Entrevista Com Sérgio Gustavo Farias
Como os meus seguidores sabem, durante a pandemia voltei a fazer entrevistas com artistas nas minhas redes sociais. O entrevistado de hoje é o músico Sérgio Gustavo Farias do Paraná.
1- Com quantos anos e como descobriu que queria ser músico? Eu gosto de música desde minha infância, quando meu pai colocava Luiz Gonzaga pra ouvir... Mas, foi com 12 anos que comecei a gostar e me envolver mais com a música.
2- Qual foi a reação da sua família quando você disse que desejava ser músico? Meus pais sempre me influenciaram a fazer aquilo que eu mais gostasse... Eu comecei a estudar bateria aos 16 anos junto com meu irmão que tinha 12 anos. Hoje meu irmão tem uma escola de música muito influente aqui em Araucária.
3- Quais instrumentos musicais você toca? Então, eu tenho bastante conhecimento com bateria. Eu comecei a estudar teclado, mas tive que parar por questões financeiras.
4- Já teve banda? Se sim, como foi a trajetória? Sim... Tive algumas experiências boas. Minha primeira experiência com bandas foi em igrejas, cantando nos cultos. Pouco depois entrei para uma banda aqui da cidade chamada Plano 2 onde cantei por 3 anos. Minha última banda foi o Blood Eagle, onde eu era baterista e backing vocal. Ultimamente estou compondo músicas para um trabalho solo.
5- Quais os principais problemas que os músicos enfrentam no Brasil? Eu acredito que os músicos nacionais não são tão valorizados como deveriam ser. Conheço muita gente boa, que tem letras legais e que entendem de música, mas infelizmente o povo gosta de ouvir coisas sem sentido e que não agregam nada para cultura.
6- Qual é a sua formação acadêmica e como ela influenciou na sua carreira artística? Como disse antes gosto de música desde minha infância. Eu sempre gostei de ouvir de tudo, até mesmo pra saber em qual estilo me encaixo. Desde a música eletrônica dos anos 80 que é mais pop, ao som do Rock anos 70, 80 e 90 que pra mim é o berço da música tanto nacional como internacional.
7- Quais os músicos que você admira? Vou citar alguns... Djavan, Led Zeppelin, Black Sabbath, Dio, Paralamas do Sucesso, Camisa de Vênus, Plebe Rude, Luiz Gonzaga, Creedence.... E por aí vai kkkkk.
8- Qual é o seu emprego formal no momento? Eu trabalho como auxiliar de cozinha em uma empresa chamada Risotolandia. Trabalhando para ajudar minha família e pagar algumas contas.
9- Quais os conselhos você dá para as crianças e jovens que gostariam de seguir a carreira musical? Que façam música por amor... Conheço gente que infelizmente só foca no dinheiro e apresentam algo que não é cultura pra muita gente. Façam aquilo que gostam, seja tocar ou cantar. Eu levo isso pra minha vida.
10- Quais as redes sociais onde as pessoas podem acompanhar seus trabalhos? Por enquanto não tenho nada nas redes sociais. Apenas algumas músicas que vou lanças em breve no YouTube e no Spotify. Mas quando tiver material novo eu aviso.
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sexta-feira, 22 de maio de 2020
domingo, 7 de abril de 2019
Luciana Dançou e Priscila Cantou no Lançamento do Livro Lendas Curitibanas 2
Ontem foi
lançamento do meu segundo livro, Lendas Curitibanas 2, onde dancei e fiz
repentes. A Banda Elvira, da Priscila e do Luiz, foi convidada para animar a
festa. Como eu levei apenas três músicas para dançar e o pessoal queria mais,
eu resolvi improvisar. Assim pedi para que Priscila escolhesse uma música para
que eu pudesse bailar. Ela escolheu “Its Must Have Been Love” da banda Roxette.
Este foi o momento mais emocionante, do evento, segundo os participantes.
Sinceramente,
sempre sonhei em dançar com alguém tocando e cantado, na capela, ao vivo. Ontem
realizei o meu sonho e foi uma experiência maravilhosa. Filmagem realizada por
Vanessa Lima:
Luciana do Rocio Mallon
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
Chamar Alguém do Gênero Feminino de Moça Não é Ofensa
Chamar Alguém do Gênero
Feminino de Moça Não é Ofensa
Dias atrás, vi
escritores reclamando que encontraram em páginas femininas, meninas falando que
chamar alguém do gênero feminino de moça é ofensivo. Segundo estas garotas a
palavra “moça” chega a ser mais ofensiva do que “princesa” porque conforme,
estas adolescentes, trata-se de um apelido machista e brega.
Moça e princesa nunca
foram palavras ofensivas. Eu, por exemplo, não me sinto triste quando me chamam
com estas palavras. Mas é lógico que tudo depende do contexto. Já recebi poemas
onde me chamaram de moça e princesa. Com relação à breguice, posso dizer que os
excelentes poemas de amor sempre são considerados cafonas pela galera descolada
da moda. Porém sempre preferi as declarações de paixões bem melosas, pois é o açúcar
e o mel que alimentam os textos de amor.
O que seria do cantor
Amado Batista sem a sua música chamada Princesa?
O que seria do artista
Wando sem a sua canção intitulada Moça?
Algumas criaturas dizem
que uma mulher só merece ser chamada de moça se ainda for virgem. O problema é
que, hoje em dia, ao ver uma desconhecida jovem solteira não há como saber se
ela já transou ou não por causa da tal liberdade sexual. Já outros seres
afirmam que uma dama só deve ser chamada de princesa se for bonita. Porém
beleza é algo relativo e subjetivo. Sem falar que na vida real nem todas as
princesas, de várias monarquias, foram bonitas de acordo com a beleza imposta
pelo comércio.
Como citei, não vejo
problemas em ser chamada de moça ou princesa. Pois, para começar, nunca transei
com penetração na vida mesmo e apesar de estar longe da beleza imposta pelo
capitalismo, sei que boniteza é algo pessoal. Antes eu ficava incomodada quando
me chamavam de senhora. Mas o tempo passou e como tenho mais de quarenta anos
de idade nem me importo mais. Mesmo assim eu temo ser chamada de vovó mesmo não
tendo netos. Porém algo que me salva é muita pele oleosa e sebenta, que não
deixa as rugas e nem os pés-de-galinha caminharem no meu rosto. Ás vezes fico ressabiada
quando me apelidam de madame. Pois na adolescência havia umas colegas
invejosas, que pensavam que eu era rica por causa de lendas fantasiosas a meu
respeito, e me apelidavam com este nome de uma forma pejorativa. Na verdade,
hoje quando me chamam de madame tremo e fico com medo de ser assaltada. Recentemente
fiquei encantada com um garçom porque ele me chamou de “lady”, que significa dama
em inglês, sem falar que esta é uma palavra existente em várias canções
internacionais românticas de que gosto. Basta um homem me chamar de “lady” que
logo várias músicas começam a tocar na minha cabeça.
Portanto substantivos
que muitas vezes viram adjetivos como: moça, princesa e lady não são machistas
e muito menos ofensivos.
Luciana do Rocio Mallon
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
Vídeo da Música Chamada Jenifer é Interessante Porque Empodera as Gordinhas
Vídeo da Música Chamada
Jenifer é Interessante Porque Empodera as Gordinhas
O vídeo, da música
chamada Jenifer, com o cantor e dançarino, Gabriel Diniz não estourou por causa
da música e letra. Na verdade, o clipe é um sucesso porque empodera as
gordinhas. Afinal, em seu roteiro, surge um homem, que tem uma ex-namorada
magra e com a beleza imposta pela sociedade, apaixonado por uma moça robusta.
Este tipo de
empoderamento é importante. Pois fui obesa durante a adolescência e por isto
sofri bullying quando morava numa cidade do interior do Paraná. Na época
cheguei a tentar suicídio. Sempre senti falta de ver heroínas e princesas
gordinhas nas novelas e desenhos animados. Pois as personagens obesas eram
sempre vistas como donzelas rejeitadas.
A realidade é nem todos
os homens preferem damas magras e esbeltas para um relacionamento. Mas isto a
mídia de consumo não mostra com medo de prejudicar indústria de cosméticos. Pena
que só fui descobrir isto quando já estava na faculdade.
A letra e a música da
canção Jenifer, realmente, são simples. Mas o roteiro do clipe é excelente.
Torço para que apareçam mais vídeos empoderando as gordinhas.
Luciana do Rocio Mallon
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Lenda da Cigana Mercedita
Lenda da Cigana da
Música Mercedita
Reza a lenda que em
1939, na Argentina, o artista Ramon Rios, que morava em Buenos Aires chegou com
seu grupo de teatro, em Humboldt, para se apresentar numa casa noturna.
Do palco ele avistou
uma jovem, a qual tirou para dançar. A moça se chamava Mercedes, uma
descendente de ciganos, apelidada de Mercedita, que morava na área rural, na
província de Santa Fé, e cuidava de uma pousada junto com sua mãe. Ela gostava
de vestir saias rodadas e compridas de dia. Mas, à noite, saía para passear com
seu cavalo vestindo calças compridas. Sem falar que ela gostava de ler tarô, às
escondidas, tomar banho nas cachoeiras muito à vontade, fatos que causavam escândalo
na época.
Porém Mercedes vivia
dizendo:
- Nunca me casarei
porque o matrimônio tira a liberdade da mulher!
- Mesmo assim sonho em
ter um filho!
O problema foi que
Ramon Rios se apaixonou pela jovem. Por isto voltou para Buenos Aires e passou
a escrever poemas para ela. Em 1941, o artista voltou para Humboldt com anéis e
propôs casamento para Mercedita que rejeitou o pedido. Em 1945, a moça deixou
de responder as cartas. Em meados dos anos 40, Ramon compôs a música Mercedita
como forma de desabafar sobre este amor não correspondido. Primeiro ele cantou
em uma reunião de amigos e eles aconselharam o artista a apresentar a canção
numa rádio. Assim a obra tornou-se um sucesso mundial. Anos depois, o músico se
casou com uma fã. Porém ele ficou viúvo logo. Após a morte da primeira esposa, Ramon
Rios voltou a escrever para Mercedes. Ele morreu em 1984 e sua musa, Mercedita,
em 2001.
Na última entrevista
que a cigana deu para a TV, ela afirmou que nunca teve filhos porque foi punida
pelo fato de nunca ter correspondido ao amor do músico.
A canção, Mercedita,
tornou-se patrimônio cultural da Argentina e já foi regravada por várias
bandas, inclusive pela dupla brasileira Chitãozinho e Xororó.
Reza a lenda que se uma
moça dançar esta música sozinha, com uma flor nos cabelos, receberá uma
declaração de amor na mesma semana.
Luciana do Rocio Mallon
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Quando um Chupim Escuta Chopin
Quando um Chupim Escuta Chopin
A pequena menina toca Chopin ao piano
E um pássaro negro aproxima-se da janela
Com seu olhar calmo e sem nenhum engano
Escuta a suave canção tocada pela donzela
Esta ave negra chama-se chupim
Admirando o ébano e o carmim
A garota interpreta um noturno
Alegrando o pássaro soturno
Deste jeito, delicado sem fim
O majestoso e nobre chupim
Vira melro, graúna e arranca-milho
Dentro de um poema com estribilho
Na luz de uma estrela com brilho
Depois a ave vai para os elétricos fios
Que formam um pentagrama em partitura
Causando nos anjos mais de mil arrepios
Repletos de candura, doçura e ternura
Quando um chupim ouve Chopin ao piano de cauda
Tudo se ilumina e se purifica em sua volta
Um doente é abençoado com a cura sem lauda
O vento transforma-se em brisa acabando com a revolta
A Valsa em Lá penetra em todos os lugares
Na dança da bailarina de todos os lares.
Luciana do Rocio Mallon
terça-feira, 18 de setembro de 2018
A Bailarina da Caixa de Música e a Borboleta
A Bailarina
da Caixa de Música e a Borboleta
A bailarina
da caixa de música foi uma simples boneca
Já a
borboleta foi uma lagarta cheia de soneca
Morando em
qualquer lugar da natureza
Sem de nada
possuir certeza
A bailarina
da caixa tem moradia
Mas não
conhece a liberdade em Poesia
Ela dança a
mesma canção sem sair do lugar
Admirando,
pela janela, a luz prata do luar!
A borboleta
é livre em qualquer lugar
Ela dança
com suas asas ao ar
Suas asas
com pontos coloridos
Viram lenços
suaves e atrevidos
Numa tarde a
alegre borboleta
Chegou perto
da caixa de música
De uma
maneira atrevida e xereta
Assim viu a
bailarina lúcida
Depois notou
que ela tinha um leque branco
Que virava
Lua nova e, também, minguante
Porém o seu
jeito meigo e brando
Transformava
sua alma em estrela brilhante
A bailarina
da caixa invejava a borboleta
Porque ela beijou
o néctar da violeta
Porém a
livre borboleta durou poucos dias
E a
bailarina até hoje tem a eternidade em fantasias.
Luciana do
Rocio Mallon
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