A Infância do Poeta
Todo o bom poeta
Com alma de profeta
Volta até a sua criança interior
Com a força do mais puro amor
A Poesia vira uma doce brincadeira
Que dura a inspiração inteira
O verso vira um pião no taco de madeira
Numa ciranda unida, alegre e faceira
As linhas transformam-se em cordas de pular
Palavras jogam esconde-esconde ao ar
A rima é uma cabra-cega no jardim
Num pique-pega sem fim
A criança interior é uma viagem no tempo
Recordando a paisagem infantil com sentimento.
Luciana do Rocio Mallon
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quarta-feira, 10 de junho de 2020
domingo, 24 de maio de 2020
Não Me Assusto Quando Falam Palavrão Para Mim, Mas Tenho Medo Quando o Palavrão Me Chama
Não Me Assusto Quando Falam Palavrão Para Mim, Mas Tenho Medo Quando o Palavrão Me Chama
Não me assusto quando falam palavrão para mim
Porque o mundo está cheio de gente ruim
Mas tenho medo quando o palavrão me chama
Pois ele é mentiroso e sempre me difama
Na primavera, eu estava no jardim
Numa noite de misteriosa Lua
Mas escutei um som assim:
“- Ei, menina, sua...”
Somente depois eu vi
Que era o bem-te-vi
Junto com o quero-quero
Que estavam levando um lero
Numa madrugada ao relento
Eu passava na rua escura
Com o coração cheio de tormento
E a alma repleta de amargura
De repente, escutei um lamento:
“ – Garota vai tomar...”
Olhei para trás e era apenas o vento
Se despedindo do luar
Com o uivo do momento
Não me assusto quando falam palavrão para mim
Porque o mundo está cheio de gente ruim
Mas tenho medo quando o palavrão me chama
Pois ele é mentiroso e sempre me difama.
Luciana do Rocio Mallon
Não me assusto quando falam palavrão para mim
Porque o mundo está cheio de gente ruim
Mas tenho medo quando o palavrão me chama
Pois ele é mentiroso e sempre me difama
Na primavera, eu estava no jardim
Numa noite de misteriosa Lua
Mas escutei um som assim:
“- Ei, menina, sua...”
Somente depois eu vi
Que era o bem-te-vi
Junto com o quero-quero
Que estavam levando um lero
Numa madrugada ao relento
Eu passava na rua escura
Com o coração cheio de tormento
E a alma repleta de amargura
De repente, escutei um lamento:
“ – Garota vai tomar...”
Olhei para trás e era apenas o vento
Se despedindo do luar
Com o uivo do momento
Não me assusto quando falam palavrão para mim
Porque o mundo está cheio de gente ruim
Mas tenho medo quando o palavrão me chama
Pois ele é mentiroso e sempre me difama.
Luciana do Rocio Mallon
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