segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Lenda do Anu do Fandango do Litoral Sul e Sudeste

 

Lenda do Anu do Fandango do Litoral Sul e Sudeste

No século dezoito, os portugueses trouxeram para o Brasil uma dança chamada, Fandango, que tinha sapateados e saias rodadas. No litoral do Paraná e São Paulo, essa dança, além de sua origem portuguesa também absorveu a influência de outras etnias como: negra, indígena e cigana. Assim recebeu o apelido de Fandango Caiçara.

Reza a lenda que naquela época, no litoral, havia uma viúva rabugenta, toda vestida de preto, que não gostava de alegria. Ela sempre usava leque escuro e xale preto.

Toda a vez que tinha festa com Fandango, perto da sua casa de praia, a viúva xingava as pessoas e chamava a polícia, que compreendia a situação e não prendia ninguém.

Um dia, no meio de uma comemoração dessas, a viúva foi até a roda de Fandango e gritou:

- Se vocês não pararem com essa algazarra agora, virarei um pássaro de mau agouro!

Naquele mesmo instante a mulher desmaiou e virou uma ave escura chamada anu.

No dia seguinte, no meio da Dança, um anu apareceu e tentou prejudicar o evento tentando bicar os dançarinos. Porém, naquela mesma hora, os violeiros se inspiraram na situação e começaram a cantar:

“- Anu, você já foi viúva, uma bela uva, agora vá embora e me deixe dançar agora.”

Assim o pássaro intrometido bateu asas e se afastou.

A partir daquele dia, surgiu a lenda que se os violeiros começam a cantar músicas que falam sobre o anu, ele sossega e vai embora.

Também dizem até hoje que, no Litoral, se um anu cantar na porta de alguma família é sinal de que alguém morrerá, na mesma semana, naquela casa. Pois esse pássaro acompanha as almas, do Litoral, até o além.

Luciana do Rocio Mallon

#anu

#fandango

 

 

 

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