Trava-Língua
do Sabiá Completo e Sem Censura
O
sabiá não sabia que a sabiá sabida e sábia chamada, Sabina, sabia assobiar um
assobio sóbrio.
Luciana do
Rocio Mallon
Trava-Língua
do Sabiá Completo e Sem Censura
O
sabiá não sabia que a sabiá sabida e sábia chamada, Sabina, sabia assobiar um
assobio sóbrio.
Luciana do
Rocio Mallon
Trava-Língua,
Suas Origens e Suas Vantagens no Aprendizado
Meu
nome é Luciana do Rocio Mallon, sou escritora, professora de Literatura, Folclore,
Redação e Alfabetização. Hoje falarei sobre um jogo muito importante para a
Cultura e para as séries dos anos iniciais da escola: o trava-língua.
O
segundo domingo de novembro é considerado o Dia Internacional do trava-língua. Pois,
em 2011, grupos de professores que também eram poetas, se reuniram exatamente
num segundo domingo de novembro para praticar trava-língua, em praça pública,
cada um na sua cidade onde lecionava. Então essa atividade chamou tanta atenção
do público que todo o segundo domingo de novembro passou a ser o Dia
Internacional do trava-língua.
Esse
grupo de professores se inspirou num evento chamado, International Tongue
Twister Contest Day, que foi organizado em 2008, pelo Logic Puzzle
Museum em Burlington, no estado americano de
Wisconsin com o objetivo de estimular as habilidades verbais.
O
trava-língua é um jogo popular que, geralmente, trabalha com uma figura de
linguagem chamada aliteração, que é a repetição de sons parecidos na mesma
frase. Por exemplo: O rato roeu a roupa do rei de Roma, nessa frase existe a
predominância da letra “r” no começo de todas as palavras. Aqui um poeta, com sensibilidade,
diria que essa frase inteira imita o som do ato de roer. Aliás, eu mexo com
fantoches, onde há personagens de ratos e reis, quando trabalho com esse mesmo
trava-língua com crianças.
Já
em, “Três pratos de trigo para três tigres tristes”, as palavras não começam
exatamente com a letra, “r”. Mas é a letra, “r”, combinada com vogais e
consoantes que dá o toque especial para o trava-língua. Na escola, eu imaginava
que os tigres tristes ao verem o prato de trigo, ficavam mais tristes ainda
porque são carnívoros.
Esse
jogo de sons parecidos na mesma frase é antigo. Pois arqueólogos e
historiadores descobriram que o trava-língua começou na Grécia Antiga há dois
mil anos antes de Cristo.
Profissionais
de saúde mental comprovaram que a repetição de sons semelhantes estimula o
cérebro liberando substâncias como: dopamina, endorfina e oxitocina, que ajudam
no combate contra à Depressão e estimulam a criatividade.
Muitos
poetas consagrados trabalharam com aliteração, a repetição de sons semelhantes,
em suas obras, fato que ajuda a despertar o interesse das crianças pela Poesia,
exemplos:
- “A
brisa do Brasil beija a balança” de Castro Alves.
- “Vozes
veladas, veludosas vozes, vozes veladas...” de Cruz e Souza.
Abaixo,
as vantagens do trava-língua:
-
Ajuda a desenvolver a fala.
-
Corrige a pronúncia.
-
Facilita o aprendizado da leitura junto com a escrita durante a alfabetização.
-
Trabalha a agilidade linguística.
-
Incentiva o raciocínio.
-
Exercita a concentração.
-
Estimula a autoestima.
-
Serve como aquecimento vocal fazendo com que a criança descubra vocação para o
canto ou atuação.
-
Incentiva o uso correto dos músculos da boca, lábios e língua.
-
Trabalha a sensibilidade poética e o interesse pela Poesia.
Alguns
trava-língua famosos:
- O
rato roeu a roupa do Rei de Roma.
-
Três pratos de trigo para três tigres tristes.
- O
sabiá não sabia que a sabiá sabida e sábia chamada, Sabina, sabia assobiar.
- Olha
o sapo dentro do saco, o saco com o sapo dentro, o sapo dentro do saco com o
sapato dentro.
- Um ninho de
mafagafos, tinha sete mafagafinhos: um jogo
comprido que termina com a palavra inventada "desmafagafizador".
Ficou
com vontade de brincar de trava-língua com os colegas de trabalho, vizinhos e
amigos de balada?
Então,
comece agora mesmo!
O
trava-língua serve para todas as idades.
Luciana
do Rocio Mallon
#trava-língua
Lenda da
Loja da Cabine Telefônica Assombrada
Esse relato
é real e aconteceu com uma amiga, que me autorizou a contar publicamente desde que
mudasse os nomes dos personagens reais. Assim para manter a privacidade dela
chamarei essa protagonista de Maria.
Na infância,
Maria morava em Curitiba, assim sempre foi uma pessoa que gostava de desenhar
modelos de roupas, costurar e vender. Na sua juventude, no final dos anos 90,
ela foi estudar Moda na França, porém também morou na Inglaterra para aprimorar
seu Inglês.
No início da
década dos anos 2000, ela resolveu voltar para o Brasil de navio e decidiu
levar uma cabine telefônica antiga que tinha comprado num ferro-velho da Inglaterra.
Ao
desembargar em Paranaguá, no Litoral do Paraná, ela resolveu ir para Curitiba
de avião junto com toda a sua bagagem. Então Maria inaugurou uma loja de roupas
femininas no Centro da capital paranaense. Mas para chamar atenção da
clientela, a comerciante pintou a cabine telefônica da cor rosa antigo e
colocou este aparelho, na entrada da loja, na parte de dentro. Porém, no
começo, a lojista notou que aconteciam coisas estranhas no estabelecimento:
roupas mudavam de lugar sem ninguém mexer em nada quando não tinha uma alma
viva na loja sendo que a própria Maria era a única funcionária do local e luzes
piscavam sem explicação. Geralmente, quando a loja estava movimentada, as
clientes quando se aproximavam de Maria na caixa resgistradora, perguntavam:
- Quem é a
loira, falando em Inglês, na cabine telefônica?
Mas sempre
quando a proprietária virava os olhos, para a cabine, não via ninguém.
Num dia
chuvoso, quando Maria estava só na loja, o telefone da cabine começou a tocar.
Assim ela pensou:
- Como esse
telefone velho pode tocar se não está conectado a nenhuma linha e foi
desativado, na Inglaterra, nos anos 70?
Mesmo assim,
a comerciante se aproximou:
- Alô?!
No mesmo
instante, uma voz feminina ofegante surgiu no telefone:
- Help!
Após isso,
deu sinal de ocupado.
Maria, para
testar se o aparelho tinha linha, tentou fazer uma ligação através do mesmo
telefone, mas não conseguiu.
No começo de
janeiro, num dia de pouco movimento no Centro de Curitiba, um rapaz entrou
correndo com uma faca até a caixa registradora onde estava Maria e gritou:
- Passe o
dinheiro e toda a mercadoria!
De repente,
surgiu uma loira com um taco de beisebol, que bateu no ladrão e exclamou:
- Leave the woman alone!
- Go away or I will call the police!
O marginal
saiu correndo, mas a loira entrou na cabine telefônica e desapareceu
misteriosamente.
Após isso, a
lojista ficou assustada, sentou-se em frente ao seu computador e viu que no
e-mail tinha a mensagem de uma amiga com várias notícias em anexo. Assim a
comerciante leu a mensagem:
- Achei que
aquela cabide telefônica, que você trouxe da Inglaterra, tinha uma energia
muito pesada. Então encontrei notícias na Internet dizendo que uma mulher
morreu dentro de uma cabine dessas lá.
Ao abrir os
anexos, Maria encontrou notícias, dos anos 70, que traduzidas ficaram assim:
- Mulher
morre dentro de cabine telefônica.
- Jovem
falece dentro de cabine telefônica, na Inglaterra, por causa de descarga
elétrica.
Quando a
lojista abriu imagens da notícia, percebeu que a foto da vítima era igual a
loira que expulsou o marginal do estabelecimento.
Assim Maria
resolveu fechar a loja para sempre e vender a cabine telefônica que foi comprada
para outra comerciante.
Reza a lenda
que, hoje, a mesma cabine, enfeita outra loja, mas o fantasma da loira continua
morando nela.
Luciana do
Rocio Mallon
Lenda da
Falecida Que Virou Manequim Com Vestido de Natal
Kika era uma
jovem que morava num bairro de periferia e sonhava em trabalhar com Moda.
No mês de
novembro, essa moça viu um lindo vestido com inspiração natalina, vermelho com
verde, na vitrine. Então, ela se aproximou, mas percebeu que o preço era muito caro.
No mesmo instante, essa moça viu um cartaz bem ao lado da mesma vitrine:
“- Concurso
de Modelo da Loja
Premiações:
Primeiro
lugar: duas roupas da loja, contrato como modelo da butique para fotos e
desfiles.
Segundo lugar:
uma roupa da loja, contrato como modelo da butique para fotos e desfiles.
Terceiro
lugar: terá o privilégio de ter uma manequim com seu rosto, que será esculpida
por um artista. “
Assim, com
esperança de ganhar o vestido caro, a jovem se inscreveu e desfilou na competição,
onde ganhou o terceiro lugar. No dia seguinte, ela foi até a loja para o
artista esculpir seu rosto que seria colocado numa manequim, dentro do
estabelecimento, dias depois.
Kika
conformada que não teria dinheiro para comprar o tão sonhado vestido, pediu para
sua avó:
- Eu
gostaria de ganhar aquele vestido de Natal que está na vitrine da butique do
bairro. Pois essa roupa, eu vestiria mesmo depois de morta.
Dessa
maneira sua avó passou a juntar dinheiro para presentear a neta com a tão
sonhada roupa.
Quinze dias
antes do Natal, Kika foi atropelada na rua da loja de roupas e foi levada ao
hospital, mas faleceu no dia seguinte.
Então sua
avó decidiu que compraria o vestido tão sonhado pela neta, para que ela fosse
enterrada com a peça que queria tanto. Ao chegar à loja, a idosa perguntou para
a vendedora:
- Onde está
aquele vestido de Natal que se encontrava exposto na vitrine?
A balconista
respondeu:
- Sua neta,
Kika, acabou de comprar hoje pela manhã.
A idosa
exclamou:
- Isso é
impossível!
- Você não
soube?!
- Kika foi
atropelada, nessa mesma rua, na manhã de ontem e faleceu agora mesmo no
hospital.
A vendedora
respondeu:
- Ouvi algo
a respeito, mas não acreditei. Na verdade, essa tragédia aconteceu ontem, que era
meu dia de folga. Mas hoje de manhã, ela veio aqui e pagou com dinheiro. Se
quiser, posso mostrar através das câmeras de segurança quando a gerente chegar.
A idosa
ficou indignada e foi até o velório da neta. Quando chegou ao local, viu que
Kika estava com o tão sonhado vestido no caixão. Assim perguntou aos parentes:
- Quem
colocou esse vestido na Kika?
Uma vizinha
comentou:
- Ela já
veio vestida assim da funerária.
A idosa
comentou em voz alta:
- Pelo menos
ela será enterrada com o tão sonhado vestido!
Uma semana
depois, a manequim com o rosto de Kika chegou na loja junto com mais um
exemplar da roupa que a garota queria tanto. Assim a boneca foi colocada na
vitrine junto com o vestido de Natal. A partir daquele momento, pessoas
passaram a ver Kika andando com aquela roupa nas noites de Lua cheia. Reza a
lenda que a manequim com rosto da menina cria vida e anda pelas noites
enluaradas do bairro até hoje.
Luciana do
Rocio Mallon
Cuidado Com
o Golpe da Ligação do Próprio Número e Com a Própria Voz
O relato abaixo é real e aconteceu com uma
colega. Então ela pediu para que eu divulgasse desde que mudasse os nomes.
Assim chamarei a personagem principal de Maria.
Numa noite,
Maria recebeu um telefonema do próprio número. Ela atendeu e escutou a própria
voz do outro lado da linha:
- Eu sou
você, no futuro, então saia de casa 8 da noite, se quiser ficar viva!
Maria ficou
assustada, por receber uma ligação com o próprio número e com a própria voz.
Então, naquele mesmo instante, quando o relógio dava 7 da noite, ela pegou o
carro e foi até a assistência técnica, para celulares, do bairro. Mas o
estabelecimento já tinha fechado. De repente, a mulher abriu o celular e notou
que o aplicativo de mensagens não estava funcionado, mas percebeu que os outros
aplicativos funcionavam normalmente. Porém, quando entrou no carro para voltar
para a casa, ela recebeu novamente uma ligação com seu próprio número e com sua
própria voz:
- Eu sou
você no futuro, se entrar em casa agora, vai se arrepender!
Maria foi
até a sua casa, notou que as luzes estavam acesas e que o relógio deu 8 da
noite. Dessa maneira, se aproximou e abriu a porta, que ela mesma tinha fechado
antes. De repente, escutou uma voz:
- Dona
Maria!
A diarista,
que estava acompanhada de outra moça, respondeu:
- O que você
está fazendo aqui?
- Pergunto,
pois não é dia da sua diária. Aliás, você limpou a casa há dois dias atrás.
A diarista
respondeu:
- Preciso de
sua ajuda, como não havia ninguém em casa e eu tinha a chave, resolvi entrar. Pois
gostaria que você desse abrigo para essa minha sobrinha que engravidou e foi
expulsa de casa. Além disso, recebi mensagens suas com sua voz pedindo Pix e
como você nunca faz isso, pensei que seu aplicativo poderia ter sido clonado.
A
funcionária mostrou no seu celular as mensagens que vieram do número de Maria.
Então a sobrinha da diarista falou:
- Cuidado,
pois tem um golpe onde o marginal usa um aplicativo que faz com que seu número
apareça com o número da vítima para os conhecidos dela. Além disso, o golpista
também usa a voz da vítima para pedir Pix aos amigos. Enquanto isso, o bandido
faz ameaças para o verdadeiro dono da linha mandando mensagens ameaçadoras com a
voz do real proprietário do número. Pois enquanto a pessoa fica apavorada, o
marginal se aproveita disso para pedir Pix aos contatos da vítima.
Então Maria
concluiu:
- Foi isso
mesmo que aconteceu!
Conclusão:
ao receber uma ligação com seu próprio número e com sua própria voz, não atenda
e avise aos seus contatos.
Luciana do
Rocio Mallon
Minhas Respostas das Perguntas Sobre
Preconceito Literário
1- Para você, o que é preconceito
literário? Preconceito literário é a crítica negativa de obras consideradas
populares, como: livros espiritualistas, obras de autoajuda, biografias de
subcelebridades, etc. Por exemplo: quando cursei Letras, os professores de
Literatura viviam criticando as obras de Paulo Coelho. Na verdade, tudo isso é
baseado em uma definição elitista que divide os livros em alta Literatura e
baixa Literatura. Aqui a alta Literatura é, principalmente, composta pelos
clássicos, como exemplos: livros de Machado de Assis.
2- Quais desses
preconceitos literários mais o incomoda? Por quê?
* e-book não é livro.
* Se nasce com o dom de
escrever
* O escritor nasce pronto. Impossível
aprender a escrever.
Não vejo sentido em dizer que e-book não
é livro. Pois a tradução literal do termo, e-book, significa livro digital de
Internet. Aliás, a palavra livro está inserida nessa expressão. Além disso,
geralmente um e-book tem o mesmo conteúdo de sua versão em livro físico. Mas
concordo que ler um livro físico é mais confortável e prático do que ler um
e-book. Aliás, conheço pessoas que têm a mania de cheirar livros e fazer
anotações importante com lápis nas obras, tudo isso só é possível através do
livro físico.
Já com relação às frases, “se nasce
com o dom de escrever” - “o escritor nasce pronto, portanto, é impossível a
aprender a escrever”, faço as seguintes observações:
Na época em que cursei faculdade,
essas mesmas expressões eram consideradas desculpas de gente preguiçosa. Pois,
na realidade, muitos conhecimentos são construídos a partir de treino e
técnica, fato que já foi comprovado cientificamente por profissionais da área
da Neurologia. Aliás, existe um ditado antigo que diz: “Na arte 99% é esforço e
somente 1% é dom.”
3- Fanfic é um gênero válido ou um
tipo de trapaça? Existe algum gênero menor que outro? Fanfic é uma narrativa de
ficção com personagens famosos de outros autores. Aliás, o nome dessa técnica
chama-se, Intertextualidade, quando um texto dialoga ou se inspira em obras já
existentes. Portanto é um gênero válido. Aliás, pesquisas comprovam que muitos
adolescentes adquirem o hábito da leitura através de fanfic. Sem falar que a
fanfic é a principal base da Arte Contemporânea, principalmente, no Cinema e na
TV. Eu, por exemplo, amo fazer fanfic com personagens folclóricos, mitológicos
e de Lendas Urbanas.
4- Tem medo de plágio e por isso não
mostra seu livro pra ninguém antes de publicar? Nem mesmo para um leitor beta?
Setenta por cento da minha pesquisa, sobre Lendas Curitibanas, foi utilizada
por outra moça, sem minha autorização e sem usar minha citação como autora. Por
enquanto, não pretendo processar porque não quero contato com pessoas assim de
baixo nível. Inclusive vi, pela TV, entrevistas com a tal moça e notei que ela
usa os mesmos trejeitos, expressões e gestos típicos meus que fazem parte da
minha personalidade. Ao notar tudo isso, vejo que há um problema mais profundo
aí. Apesar de eu estar abalada com esse causo nefasto, continuo mostrando meus
escritos para o mundo. Pois o erro de uma pessoa de má-fé não pode abalar meu
sonho de promover o Folclore e a Cultura através das minhas pesquisas sobre
Lendas Urbanas.
5- IA é ferramenta ou preconceito
literário? Porquê?
Tudo depende como a Inteligência
Artificial é usada, por exemplo: se um escritor usa a I.A. para corrigir a
Gramática dos seus textos ou fazer uma ilustração para seu livro avisando ao
leitor, no final da obra, sobre essas pequenas ajudas, ele está usando a
ferramenta de forma correta. Mas se o autor pede para a Inteligência
Artificial, escrever o livro inteiro e ainda não avisa sobre esse detalhe ao
leitor, então, nesse caso o escritor está sendo desonesto.
Luciana do Rocio Mallon
Primeiro de
Outubro, Dia do Envelhescente e do Idoso
Envelhescente: O
Guardião da Sabedoria, Que Merece Ter Voz na Sociedade
Define-se idoso
como a pessoa que possui idade igual ou maior do que sessenta anos. Já,
envelhescente, é a pessoa com mais de 50 anos que entra no processo de
envelhecer.
Mas as palavras “idoso”
e “envelhescente” vão além destas definições.
Pois envelhescentes
e idosos possuem experiência, sabedoria, tradições e conhecimentos essenciais
que estão sendo sufocados por nossa sociedade atual.
Até 2006, o Dia do Idoso era festejado no dia
27 de setembro.
Isso porque, em 1999, a Comissão pela
Educação, do Senado Federal, tinha colocado tal dia para a conscientização
sobre a vivência dos idosos na comunidade.
No dia primeiro de
outubro de 2003, porém, foi aprovada a Lei nº 10.741, que
apresentou o Estatuto do Idoso.
Pelo fato deste
Estatuto ter sido inaugurado em 1º de Outubro, em 2006 foi criada uma nova lei
(a Lei nº 11.433, de 28 de Dezembro de 2006) para
transferir o Dia do Idoso para 1º de outubro.
Mas desde 1994, com
a Lei nº 8.842, o Estado brasileiro já tinha colocado os
mais velhos no destaque da política nacional, pois essa lei inaugurava o Conselho
Nacional do Idoso.
A inauguração do Estatuto do Idoso em 2003 foi uma grande
conquista para os idosos, que geralmente são vítimas de maus-tratos e abusos de
todos os jeitos.
Esse estatuto firmou os direitos dos mais velhos, como a
prioridade em alguns serviços, o acesso à saúde, alimentação, cultura e lazer.
Graças ao estatuto do idoso as seguintes atitudes são
crimes:
“- Discriminar pessoa idosa, impedindo ou dificultando seu acesso a
operações bancárias, aos meios de transporte, ao direito de contratar ou por
qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania, por
motivo de idade.
- Abandonar o idoso em hospitais, casas de saúde, entidades de longa
permanência, ou congêneres, ou não prover suas necessidades básicas, quando
obrigado por lei ou mandado.
- Expor a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica, do idoso,
submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e
cuidados indispensáveis, quando obrigado a fazê-lo, ou sujeitando-o a trabalho
excessivo ou inadequado.
- Negar a alguém, por motivo de idade, emprego ou trabalho.
- Apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão ou qualquer outro
rendimento do idoso, dando-lhes aplicação diversa de sua finalidade.
- Reter o cartão magnético de conta bancária relativa a benefícios,
proventos ou pensão do idoso, bem como qualquer outro documento com objetivo de
assegurar recebimento ou ressarcimento de dívida.
- Exibir ou veicular, por qualquer meio de comunicação, informações ou
imagens depreciativas ou injuriosas à pessoa do idoso.
- Coagir, de qualquer modo, o idoso a doar, contratar, testar ou
outorgar procuração.” (Estatuto do Idoso)
Como os humanos estão falecendo cada vez mais tarde, graças aos avanços
da Medicina, uma profissão que está crescendo é a de cuidador de idosos.
Para exercer esta função é aconselhável que o trabalhador tenha o curso
de Enfermagem, ou, de Cuidador de Idosos.
Outro emprego que está crescendo é o de Professor de Informática Para
Idosos, que pode trabalhar em escolas de Informática, ou, de forma
particular.
Pois a figura da velhinha que só ficava em casa fazendo tricô, no sofá,
e que não se interessava por Tecnologia saiu de moda. Aliás muitas
envelhescentes ainda curtem o tricô, mas agora também usam celulares com acesso
à Internet.
Afinal, hoje, os envelhescentes querem e precisam acompanhar os avanços
tecnológicos.
O Dia Internacional do idoso serve para:
- Homenagear os envelhescentes,
- Conscientizar a população sobre os direitos dos mais velhos,
- Divulgar o Estatuto do Idoso na comunidade,
- Ensinar nas escolas sobre a importância dos envelhescentes para as
crianças.
No mês de outubro recomendo que, nas escolas, as professoras trabalhem
o livro, Plenitude na Envelhescência – Realidade Possível. A obra é uma
coletânea idealizada por Corina Ramos. Aliás, doze autoras participam, do
livro, cada uma com capítulo diferente de acordo com sua área de atuação.
Então comemore o Dia do Envelhescente e do Idosos dando voz a essas
pessoas experientes.
Luciana do Rocio Mallon
#didadoidosos
#primeirodeoutubro
Lendas do
Cemitério dos Palhanos em Araucária
O cemitério
dos Palhanos em Araucária tem muitas lendas urbanas, leremos algumas delas
abaixo:
1 – Fantasma
da Moça de Branco:
No final do
século dezoito a família Palhano, de descendentes de portugueses, fundou uma
fazenda onde hoje faz parte da região rural de Araucária, cidade da região
Metropolitana de Curitiba.
Como
existiam muitas pessoas nesse sítio, o fundador criou um cemitério próprio na
região, já que isso era permitido na época.
Reza a lenda
que, nessa família, existia uma jovem muito religiosa que realizava orações
para curar as pessoas. Ela costumava fazer rezas no cemitério da fazenda. Um dia,
a moça estava orando no campo-santo, quando surgiu um homem que tentou coisas
que não devia com essa jovem, não conseguiu e acabou “desvivendo” a donzela com
um objeto cortante. Então ela foi enterrada, com vestido branco, naquele local
e a partir daquele dia, pessoas passaram a ver uma moça de branco vagando pelo
cemitério.
2 – Lenda do
Fantasma de Duas Dançarinas - uma Polonesa e outra Ucraniana:
No final do
século dezenove, com o fim da escravidão, alguns ex escravos foram embora da
fazenda. Assim, perto daquele local, surgiram imigrantes ucranianos e
poloneses. Alguns foram trabalhar na fazenda e outros estabeleceram comunidades
em terras próximas.
Desse jeito,
eles passaram a sepultar seus entes no cemitério dos Palhanos.
Perto desse
sítio existiam duas meninas que eram muito amigas e gostavam de dançar com seus
trajes típicos, uma era ucraniana com cabelos loiros e se chamava Lyuba, já a
outra era polonesa com cabelos ruivos e se chamava Anna. Elas gostavam de
brincar e dançar com seus trajes típicos no cemitério. Numa tarde de verão,
elas foram tomar banho no rio da fazenda. Mas um ciclone chegou sem avisar e no
meio da confusão as duas morreram afogadas. Pescadores da região encontraram os
corpos sem vida e as meninas foram enterradas no cemitério dos Palhanos. Porém,
a partir daquele dia, os fantasmas das duas começaram a aparecer dançando, com
seus trajes típicos, nesse campo-santo e também seus espíritos passaram a
convidar crianças da região para brincar no cemitério.
No começo do
século vinte, aconteceram conflitos na Europa entre ucranianos e poloneses, por
isso eles deixaram de sepultar juntos parentes no Cemitério dos Palhanos e
montaram seus próprios cemitérios.
Porém,
pessoas falaram que já viram os fantasmas das meninas e da moça de branco da
família Palhano perto desse cemitério abandonado.
Nos anos 90,
meu primo costumava acampar em lugares curiosos com seus amigos. Então ele
acampou perto desse campo-santo, fotografou as frases em escrita cirílica e em
polonês antigo que existem nesses túmulos abandonados. Assim, esse moço me
emprestou as fotos e levei para a professora, Elena Godoy, do curso de Letras
da UFPR, traduzir. Ela confirmou que realmente duas meninas foram sepultadas
juntas nesse cemitério no século dezenove e que pelas escrituras uma se chamava
Lyuba e a outra Anna.
Luciana do
Rocio Mallon
#lucianadorociomallon
#lendasurbanas
#lendasdearaucaria
Minha
Resposta aos Comentários Infundados Sobre Vesteterapia
Meu nome é
Luciana do Rocio Mallon, sou especialista em Vesteterapia, estudo milenar do
comportamento através das roupas. Ontem recebi a seguinte mensagem de uma
seguidora:
“- Num grupo
de vendas, após o post de uma colega onde havia um texto seu fazendo uma
propaganda de loja de fantasias, um membro falou que Vesteterapia e Psicologia
da Moda não existem, além de vomitar que esses conteúdos são bobagens místicas,
esoterismo de butique, após isso atacou sua aparência física e o meme da sua
música chamada Não Quero Fazer Demonização Facial, como você reage a estas
críticas?”
Para
começar, a Psicologia da Moda e Vesteterapia existem e não há argumentos contra
isso.
Bem, pelo
que percebi, o indivíduo em questão segue o Materialismo Radical que nega
qualquer tipo de espiritualidade e ele também não tem o conhecimento necessário
em História Antiga, pois arqueólogos e historiadores afirmam que a
Vesteterapia, surgiu há mais de 2000 anos antes de Cristo entre as mulheres na
Grécia Antiga. Pois elas observavam as relações entre comportamento e roupa.
A primeira
vez que escutei o termo, Vesteterapia, foi em 1993 no curso de Letras da
Universidade Federal do Paraná, na aula de Literatura Grega, da professora
Maria Cominos.
A segunda
vez que ouvi a palavra, Vesteterapia, foi em 1994, na mesma universidade, na
aula de Língua Portuguesa, do professor Antônio Sandmman sobre Neologismo.
Assim, os
dois professores explicaram que a Vesteterapia é o estudo místico do
comportamento das pessoas através das roupas. Então como amo Moda, logo passei
a estudar tudo o que é relativo ao assunto e logo depois comecei a trabalhar
como vendedora de loja de roupas, onde observei que realmente as roupas tem o
poder de influenciar o comportamento das pessoas.
Após tudo
isso, tive contato com a pesquisadora, Regina Bostulim, que me ensinou muito
conteúdo sobre o assunto.
A diferença
entre a Psicologia da Moda e a Vesteterapia, é que essa última é mais voltada
para o esoterismo e existem casas espiritualistas que prestam atendimento
gratuito com essa técnica.
Aqui, deixo
bem claro que nunca ganhei dinheiro com Vesteterapia porque meu trabalho com
essa prática mística é totalmente voluntário. Mas para a pessoa aproveitar essa
prática, ela precisa gostar de Misticismo.
Com relação
às críticas sobre minha aparência física, isso revela muito o caráter de quem
fez os comentários preconceituosos.
Luciana do
Rocio Mallon
#vesteterapia
Significado
da Jaqueta Colorida, da Trend dos Anos 80, na Vesteterapia
Meu nome é
Luciana do Rocio Mallon, sou escritora e especialista em Vesteterapia, estudo
da personalidade através das roupas.
Ontem recebi
a seguinte mensagem:
- Qual é o
significado na Vesteterapia daquela jaqueta colorida da trend dos anos 80?
Minha
resposta está abaixo:
- O estilo,
da jaqueta dos anos 80, que aparece na Trend é geralmente de um formato corta-vento,
feito de nylon ou poliéster leve, com o seguinte bloco de cores com desenhos
geométricos: pink, verde, anil e roxo.
A mulher que
escolhe esse tipo de jaqueta está aberta para aprender coisas novas, sem
preconceitos. Pois está disponível para lutar pelos seus sonhos, mas sem perder
a alegria e a força de vontade. O fato dela escolher uma roupa em formato
corta-vento, é sinal que ela está disponível e preparada para enfrentar os
furacões da vida. As cores pink, verde, anil e roxo numa peça de roupa só, ou
seja na mesma jaqueta, significam a busca do conhecimento na mistura de
possibilidades variadas e sem preconceito. Observe os significados de cada cor
dessa roupa:
Pink:
mistura de delicadeza com ousadia.
Verde:
natureza com esperança.
Anil: busca
do céu, do divino com fé.
Roxo:
capacidade de transformar o mal em bem, a verdadeira transmutação.
Todas essas
cores numa peça só formam uma energia poderosa.
E você?
Já teve uma
jaqueta assim?
Luciana do
Rocio Mallon
#jaquetaanos80
#trendanos80
A Lenda
Sobrenatural do Setembro Amarelo
Meu nome é Luciana
do Rocio Mallon, sou escritora e pesquisadora de lendas.
Nesses
últimos dias, recebi as seguintes perguntas:
- Existem
relatos sobrenaturais sobre o Setembro Amarelo?
- Há alguma lenda
espiritual sobre o Setembro Amarelo?
Minhas
respostas abaixo:
- Sim,
existem causos sobrenaturais sobre o Setembro Amarelo como o causo abaixo:
Esse relato aconteceu com uma seguidora e para
preservar a identidade dela chamarei a moça de Maria.
No começo
dos anos 2000, Maria foi fazer intercâmbio nos Estados Unidos. Durante sua
estadia, num chuvoso dia primeiro de setembro, ela estava voltando da
faculdade, quando de repente foi atropelada por uma bicicleta e caiu. Naquele
instante, parou um Mustang amarelo e o motorista se ofereceu para levar a moça
ao hospital. Ela disse que não precisava, mas aceitou carona até em casa porque
estava com muita dor. No dia seguinte, a família de onde a jovem estava
hospedada, recebeu uma revista. Maria abriu e viu que tinha a foto do motorista
solidário que prestou ajuda. Porém ela se chocou ao ler o que diziam alguns
trechos, que traduzidos para a Língua Portuguesa de acordo com o politicamente
correto, correspondem ao seguinte:
“O setembro
amarelo é em homenagem ao Mike Emme, dono de um Mustang amarelo 68, que se
desviveu em setembro de 1994.”
Depois do
relato da minha amiga, pesquisei sobre o assunto e descobri que a real causa da
Depressão de Mike Emme, infelizmente, era o bullying que ele recebia de algumas
pessoas.
Luciana do
Rocio Mallon
#setembroamarelo
Lenda da
Diarista Que Limpa Túmulos
Uma
influenciadora que limpa túmulos está fazendo sucesso nas redes sociais.
Trata-se de Stacey Habecker, um moça, bem viva, que faxina túmulos abandonados
em Porto Rico. Logo, esse causo me fez lembrar de uma lenda famosa, aqui no
Brasil, nos anos 70: a Diarista Que Limpa Túmulos.
Em 1970, Ana
ficou viúva e com três filhos para criar. Então, sem parentes próximos, ela foi
obrigada a deixar suas crianças num orfanato. Mas, como ela não tinha estudo, procurou
emprego como diarista. Numa certa tarde de tempestade, cansada de procurar
trabalho e somente ser rejeitada por não ter experiência, ela entrou dentro de
um cemitério, foi até a Cruz das Almas e orou:
- Almas do
purgatório, me ajudem a encontrar emprego, mesmo que seja de diarista de quem
já morreu!
De repente,
ao seu lado surgiu uma moça vestida toda de roxo, com vestido de rainha medieval,
uma parte do seu rosto era mulher e outra parte caveira, que disse:
- Se nas
horas vagas, você limpar os túmulos abandonados, as almas transformarão você em
uma diarista que sempre terá casas para faxinar e ganhará muito dinheiro. Mas,
mesmo que fique rica como diarista, você não poderá deixar de limpar os túmulos
abandonados, principalmente, os mais antigos de séculos atrás.
Assim, no
dia seguinte, Ana pegou seu material de limpeza, foi até o cemitério da cidade
e começou a limpar túmulos abandonados, ela sempre dava preferência aos túmulos
do século dezenove.
A partir
daquele dia, freguesas para suas diárias de faxina começaram a aparecer do nada.
Porém, sempre nas horas vagas, Ana continuava limpando os túmulos abandonados e
antigos.
Num dia de
Sol, a moça viu o túmulo de uma menina cheio de brinquedos velhos e placas com
os seguintes dizeres:
“- Agradeço
a graça alcançada.”
Como os
brinquedos estavam sujos, a diarista recolheu os bonecos para levar para casa,
lavar e depois devolver ao campo-santo. Dentre os bonecos, um chamou a atenção:
era uma boneca, com roupas do século dezenove, com um perfume de jasmim muito
forte. Como ela também estava suja, Ana lavou e tirou todo o aroma do brinquedo.
Assim, no dia seguinte, a diarista levou os brinquedos e devolveu todos, bem
limpos, ao túmulo da menina milagreira.
Porém,
naquela noite, ela sonhou com a garota que exclamou:
- Você não
poderia ter lavado minha boneca preferida, porque ela tinha o perfume preferido
da minha madrinha!
Na semana
seguinte, o orfanato onde os filhos de Ana estavam, pegou fogo e ninguém achou
seus corpos. Ao saber que ninguém achou os restos das suas crianças, a diarista
teve um ataque do coração e faleceu.
Reza a lenda
que até hoje, o espírito de Ana limpa os túmulos e procura, em todos os
cemitérios, os restos mortais de seus filhos.
Luciana do
Rocio Mallon
#lucianadorociomallon
#lendas
#lendasurbanas
Lenda: Nunca
Lave Seus Cabelos Em Data de Eclipse
Como estão
previstos eclipses para dia 27 de agosto e 28 de agosto de 2026, lembrei de um
causo sobrenatural que aconteceu com uma amiga, que me autorizou a contar o
fato na Internet desde que eu mudasse os nomes da personagem principal. Então
irei chamar a protagonista de Leoni.
Quando Leoni
era jovem, trabalhava como balconista de loja e realizava alguns desfiles com
fotos como modelo, pois ela tinha a beleza padrão para a época: esbelta, olhos
claros e principalmente cabelos loiros, sedosos e com o corte estilo pantera
que fazia parte da moda daquele tempo.
Então, um
eclipse da Lua chegou e sua avó aconselhou:
- Nunca lave
seus cabelos num dia de eclipse da Lua, principalmente, se for no mês de agosto!
Mas a neta
zombou:
- Isso é
lenda, vó!
Assim a
jovem lavou seus cabelos naquela noite de eclipse com os produtos que sempre
costumava usar. Porém, ao se levantar pela manhã, ela levou um susto ao se
olhar no espelho porque seus cabelos estavam: quebrados, focos, ressecados,
desbotados e armados sem vida. Aliás, toda a vez que ela passava um pente,
várias madeixas caíam. Então Leoni foi a vários salões de beleza e comprou
produtos capilares caros, mas nada disso adiantou.
Dessa
maneira, sua avó vendo o desespero da neta, disse:
- Eu falei,
várias vezes, que não se deve lavar os cabelos numa noite de eclipse da Lua,
principalmente, se for em agosto. Porém, para esse desastre que ocorreu com
seus fios, existe solução: basta esperar a primeira Lua cheia da primavera,
cortar as pontas do cabelo e fazer uma hidratação potente tudo na mesma noite.
Dessa maneira, Leoni obedeceu sua avó e seus cabelos voltaram ao normal.
Você conhece
alguma outra lenda de eclipse?
Luciana do
Rocio Mallon
#eclipse
#eclipse2026
Lenda da
Escova Oval de Mão Com Compartilhamento Secreto no Meio
Meu nome é
Luciana do Rocio Mallon, sou escritora e pesquisadora de lendas.
Dias atrás,
recebi a seguinte mensagem de uma leitora:
“ – Descobri
um bilhete da minha bisavó dentro de um compartilhamento secreto que estava no
interior de uma escova oval, de mão, modelo Vênus, gostaria de saber se existem
lendas sobre esse objeto.”
Minha
resposta abaixo:
- Sim, existem
lendas sobre a tão famosa escova modelo Vênus. Desta maneira, agora contarei
sobre um causo envolvendo, essa escova oval de mão, com compartilhamento
secreto no meio. Como esse caso aconteceu com uma amiga, para preservar a
identidade dela chamarei a personagem principal de Patrícia.
No final dos
anos 80, a mãe de Patrícia comprou uma casa, feita no final do século dezenove,
com dois andares, mobiliada com alguns móveis antigos, no bairro chamado
Cabral, aqui em Curitiba. Patrícia logo escolheu o quarto que tinha a sacada
voltada para rua e uma penteadeira colonial dentro. Assim a moça tratou de
mexer nas gavetas e achou uma escova modelo Vênus, com formato oval, cabo de
mão, sendo pente de um lado e espelho do outro. Desse jeito a jovem começou a
escovar os cabelos quando, de repente, o objeto caiu no chão, se partiu ao meio
e um compartimento secreto apareceu. Então nesse mesmo compartimento havia um
papel amarelado. Patrícia pegou o bilhete e percebeu que se tratava de uma
espécie de mapa do tesouro, onde indicava um baú enterrado ao lado da ameixeira
amarela do quintal. A garota, toda curiosa, pegou uma pá, desenterrou o local e
realmente achou uma arca antiga. Mas ao abrir essa caixa de madeira, ela notou
que estava repleta de notas antigas de réis, uma moeda que não valia mais nada e
também viu cartas antigas escritas à mão com caneta de pena. Todas eram
correspondências entre uma Virgínia e um Paulo. Assim ao ler, Patrícia notou
que eram cartas trocadas por um casal que vivia um amor proibido. Pois, de
acordo, com o conteúdo, os pais dos jovens não aprovavam o romance.
Após escutar
esse relato fui pesquisar sobre escovas de cabelos antigas que tinham
compartilhamentos secretos. Logo o professor de História, Pedro Oliveira, falou
que esse tipo de escova era usado para colocar correspondências secretas no
fundo falso do meio. Isso era usado tanto para casais que viviam casos secretos
quanto para guardar segredos de guerra. Aliás, o professor também falou que
esse tipo de escova existe desde a Idade Antiga e que se chama espelho de
Vênus, porque a deusa com esse nome usava um objeto semelhante para se pentear.
- Você tem
uma escova assim na sua casa?
Luciana do
Rocio Mallon
#lendas
#lendasurbanas
Primeiro de Setembro, Dia
Internacional da Bailarina e das Fadas
Meu nome é Luciana do Rocio Mallon sou
escritora e também focalizadora de Danças.
Agora, no final de agosto, recebi as seguintes
mensagens:
“- Por que primeiro de setembro é dia
da bailarina?”
“- Por que o dia da bailarina é em
setembro, no mesmo mês internacional das fadas?”
“ – Por que as fadas se parecem com as
bailarinas tradicionais?”
“- Quais as vantagens de dançar
sozinho e em grupo?”
Minhas respostas estão abaixo:
O dia da bailarina é primeiro de
setembro em homenagem à Marie Taglioni, primeira dançarina a usar sapatilhas de
ponta numa peça chamada A Sílfide, uma espécie de fada esbelta e esvoaçante.
Mas, Marie Taglioni, não nasceu e nem morreu em setembro. Porém reza a lenda
que ela confeccionou a primeira sapatilha de ponta, no dia primeiro de setembro
de 1831, com a ajuda de fadas. Já em março de 1832 foi quando Marie Taglioni
dançou o balé, A Sílfide, com essas mesmas sapatilhas de pontas e com saia
rodada estilo “tutu” que realmente lembra uma fada.
No Misticismo, tanto no hemisfério
Norte quanto no hemisfério Sul, setembro é considerado o mês universal das
fadas, criaturas mágicas que realizam pedidos e são responsáveis por
manifestações artísticas como por exemplo: a dança.
Abaixo, falarei sobre as vantagens que
a bailarina tem de dançar em grupo e também sozinha:
- Vantagens da bailarina quando dança
sozinha:
Eu sempre digo que quem dança sozinho nunca
está sozinho porque a Dança é a amiga que mostra leques de possibilidades para
o ser humano. A Dança Solo, como é chamada, é uma ferramenta de
autoconhecimento e consciência corporal. Por isso dançar sozinho diminui a
angústia e ansiedade, pois aqui o dançarino não é obrigado a entrar no ritmo do
grupo, pois o ritmo da própria música ou do próprio coração já basta. Também
não há nenhum colega para apontar o dedo caso ele erre, por isso dançar sozinho
é a real expressão de liberdade. Aqui ocorre o “mindfulness” onde o corpo
aceita o movimento dos sentimentos. Dançar sozinho é ter o espaço cênico
totalmente para si, fato que ajuda a exploração do raciocínio espacial. Isso
também permite a exploração de acessórios ou instrumentos musicais sem
críticas, pois o bailarino e o acessório podem virar um elemento só. Por
exemplos: existem danças com leques, pandeiros, lenços, véus, castanholas, snujis,
echarpes, etc. Aqui o acessório vira a extensão do bailarino, o que causa
êxtase espiritual quando se dança sozinho com um acessório.
-
Vantagens da bailarina quando dança em grupo:
Dançar em grupo ajuda na socialização e gera
sensação de pertencimento, pois o indivíduo não fica deslocado, além de
encontrar pessoas com objetivos em comum, que no caso da Dança são: Arte e
Saúde. Aqui é comum colegas das aulas de Dança marcarem encontros para outras
atividades. Geralmente, escolas de Artes realizam saraus culturais, onde há
apresentações de: Dança, Música, Literatura e Artes Plásticas, essa união de
diversos tipos de Arte afasta a solidão de qualquer pessoa. Aliás tenho um
poema que diz que: “a vida é uma DJ que dita a música que toca e nós somos os
dançarinos procurando dançar conforme a canção, mas essa atividade fica mais
amena e divertida quando temos amigos bailando junto.”
Agora,
aproveite o dia da bailarina e vamos dançar!
Luciana
do Rocio Mallon
#diadabailarina
#primeirodesetembro
Significados
de Sapato Baixo, Com Bico Redondo e Salto Quadrado Na Vesteterapia
Meu nome é
Luciana do Rocio Mallon, sou escritora e especialista em Vesteterapia, estudo
da personalidade através das roupas, calçados e acessórios.
Esses dias
recebi a seguinte pergunta:
“ – A professora,
Cíntia Chagas, falou que mulheres que usam sapatos baixos, com bicos redondos e
saltos quadrados, da cor verde-musgo, não têm relações íntimas, como a
Vesteterapia analisa isso?”
Minha
resposta abaixo:
- Para
responder a essa pergunta, preciso citar uma curiosidade da História da Moda:
Na Idade
Média, em alguns lugares da Europa, os sapatos tinham diversos significados,
principalmente, nas classes mais elevadas. Nessa mesma época, em alguns locais,
as moças donzelas, de classes abastadas, deveriam usar sapato baixo, com bico
redondo e salto quadrado porque esse modelo de calçado significava que elas
ainda não praticaram relações íntimas, ou seja, ainda eram virgens e isso era
uma exigência da sociedade da época. Os bicos diferenciados, os saltos mais
altos e finos eram reservados somente para as casadas e viúvas. Além disso,
nesses mesmos lugares, mulheres solteiras deveriam usar cabelos soltos ou com
flores adornadas, mas as casadas precisavam cobrir as cabeças obrigatoriamente
para não serem queimadas nas fogueiras. Além disso, os lenços nos cabelos
significavam submissão aos maridos. Já com relação à cor verde-musgo, na Idade
média essa cor era usada pelas classes sociais elevadas e significava que a pessoa
era da alta sociedade.
Vários
séculos se passaram e, essas regras medievais sobre sapatos, permaneceram nas
mentes de algumas mulheres mesmo que inconsciente. Eu, por exemplo, sou ace,
orientação de quem não tem necessidade de relações íntimas e sempre gostei de
usar sapatos baixos, com bicos redondos e saltos quadrados.
Luciana do
Rocio Mallon
#vesteterapia
#lucianadorociomallon
Lenda da
Noiva Fantasma do Ahú
Nos anos 90,
em Curitiba, havia um jovem de pensamento conservador, que morava no bairro
Cabral, numa rua que dava para ver o presídio do Ahú. Nessa mesma rua, aos
domingos, passavam várias mulheres que iam visitar os presos.
Mas o rapaz
conservador costumava ficar na janela de sua casa, xingando essas moças que iam
visitar os detentos. Ele exclamava frases ofensivas como:
“- Vocês
fazem questão de visitar bandido, porém não querem saber de homem trabalhador!”
“- Homem
honesto vocês não querem, mas bandido...”
Reza a lenda
que, nos anos 90, pastores evangélicos passaram a visitar o presídio do Ahú
para converter os detentos e naquela mesma época chegaram a fazer casamentos
religiosos, dentro da própria penitenciária, entre os presos e suas pretendentes
que levavam a vida normal do lado de fora. Num desses casamentos, a noiva se emocionou,
desmaiou e faleceu. Depois desse dia, pessoas passaram a ver o fantasma de uma
noiva dentro desse local e flutuando pelos arredores.
Naquele
mesmo período, o moço conservador que morava no bairro Cabral, sonhou com uma
noiva que exclamou:
“- Pare de
ofender as mulheres que passam por aqui para visitar os presos!”
“- Aliás, eu
fui uma delas e morri no dia do meu casamento!”
Depois desse
pesadelo, o rapaz nunca mais xingou mulher nenhuma e essa moça do sonho recebeu
o apelido de Noiva Fantasma do Ahú, que dizem que assombra o local até hoje.
Luciana do
Rocio Mallon
#lendascuritibanas
Lenda do
Fantasma do Conde Abel, o Poeta da Cartola, do Ahú
Meu nome é
Luciana do Rocio Mallon e sou autora do livro Lendas Curitibanas. Já contei
várias lendas sobre o presídio do Ahú e hoje relato a lenda de um conde artista
que ficou preso lá.
Na Curitiba,
do início do século vinte, existia um poeta, jornalista e pianista chamado Abel
Hamvultando. Naquele tempo a Monarquia já tinha acabado, mas várias pessoas
insistiam em chamar esse poeta de conde. Aliás, ele era excelente escritor e
foi elogiado até pela professora, Mariana Coelho, competente escritora
feminista. Além disso, Abel foi amigo do costureiro Kiko, aquele mesmo de uma
outra lenda em que esse próprio alfaiate reapareceu como gato cem anos depois.
Bem, outras características interessantes de Abel é que também era um virtuoso
músico e gostava de usar cartola.
Em 1900, ele
matou um imigrante italiano chamado, Giovani também conhecido pelo apelido,
Joãzinho Italiano, numa briga e por isso em 1909, Abel foi para a prisão do
presídio do Ahú. Lá, ele passou a denunciar as condições do lugar escrevendo
para jornais através de pseudônimos. Porém, um acessório que ele não dispensava,
mesmo na clausura, era a cartola.
Reza a lenda
que, naquela época, trouxeram o piano de Abel e colocaram o instrumento no
porão. Pois, às vezes, ele era liberado para tocar piano nas profundezas do
presídio.
Muitos anos
se passaram e Abel faleceu.
Porém, durante
a década de 1950, surgiram boatos de que pessoas passaram a escutar músicas ao
piano e o som vinha dos misteriosos porões da penitenciária. Além disso,
detentos passaram a ver um homem com roupas antigas e cartola andando pelos
corredores. Alguns até escutaram esse mesmo rapaz misterioso declamando poemas.
Esses relatos duraram até 2006, quando presídio foi desativado e até hoje dizem
que era o espírito de Abel que tocava piano, declamava poemas e andava de
cartola pelos corredores.
Por
curiosidade, entre 1993 e 1994, foi gravada a novela chamada, Sonho Meu, em
Curitiba. Algumas cenas, duas ou três, foram gravadas no presídio do Ahú e
profissionais da equipe afirmaram que viram um rapaz misterioso com roupas de
época e cartola andando pelos corredores.
Luciana do
Rocio Mallon
#lendasurbanas
#lendascuritibanas
A
Importância do Folclore no Combate à Depressão
Meu nome é
Luciana do Rocio Mallon, sou folclorista, escritora e especialista em
Vesteterapia, estudo místico através das roupas.
Dias atrás
recebi as seguintes mensagens:
- Por favor,
poderia falar sobre a importância do Folclore contra a Depressão?
- Como 22 de
agosto é dia do Folclore, gostaria que você comentasse como o Folclore pode
trazer harmonia e combater a tristeza em qualquer indivíduo.
Minhas
respostas, abaixo:
Sim, o
Folclore tem um papel importante no combate à Depressão.
Primeiro
falarei sobre a origem da palavra “Folclore”:
Em 22 de agosto de
1846 o professor, arqueólogo e empreendedor, chamado William John Thoms,
criou o termo “folklore”. As origens do termo “folclore” conduzem para duas
palavras em inglês: Folk e lore, que as traduções
são: povo e conhecimento. Traduzindo ao “pé-da-letra” ficaria assim:
conhecimento de um povo, ou, conhecimento popular.
O Folclore é
importante para a formação de qualquer indivíduo porque mostra como seus
antepassados viviam, valoriza as tradições do lugar, ensina valores de formas
simples e trabalha o controle das emoções com comportamentos sublimes através
de: Danças, Músicas, Artes Plásticas e Contação de Histórias.
As
atividades folclóricas unem laços familiares, por exemplos: ditados que passam
de avós para netas, lendas urbanas contadas na mesa do almoço de domingo, danças
que passam de tias para sobrinhas, culinária com vegetais típicos da região nas
receitas do caderno da bisavó, etc. Assim, o Folclore ameniza os conflitos de
gerações de forma leve e descontraída fazendo que os jovens valorizem os idosos
e os mais velhos se interessem pelos mais novos.
O Folclore
brasileiro têm funções sociais e de cidadania, principalmente, quando ajuda a
acabar com o preconceito. Por exemplo, o Folclore brasileiro é a junção de
várias etnias como: indígena, afrodescendente, europeia e cigana.
Profissionais
de Saúde Mental destacam a importância de atividades folclóricas no combate à
Depressão. Pois quando o indivíduo participa de uma ação folclórica, surge no
seu cérebro um sentimento de pertencimento, assim ele se sente parte da
comunidade, fato que eleva a autoestima. Além de ajudar na socialização porque
grande parte das atividades é feita em grupo.
A psicóloga,
Cida Silva, afirma: já foi comprovado que quando um indivíduo participa de
alguma atividade folclórica, aumentam no seu organismo substâncias como: serotonina,
dopamina e oxitocina que ajudam no combate à Depressão. A psicóloga também diz
que geralmente os ambientes, que praticam o Folclore, são coloridos e isso
influi nas emoções dos participantes, basta ver isso em manifestações culturais
como: Carnaval, Frevo, Quadrilhas Juninas, Carimbó, etc.
Aqui,
concordo com a psicóloga. Pois sou especialista em Vesteterapia e sei que
roupas coloridas tem o poder de animar quem veste essas peças repletas de
cores.
A estudante,
Carolina Pereira, faz aulas gratuitas de artesanato regional e Danças Foclóricas,
assim ela fala que depois que começou a realizar essas atividades, suas crises
de Depressão praticamente acabaram.
Então se você
sofre de Depressão procure a ajuda de um profissional de saúde mental e comece
agora mesmo uma atividade folclórica que pode ser: Artesanato Regional, Dança
Folclórica, etc.
Feliz Dia do
Folclore!
Luciana do Rocio
Mallon
#lucianadorociomallon
#diadofolclore
#22deagosto