terça-feira, 21 de novembro de 2017

Lenda da Ponte Que Liga o Boqueirão ao Sítio Cercado

Lenda da Ponte Que Liga o Boqueirão ao Sítio Cercado
Na cidade de Curitiba, do século dezenove, havia duas propriedades vizinhas e um tanto rivais: a Fazenda do Boqueirão e o Sítio Cercado.
Num domingo de Primavera, Maria, a filha do capataz da Fazenda do Boqueirão foi à missa numa igreja próxima. Lá ela avistou, Toninho, filho do guardião do Sítio Cercado. No final da missa, os dois se olharam, conversaram e passaram a namorar às escondidas.
Para se encontrar, diariamente com a amada, Toninho construiu uma ponte sobre um rio que separava as duas propriedades. Assim ela foi batizada de “ponte que liga o Boqueirão ao Sítio Cercado”.
Porém, um dia, o pai da moça pegou o casal junto. Assim ele pediu ajuda a uma bruxa, da região, para que separasse o casal para sempre em troca de dinheiro. A feiticeira aceitou o serviço.
Então numa noite de luar, os namorados foram se encontrar na ponte. De repente, ela caiu sem motivo aparente e o acidente matou o casal.
Naquele instante, a bruxa que observava tudo começou a rir escandalosamente. Por isto, o pai da moça, ao escutar o escândalo, aproximou-se da ponte e vendo sua filha morta, naquele mesmo instante, esfaqueou a bruxa e jogou o corpo no rio.
Anos depois, já no século vinte, nos anos setenta, a ponte foi reconstruída no mesmo lugar. Boqueirão e Sítio Cercado transformaram-se em bairros. Naquela época havia uma garota, chamada Tati, que morava no Sítio Cercado. Mas que era perseguida pelo padrasto. Numa noite, sua mãe saiu de casa e o homem tentou agredir a garota. Então a menina correu e foi parar na metade da ponte. Quando o homem foi pegar a pobre, apareceu uma moça com roupas do século dezenove. Deste jeito o rapaz perguntou:
- Quem é você?
A moça respondeu:
- Sou Maria, o espírito protetor desta ponte.
Mesmo assim, o moço tentou se aproximar da criança. Porém não conseguiu ultrapassar o ectoplasma de Maria, que acabou jogando o homem na água, que gritou:
- Explodirei esta ponte!
- Ainda jogarei uma praga:
- Esta ponte nunca vai parar de pé!
Deste jeito, o rapaz voltou para casa. Enquanto, Tati e Maria ficaram conversando na ponte.
De repente, o moço colocou dinamite e explodiu a ponte, com a enteada em cima dela. Mas neste desastre, ele morreu junto também.
Meses depois, a população reconstruiu a ponte de madeira e a alma de Tati passou a proteger a ponte junto com Maria.
Num dia chuvoso, uma menina chamada Adriana precisou passar por esta ponte. Quando ela estava no meio, a água subiu demais, ela se agarrou no corrimão e gritou:
- Socorro!
Desta maneira apareceu uma jovem, com roupas do século dezenove, acompanhada de uma menina com um vestido florido. Assim elas falaram:
- Somos Tati e Maria.
- Ajudaremos você a atravessar a ponte sem se afogar.
Deste jeito, os espíritos ajudaram Adriana que voltou sã e salva para casa.
Reza a lenda que por causa da praga do homem mau, esta ponte sempre tem problemas. Porém, por incrível que pareça, toda a vez que surge alguma situação não planejada nela, os fantasmas de Maria e Tati sempre aparecem para ajudar.
Luciana do Rocio Mallon




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