas e abusadores podem se aproveitar das novas gírias virtuais para se aproximar de menores.

Exemplos de gírias virtuais:

- Cringe: é um adjetivo para algo fora de moda ou vergonhoso. Funciona como o sinônimo da palavra, “brega”, que foi uma gíria muito usada nos anos 80 que também surgiu para substituir a gíria, “cafona”, que foi muito usada nos anos 70. Isso prova que até as gírias evoluem. Aliás tenho uma música chamada, Cringe, onde o refrão fala: “acho que sou cringe / mistura de grunge com esfinge/ que muitas vezes finge.”

- Farmar Aura: ao escutar pela primeira vez essa expressão toda a pessoa pensa que se trata de algo espiritual, místico ou esotérico, porém não é nada disso. Em resumo, farmar aura, significa forçar a barra para ganhar “likes” e depois fingir que não fez esforço nenhum. A expressão é uma fusão do verbo, “farmar”, que no universo dos jogos virtuais significa fazer atividades repetidamente para acumular pontos e aura que significa energia, aquela luz invisível ao redor dos corpos humanos e que segundo esotéricos, de acordo com a sua cor, essa mesma aura pode destacar alguém na vida.

Na realidade o verbo, “farmar”, surgiu como gíria na Internet na época da já extinta rede social, Orkut, entre 2004 e 2006. Pois no Orkut existia um jogo chamado Fazenda Feliz, também como conhecida como: Happy Farm. Então toda a vez que alguém ganhava pontos no jogo, Happy Farm, a pessoa dizia que conseguiu “farmar”. O Orkut não existe mais, porém os jogos virtuais continuaram e agora temos a gíria, “farmar”, de novo.

- Demonização Facial: é quando uma pessoa faz harmonização facial, mas não fica nada harmônico.

Através desse texto é possível concluir que a língua está em constante mudança e por isso todas as pessoas precisam ficar ligadas nas mudanças. Pois até quem é cringe precisa farmar a aura.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#farmaraura

#farmaraaura

#cringe