domingo, 21 de junho de 2026

A Dança Chamada Curitibano e os Poetas de Improviso

 A Dança Chamada Curitibano e os Poetas de Improviso

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon sou folclorista e poeta de improviso.

Você sabia que Curitiba já teve uma Dança circular onde um poeta de improviso, ficava no meio da roda, fazendo versos, na hora, com as palavras que o público pedia?

Sim, o nome dessa dança era Curitibano. Mas, como para mim, essa dança ainda está viva, usarei na minha descrição o tempo no presente.

Enquanto os bailarinos sapateiam, giram suas saias rodadas no caso das mulheres ou capas esvoaçantes no caso dos homens, o poeta vai fazendo versos de improviso, no meio, de acordo com a sugestão do público. Também pode acontecer o desafio das rimas, quando mais de um poeta entra no meio da roda, assim o público vai pedindo palavras para eles rimarem e quem não souber rimar sai da roda. Mas vence quem rimar tudo e for eleito o melhor rimador pelo público.

O problema é que muita gente confunde a Dança Curitibano com o Fandango Caiçara, mas as diferenças são nítidas, como estão abaixo:

- Na Dança Curitibano, as pessoas podem dançar, em fila circular na roda, sem a necessidade de par. Já no Fandango Caiçara, o bailado é de par e geralmente num espaço circular.

- Na Dança Curitibano, a dama pode sapatear. Já, no Fandango Caiçara, quem sapateia é o homem, pois a mulher só balança a saia.

- A Dança Curitibano, quando é feita em grupo, é obrigatório ter um poeta que faça versos de improviso ou declamação de poemas.

Infelizmente, no século vinte com a urbanização, a Dança Curitibano foi uma tradição que se perdeu com o tempo. Mas que pretendo resgatar através de pesquisas.

Essa pesquisa foi baseada em entrevistas com: professores de História, pessoas do povo como várias idosas, que na época da pesquisa, tinham mais de 80 anos de idade e também através de materiais de época.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#dançacuritibano

 

 

 

 

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