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sexta-feira, 22 de maio de 2020

Entrevista Com Musico Sérgio Gustavo Farias

Entrevista Com Sérgio Gustavo Farias
Como os meus seguidores sabem, durante a pandemia voltei a fazer entrevistas com artistas nas minhas redes sociais. O entrevistado de hoje é o músico Sérgio Gustavo Farias do Paraná.

1- Com quantos anos e como descobriu que queria ser músico? Eu gosto de música desde minha infância, quando meu pai colocava Luiz Gonzaga pra ouvir... Mas, foi com 12 anos que comecei a gostar e me envolver mais com a música.
2- Qual foi a reação da sua família quando você disse que desejava ser músico? Meus pais sempre me influenciaram a fazer aquilo que eu mais gostasse... Eu comecei a estudar bateria aos 16 anos junto com meu irmão que tinha 12 anos. Hoje meu irmão tem uma escola de música muito influente aqui em Araucária.
3- Quais instrumentos musicais você toca? Então, eu tenho bastante conhecimento com bateria. Eu comecei a estudar teclado, mas tive que parar por questões financeiras.
4- Já teve banda? Se sim, como foi a trajetória? Sim... Tive algumas experiências boas. Minha primeira experiência com bandas foi em igrejas, cantando nos cultos. Pouco depois entrei para uma banda aqui da cidade chamada Plano 2 onde cantei por 3 anos. Minha última banda foi o Blood Eagle, onde eu era baterista e backing vocal. Ultimamente estou compondo músicas para um trabalho solo.
5- Quais os principais problemas que os músicos enfrentam no Brasil? Eu acredito que os músicos nacionais não são tão valorizados como deveriam ser. Conheço muita gente boa, que tem letras legais e que entendem de música, mas infelizmente o povo gosta de ouvir coisas sem sentido e que não agregam nada para cultura.
6- Qual é a sua formação acadêmica e como ela influenciou na sua carreira artística? Como disse antes gosto de música desde minha infância. Eu sempre gostei de ouvir de tudo, até mesmo pra saber em qual estilo me encaixo. Desde a música eletrônica dos anos 80 que é mais pop, ao som do Rock anos 70, 80 e 90 que pra mim é o berço da música tanto nacional como internacional.
7- Quais os músicos que você admira? Vou citar alguns... Djavan, Led Zeppelin, Black Sabbath, Dio, Paralamas do Sucesso, Camisa de Vênus, Plebe Rude, Luiz Gonzaga, Creedence.... E por aí vai kkkkk.
8- Qual é o seu emprego formal no momento? Eu trabalho como auxiliar de cozinha em uma empresa chamada Risotolandia. Trabalhando para ajudar minha família e pagar algumas contas.
9- Quais os conselhos você dá para as crianças e jovens que gostariam de seguir a carreira musical? Que façam música por amor... Conheço gente que infelizmente só foca no dinheiro e apresentam algo que não é cultura pra muita gente. Façam aquilo que gostam, seja tocar ou cantar. Eu levo isso pra minha vida.
10- Quais as redes sociais onde as pessoas podem acompanhar seus trabalhos? Por enquanto não tenho nada nas redes sociais. Apenas algumas músicas que vou lanças em breve no YouTube e no Spotify. Mas quando tiver material novo eu aviso.



domingo, 7 de abril de 2019

Luciana Dançou e Priscila Cantou no Lançamento do Livro Lendas Curitibanas 2


Ontem foi lançamento do meu segundo livro, Lendas Curitibanas 2, onde dancei e fiz repentes. A Banda Elvira, da Priscila e do Luiz, foi convidada para animar a festa. Como eu levei apenas três músicas para dançar e o pessoal queria mais, eu resolvi improvisar. Assim pedi para que Priscila escolhesse uma música para que eu pudesse bailar. Ela escolheu “Its Must Have Been Love” da banda Roxette. Este foi o momento mais emocionante, do evento, segundo os participantes.
Sinceramente, sempre sonhei em dançar com alguém tocando e cantado, na capela, ao vivo. Ontem realizei o meu sonho e foi uma experiência maravilhosa. Filmagem realizada por Vanessa Lima:
Luciana do Rocio Mallon






segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Chamar Alguém do Gênero Feminino de Moça Não é Ofensa


Chamar Alguém do Gênero Feminino de Moça Não é Ofensa
Dias atrás, vi escritores reclamando que encontraram em páginas femininas, meninas falando que chamar alguém do gênero feminino de moça é ofensivo. Segundo estas garotas a palavra “moça” chega a ser mais ofensiva do que “princesa” porque conforme, estas adolescentes, trata-se de um apelido machista e brega.
Moça e princesa nunca foram palavras ofensivas. Eu, por exemplo, não me sinto triste quando me chamam com estas palavras. Mas é lógico que tudo depende do contexto. Já recebi poemas onde me chamaram de moça e princesa. Com relação à breguice, posso dizer que os excelentes poemas de amor sempre são considerados cafonas pela galera descolada da moda. Porém sempre preferi as declarações de paixões bem melosas, pois é o açúcar e o mel que alimentam os textos de amor.
O que seria do cantor Amado Batista sem a sua música chamada Princesa?
O que seria do artista Wando sem a sua canção intitulada Moça?
Algumas criaturas dizem que uma mulher só merece ser chamada de moça se ainda for virgem. O problema é que, hoje em dia, ao ver uma desconhecida jovem solteira não há como saber se ela já transou ou não por causa da tal liberdade sexual. Já outros seres afirmam que uma dama só deve ser chamada de princesa se for bonita. Porém beleza é algo relativo e subjetivo. Sem falar que na vida real nem todas as princesas, de várias monarquias, foram bonitas de acordo com a beleza imposta pelo comércio.
Como citei, não vejo problemas em ser chamada de moça ou princesa. Pois, para começar, nunca transei com penetração na vida mesmo e apesar de estar longe da beleza imposta pelo capitalismo, sei que boniteza é algo pessoal. Antes eu ficava incomodada quando me chamavam de senhora. Mas o tempo passou e como tenho mais de quarenta anos de idade nem me importo mais. Mesmo assim eu temo ser chamada de vovó mesmo não tendo netos. Porém algo que me salva é muita pele oleosa e sebenta, que não deixa as rugas e nem os pés-de-galinha caminharem no meu rosto. Ás vezes fico ressabiada quando me apelidam de madame. Pois na adolescência havia umas colegas invejosas, que pensavam que eu era rica por causa de lendas fantasiosas a meu respeito, e me apelidavam com este nome de uma forma pejorativa. Na verdade, hoje quando me chamam de madame tremo e fico com medo de ser assaltada. Recentemente fiquei encantada com um garçom porque ele me chamou de “lady”, que significa dama em inglês, sem falar que esta é uma palavra existente em várias canções internacionais românticas de que gosto. Basta um homem me chamar de “lady” que logo várias músicas começam a tocar na minha cabeça.
Portanto substantivos que muitas vezes viram adjetivos como: moça, princesa e lady não são machistas e muito menos ofensivos.
Luciana do Rocio Mallon  






sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Vídeo da Música Chamada Jenifer é Interessante Porque Empodera as Gordinhas


Vídeo da Música Chamada Jenifer é Interessante Porque Empodera as Gordinhas
O vídeo, da música chamada Jenifer, com o cantor e dançarino, Gabriel Diniz não estourou por causa da música e letra. Na verdade, o clipe é um sucesso porque empodera as gordinhas. Afinal, em seu roteiro, surge um homem, que tem uma ex-namorada magra e com a beleza imposta pela sociedade, apaixonado por uma moça robusta.
Este tipo de empoderamento é importante. Pois fui obesa durante a adolescência e por isto sofri bullying quando morava numa cidade do interior do Paraná. Na época cheguei a tentar suicídio. Sempre senti falta de ver heroínas e princesas gordinhas nas novelas e desenhos animados. Pois as personagens obesas eram sempre vistas como donzelas rejeitadas.
A realidade é nem todos os homens preferem damas magras e esbeltas para um relacionamento. Mas isto a mídia de consumo não mostra com medo de prejudicar indústria de cosméticos. Pena que só fui descobrir isto quando já estava na faculdade.
A letra e a música da canção Jenifer, realmente, são simples. Mas o roteiro do clipe é excelente. Torço para que apareçam mais vídeos empoderando as gordinhas.
Luciana do Rocio Mallon

                                     


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Lenda da Cigana Mercedita


Lenda da Cigana da Música Mercedita
Reza a lenda que em 1939, na Argentina, o artista Ramon Rios, que morava em Buenos Aires chegou com seu grupo de teatro, em Humboldt, para se apresentar numa casa noturna.
Do palco ele avistou uma jovem, a qual tirou para dançar. A moça se chamava Mercedes, uma descendente de ciganos, apelidada de Mercedita, que morava na área rural, na província de Santa Fé, e cuidava de uma pousada junto com sua mãe. Ela gostava de vestir saias rodadas e compridas de dia. Mas, à noite, saía para passear com seu cavalo vestindo calças compridas. Sem falar que ela gostava de ler tarô, às escondidas, tomar banho nas cachoeiras muito à vontade, fatos que causavam escândalo na época.
Porém Mercedes vivia dizendo:
- Nunca me casarei porque o matrimônio tira a liberdade da mulher!
- Mesmo assim sonho em ter um filho!
O problema foi que Ramon Rios se apaixonou pela jovem. Por isto voltou para Buenos Aires e passou a escrever poemas para ela. Em 1941, o artista voltou para Humboldt com anéis e propôs casamento para Mercedita que rejeitou o pedido. Em 1945, a moça deixou de responder as cartas. Em meados dos anos 40, Ramon compôs a música Mercedita como forma de desabafar sobre este amor não correspondido. Primeiro ele cantou em uma reunião de amigos e eles aconselharam o artista a apresentar a canção numa rádio. Assim a obra tornou-se um sucesso mundial. Anos depois, o músico se casou com uma fã. Porém ele ficou viúvo logo. Após a morte da primeira esposa, Ramon Rios voltou a escrever para Mercedes. Ele morreu em 1984 e sua musa, Mercedita, em 2001.
Na última entrevista que a cigana deu para a TV, ela afirmou que nunca teve filhos porque foi punida pelo fato de nunca ter correspondido ao amor do músico.
A canção, Mercedita, tornou-se patrimônio cultural da Argentina e já foi regravada por várias bandas, inclusive pela dupla brasileira Chitãozinho e Xororó.
Reza a lenda que se uma moça dançar esta música sozinha, com uma flor nos cabelos, receberá uma declaração de amor na mesma semana.
Luciana do Rocio Mallon






quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Quando um Chupim Escuta Chopin


Quando um Chupim Escuta Chopin
A pequena menina toca Chopin ao piano
E um pássaro negro aproxima-se da janela
Com seu olhar calmo e sem nenhum engano
Escuta a suave canção tocada pela donzela

Esta ave negra chama-se chupim
Admirando o ébano e o carmim
A garota interpreta um noturno
Alegrando o pássaro soturno

Deste jeito, delicado sem fim
O majestoso e nobre chupim
Vira melro, graúna e arranca-milho
Dentro de um poema com estribilho
Na luz de uma estrela com brilho

Depois a ave vai para os elétricos fios
Que formam um pentagrama em partitura
Causando nos anjos mais de mil arrepios
Repletos de candura, doçura e ternura

Quando um chupim ouve Chopin ao piano de cauda
Tudo se ilumina e se purifica em sua volta
Um doente é abençoado com a cura sem lauda
O vento transforma-se em brisa acabando com a revolta

A Valsa em Lá penetra em todos os lugares
Na dança da bailarina de todos os lares.
Luciana do Rocio Mallon




terça-feira, 18 de setembro de 2018

A Bailarina da Caixa de Música e a Borboleta


A Bailarina da Caixa de Música e a Borboleta
A bailarina da caixa de música foi uma simples boneca
Já a borboleta foi uma lagarta cheia de soneca
Morando em qualquer lugar da natureza
Sem de nada possuir certeza

A bailarina da caixa tem moradia
Mas não conhece a liberdade em Poesia
Ela dança a mesma canção sem sair do lugar
Admirando, pela janela, a luz prata do luar!

A borboleta é livre em qualquer lugar
Ela dança com suas asas ao ar
Suas asas com pontos coloridos
Viram lenços suaves e atrevidos

Numa tarde a alegre borboleta
Chegou perto da caixa de música
De uma maneira atrevida e xereta
Assim viu a bailarina lúcida

Depois notou que ela tinha um leque branco
Que virava Lua nova e, também, minguante
Porém o seu jeito meigo e brando
Transformava sua alma em estrela brilhante

A bailarina da caixa invejava a borboleta
Porque ela beijou o néctar da violeta
Porém a livre borboleta durou poucos dias
E a bailarina até hoje tem a eternidade em fantasias.
Luciana do Rocio Mallon