segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Sempre Tive Medo do Amor Que Faz as Rosas Murcharem, Mas Me Arrependi

Sempre Tive Medo do Amor Que Faz as Rosas Murcharem, Mas Me Arrependi
Tive medo das paixões que murcham as rosas
Porque elas são cruéis, perigosas e tortuosas
As flores murcham, mas suas pétalas se espalham pelo ar
Com o direito de viverem o real privilégio de amar!

Com medo de murchar, continuei semente
Com um jeito puro, meigo e inocente
Mulheres são coloridas e eternas flores
Mesmo que murchem sofridas com dores

Algumas rosas foram esmagadas pelos trilhos
Porém viveram uma história com sentimento
Algumas sofreram, choraram e tiveram filhos
Transformaram-se em pétalas ao ar, apesar do tormento

Tive medo de sofrer e continuei como uma semente pequena
Quieta no meu canto, numa batalha dura, que fingia ser serena
Tentei plantar moedas de ouro e correr atrás do vento
Porém todo meu esforço não passou de perda de tempo

Nunca senti o sabor de um beijo de um beija-flor
Nem descobri o orgasmo do néctar em mel
Nenhuma tempestade me refrescou no seco calor
No frio nenhum raio de Sol me livrou da geada cruel

Tive medo das paixões que murcham as rosas
Por isto nunca passei de uma simples semente
Não tive emoções inesquecíveis e maravilhosas
Virei uma semente podre em um solo doente

Não tenho como ser plena e feliz
Porque nunca criarei raiz
Tive medo do amor que murcha a flor, mas me arrependi
Nunca verei a transparência das batidas das asas de um colibri.
Luciana do Rocio Mallon




Nenhum comentário:

Postar um comentário