sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Lenda da Noiva Fantasma do Ahú

 

Lenda da Noiva Fantasma do Ahú

 

Nos anos 90, em Curitiba, havia um jovem de pensamento conservador, que morava no bairro Cabral, numa rua que dava para ver o presídio do Ahú. Nessa mesma rua, aos domingos, passavam várias mulheres que iam visitar os presos.

Mas o rapaz conservador costumava ficar na janela de sua casa, xingando essas moças que iam visitar os detentos. Ele exclamava frases ofensivas como:

“- Vocês fazem questão de visitar bandido, porém não querem saber de homem trabalhador!”

“- Homem honesto vocês não querem, mas bandido...”

Reza a lenda que, nos anos 90, pastores evangélicos passaram a visitar o presídio do Ahú para converter os detentos e naquela mesma época chegaram a fazer casamentos religiosos, dentro da própria penitenciária, entre os presos e suas pretendentes que levavam a vida normal do lado de fora. Num desses casamentos, a noiva se emocionou, desmaiou e faleceu. Depois desse dia, pessoas passaram a ver o fantasma de uma noiva dentro desse local e flutuando pelos arredores.

Naquele mesmo período, o moço conservador que morava no bairro Cabral, sonhou com uma noiva que exclamou:

“- Pare de ofender as mulheres que passam por aqui para visitar os presos!”

“- Aliás, eu fui uma delas e morri no dia do meu casamento!”

Depois desse pesadelo, o rapaz nunca mais xingou mulher nenhuma e essa moça do sonho recebeu o apelido de Noiva Fantasma do Ahú, que dizem que assombra o local até hoje.

Luciana do Rocio Mallon

#lendascuritibanas

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário