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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Carnaval nas Diversas Regiões do Brasil

 

Carnaval nas Diversas Regiões do Brasil

Essa festa tem tradições diferentes em cada região

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon e sou especialista em Folclore. Então, esses dias mandaram a seguinte pergunta:

- Como é o Carnaval em cada região do Brasil de forma resumida?

Minha resposta abaixo:

 - Primeiramente, o Carnaval chegou ao Brasil com os imigrantes portugueses, pois já existia Carnaval na Europa.

Mas depois a cultura deles se misturou com a cultura afro, indígena e cigana, assim se espalhou pelo país.

Por isso cada região comemora o Carnaval de forma diferente, como é possível ver abaixo:

1 - Sudeste: o Carnaval mais famoso é o do Rio de Janeiro com suas escolas de samba. Depois vem as escolas de samba de São Paulo.

Mas também não podemos descartar os blocos que existem nos estados do Sudeste. Pois neles, pessoas desfilam fantasiadas espalhando alegrias.

Aliás, a fantasia mais tradicional desses blocos é a do Bate-Bola ou Clóvis, uma espécie de palhaço mascarado que carrega bolas feitas de meias.

A figura desse palhaço entrou no Carnaval brasileiro no final do século dezenove e no começo do século vinte com a chegada dos imigrantes italianos.

2 – Nordeste: depois do Carnaval do Sudeste, a festa carnavalesca mais famosa é a da região Nordeste.

Na Bahia tem os trios elétricos e também blocos como o Afoxé Filhos de Gandhi, que desfila no Carnaval há mais de 70 anos. O termo afoxé tem sentindo religioso porque os filhos de santos depositavam oferendas no mar e em bosques e também existe um instrumento chamado afoxé.

Em Pernambuco tem o frevo, que nasceu no século dezenove.

 Essa dança surgiu no Carnaval, daquela época, numa competição entre as bandas militares e os escravizados que tinham se tornado livres. 

Reza a lenda que em um dos carnavais, do século XIX, uma banda de marinheiros se encontrou com uma banda de ex escravos.

Mas como estava chovendo, os participantes dos dois grupos, passaram a pegar as sombrinhas dos espectadores e de uma forma brincalhona começaram a brincar com qualquer tipo de guarda-chuva.

Assim resolveram dançar com as sombrinhas de forma frenética.

Por isso, no começo as sombrinhas dessa dança tinham tamanhos normais. Mas foram diminuindo de tamanho com o passar do tempo.

Pois as sombrinhas menores facilitam os movimentos dos bailarinos.

A mesma lenda também conta que naquele mesmo Carnaval, do século XIX, os espectadores começaram a gritar frases como:

- Ficarão com febre porque estão dançando na chuva!

- Esses dançarinos parecem que estão fervendo!

- Parecem que estão com febre!

Alguns imigrantes ingleses, que existiam em Pernambuco naquela época, exclamaram a seguinte palavra:

- Fever!

Então o jornalista, Osvaldo Oliveira, ao perceber tudo isso, disse:

- Essa dança se chamará frevo.

Assim, esse jornalista usou o termo acima no primeiro artigo onde ele escreveu sobre essa dança.

Outra dança que tem no Carnaval de Pernambuco é o Maracatu que surgiu no período do Brasil-Colônia. Ele tem influências africanas, indígenas e portuguesas.

Na tradição ele conta a história da celebração do rei de Congo com muita cultura.

O Maracatu é marcado por figurinos elaborados com: cetim, bordados, sedas, rendas, etc. As mulheres que participam precisam vestir saias compridas e rodadas.

Existem dois tipos de Maracutus: nação e rural.

- Nação: também é conhecido como Maracatu do Baque Virado e é composto por grupos musicais das comunidades carentes. Os componentes representam a coroação dos reis de Congo. Na frente vem o Porta-Estandarte e depois a Dama do Paço conduzindo a Calunga.

- Rural: ele é tradicionalmente realizado, no interior, por trabalhadores rurais. Também é conhecido como Maracatu de Baque Solto com o Caboclo da Lança. Sua origem começou nos engenhos, no final do século dezenove e as danças eram realizadas por lavradores.

A fantasia do Caboclo da Lança é bem elaborada porque é composta por um figurino maravilhoso cheio de fitas e tirinhas coloridas de plástico.

A gola é bordada com lantejoulas, a calça tem franjas coloridas, chapéu possui palhas coloridas e o caboclo dança com uma enorme lança chamada Guiada com dois metros de comprimento repleta de fitas coloridas.

O Maracatu é patrimônio da humanidade.

Ainda falando sobre o Carnaval do Nordeste, existem os bonecos gigantes de Olinda. A tradição dos bonecos gigantes veio com os imigrantes portugueses.  Porém o primeiro boneco gigante famoso foi o Zé Pereira, em 1919. Depois o segundo boneco gigante, o Homem da Meia- Noite, foi criado em 1931.

3 – Região Norte:

Na Região Norte tem Carnaval com blocos de rua, trios elétricos, Bumba-Meu-Boi, Carimbó e Lundu.

O Carnaboi é uma festa que mistura atmosfera carnavalesca com o Bumba-Meu-Boi.

Os principais bois são Garantido com cor vermelha e Caprichoso com cor azul.

No Centro Histórico de Manaus também têm desfiles de fantasias. Aliás no teatro, Amazonas, existe um concurso de fantasias tão famoso que recebe competidores internacionais.

Manaus também tem dois blocos famosos: Banda Boulevard e Banda do Galo.

Em Porto Velho existem 35 dias de Carnaval com mais de 16 blocos.

A segunda dança mais pedida pelos turistas da Região Norte depois do Bumba-Meu-Boi é o Carimbó, onde moças dançam com saias rodadas floridas e flores na cabeça. Aliás, existem blocos especializados somente em Carimbó.

Nas cidades do interior da Região Norte, ainda existe a tradição maravilhosa do Lundu, dança e canto de origem africana que ganhou pitadas de elementos portugueses, ciganos e indígenas. Inclusive alguns historiadores dizem que o samba teve origem no Lundu.

As mulheres dançam o Lundu com saias compridas, rodadas, coloridas e com flores nos cabelos. Seus movimentos são lentos e sensuais.

4 – Região Sul:

Pessoas desinformadas dizem que no Sul não existe Carnaval, mas isso é mentira.

Em Curitiba, capital do Paraná, uns 25 dias antes do Carnaval oficial do Brasil, um bloco chamado Garibaldis e Sacis desfila por um local denominado Largo da Ordem.

O bloco, Garibaldis e Sacis, surgiu em 1999 para acabar com o boato de que não existe Carnaval em Curitiba.

Esse bloco, em seus desfiles pelo Largo da Ordem, costuma homenagear figuras históricas da cidade. Geralmente ele faz sete saídas antes do Carnaval oficial do Brasil.

Além disso, Curitiba tem desfiles de escolas de samba, que ás vezes desfilam na Rua Marechal de Deodoro e ás vezes na Rua Cândido de Abreu no Centro Cívico.

Em Curitiba, na época do Carnaval, também existe a Zoombie Walk, onde pessoas desfilam fantasiadas de personagens de filmes de terror. Praticamente é uma mistura de Halloween com Carnaval. As músicas que tocam são Rock e Pop.

Entre 2007 e 2008 a Zoombie Walk acontecia no Dia de Finados. Porém a partir de 2009 ela passou para a época de Carnaval.

A caminhada acontece no Centro de Curitiba e ela tem as seguintes atrações: tendas com maquiagens artísticas, concurso Miss Zumbi Walk, perguntas sobre filmes de terror e concurso de fantasias para pessoas e animais.

Foliões de todo o Brasil e do mundo costumam vir para Curitiba somente para curtir a Zoombie Walk.

Já em Florianópolis, em Santa Catarina, há clubes com bailes de Carnaval e desfiles carnavalescos. Lá também existem festas carnavalescas dentro de navios.

6 – Região Centro-Oeste:

Na região Centro-Oeste existem clubes que realizam bailes carnavalescos.

Nas ruas existem bloquinhos e alguns são acompanhados por trios elétricos.

Alguns clubes, uns 25 dias antes do Carnaval oficial do Brasil, realizam uma festa pré-carnavalesca chamada Baile do Hawaí com música pop, sertaneja, havaiana e marchinhas.

Em Caldas Novas, durante o Carnaval, existem exposições de bonecos carnavalescos gigantes.

Em Brasília, os blocos concentram-se em pontos turísticos como o Parque da Cidade, Estádio Mané Garrincha e Eixão.

No interior do Centro-Oeste existe uma dança chamada, Siriri, que também é dançada durante o Carnaval. Ela é uma dança folclórica que é acompanhada pelos seguintes instrumentos: viola de cocho, ganzá e tamboril.

As mulheres dançam com saias floridas, compridas e rodadas.

Vídeos, com aulas, sobre algumas danças realizadas no Carnaval:

https://www.youtube.com/watch?v=Q3gWVci7mig

https://www.youtube.com/watch?v=SIGPQ56lhOM&t=5s

https://www.youtube.com/shorts/wiLvjD4SGPU

https://www.youtube.com/watch?v=Ko9UFv3_Jww

Então de qual região do Brasil você está lendo esse texto?

Palavras-chaves: carnaval, folia, confete, serpentina, frevo, maracatu, lundu, samba, Zumbi Walk, desfile.

Luciana do Rocio Mallon


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Baby, Ivete e Eva

 Baby, Ivete e Eva

Na outra dimensão, o Bichinho da Maçã, Eva e Lilith estavam conversando.

O Bichinho da Maçã perguntou à Lilith:

- O que você acha da discussão entre a Ivete e a Baby em pleno Carnaval?

Ela respondeu:

- As duas têm Evas diferentes: A Ivete canta a Eva que entra num disco-voador para fugir do Apocalipse. Já a Baby canta a Eva no Paraíso, antes de comer a maçã onde você morava, porque para a Baby é tudo azul com Adão e Eva no Paraíso.

Eva reclamou:

- Até a culpa pela briga dessas duas artistas querem colocar em mim. Não importa se o começo é no Paraíso e o final é no Apocalipse. Afinal tudo é Carnaval.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon #Carnaval #Carnaval2024

 


 

domingo, 21 de janeiro de 2024

Fevereirite – Ansiedade e Angústia do Mês de Fevereiro

 

Fevereirite – Ansiedade e Angústia do Mês de Fevereiro

 

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou escritora e pesquisadora de lendas.

Há alguns anos, fiz um curso que ajuda a identificar o tipo de ansiedade que pode surgir em cada mês diferente do ano.

Dias atrás, recebi as seguintes mensagens:

- Além da dezembrite e da janeirite, também, existe a fevereirite?

- Sempre quando chega fevereiro, sinto uma angústia diferente, isso tem nome?

Minhas repostas abaixo:

- Sim, existe a fevereirite, que é uma ansiedade diferente no mês de fevereiro.

A palavra fevereiro tem origem no deus Februa ou Februus.

Pois desde há 3000 anos antes de Cristo, as pessoas costumavam retornar ao trabalho, mais pesado, nesse mês.

Diz o mito que o deus Februa chamava os mortos para se vingar dos vivos. Por isso os antigos faziam rituais, de purificação, para apaziguar sua fúria.

Assim surgiu a Lupercalia, na Roma Antiga, que era uma festa para a purificação realizada, geralmente, dia 15 de fevereiro.

Alguns historiadores e arqueólogos dizem que a Lupercalia deu origem ao Carnaval. Pois pessoas se fantasiavam de animais e saiam pelas ruas dançando com música para expulsar os maus espíritos.

Hoje, em 2024, muitas pessoas sentem uma ansiedade, com uma insegurança diferente, no mês de fevereiro por diversos fatores principalmente por causa do Carnaval e da volta às aulas.

Aliás, brasileiro gosta do ditado que diz: o Brasil só funciona depois do Carnaval.

Nem todas as pessoas curtem Carnaval, que é um direito delas. Mas o problema é que isso também pode gerar ansiedade. Por isso recomendo que elas arranjem um passatempo diferente durante o Carnaval, por exemplo: viagens para lugares no campo onde não tenham essa festa. Porém se a grana estiver curta, elas podem curtir um hobby dentro da própria residência, como exemplos: maratonar séries ou brincar com seus animais de estimação.

Porém, na realidade, a atividade que causa mais angústia é a volta às aulas, que costuma ser na última quinzena de fevereiro.

Ao mesmo tempo que as mães respiram aliviadas, elas encontram problemas ao adequar às crianças ao batente.

Abaixo, tenho dicas para essas mães:

- Se seu filho estuda pela manhã, comece um mês antes, acordando a criança no horário que ela levantará para ir à aula.

- Converse com os pequenos sobre as vantagens de estudar, por exemplos: conseguir uma boa profissão no futuro, adquirir conhecimentos, conhecer novas pessoas, sair do tédio, treinar a inteligência, etc.

Se toda a vez que chega fevereiro, a angústia e ansiedade tomam conta da sua vida, então aconselho a procurar um profissional de saúde mental.

Luciana do Rocio Mallon

#fevereiro #fevereiro2024 #lucianadorociomallon #lupercalia

 

 

 

 


 

 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Camiseta Best Friend Com Frases Que Se Completam é a Onda Deste Carnaval 2020

Camiseta Best Friend, Com Frases Que Se Completam, é a Onda Deste Carnaval 2020
Como me pediram para eu escrever sobre moda de Carnaval, este é o meu terceiro texto sobre o tema este ano.
A roupa mais pedida, para este Carnaval, foi o short da Anita e a segunda a saia de tule. Agora falarei da terceira que é camiseta estilo “best friend” com frases que se completam, que são aquelas blusas que você usa com sua melhor amiga, onde uma estampa completa a oração da outra. A frase mais procurada é:
“Eu sou a que aconselha” e
“Eu sou a que faz merda”.
Assim, uma amiga veste a primeira frase e a outra colega a segunda.
Segundo a Vesteterapia, terapia através das roupas, as amigas que usam este tipo de peça tendem a fortalecer mais a amizade.
Neste Carnaval, bodies e camisetas estampam orações como as comentadas acima.
Em toda a amizade existe uma amiga que aconselha e outra que ama fazer travessuras mesmo sem querer. Então nada tão pertinente como usar esta dualidade no Carnaval.
Inclusive, roupa semelhante era usada no Carnaval de Veneza do século dezoito, onde duplas usavam, nas roupas, desenhos que se complementavam, no corpo de cada um, como:
- Chave e coração,
- Gato e rato e
- Vaso e flor.
Há uma lenda que diz que o Carnaval separa as pessoas que se amam. Mas, com as roupas acima, ele só aproxima.
Luciana do Rocio Mallon









domingo, 23 de fevereiro de 2020

A Volta da Saia de Tule, Com Seus Significados Místicos e Lendas, No Carnaval de 2020

A Volta da Saia de Tule, Com Seus Significados Místicos e Lendas, No Carnaval de 2020
Como já citei, várias pessoas pediram para que eu voltasse a escrever textos sobre moda nas redes sociais. Nos últimos dias, recebi muitas mensagens pedindo para que eu escrevesse com relação à moda do Carnaval de 2020. Então pesquisei e soube que a fantasia mais procurada foi o short estilo Anitta. Porém o segundo traje mais pedido foi a saia de tule, que tem um significado místico encantador.
Reza a lenda que em 1700, na cidade francesa de Tule, uma fabricante de tecido sonhou com bailarinas e fadas dançando com um tecido transparente com pequenos furinhos. De repente, no meio do balé elas falaram:
- Precisamos dançar com este novo tecido porque ele não deixa que os mosquitos nos piquem. Além disto, este tecido é suave como a nossa dança!
Deste jeito, a moça levantou no meio da noite e com uma força sobrenatural, misturou seda com algodão num caldeirão onde ela usava para rituais sobrenaturais e criou o novo tecido em sua fábrica. Assim batizou o tecido de tule em homenagem a sua cidade. No começo a fabricante e algumas amigas costureiras confeccionaram anáguas, com tule, dizendo às mulheres que o tecido protegia seus corpos contra picadas de mosquitos.
Reza a lenda que em 1832, a bailarina, Marie Taglione, amiga do Rei Luís, teve sua saia de seda danificada por ratos antes de entrar num espetáculo. Então ela resolveu dançar com uma anágua de tule, um pouco acima da canela, no teatro onde representava uma espécie de fada, na verdade, uma sílfide. A peça fez tanto sucesso, que todas as bailarinas passaram a usar a anágua de tule como peça única por cima da cintura.
Em 1880, a bailarina Virginia Zucchi, foi a primeira a vestir uma saia de tule acima do joelho para que o público observasse os movimentos de suas pernas. A partir desta data o balé adotou esta peça com carinho.
Até a rainha Vitória usou o tule em seu vestido de noiva.
Já na década de 1950 com a moda do Rockabilly, o tule foi usado muito nas anáguas das dançarinas que usavam saias, de bolinhas, compridas por cima. Porém ele foi esquecido de 1960 até 2000. Porém, em 2001, a saia de tule passou a ser usada em festas de gala em sua versão mais longa.
Mas, a partir de 2016, surgiram fantasias de unicórnias nos carnavais, onde a peça principal é a saia de tule.
Porém, neste Carnaval de 2020, a saia de tule foi a fantasia mais pedida depois do short da Anitta.
Na Vesteterapia, terapia através das roupas, a saia de tule significa leveza, suavidade e bailado. Reza a lenda que quando uma mulher veste uma peça desta atraí borboletas, fadas e espíritos de bailarinas que já faleceram, mas que pretendem ajudar.
A primeira vez que vesti uma saia de tule senti uma sensação muito boa de leveza e iluminação, que até meu corpo se estremeceu.
Luciana do Rocio Mallon














sábado, 22 de fevereiro de 2020

Short da Anitta é a Fantasia Mais Procurada do Carnaval 2020

Short da Anitta é a Fantasia Mais Procurada do Carnaval 2020
Há vários dias, venho recebendo mensagens como:
“- Onde estão seus posts sobre moda?
- Você não escreve mais sobre roupas?
- Quero menos propaganda e mais moda!”
Bem, atendendo a estes pedidos, farei um comentário sobre roupas aqui:
Há cinco dias mensagens como estas chegaram para mim:
“- Tia Lu, você sabe qual é a fantasia mais procurada de 2020?
- Você tem o short estilo Anitta para vender para este Carnaval?
- Sabe onde encontro short da Anitta, desfiado e com estrelinhas, para vender?”
Bem, ontem, peguei o ônibus e tive o seguinte diálogo com uma amiga:
“- Tia Lu, você viu que o short da Anita é a fantasia mais procurada para este Carnaval?
- Confesso que nem eu que lido com moda sabia disto.
- Mas ao vestir short desta cantora é melhor não pegar o UBER.
- O motorista do aplicativo estava errado ao dizer que assediou a moça por causa do short que ela estava vestindo. Pois ele está realizando um serviço e precisa respeitar a passageira. Sem falar que nem todo chofer de UBER é assediador. Mas confesso que tenho medo de usar o aplicativo com qualquer tipo de roupa.
- Acredito que por causa do incidente o UBER perderá passageiras neste Carnaval. O slogan poderia ser: “ Se usar short da Anitta não pegue o UBER.”
- Mas acho que nem todo o motorista de aplicativo seja um assediador...”
Após este diálogo, conversei com donas de lojas e constatei que o short estilo Anita foi a peça mais vendida para o Carnaval e depois foi a saia de tule.
Luciana do Rocio Mallon


terça-feira, 19 de março de 2019

Rei Momo Alegre X Harpia Momo Virtual do Mal


Rei Momo Alegre X Harpia Momo Virtual do Mal
O Rei Momo desabafou com a Princesa Ace de Leve:
- Estou triste porque outro ser, com o meu mesmo nome, está fazendo sucesso com o mal.
Ela perguntou:
- Como assim?
O moço respondeu:
- Eu sou o rei Momo, um simpático gordinho, que faz sucesso no Carnaval e em outros eventos. Só trago alegria e diversão desde a época do festival de Saturnália da Roma Antiga.
Mas, agora, ninguém se lembra de mim nem no Carnaval.
O problema é que surgiu um outro ser chamado Momo, que é uma harpia magra, com a boca rasgada e os olhos esbugalhados.  Esta personagem é tão maligna que aparece em vídeos infantis, na Internet, para atormentar crianças.
Já, eu, só trago luz e não apareço nem nas pesquisas escolares do Google.
Faça um teste:
Digite a palavra Momo no buscador e veja que só surgirá notícias sobre esta harpia virtual má. Nada de fotos de gordinhos simpáticos, vestidos de rei, como eu.
Mais uma profissão que a tecnologia acabou: Rei Momo.
Luciana do Rocio Mallon



domingo, 24 de fevereiro de 2019

Neste Carnaval, Muita Gente Perdeu a Noção de Humanidade

Neste Carnaval, muita gente perdeu a noção de humanidade. Pois, tem:
- Máscara do Fábio Assunção para debochar dos dependentes químicos.
- Máscara do Nicolas Maduro para debochar dos venezuelanos.
- Máscara do jogador Daniel, que foi assassinado ano passado.
O que aconteceu?

O ser humano perdeu a empatia?
Cadê a compaixão?
Quero mudar de planeta!

Luciana do Rocio Mallon