Mostrando postagens com marcador Balé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Balé. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Lendas das Sapatilhas de Bronze do Túmulo da Bailarina

 

Lendas das Sapatilhas de Bronze do Túmulo da Bailarina

Esses causos foram contados por dona Nina e ela pediu para que eu escrevesse na Internet, porém com os nomes trocados e sem revelar a cidade. Então troquei os nomes dos personagens e não citei o local. As lendas são essas abaixo:

1 - O Túmulo da Bailarina Com Sapatilhas de Bronze:

Nos anos 70, uma jovem que era bailarina e professora de Dança faleceu. Então no seu enterro ela foi sepultada com roupa de bailarina. Uma semana depois, sua mãe mandou banhar em bronze seu par de sapatilhas e colocou esse objeto em cima do seu túmulo. Porém muitas pessoas passaram a afirmar que as sapatilhas eram realmente de bronze.

Quinze dias depois, a família de Carolina, de sete anos de idade, foi sepultar um conhecido e essa menina passou em frente ao túmulo da bailarina. Mas parou em frente e exclamou:

- Nossa!

- Um túmulo de bailarina!

- Meu sonho é aprender Balé, mas minha família não tem dinheiro para pagar o curso.

De repente, surgiu uma voz que veio atrás da menina:

- Eu posso ensinar você de graça!

A garota olhou para trás e avistou uma jovem bailarina. Assim falou:

- Sério?

- Onde?

A dançarina respondeu:

- Aqui mesmo!

- Pois aqui é minha morada agora.

- Venha todas às quintas depois do seu horário escolar, que ensinarei Balé de graça para você.

Carolina vibrou:

- Excelente!

- Pois moro a uma quadra daqui.

Então todas as quintas, Carolina ia até o cemitério para ter aulas gratuitas em frente ao túmulo da bailarina.

Porém um ano depois, a vó de Carolina queria saber onde a neta ia todas às quintas, então seguiu a pequena. Então viu a neta falando sozinha e fazendo gestos de balé em frente a um túmulo que tinha sapatilhas de bronze.

A idosa achou toda aquela situação um absurdo. Por isso decidiu mudar de bairro junto com Carolina. Porém no novo bairro existia uma academia de Balé, onde tinha a seguinte placa:

- Faça o teste de Dança para ganhar uma bolsa de estudos.

Carolina pediu para participar dos testes. A avó levou a menina para esses testes e ficou impressionada com a dança da garota e com o resultado da aprovação da neta que acabou ganhando a bolsa de estudos. Assim a idosa perguntou:

- Onde você aprendeu a dançar tão bem assim?

A neta respondeu:

- A bailarina do cemitério me ensinou.

2 – O Roubo das Sapatilhas de Bronze do Túmulo da Bailarina:

Algum tempo depois do causo da Carolina, que aprendeu Balé com o espírito da bailarina, um ladrão roubou as sapatilhas de bronze, de madrugada e tentou fugir num carro Fiat. Porém, surgiu uma bailarina na sua frente e para desviar da moça, ele acabou batendo o carro num poste. Assim o bandido foi levado à delegacia onde confessou tudo isso. Então muitas pessoas passaram a falar que foi o espírito da bailarina que provocou o acidente com o marginal. Mesmo assim, alguns meses depois da tentativa de roubo, a família da jovem recolocou as sapatilhas de bronze no túmulo e até hoje elas estão lá.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#lendasurbanas

#lendaurbana

 

 

 

 


terça-feira, 30 de julho de 2019

A Bailarina Rosa, o Flamingo e o Algodão-Doce

A Bailarina de Rosa, o Flamingo e o Algodão Doce
A bailarina de rosa possui magia
Pois rosa é a cor do treinamento
Seus gestos se transformam em pura Poesia
Quando são exercitados com sentimento

A bailarina de rosa se transforma num flamingo
Quando treina para ser o famoso cisne branco
Assim seu maiô se confunde com a tarde de domingo
Que possui um pôr-do-sol rosado, franco e brando

A bailarina de rosa vira um algodão-doce na praça
Quando seu tutu se transforma numa nuvem passageira
O algodão-doce baila com meiguice e graça
Lembrando uma fada tímida e faceira!

A bailarina de rosa fica entre o flamingo
E o algodão-doce repleto de surpresa
Dançando uma música de cantor gringo
Com uma coroa preciosa de princesa
Que transforma a atmosfera com sutileza.
Luciana do Rocio Mallon



terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A Importância do Método Interacionista de Vigotsky no Ensino da Dança


A Importância do Método Interacionista de Vigotsky no Ensino da Dança
Lev Vigotsky foi um psicólogo e professor, do Leste Europeu, que constatou que a aprendizagem eficiente acontece através de diversos tipos de interações:
- focalizador X aluno.
- aluno X aluno.
- focalizador X aluno X meio ambiente X objetos.
No ensino da Dança, o aluno já vem com uma carga de conhecimento mesmo sem nunca ter participado de uma aula formal de Dança. Pois ele assiste a espetáculos na TV, shows no Youtube e geralmente possui uma carga genética ligada à Arte. Tudo isto pode e deve ser aproveitado.
O focalizador precisa levar em conta todos os conhecimentos anteriores do aluno ao montar uma coreografia. Pois é através da interação de todas as possibilidades que o conhecimento se exterioriza.
Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou autora do livro Lendas Curitibanas e focalizadora dos cursos de Danças das Divas de Novela e TV no Centro Cultural Gabriela Valentina.
No curso uso o método interacionista de Vigotsky onde todo o conhecimento do aluno é aproveitado e no final da aula, ele aprende passos da personagem de que ele gosta. Pois a coreografia é montada com a ajuda de todos ao redor.
Afinal o professor é um mediador e não um robô que dita regras comandando os gestos dos alunos. Por isto, muitos artistas que adotam a metodologia de Vigotsky, em suas aulas, preferem ser chamados de focalizadores. Pois ajudam o estudante a focar em suas habilidades e desenvolve-las na Dança, Literatura, etc.
A Dança é a mãe das Artes, pois na Idade da Pedra antes do homem desenhar e montar seus próprios instrumentos, ele bailou para expressar seus sentimentos e se comunicar com outras pessoas. Por isto a Dança é tão importante no desenvolvimento intelectual e físico da pessoa.
Então venha fazer aulas de Dança comigo.
Informações sobre o curso:
- Centro Cultural Gabriela Valentina. Rua XV de Novembro, número 266. Nono Andar. Centro. Curitiba – PR. Falar com Raquel.
- Mensalidade a partir de 50 reais.
- Trazer o seguinte material: leque, lenço grande e saia rodada.
Luciana do Rocio Mallon




terça-feira, 18 de setembro de 2018

A Bailarina da Caixa de Música e a Borboleta


A Bailarina da Caixa de Música e a Borboleta
A bailarina da caixa de música foi uma simples boneca
Já a borboleta foi uma lagarta cheia de soneca
Morando em qualquer lugar da natureza
Sem de nada possuir certeza

A bailarina da caixa tem moradia
Mas não conhece a liberdade em Poesia
Ela dança a mesma canção sem sair do lugar
Admirando, pela janela, a luz prata do luar!

A borboleta é livre em qualquer lugar
Ela dança com suas asas ao ar
Suas asas com pontos coloridos
Viram lenços suaves e atrevidos

Numa tarde a alegre borboleta
Chegou perto da caixa de música
De uma maneira atrevida e xereta
Assim viu a bailarina lúcida

Depois notou que ela tinha um leque branco
Que virava Lua nova e, também, minguante
Porém o seu jeito meigo e brando
Transformava sua alma em estrela brilhante

A bailarina da caixa invejava a borboleta
Porque ela beijou o néctar da violeta
Porém a livre borboleta durou poucos dias
E a bailarina até hoje tem a eternidade em fantasias.
Luciana do Rocio Mallon