quinta-feira, 9 de julho de 2026

Homenagem Para Bonnie Tyler

 

Homenagem Para Bonnie Tyler

No dia 8 de julho de 2026, faleceu Bonnie Tyler, uma cantora talentosa dos anos 80, que foi um exemplo de vida porque passou por cirurgia nas cordas vocais e mesmo assim não desistiu de cantar. Aliás seu timbre rouco virou sua marca registrada.

Tenho histórias curiosas com as músicas dela.

Em 1983, com 9 anos de idade, eu ouvi no rádio do ônibus da escola o seguinte refrão:

“- Total Eclipse of The Heart!”

Então cheguei à sala de aula e perguntei:

- Professora o que significa eclipse em Inglês?

- Seriam clipes, aqueles arames de segurar papel?

Ela respondeu:

- É o mesmo que em Português, eclipse, que é quando o Sol tapa a Lua ou a Lua tapa o Sol, daí pode surgir escuridão.

Naquele mesmo instante, fique com um pouco de medo.

No dia seguinte, comecei a escutar a seguinte letra de música no rádio do ônibus escolar:

“- Turn around

Every now and then, I get a little bit lonely and
you're never coming round
Turn around
Every now and then, I get a little bit tired of
listening to the sound of my tears
Turn around…”

Naquele instante tive a impressão de que eram duas pessoas cantando num tom fantasmagórico e comecei a ficar com medo. Pois só depois que chegou o refrão notei que a canção era Total Eclipse of The Heart.

Confesso, que na minha infância, cheguei a ter pesadelos com essa música, como se um fantasma estivesse chamando outro através da canção.

Mas quando fiz 12 anos de idade, tive acesso a um rádio e descobri um programa que lia poemas dos ouvintes e traduzia músicas. Numa noite, liguei nessa estação e escutei a tradução de Total Eclipse of The Heart. Assim descobri que se tratava de uma música de amor cantada pela cantora Bonnie Tyler. Também descobri que a voz masculina, nessa canção com ela, é a do cantor Rory Dodd que cantava as palavras, turn around, que me causavam medo e pesadelo quando eu era criança. Depois, no mesmo programa de rádio, o locutor traduziu outras músicas da cantora. Então a minha canção preferida dela passou a ser Its a Heartache.

E você, leitor?

Qual é a sua música preferida da Bonnie Tyler?

Luciana do Rocio Mallon

#bonnietyler

 

terça-feira, 7 de julho de 2026

Lendas dos Santos das Festas Juninas e o Brasil na Copa do Mundo de 2026

 

Lendas dos Santos das Festas Juninas e o Brasil na Copa do Mundo de 2026

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon sou escritora e pesquisadora de lendas. Nos últimos dias, recebi mensagens como:

- Existe alguma Lenda de Copa do Mundo de 2026 envolvendo o Brasil?

- Por favor, poderia contar aquela lenda que envolve a Copa do Mundo e as Festas Juninas?

Minhas respostas estão abaixo:

- Sim, tem uma lenda que envolve Festa Junina e Copa do Mundo que está dando o que falar:

Pois todos sabem que os brasileiros comemoram em junho, os seguintes santos: Santo Antônio, São João e São Pedro.

Segundo vários místicos, por causa disso um portal de proteção se abre no País e diz a lenda que se o Brasil competir num dia que seja de algum santo de junho, ele tem grande chance de se dar bem. Aliás, comprovamos isso, através da tabela abaixo:

- 13 de Junho, Dia de Santo Antônio: Brasil jogou contra Marrocos e teve empate.

- 24 de Junho, Dia de São João: Brasil jogou contra a Escócia e ganhou.

 - 29 de Junho, Dia de São Pedro: Brasil jogou contra o Japão e ganhou.

- 5 de julho, onde não há festa tradicional de santo nesse dia em nosso país: Brasil jogou contra a Noruega e perdeu.

Você também acredita nesse portal de proteção, dos santos juninos, que se abre em junho?

Luciana do Rocio Mallon

#lendasurbanas

#lendas

#lendasdacopa

 

Homenagem Para Benedito Ruy Barbosa

 

Homenagem Para Benedito Ruy Barbosa

 

Benedito Ruy Barbosa faleceu, hoje,7 de julho de 2026. Mas fica eternizado em suas novelas.

Esse escritor tem uma obra valiosa devido a sua ligação com o ambiente rural, capaz de abordar questões econômicas e sociais principalmente ligadas a esse ambiente.

O seu jeito de compartilhar as vidas dos personagens das fazendas com seus espíritos, anseios e culturas transforma suas obras em algo único e valioso.

Assim, seus principais personagens usam o vocabulário linguístico dos trabalhadores rurais sem preconceito.

Esse escritor trouxe personagens do ambiente rural que muitas vezes eram esquecidos nas novelas ou tratados com estereótipos.

Desse jeito ele deu voz às pessoas que trabalham no campo tornando as características dos seus personagens semelhantes à realidade.

O autor também mostrou as belezas naturais do interior sem fantasias e sem o romantismo exagerado.

Ele tirou a visão que muitos autores tinham de um ambiente rural romantizado, fofinho e sem conflitos.

Pois esse escritor colocou personagens reais, que vivem em conflitos como: os sem-terra, os jagunços, os peões explorados, os garimpeiros gananciosos e até mesmo animais com sentimentos.

A partir de 2004, muitos autores passaram a colocar em suas novelas, personagens rurais sem estereótipos e mais perto da realidade graças ao exemplo de Benedito Ruy Barbosa

Por exemplo: a novela, América, escrita por Glória Perez seguiu o excelente exemplo de Benedito Ruy Barbosa na hora de descrever os anseios com os sonhos dos peões e o ambiente rural brasileiro.

Geralmente, os fazendeiros ricos representados nas obras de Benedito Ruy Barbosa conseguiram as suas riquezas através de luta e suor.

Além disso, eles podiam até ter amantes, mas valorizavam a família e possuíam uma ligação com a terra que era sagrada, quase sobrenatural.

Então esse fato retira a imagem do rico preguiçoso, mau e ruim que, normalmente, existe nas novelas brasileiras que chegam a apelar para o maniqueísmo e o lugar-comum. Isso, realmente, é uma outra visão artística. Pois é fácil montar um personagem rico que seja mau. Mas difícil é fazer um personagem rico que conseguiu tudo com suor, luta e ainda tem dignidade moral.

Na parte artística também temos a valorização do trabalhador rural.

Portanto, existe a valorização da pecuária e da agricultura em suas obras. Benedito Ruy Barbosa também mostrou as contradições que existem entre o campo e a cidade, com alguns personagens que só conseguiam se adaptar em um desses ambientes.

Aliás, esse autor conseguiu trazer personagens inesquecíveis que se tornaram verdadeiros arquétipos nos corações brasileiros como: a mulher-onça Juma, a meretriz Jagutinga, o rei do gado Bruno, a sem-terra bonita Luana, etc. Sem falar que Benedito Ruy Barbosa passou por várias emissoras, o que agrega excelente valor artístico para um autor.

Acima de tudo, valorizar a cultura popular e o regionalismo é de extrema importância. Pois o Brasil é grande e todo o brasileiro tem o direito de conhecer as tradições de cada região do país mesmo que ele não tenha dinheiro para viajar.

A Literatura e a televisão podem suprir essa necessidade do nosso povo se forem bem empregadas.

Dessa maneira é isso que Benedito Barbosa faz. Aliás, cada região tem suas lendas, suas danças e seus vocabulários regionais.

A disseminação da cultura popular é a principal arma para que o Brasil não se torne um país separatista. Pois a partir do momento em que você admira a cultura de outra região, do seu país, o seu cérebro percebe que separatismo é uma forma de violência e que a união faz a força.

Na novela, Renascer, vemos a dança do Bumba-Meu-Boi. Já, em Pantanal, temos a lenda da mulher que vira onça, que antes da novela era desconhecida por grande parte do Brasil. Tudo isso é de muito valor.

Benedito Ruy Barbosa para mim, como roteirista, significa um autor que revolucionou as novelas brasileiras. Pois ele retratou o interior do Brasil para os brasileiros com personagens rurais sem estereótipos e perto da realidade.

Aliás esse escritor fugiu do maniqueísmo e do lugar-comum, atitude que é importante para qualquer roteirista que deseja ser criativo.

O autor também trouxe o Folclore que muitas vezes estava enterrado nas memórias dos nossos antepassados e que é essencial para a identidade brasileira.

Ele valorizou o vocabulário regional do interior permitindo que outras pessoas tivessem acesso a isso. Pois só compreendemos o nosso país quando descobrimos as tradições, a lendas e as linguagens usadas em cada uma de suas regiões.

Luciana do Rocio Mallon

 

sábado, 4 de julho de 2026

Lenda da Poncan Mágica do Paraná

 

Lenda da Poncan Mágica do Paraná

Reza a lenda que na época em que Curitiba se chamava, Vila Nossa Senhora da Luz, a embarcação de uma princesa asiática naufragou no Litoral do Paraná. Assim essa jovem nadou até a praia, onde foi resgatada por uma idosa que iria de carroça, entregar encomendas, até a Vila Nossa Senhora da Luz. Mas quando elas estavam perto do destino, a princesa adormeceu e quando acordou, a idosa tinha desparecido. Dessa forma, a asiática percebeu que estava no meio de uma floresta. Então um indígena tindiquera olhou a moça, se aproximou dela e os dois se apaixonaram.

Quando o jovem cacique levou sua amada à aldeia, seu pai reprovou o relacionamento e eles foram expulsos do local. Assim voltaram para a floresta onde foram atacados e mortos por uma tribo inimiga. Desse jeito o corpo do cacique foi encontrado e enterrado pelo pajé, da sua aldeia, que colocou uma muda de pessegueiro em cima do falecido. A oriental também foi enterrada e em cima do seu corpo foi colocada uma muda de tangerina que o pajé encontrou no bolso da roupa da própria moça. O tempo passou, as árvores cresceram, lado a lado e suas sementes se misturaram. Reza a lenda que da mistura das duas árvores nasceu um pé de poncan, que simboliza o amor eterno entre o cacique e a princesa oriental. Reza a lenda que se um casal dançar debaixo de uma árvore de poncan seu amor será eterno. Aliás, a palavra poncan significa tangerina mágica do amor em algumas línguas antigas. Também existe a Dança da Poncan onde as bailarinas se vestem com roupas da cor da fruta e dançam ao lado das árvores colendo poncans.

Luciana do Rocio Mallon

#lendadaponkan

#lendadaponcan


 

 


sexta-feira, 3 de julho de 2026

Descubra Como Eram as Roupas das Bailarinas das Danças da Curitiba de Antigamente – Desde Quando Se Chamava Vila Nossa Senhora da Luz até o Século XIX

 

Descubra Como Eram as Roupas das Bailarinas das Danças da Curitiba de Antigamente – Desde Quando Se Chamava Vila Nossa Senhora da Luz até o Século XIX

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou escritora e folclorista. Então pesquiso sobre as Danças de Curitiba de Antigamente – desde quando se chamava Vila Nossa Senhora da Luz até o século XIX.

Assim descobri que existiam vários tipos de Danças como: Dança da Colheita do Pinhão, Dança da Quirera, Dança das Lavadeiras do Rio Atuba, Dança das Leiteiras do Bacacheri, etc.

Mas a pergunta que chegou até a mim foi:

- Como eram as roupas das bailarinas das Danças da Curitiba de antigamente?

Minha resposta está abaixo:

- Segundo os folcloristas Pedro de Oliveira e Regina Célia Bostulim, essas bailarinas vestiam:

- Saias compridas, rodadas com anáguas e ceroulas embaixo: naquela época as mulheres vestiam, de forma obrigatória, saias longas que não marcassem o corpo. Inclusive elas poderiam ser condenadas na Justiça se usassem saias consideradas curtas e coladas. Essas dançarinas executavam lindos passos quando giravam com saias compridas. Porém, naquele tempo, era importante ter, pelo menos, uma anágua debaixo da saia longa para evitar problemas com a moral e a Justiça como já foi citado acima. Aliás, embaixo da anágua, a ceroula era obrigatória porque naquela época não existiam calcinhas curtas como hoje. Além disso, as ceroulas protegiam as pernas do frio tão típico de Curitiba.

- Blusas estilos Gipsy ou Boho Chic: essas eram as blusas usadas na época, algumas vinham com mangas bufantes estilos princesa ou ciganinha.

- Cinturão Com Cordas ou aventais: o cinturão com cordas era visto como o espartilho externo das mulheres de classes mais humildes como eram os casos das: lavadeiras, leiteiras e camponesas, que foram praticamente as criadoras dessas danças. Algumas, ao invés de cinturão com cordas, preferiam usar aventais na parte da frente do corpo.

- Sapato estilo boneca ou bota curta estilo rural: como os sapateados eram muito comuns nessas danças, as dançarinas costumavam usar sapato estilo boneca com salto baixo junto com a fivela, na frente, para o calçado não escapar do pé ou bota curta com salto pequeno para fazer percussão, com batidas, no chão de madeira.

- Sentiu vontade de vestir um traje assim e dançar?

Então, dance!

Pois, agora é só você vestir o figurino acima, assistir as minhas aulas virtuais gratuitas e se juntar ao meu grupo, das Danças de Curitiba de Antigamente, para dançar em eventos na cidade de Curitiba.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#folclore

#flocloredecuritiba

 

 


quinta-feira, 2 de julho de 2026

Preciso de Gente Para Montar um Grupo de Dança de Curitiba de Antigamente

 

Preciso de Gente Para Montar um Grupo de Dança de Curitiba de Antigamente

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon sou folclorista e focalizadora de Danças, no momento estou montando um grupo com Danças de Curitiba de Antigamente, desde Curitiba se chamava Vila Nossa Senhora da Luz até o Século XIX.

Então preciso de pessoas que gostariam de aprender e apresentar essas danças de forma gratuita.

A princípio as aulas serão virtuais, com materiais gravados nas redes sociais mais populares.

Se houver necessidade de aulas presenciais, consegui um corredor numa escola de Inglês, no Centro de Curitiba, para os ensaios.

A única exigência é que os interessados morem em Curitiba.

Luciana do Rocio Mallon

 

 


sábado, 27 de junho de 2026

O Significado do Movimento Naked Nails, Unhas Sem Esmalte na Vesteterapia

 

O Significado do Movimento Naked Nails, Unhas Sem Esmalte na Vesteterapia

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou especialista em Vesteterapia, estudo da personalidade através das roupas e da estética em geral.

Hoje recebi as seguintes perguntas:

- Por que as famosas não estão pintando mais as unhas e nem fazendo cutículas?

- O que é o movimento Naked Nails?

Minhas repostas abaixo:

O movimento Naked Nails é a tendência de não pintar as unhas e nem tirar cutículas muito profundamente, no máximo a mulher passa base ou vitamina fortalecedora nas unhas.

A tendência começou no final do ano passado, onde várias artistas famosas compareceram sem esmaltes nas unhas e sem fazer as cutículas.

Na Vesteterapia, a mulher que não pinta as unhas e não faz as cutículas é vista como prática, livre, comprometida profissionalmente, que não liga para a opinião dos outros e que se preocupa com a saúde. Pois já foi comprovado cientificamente que não tirar as cutículas protege as unhas e tira-las pode causar problemas. Sem falar que alguns esmaltes podem ter itens nocivos.

O movimento, Naked Nails, também é uma reação aos exageros às unhas em gel e às unhas pontiagudas, que não são nada práticas e exigem manutenções constantes.

Se nas décadas anteriores, ter unhas pintadas, grandes e com cutículas retiradas profundamente eram símbolos de glamour, hoje, não pintar as unhas e não tirar as cutículas é símbolo de empoderamento. Aliás, a mulher de 2026 tem coisas mais importantes para se preocupar do que pintar as unhas.

Luciana do Rocio Mallon

#vesteterapia

#nakednails

 

 


terça-feira, 23 de junho de 2026

A Lenda de Belize da Música La Isla Bonita de Madonna

 

A Lenda de Belize da Música La Isla Bonita de Madonna

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon e sou pesquisadora de lendas.

Desde 1988, as pessoas me perguntam:

- Onde é a “La Isla Bonita” da Música da Madonna?

- Qual é a lenda da música, “La Isla Bonita” da rainha do Pop?

- Onde fica a cidade chamada, San Pedro, da música?

Minha resposta abaixo:

Em 2009 conheci dona Consuelo, de 97 anos, que morou na cidade chamada, San Pedro, numa Ilha de Belize e ela contou uma lenda que provavelmente inspirou os produtores e os músicos da canção famosa.

Belize é um pequeno país que fica na América Central. Já a cidade de San Pedro fica parte Sul da Ilha de Amberguirs nesse mesmo país.

Segundo, dona Consuelo, nesse local existia uma cigana chamada Belize, que dançava Flamenco, curava doentes e salvava pessoas do afogamento porque ela era excelente nadadora. O problema é que um homem poderoso do local se apaixonou por essa moça, mas ela sempre dizia:

- Cigana só pode casar com cigano.

Então um dia esse homem se enfureceu e planejou algo ruim: ele deu bebida batizada para a jovem, que bebeu, desmaiou, depois foi amarrada com pedras e jogada ao mar.

No dia seguinte, várias pessoas deram falta da moça.

Porém, dias depois, ela passou a ser vista, entrando ao mar, à luz da Lua.

Meses depois, uma menina estava se afogando no mar. De repente, surgiu uma dama com trajes de Flamenco, que salvou a pequena e levou a criança até a areia. Depois da sua boa ação, a jovem entrou no mar e desapareceu misteriosamente.

A partir daquele dia, toda a vez que alguém estava prestes a se afogar, uma moça com roupas de Dança Flamenca surgia, de dentro do mar e salvava a pessoa. Dizem que isso acontece até hoje e que a salvadora seria Belize.

Luciana do Rocio Mallon

#laislabonita

 

 

domingo, 21 de junho de 2026

A Dança Chamada Curitibano e os Poetas de Improviso

 A Dança Chamada Curitibano e os Poetas de Improviso

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon sou folclorista e poeta de improviso.

Você sabia que Curitiba já teve uma Dança circular onde um poeta de improviso, ficava no meio da roda, fazendo versos, na hora, com as palavras que o público pedia?

Sim, o nome dessa dança era Curitibano. Mas, como para mim, essa dança ainda está viva, usarei na minha descrição o tempo no presente.

Enquanto os bailarinos sapateiam, giram suas saias rodadas no caso das mulheres ou capas esvoaçantes no caso dos homens, o poeta vai fazendo versos de improviso, no meio, de acordo com a sugestão do público. Também pode acontecer o desafio das rimas, quando mais de um poeta entra no meio da roda, assim o público vai pedindo palavras para eles rimarem e quem não souber rimar sai da roda. Mas vence quem rimar tudo e for eleito o melhor rimador pelo público.

O problema é que muita gente confunde a Dança Curitibano com o Fandango Caiçara, mas as diferenças são nítidas, como estão abaixo:

- Na Dança Curitibano, as pessoas podem dançar, em fila circular na roda, sem a necessidade de par. Já no Fandango Caiçara, o bailado é de par e geralmente num espaço circular.

- Na Dança Curitibano, a dama pode sapatear. Já, no Fandango Caiçara, quem sapateia é o homem, pois a mulher só balança a saia.

- A Dança Curitibano, quando é feita em grupo, é obrigatório ter um poeta que faça versos de improviso ou declamação de poemas.

Infelizmente, no século vinte com a urbanização, a Dança Curitibano foi uma tradição que se perdeu com o tempo. Mas que pretendo resgatar através de pesquisas.

Essa pesquisa foi baseada em entrevistas com: professores de História, pessoas do povo como várias idosas, que na época da pesquisa, tinham mais de 80 anos de idade e também através de materiais de época.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#dançacuritibano

 

 

 

 

sábado, 20 de junho de 2026

Misantropia X Defesa Civil

 

Eu: - Você também recebeu um alerta de Misantropia?

Amigo: - Não conheço a rainha da beleza desse lugar chamado Tropia.

Luciana do Rocio Mallon

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Descubra a Frase Que Indica um Possível Agressor de Idosos

 

Descubra a Frase Que Indica um Possível Agressor de Idosos

Estamos no Junho Violeta, mês de combate à violência contra idosos.

Então como eu escrevo sobre o assunto e participei de livros sobre Envelhescência, recebi a seguinte pergunta de seguidores:

“- Tem alguma frase que identifica um provável agressor de idosos?”

Minha resposta abaixo:

- Para responder a essa pergunta entrevistei psicólogas e trabalhadoras da área de segurança. Assim elas me revelaram que existe uma frase, que todo os agressor de envelhescentes costuma dizer para se defender. Aliás, vou até camuflar a frase para que meu texto não seja barrado na Internet. A frase que identifica um possível agressor de idosos é:

“- Can4lh4s também envelhecem.”

Assim sabemos que existem anciãos de todas as índoles porque nem todos foram ou são bons. Porém é evidente que um idoso se torna frágil, com a idade, independente da sua personalidade. Também temos consciência que alguns envelhescentes foram narcisistas com parentes no passado, mas isso não justifica a violência. Por exemplo: uma pessoa que foi criada por um adulto narcisista e que depois de anos esse mesmo adulto envelhece com pouca saúde. Nesse caso, a vítima pode colocar outra pessoa como cuidadora do idoso, para evitar constrangimentos, já que a lei permite isso. Então não há como justificar a violência contra idosos.

A psicóloga, Cida Silva, afirma:

“- Os agressores de idosos dizem muito a frase: “Can4lh4s também envelhecem”, sempre quando tentam justificar alguma violência que pode ser física, financeira ou moral. Mas esse tipo de violência não tem justificativa. Portanto, os agressores precisam de terapia urgente.”

Então, tomem cuidado com quem usa a frase: “Can4lh4s também envelhecem.”

Luciana do Rocio Mallon

 

 

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Saiba a Razão Pela Qual a Cor Violeta Foi Escolhida Para Representar o Mês do Combate à Violência Contra o Idoso

 

Saiba a Razão Pela Qual a Cor Violeta Foi Escolhida Para Representar o Mês do Combate à Violência Contra o Idoso

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou professora de Literatura, Folclore e História. Hoje falarei sobre uma curiosidade:

O Junho Violeta, mês de conscientização da violência contra os idosos, surgiu em 2006 por sugestão da Organização das Nações Unidas.

Mas a escolha da cor violeta tem uma explicação histórica que quase ninguém conhece.

Para os antigos celtas a cor violeta representava a sabedoria dos antepassados. Então quando alguém completa 60 anos de idade, se fosse homem ganhava um chapéu violeta e se fosse mulher ganhava um lenço de cabelo violeta.

Pois numa sociedade onde a maioria vivia só até os 30 anos, chegar aos 60 anos era considerado algo divino. Então as pessoas eram obrigadas a praticar a tolerância com os idosos. Aliás, a partir do momento em que os envelhecentes colocavam o chapéu violeta, passavam a não ligar mais para os julgamentos da sociedade.

A escritora, Erma Bombeck, tem uma crônica chamada, Coloque o Chapéu Violeta, onde convida os idosos a se libertarem de certas amarras da sociedade. Já os poetas, Mário Quintana e Carlos Drummond de Andrade têm textos com temáticas semelhantes.

Para deixar o Junho Violeta mais interessante, indico o livro, Plenitude na Envelhescência, que você pode adquirir com Corina Ramos.

https://www.youtube.com/watch?v=MyzTL59UTpI

 

Luciana do Rocio Mallon

#junhovioleta

#violeta

 

 

sábado, 13 de junho de 2026

Rascunho de Projeto Cultural

 

Projeto Cultural do Curso

Introdução:

Nome do Projeto:

Oficina de Danças da Curitiba de Antigamente, Desde Quando Se Chamava Vila de Nossa Senhora da Luz Até o Século Dezenove.

O projeto é constituído de aulas de Danças, que surgiram em Curitiba, mas desapareceram com o tempo.

As aulas são para pessoas moradoras na capital do Paraná ou Região Metropolitana.

Essa oficina é interessante a todos que gostam de Cultura, mas o principal público-alvo é formado por: professores, estudantes, folcloristas e artistas.

As aulas serão ministradas em locais relacionados à Cultura como: escolas, universidades, bibliotecas, Ruas da Cidadania, centros culturais, ginásios de esportes, etc.

1 – Identificação do Projeto Cultural:

Folclore, Dança, História, Literatura e Comunicação.

 – Título do Projeto Cultural:

Oficina de Danças da Curitiba de Antigamente, Desde Quando Se Chamava Vila de Nossa Senhora da Luz Até o Século Dezenove.

 – Categoria:

Dança.

2 – Currículo do Proponente:

Nome: Luciana do Rocio Mallon

Localização: Curitiba – PR.

Whats: 41996512567

Formação: Letras Português com Espanhol pela UFPR, Magistério pelo Colégio São José e Hospitalidade pelo CEP.

Cursos Complementares: Informática Básica em diversas instituições; Técnicas de Vendas pelo SENAC; Auxiliar de Escritório pelo SENAC; Telemarketing pelo SENAC; Inglês Básico em vários lugares; Nova Reforma Ortográfica pelo SENAC; Flamenco pelo SESC; Dança Cigana Artística em Carmen Romero Dança Flamenca; Salsa Lady / Zumba com Rose; Folclore Paranaense com Regina Bostulim; Fandando Caiçara com Dona Mide, etc.

Atividades Artísticas: folclorista, repentista, escritora, bailarina, coreógrafa, blogueira e redatora.

Experiências profissionais: vendedora, balconista, redatora, influenciadora com Marketing Digital, focalizadora de Vesteterapia – Terapia Através das Roupas, professora de Dança, Redação e Literatura.

Tenho um blog e uma página no Facebook onde falo de diversos assuntos, como: Literatura, Moda e Variedades. Posso escrever uma crônica publicitária ou uma resenha, sem cobrar nada, com seus produtos, caso me enviem gratuitamente. Já fiz resenhas e textos para as empresas: Revista A Empreendedora, Portal das Manas, Eliel – Marido de Aluguel – Montagem de Móveis / Consertos, Indian Lipo, Cosméticos Curitiba, Centro Cultural Gabriela Valentina, Embelezze, Decor Arte – Decorações Para Jardins, Salão de Beleza Vívani Spa,Dialogue Method, Cogumelos Hopen, Redux Regatas Modeladoras, Barraquinha de Cachorro-Quente do Admilson, Guihost, Touro Bandido Emagrecedor, Revista Bonijuris, Sucos Orenji, entre outras.

 Também escrevo redações sobre qualquer assunto e causos de Literatura Fantástica que são lendas e contos de fantasias. Resgato lendas passadas de geração em geração e também trabalho com causos misteriosos atuais com uma pitada de fantasia.

Lojas onde trabalhei como balconista e vendedora interna:

- Centerfones;

- Esa Básica Magazine;

- Marisa;

- Casa Dois Irmãos;

- Mundo da Moda e

- Primeira Linha.

Livros:

Sou autora dos livros Lendas Curitibanas 1 no ano de 2013 com 20 contos e Lendas Curitibanas 2 no ano de 2019 com 40 contos. As duas obras falam de causos misteriosos da capital Paranaense e personagens fantásticos como: Gato Kiko, A Loira Fantasma, A Noiva do Belvedere, O Cavalo Babão, A Bailarina da Casa Hoffman, O Índio Tindiquera, etc.

Porém escrevo lendas do mundo inteiro nos blogs:

https://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=lupoetisa

http://lulendasepoesias.blogspot.com/

Também publiquei três contos de Fantasia na antologia, As Herdeiras de Lilith, organizada por Marilena Wolf de Mello Braga, em 2014. Lá há meus contos: Lenda da Cigana Malaguenha Salerosa, Lenda da Cigana Sheilla e Lenda de Monica Granuzo.

http://www.institutomemoria.com.br/detalhes.asp?id=239

Além disto, participei da antologia Lendas e Contos Populares do Paraná, em 2005, com os textos Lenda da Loira Fantasma e Lenda da Grávida da Praça da Ucrânia:

https://docplayer.com.br/211821-Lendas-e-contos-populares-do-parana.html

Também ganhei o Prêmio SESC de Literatura Infantil em 2017 e participei da antologia, do mesmo concurso, com o conto O Dia Em Que as Lendas do Paraná Foram Sequestradas:

https://issuu.com/sescpr/docs/coletanea_de_contos_infantis_sesc

Participações em Outras Antologias:

Poetas de Curitiba – 2001- Poema: A Chuva de Curitiba.

Ossos do Ofício - 2014 – O Dia Em Que Vesti uma Camiseta do Che Guevara - Humor;

Túnel do Tempo – Crônicas Curitibanas- Ano: 2014. Conto: O Dia Em Que Dancei uma Valsa Com Gilda – Drama.

Outros Prêmios: Concurso de Poesia do Colégio Expert em 2004 – Texto Premiado: Segredos da Alma de uma Poetisa.

Informações Complementares:

Também fui professora presencial de Redação e Dança, de ritmos variados, no Centro Cultural Gabriela Valentina desde janeiro de 2018 até novembro de 2022.

Vídeos com Danças e Declamações:

https://www.youtube.com/channel/UCiQyNpuhF4_RzTSTG6SbU6A

Entrevistas Para a Mídia:

Rede Globo:

http://gshow.globo.com/RPC/Estudio-C/noticia/2016/11/fantasmas-solta-estudio-c-mostra-fenomenos-de-arrepiar.html

Caça – Fantasma:

https://www.youtube.com/watch?v=SVRNVGLcH5w

Transamérica:

https://www.youtube.com/watch?v=Kapnrx2kc_k

Rede Mercosul:

https://www.youtube.com/watch?v=leN5bhJErFM

Tribuna:

https://www.youtube.com/watch?v=e4_qSNfJKU8

Instagram:

https://www.instagram.com/lucianamallon/

Entre 2022 até 2024 teve um programa de lives virtuais, pelo Facebook da rádio web, Amor e Vida, chamado Cultura Com Luciana do Rocio:

https://www.facebook.com/amorevidaradio

Contato:

Whats: 41996512567

 

3 . Portfólio do Proponente

http://lulendasepoesias.blogspot.com/

 

4. Mincurrículo da Equipe Técnica:

Luciana do Rocio Mallon: professora, folclorista, escritora, contadora de histórias e focalizadora de Danças.

 

5. Resumo do Projeto Cultural:

Projeto: Oficina de Danças da Curitiba de Antigamente, Desde Quando Se Chamava Vila de Nossa Senhora da Luz Até o Século Dezenove.

Objetivo: mostrar para a população que Curitiba já teve suas danças tradicionais. Além disso, as pessoas terão oportunidade de aprender os passos, com os acessórios adequados, para praticar essas danças em suas comunidades.

A focalizadora irá a locais como: bibliotecas, teatros, centros culturais, praças, escolas e universidades para ensinar a população sobre as Danças da Curitiba de Antigamente.

6. Objetivos:

- Mostrar para a população que Curitiba já teve suas danças tradicionais, que se perderam com o tempo, mas que ainda podem ser resgatadas.

- Estimular a criatividade.

- Valorizar as danças dos antepassados dos curitibanos.

- Não deixar que danças, de Curitiba de antigamente, se percam com o tempo.

6. Específicos:

Através da História da cidade, gestos e acessórios específicos, a focalizadora ensinará como se baila as danças da Curitiba de antigamente.

7. Ações:

Pré-Produção:

Produção:

Pós-Produção:

8. Justificativa, Impactos e Atendimento às Metas do Plano Municipal de Cultura:

Muitas pessoas dizem que Curitiba não têm danças típicas. Mas isso é uma mentira. Pois historiadores e folcloristas pesquisaram sobre o assunto e comprovaram que a capital do Paraná, teve danças que nasceram aqui, como:

- Curitibano.

- Dança das Lavadeiras do Rio Atuba.

- Dança da Colheita do Pinhão.

- Dança da Quirera.

- Dança das Leiteiras do Bacacheri.

- Danças das Esposas dos Tropeiros.

9 – Metodologia:

A focalizadora dará aulas expositivas falando sobre a História e os acessórios de cada Dança. Também terá a parte prática com dinâmicas de grupos, como danças e rodas em equipes.

10 – Público-alvo:

Pessoas moradoras da cidade de Curitiba, que tenham interesse por Folclore e Danças típicas que desapareceram, de cinco anos de idade em diante.

11 – Locais de Realização do Projeto Cultural:

Teatros, ginásios de esporte, academias, centros culturais, bibliotecas, escolas, praças e Ruas da Cidadania.

12 – Capacidade de Promover Acessibilidade:

Os locais escolhidos possuem rampas para cadeirantes, lugares reservados para idosos e gestantes. Também terá uma tradutora de libras. Além disso, os acessórios para as danças serão emprestados para as pessoas.

13 – Contrapartida Social:

Resgatar parte do Folclore de Curitiba que desapareceu com o tempo. Pois isso faz com que os moradores se sintam valorizados como parte importante da comunidade. Pois já foi comprovado que em locais onde há aulas culturais, a violência diminui.

14 – Divulgação / Marketing do Projeto Cutural:

A propaganda da Oficina de Danças da Curitiba de Antigamente - Desde Quando Se Chamava Vila de Nossa Senhora da Luz Até o Século Dezenove, será divulgada na Internet e através de cartazes em lugares físicos como: teatros, academias, centros culturais, Ruas da Cidadanias, escolas, universidades, bibliotecas e postos de saúde, pois dançar faz bem ao corpo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 7 de junho de 2026

Moda Inverno 2026 e a Vesteterapia

 

Moda Inverno 2026 e a Vesteterapia

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou escritora e especialista em Vesteterapia, estudo da personalidade através das roupas.

Ontem recebi a seguinte pergunta:

- Quais são as peças da Moda Inverno 2026 e os significados delas na Vesteterapia?

Minhas respostas estão abaixo:

1 - Teddy Coats Com Superfícies Felpudas: na Vesteterapia, os casacos felpudos, do lado externo, dão uma sensação de fofura, ternura e acolhimento porque lembram ursos de pelúcia. A pessoa que escolhe essa peça tem empatia, candura, gentileza e está disponível para ajudar o próximo.

2 - Blazers Estilo Terninhos Compridos e Largos: está na moda escolher blazers, com duas numerações a mais que a sua, porém eles precisam ser longos quase virando sobretudos. Para a Vesteterapia, quem veste esse tipo de roupa é uma pessoa determinada, segura, insistente, desafiadora, teimosa, com personalidade forte e que corre atrás dos seus sonhos.

3 - Macacão Comprido Com Blusa Quente Por Baixo: a mulher que se veste assim é prática, inteligente e consegue chamar a atenção sem querer.

4 - Jaquetas Com Muito Volume: para a Vesteterapia, a pessoa que se veste assim sabe manter segredos, se resguardar e consegue ocupar os espaços que conquista, por isso merece confiança.

Luciana do Rocio Mallon

#Vesteterapia

#ModaInverno2026

#Moda2026


quinta-feira, 4 de junho de 2026

Caminho da Roça nas Festas Juninas

 

Caminho da Roça nas Festas Juninas

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou escritora, professora de Literatura, Folclore e Dança.

Então, nesse começo de junho, recebi as seguintes perguntas:

- Como surgiu o Caminho da Roça nas Festas Juninas?

- Caminho da Roça é uma Dança Junina?

- Quem colocou ao famoso Caminho da Roça nas Festas Juninas?

Minhas resposta estão abaixo:

- Essas questões levantam muitas polêmicas porque para muitos especialistas o, Caminho da Roça, é um passo no meio da quadrilha e para outros é uma Dança Junina com vivência histórica.

Para ter uma visão geral é preciso estudar a História das Festas Juninas, que comentarei abaixo.

Na Idade Antiga, na Europa, muitas civilizações eram politeístas e adoravam deuses. Então as festas de junho eram para saudar o solstício de Verão, pedir boas colheitas aos deuses e homenagear os trabalhadores do campo. Mas, durante a Idade Média, com a expansão da Igreja Católica houve um trabalho dos religiosos para acabarem com os rituais pagãos. Assim a Igreja Católica retirou a celebração do solstício de Verão que pedia boas colheitas aos deuses e colocou as Festas Juninas em homenagem aos santos: São João, Santo Antônio, São Pedro e São Paulo. Porém as homenagens aos camponeses, nessas comemorações, permaneceram.

Na época do descobrimento do Brasil, portugueses vieram até nosso país, trouxeram seus costumes que se misturaram com as tradições dos indígenas, que já estavam aqui e dos afrodescendentes que vieram da África.

Já, no século dezenove, passou a ser comum europeus e os próprios brasileiros miscigenados comprarem terras no Brasil, mas com suas casas um tanto distantes das suas propriedades rurais onde trabalhavam ou tinham roças próprias. Assim com o objetivo de proteção, eles caminhavam em grupos, por meio de filas e encontravam adversidades como: cobras, chuvas, ventanias, saqueadores, etc. Dessa maneira, era comum quem estava na frente, dessas filas, dar avisos como:

- Olhem a chuva!

- Olhem a cobra!

- Olhem os saqueadores!

Segundo o professor de História, Pedro Oliveira, no século dezenove, numa Festa Junina de igreja, o sanfoneiro faltou. Então o coreógrafo da quadrilha falou:

- Como não tem música, vamos homenagear os agricultores dançando o caminho da roça árduo que eles fazem todos os dias para trabalhar.

Desse jeito, os dançarinos formaram uma fileira dançante, enquanto o coreógrafo dava as ordens:

- Olhem a chuva!

- Virem para o outro lado!

- É mentira!

- Virem para o lado certo!

- Olhem a cobra!

- Virem para o outro lado!

- É mentira!

- Virem para o lado certo!

Esses passos foram tão divertidos e deram tão certo, que foram incorporados nas quadrilhas de festas juninas.

Mas foi em meados da década de 1920, que as festas juninas passaram a ser incorporadas nas escolas, aos poucos e a partir daquele ano as quadrilhas passaram a fazer sucesso nos ambientes acadêmicos. Então os professores introduziam o passo, Caminho da Roça, no meio das danças por ter a coreografia de fácil entendimento e sem complicações para ensaios.

Porém foi a partir da década de 1970 que o passo junino, Caminho da Roça, se tornou uma Dança independente nas festas escolares de junho. Pois a partir daquele ano, o número de mulheres passou a ser maior do que o número de homens nas salas de aulas. Assim, para evitar confusão em danças de pares, as professoras de Educação Infantil e  Educação Física passaram a fazer trenzinho, ou seja, um aluno ficou atrás do outro sem a necessidade de par e depois era somente os estudantes obedecerem ao comando do Caminho da Roça na coreografia. Portanto foi assim que o Caminho da Roça passou de passo de quadrilha para uma Dança Junina independente.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#festajunina

#caminhodaroça

#festajunina2026

 

 

 

 


quarta-feira, 3 de junho de 2026

Homenagem Para Cremildes Ferreira Bahr

 

Homenagem Para Cremildes Ferreira Bahr

No dia 2 de junho de 2026, algo triste aconteceu: faleceu Cremildes Ferreira Bahr, a Dona Mide também carinhosamente conhecida como a Tia do Fandango Caiçara.

Ela foi uma personalidade importante para a Cultura popular do Paraná e me incentivou a pesquisar as Danças tradicionais de Curitiba que despareceram com o tempo, mas que hoje estou resgatando. Aliás se as fábulas tem o toque de Midas para o ouro, a Cultura paranaense tem o toque de Mide para a Magia preciosa do Fandango Caiçara.

Em 2009, eu fazia aulas de Dança Cigana Artística e conheci, Dona Mide, numa apresentação de Fandango Caiçara no Largo da Ordem. Logo me aproximei e começamos a conversar. Mas o diálogo abaixo me marcou muito:

“- Dona Mides, eu gostaria de pesquisar as Danças tradicionais que Curitiba tinha na época em que se chamava Vila Nossa Senhora da Luz até o século dezenove, porém que desapareceram com o tempo.”

Ela falou:

“- Isso é uma excelente ideia, pois não há uma pesquisa densa sobre esse tema. Eu escolhi o Fandango Caiçara e o Samba. Mas você pode pesquisar as danças com os seguintes nomes: Curitibano, Dança da Colheita do Pinhão, Dança da Quirera, Dança das Esposas dos Tropeiros, Dança das Lavadeiras do Rio Atuba e Dança das Leiteiras do Bacacheri.”

Então segui esse valioso conselho, assim entrevistei historiadores e idosas que tiveram contato com essas danças na juventude. Dessa maneira, pesquiso essas danças até hoje.

Por volta de 2015, convidei dona Mide para dar uma palestra na escola onde eu fazia Danças Ciganas Artísticas, que era Carmen – Romero Dança Flamenca. Lá ela deu uma excelente aula e ainda sorteou CDs de Fandango Paranaense para o público. Assim fui uma das contempladas e guardo o CD até hoje.

Sou muito grata por tudo que aprendi com Dona Mide, pois ela foi minha principal incentivadora nas minhas pesquisas com Danças de Curitiba de antigamente.

Obrigada por tudo!

Luciana do Rocio Mallon

#Mide

#dançascuritbanas

#fandango

#donamide


terça-feira, 2 de junho de 2026

Vesteterapia: Artista Olívia Rodrigo e o Vestido Florido Modelo Jumper

 

Vesteterapia: Artista Olívia Rodrigo e o Vestido Florido Modelo Jumper

 

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon sou escritora, vendedora com mais de dez anos de experiência em moda feminina e especialista em Vesteterapia, estudo da personalidade através das roupas.

Nos últimos dias, recebi as seguintes perguntas:

- Qual o significado, para a Vesteterapia, do baby-doll florido usado pela Olívia Rodrigo?

- Como a Vesteterapia classifica a camisola florida de Olívia Rodrigo usada em shows?

Minhas respostas estão abaixo:

- Aquela roupa curta e florida da Olívia Rodrigo não é um baby-doll e nem uma camisola. Pois o corte e o molde de um baby-doll são totalmente diferentes. Na verdade, a roupa da artista, é um vestido florido modelo Jumper com manga curta estilo princesa, que no final dos anos 60 foi muito usado por mulheres, de todas as idades, porém em versões mais compridas.

Então, essa peça é de modelo semelhante ao que a personagem, Paty, do seriado Chaves usa. Aqui, no Brasil, esse vestido florido e curto é usado muito nas festas juninas, porém com uma bombacha curta ou bermuda, na parte de baixo, geralmente com a mesma estampa da peça.

Na Vesteterapia, a moça que usa um vestido curto, estilo Jumper, florido procura realçar a delicadeza, a sensibilidade, a leveza e a suavidade.

Portanto, a artista foi atacada pelos críticos de moda à toa.

Luciana do Rocio Mallon

#vesteterapia

#oliviarodrigo

#babydoll