sábado, 4 de julho de 2026

Lenda da Poncan Mágica do Paraná

 

Lenda da Poncan Mágica do Paraná

Reza a lenda que na época em que Curitiba se chamava, Vila Nossa Senhora da Luz, a embarcação de uma princesa asiática naufragou no Litoral do Paraná. Assim essa jovem nadou até a praia, onde foi resgatada por uma idosa que iria de carroça, entregar encomendas, até a Vila Nossa Senhora da Luz. Mas quando elas estavam perto do destino, a princesa adormeceu e quando acordou, a idosa tinha desparecido. Dessa forma, a asiática percebeu que estava no meio de uma floresta. Então um indígena tindiquera olhou a moça, se aproximou dela e os dois se apaixonaram.

Quando o jovem cacique levou sua amada à aldeia, seu pai reprovou o relacionamento e eles foram expulsos do local. Assim voltaram para a floresta onde foram atacados e mortos por uma tribo inimiga. Desse jeito o corpo do cacique foi encontrado e enterrado pelo pajé, da sua aldeia, que colocou uma muda de pessegueiro em cima do falecido. A oriental também foi enterrada e em cima do seu corpo foi colocada uma muda de tangerina que o pajé encontrou no bolso da roupa da própria moça. O tempo passou, as árvores cresceram, lado a lado e suas sementes se misturaram. Reza a lenda que da mistura das duas árvores nasceu um pé de poncan, que simboliza o amor eterno entre o cacique e a princesa oriental. Reza a lenda que se um casal dançar debaixo de uma árvore de poncan seu amor será eterno. Aliás, a palavra poncan significa tangerina mágica do amor em algumas línguas antigas. Também existe a Dança da Poncan onde as bailarinas se vestem com roupas da cor da fruta e dançam ao lado das árvores colendo poncans.

Luciana do Rocio Mallon

#lendadaponkan

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