A Dança Chamada Curitibano e os Poetas de Improviso
Meu nome é
Luciana do Rocio Mallon sou folclorista e poeta de improviso.
Você sabia
que Curitiba já teve uma Dança circular onde um poeta de improviso, ficava no
meio da roda, fazendo versos, na hora, com as palavras que o público pedia?
Sim, o nome
dessa dança era Curitibano. Mas, como para mim, essa dança ainda está viva,
usarei na minha descrição o tempo no presente.
Enquanto os
bailarinos sapateiam, giram suas saias rodadas no caso das mulheres ou capas
esvoaçantes no caso dos homens, o poeta vai fazendo versos de improviso, no
meio, de acordo com a sugestão do público. Também pode acontecer o desafio das
rimas, quando mais de um poeta entra no meio da roda, assim o público vai pedindo
palavras para eles rimarem e quem não souber rimar sai da roda. Mas vence quem
rimar tudo e for eleito o melhor rimador pelo público.
O problema é
que muita gente confunde a Dança Curitibano com o Fandango Caiçara, mas as
diferenças são nítidas, como estão abaixo:
- Na Dança
Curitibano, as pessoas podem dançar, em fila circular na roda, sem a necessidade
de par. Já no Fandango Caiçara, o bailado é de par e geralmente num espaço
circular.
- Na Dança
Curitibano, a dama pode sapatear. Já, no Fandango Caiçara, quem sapateia é o
homem, pois a mulher só balança a saia.
- A Dança
Curitibano, quando é feita em grupo, é obrigatório ter um poeta que faça versos
de improviso ou declamação de poemas.
Infelizmente,
no século vinte com a urbanização, a Dança Curitibano foi uma tradição que se
perdeu com o tempo. Mas que pretendo resgatar através de pesquisas.
Essa
pesquisa foi baseada em entrevistas com: professores de História, pessoas do
povo como várias idosas, que na época da pesquisa, tinham mais de 80 anos de
idade e também através de materiais de época.
Luciana do
Rocio Mallon
#lucianadorociomallon
#dançacuritibano
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