Mostrando postagens com marcador festajunina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador festajunina. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Caminho da Roça nas Festas Juninas

 

Caminho da Roça nas Festas Juninas

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, sou escritora, professora de Literatura, Folclore e Dança.

Então, nesse começo de junho, recebi as seguintes perguntas:

- Como surgiu o Caminho da Roça nas Festas Juninas?

- Caminho da Roça é uma Dança Junina?

- Quem colocou ao famoso Caminho da Roça nas Festas Juninas?

Minhas resposta estão abaixo:

- Essas questões levantam muitas polêmicas porque para muitos especialistas o, Caminho da Roça, é um passo no meio da quadrilha e para outros é uma Dança Junina com vivência histórica.

Para ter uma visão geral é preciso estudar a História das Festas Juninas, que comentarei abaixo.

Na Idade Antiga, na Europa, muitas civilizações eram politeístas e adoravam deuses. Então as festas de junho eram para saudar o solstício de Verão, pedir boas colheitas aos deuses e homenagear os trabalhadores do campo. Mas, durante a Idade Média, com a expansão da Igreja Católica houve um trabalho dos religiosos para acabarem com os rituais pagãos. Assim a Igreja Católica retirou a celebração do solstício de Verão que pedia boas colheitas aos deuses e colocou as Festas Juninas em homenagem aos santos: São João, Santo Antônio, São Pedro e São Paulo. Porém as homenagens aos camponeses, nessas comemorações, permaneceram.

Na época do descobrimento do Brasil, portugueses vieram até nosso país, trouxeram seus costumes que se misturaram com as tradições dos indígenas, que já estavam aqui e dos afrodescendentes que vieram da África.

Já, no século dezenove, passou a ser comum europeus e os próprios brasileiros miscigenados comprarem terras no Brasil, mas com suas casas um tanto distantes das suas propriedades rurais onde trabalhavam ou tinham roças próprias. Assim com o objetivo de proteção, eles caminhavam em grupos, por meio de filas e encontravam adversidades como: cobras, chuvas, ventanias, saqueadores, etc. Dessa maneira, era comum quem estava na frente, dessas filas, dar avisos como:

- Olhem a chuva!

- Olhem a cobra!

- Olhem os saqueadores!

Segundo o professor de História, Pedro Oliveira, no século dezenove, numa Festa Junina de igreja, o sanfoneiro faltou. Então o coreógrafo da quadrilha falou:

- Como não tem música, vamos homenagear os agricultores dançando o caminho da roça árduo que eles fazem todos os dias para trabalhar.

Desse jeito, os dançarinos formaram uma fileira dançante, enquanto o coreógrafo dava as ordens:

- Olhem a chuva!

- Virem para o outro lado!

- É mentira!

- Virem para o lado certo!

- Olhem a cobra!

- Virem para o outro lado!

- É mentira!

- Virem para o lado certo!

Esses passos foram tão divertidos e deram tão certo, que foram incorporados nas quadrilhas de festas juninas.

Mas foi em meados da década de 1920, que as festas juninas passaram a ser incorporadas nas escolas, aos poucos e a partir daquele ano as quadrilhas passaram a fazer sucesso nos ambientes acadêmicos. Então os professores introduziam o passo, Caminho da Roça, no meio das danças por ter a coreografia de fácil entendimento e sem complicações para ensaios.

Porém foi a partir da década de 1970 que o passo junino, Caminho da Roça, se tornou uma Dança independente nas festas escolares de junho. Pois a partir daquele ano, o número de mulheres passou a ser maior do que o número de homens nas salas de aulas. Assim, para evitar confusão em danças de pares, as professoras de Educação Infantil e  Educação Física passaram a fazer trenzinho, ou seja, um aluno ficou atrás do outro sem a necessidade de par e depois era somente os estudantes obedecerem ao comando do Caminho da Roça na coreografia. Portanto foi assim que o Caminho da Roça passou de passo de quadrilha para uma Dança Junina independente.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#festajunina

#caminhodaroça

#festajunina2026

 

 

 

 


segunda-feira, 1 de junho de 2026

Entrevista Com Ana Pereira Sobre Danças de Curitiba de Antigamente

 

Entrevista Com Ana Pereira Sobre Danças de Curitiba de Antigamente

 

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon e desde 2009, pesquiso sobre lendas tradicionais de Curitiba que desapareceram com o tempo.

Para realizar a pesquisa, entrevistei idosas em asilos. Em 2017 Ana Pereira, na época com 97 anos de idade, respondeu as seguintes perguntas:

1 - A senhora falou que estudou em colégio interno, como eram as festas juninas lá?

“- A escola era só de meninas, então num domingo do final de junho, a direção montava uma festa no pátio da escola com barracas típicas como: pipoca, milho verde, pescaria de bonecos, etc. Mas as danças eram realizadas só por meninas e não tinha essa história de menina se vestir de homem, pois era colégio rígido. Aliás essa mania de garotas se vestirem de cavalheiros, nas festas quando falta rapaz, só começou de 1970 em diante. Assim, na minha juventude, as quadrilhas apresentadas mostravam: Dança Curitibano, Dança das Lavadeiras do Rio Atuba, Dança da Quirera e Dança do Colheita do Pinhão.”

2 - Como era a Dança Curitibano?

“ – As moças, com saias rodadas, dançavam num círculo, balançado a saia e fazendo sapateados. Depois uma delas entrava no meio e começava a declamar poemas.”

3 - Como era a Dança da Colheita do Pinhão?

“ – As alunas entravam vestidas de camponesas, com cestas e balaios cheios de pinhão, fazendo passos graciosos, depois jogavam os pinhões nas grelhas para as pessoas comerem o famoso prato chamado Sapecada de Pinhão.”

4 - Como era a Dança das Lavadeiras do Rio Atuba?

“- As estudantes vestidas de saias rodadas com aventais nos peitos entravam com os seguintes elementos: bacias, baldes e lenços coloridos dentro deles. Depois tiravam os lenços e dançavam com eles simulando a profissão de lavadeira. No meio da coreografia os lenços viraram asas e as moças faziam eles flutuarem no ar, mas elas mantinham os pés dançando no chão. Então era a minha dança junina preferida. Pois era muito leve.”

5 - Como era Dança da Quirera?

“ – As moças rodavam as suas saias, faziam sapateados melódicos e no final ofereciam um prato chamado, Quirera, ao público. Esse prato era delicioso, pois tinha milho moído com carne de porco.”

6 - Qual a mensagem que a senhora deixa para as professoras que ensaiam danças juninas?

“ – Peço para que elas ensinem as Danças Tradicionais Juninas de Curitiba, que eram ensinadas nos colégios internos como essas que citei: Dança da Colheita do Pinhão, Dança Curitibano, Dança das Lavadeiras e Dança da Quirera. Aliás o Paraná tem um Folclore bonito e não devemos deixar essa Cultura morrer.”

Luciana do Rocio Mallon

#dançascuritibanas

#dançasparanaenses

#festajunina

 

 

domingo, 31 de maio de 2026

Dança Chamada, Curitibano, Junto Com Versos de Improviso

 

 Dança Chamada, Curitibano, Junto Com Versos de Improviso

No passado Curitiba tinha uma dança chamada, Curitibano, muito dançada em festas juninas. Nessa dança, as pessoas bailavam numa roda, com saias rodadas, sapatos sonantes e no meio era comum um poeta fazer versos de improviso com as palavras que o povo pedia.

Se você é professora da Educação Básica, que tal ensaiar essa dança com seus alunos?

Os estudantes, os pais deles e toda a comunidade vão amar!

Pois essa é a união da Dança com a Literatura!

Luciana do Rocio Mallon

Focalizadora de Danças

#lucianadorociomallon

#festajunina

#curitibano

 

 

 

 

 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Resultado do Concurso Sinhazinha Virtual Cultural

 

As festas juninas começam mês que vem e hoje saiu o resultado do concurso, Sinhazinha Virtual Cultural – 2026, organizado pelo grupo Dança Praça das Cerejeiras. Assim fiquei feliz ao saber que sou a vencedora. Pois para participar dessa competição era preciso mandar pesquisas sobre as Danças nas Festas Juninas de Curitiba, ter vídeos de Dança sobre o tema e com visualizações relevantes. Então mandei a seguinte pesquisa: Danças Tradicionais de Curitiba na Época Em Que Se Chamava Vila Nossa Senhora da Luz Até o Século XIX.

Meu agradecimento vai aos fundadores do grupo Dança Praça das Cerejeiras que organizaram o concurso.

Aproveito para afirmar que estou disponível para matérias e entrevistas sobre o assunto.

Luciana do Rocio Mallon

 

 

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Lenda da Flor-de-São-João

 

Lenda da Flor-de-São-João

Reza a lenda que Isabel, quando estava grávida de São João, morava em uma montanha e combinou com sua prima Maria, que estava grávida de Jesus, de fazer uma fogueira quando João nascesse.

Então o filho de Isabel nasceu e ela fez uma fogueira no alto da montanha. Assim Maria foi até sua prima para visitar o bebê.

Porém, mesmo após a chegada de Maria, Isabel não apagou a fogueira. De repente, chegou uma mulher chorando:

- Minha filha desapareceu!

Então, Maria, Isabel e as outras mulheres da montanha, exclamaram:

- Vamos orar!

Assim, durante a oração, as lágrimas da mãe que procurava a filha, caíram na fogueira e essas mesmas lágrimas se transformaram em flores da cor de fogo. Como um raio, surgiu uma menina gritando e correndo em direção à mulher:

- Mamãe, estou aqui!

A moça ficou emocionada, assim disse para Isabel e Maria:

- Estou agradecida pelas orações, por isso preciso revelar algo:

- Seus bebês serão importantes para a humanidade!

Diz o mito que assim surgiu a famosa flor-de-são-joão que floresce durante as festividades juninas.

Luciana do Rocio Mallon

#lucianadorociomallon

#flordesaojoao

#festajunina

 

 


domingo, 1 de junho de 2025

O Traje Junino Ideal Para Cada Signo Conforme a Vesteterapia

 

O Traje Junino Ideal Para Cada Signo Conforme a Vesteterapia

 

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon e sou especialista em Vesteterapia, estudo da personalidade através das roupas.

Essa semana, recebi as seguintes perguntas:

“ – Qual é o traje junino ideal para a mulher de cada signo?”

“ Quais são as roupas juninas ideais para cada signo conforme a Vesteterapia?”

Minhas repostas estão abaixo:

1 – Áries: arianas são corajosas, destemidas, rebeldes e enfrentam qualquer perigo. Então os trajes ideais são: Maria Bonita e cowgirl que tenha chapéu, laço e chicote.

2 – Touro: taurinas são trabalhadoras, românticas e amam um filme ou uma novela de época. Portanto um figurino de camponesa ou pastora medieval traduz o espírito da taurina na festa junina. Mas tem que ser um figurino completo: com saia rodada, avental, espatilho de cordinhas e lenço na cabeça.

3 – Gêmeos: geminianas são graciosas, mas possuem dupla personalidade. Portanto, um avental junino que vira vestido caipira e ainda com duas rosas, de cores diferentes para colocar no cabelo, representam bem qualquer geminiana. As duas flores representam a dupla personalidade.

4 – Câncer: cancerianas são sentimentais e sensíveis. Por isso ficam excelentes com vestidos floridos compridos e uma coroa de flores na cabeça. Pois elas são tímidas e valorizam as tradições.

5 – Leão: leoninas gostam de ser o centro de qualquer evento. Assim, na festa junina, uma roupa de noiva caipira faz a leonina brilhar no arraial inteiro.

6 – Virgem: virginianas são organizadas e gostam de remendar roupas para fazer economia. Aliás, isso faz parte da criatividade que elas têm. Portanto uma virginiana curte uma saia de retalhos, com um espartilho de cordinhas em cima de uma blusa com manga medieval.

7 – Libra: librianas amam estar na moda independente do estilo de festa. Portanto roupas iguais a da cantora, Ana Castella, deixam qualquer libriana realizada.

8 – Escorpião: escorpianas gostam de brilhar em qualquer evento e chamar a atenção na pista de dança, mas sempre com elegância mantendo a tradição. Portanto uma roupa de prenda gaúcha deixa qualquer escorpiana feliz.

9 – Sagitário: sagitarianas amam babados. Portanto um vestido ou uma saia rodada com muitos babados sempre deixa qualquer sagitariana faceira.

10 – Capricórnio: capricornianas amam conforto. Assim, uma jardineira bordada que vira vestido caipira é o traje junino ideal para as capricornianas. Pois é confortável e leve.

11- Aquário: aquarianas são práticas, elas gostam de roupas que possam aproveitar no dia-a-dia. Portanto, qualquer roupa xadrez deixa a aquariana contente na festa junina, pois ela pode aproveitar essa peça depois.

12 – Peixes: piscianas gostam de misticismo e Arte. Portanto qualquer roupa que tenha estampas ou bordados com motivos juninos, como por exemplos: balões, fogueiras, sanfonas, santos do mês, etc. fazem a cabeça de qualquer pisciana.

Luciana do Rocio Mallon