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quarta-feira, 10 de junho de 2020

Cuidado Com Colegas de Trabalho Falsas

A Nerd Hipster se queixou à Princesa Ace de Leve:
- Ace, não aguento mais minhas vizinhas fofoqueiras fazendo intrigas sobre minha vida aos meus pais, nem a galera do fundão tacando bolinha de papel na minha cabeça, muito menos as tias chatas reclamando que não aproveito a vida e insinuando que sou lésbica o tempo inteiro.
A princesa comentou:
- Isto não é nada perto de cobras chamadas colegas de trabalho. Estas, sim, fizeram de tudo para que eu perdesse o emprego. Quando eu arrumava o estoque e ia atender uma cliente, elas corriam até à prateleiras, desarrumavam tudo e mostravam ao patrão mentindo que eu não tinha arrumado nada. Sem falar que toda a vez que eu atendia um freguês, elas ficavam fazendo piadas em voz alta. Aliás, quando eu estava realizando algum trabalho que exigia concentração, elas me alfinetavam com indiretas maliciosas. Nestes casos, o importante é ter sangue frio, pois as inimigas querem que você perca a cabeça para logo ser despedida.
Luciana do Rocio Mallon

domingo, 26 de abril de 2020

Ace Chernobyl


A Princesa, Ace de Leve, Se Queixou ao Visconde:
- Me chamaram de assexual Chernobyl, só porque falei que sou ace da área escura que não curte esfregação com estranhos, porque não sinto atração e acho isto errado.
A questão é que não sou Chernobyl, no máximo sou Césio 137. Pois, os preconceituosos me jogam no lixo porque pensam que podem me abrir e pisar na minha alma. Porém no fundo eu brilho e posso ser até radioativa. Mas não faço mal a ninguém, basta não mexerem comigo.
Visconde comentou:
- Há grupos assexuais que só aceitam pessoas da área cinza, que sentem atração de vez em quando e até possuem intimidades com outras pessoas. Sem falar que alguns grupos de aces não aceitam conservadores. Infelizmente, isto é um tipo de preconceito também.
Luciana do Rocio Mallon
#Ace #Assexual #Assexualidade



quarta-feira, 15 de abril de 2020

As Pedras Vem de Quem Deveria Apoiar

Conheço três rapazes que postaram em grupos de aces, pessoas que não sentem atração sexual, que gostariam de uma namorada virgem. Logo, os coitados foram agredidos com xingamentos e ameaças, sendo que não é crime nenhum sonhar com uma donzela. Eles foram tachados de machistas e conservadores de forma injusta. Também já vi homens falando, nestes mesmos grupos, que casariam com uma mãe solteira sem problemas. Então eles também foram apedrejados e tiveram que aguentar xingamentos como: cornos, sacos de pancadas, assumidores de filhos alheios, etc.
Quando confessei que era virgem e não queria filhos. Logo, muita gente me julgou. Logo fui xingada de: recalcada, traumatizada, frustrada, etc. Mas eu sei que estou certa, pois estou agindo conforme o meu Karma. Eu jamais teria crianças sem condições de cria-las.
Infelizmente, o julgamento alheio vem justo de grupos que deveriam apoiar quem é diferente.
Luciana do Rocio Mallon


domingo, 15 de setembro de 2019

Comprei Blusa Com as Cores Aces

Lembra que eu falei que encontrei uma blusa com as cores aces?
Semana passada, adquiri o tão comentando moletom e completei minha roupa com peças de cores aces: preta, branca, cinza e roxa.
Para quem não sabe, cada cor tem um significado na bandeira ace. Vamos recordar através deste velho poema:
A Bandeira da Assexualidade



A bandeira da assexualidade...

Não proíbe os amores...

Pois, ela é feita de verdade...

Com discretas quatro cores!



Roxa, preta, cinza e branca...

Formam esta bandeira franca,

Que está na haste do espírito...

De qualquer assexual lírico!



O roxo, que está mais para o violeta...

Representa a própria assexualidade!

Que é discreta e nada xereta...

Em busca da sinceridade!



Transmutação é o significado deste belo tom,

Que é a mistura da Lua com a estrela de néon!

A cor preta é a falta de desejo sexual...

Tão misterioso quanto o espaço sideral!



Preto pode significar a ausência de cor...

Porém, nunca será a falta de amor!

A cor branca apesar de ser a cor da pureza...

Com toda a sua sensibilidade e delicadeza...



Nesta bandeira ela é o desejo sexual...

Com um toque doce e original!

O branco é a mistura de todas as cores...

Com os seus diversos tons e sabores!



O cinza fica entre a sexualidade e assexualidade...

Um tom indefinido atrás da real felicidade!

A bandeira da assexualidade brinca com o vento...

Porém, ela tem dignidade e o mais puro sentimento.

Luciana do Rocio Mallon


sábado, 7 de setembro de 2019

Blusa Com as Cores da Bandeira Ace

Blusa Com as Cores da Bandeira Ace
Semana passada, fui ao Centro da cidade e vi, na vitrine de uma loja num shopping, uma blusa com as cores da bandeira da assexualidade: preta, roxa, cinza e branca.
Assexualidade é a orientação das pessoas que não têm atração sexual, grupo a qual pertenço.
O problema é que é difícil achar estas cores combinadas numa peça de roupa só. Por isto, ao passar em frente da loja, a peça me chamou a atenção. Basicamente trata-se de uma blusa preta com cravos roxos pincelados com tons de brancos e cinzas. A estrutura da blusa permite seu uso tanto no verão quanto no inverno. Pois no calor pode ser utilizada sozinha e no frio é possível colocar uma cacharrel quente por baixo.
A princípio pensei que fosse um moletom de malha. Mas a vendedora falou que era uma blusa em modal. Só não levei porque não tinha dinheiro naquele momento.
Para entender mais sobre as cores da bandeira da assexualidade, deixo o seguinte poema abaixo:
A Bandeira da Assexualidade



A bandeira da assexualidade...

Não proíbe os amores...

Pois, ela é feita de verdade...

Com discretas quatro cores!



Roxa, preta, cinza e branca...

Formam esta bandeira franca,

Que está na haste do espírito...

De qualquer assexual lírico!



O roxo, que está mais para o violeta...

Representa a própria assexualidade!

Que é discreta e nada xereta...

Em busca da sinceridade!



Transmutação é o significado deste belo tom,

Que é a mistura da Lua com a estrela de néon!

A cor preta é a falta de desejo sexual...

Tão misterioso quanto o espaço sideral!



Preto pode significar a ausência de cor...

Porém, nunca será a falta de amor!

A cor branca apesar de ser a cor da pureza...

Com toda a sua sensibilidade e delicadeza...



Nesta bandeira ela é o desejo sexual...

Com um toque doce e original!

O branco é a mistura de todas as cores...

Com os seus diversos tons e sabores!



O cinza fica entre a sexualidade e assexualidade...

Um tom indefinido atrás da real felicidade!

A bandeira da assexualidade brinca com o vento...

Porém, ela tem dignidade e o mais puro sentimento.

Luciana do Rocio Mallon







segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

O Universo Ace Está Em Luto: Faleceu Elisabete Regina de Oliveira


O Universo Ace Está Em Luto: Faleceu Elisabete Regina de Oliveira
Soube que no dia 5 de janeiro de 2019 faleceu a professora Elisabete Regina de Oliveira vítima de Câncer.
Em 2010, ela iniciou sua pesquisa de doutorado sobre assexualidade, orientação das pessoas “aces”, ou seja, que não tem interesse pela atividade sexual, grupo ao qual pertenço. Mas seu interesse sobre o assunto vem de anos anteriores.
Ela também foi  coautora do livro "Minorias Sexuais: Direitos e Preconceitos" — coordenado por Tereza Rodrigues Vieira —, no qual escreveu um capítulo sobre pessoas assexuais denominado "Assexualidade e medicalízação na mídia televisiva norte-americana. A obra foi lançada em 2012.
Entrei em contato com a doutora Elisabete, em 2004, pela antiga rede social, Orkut, onde eu participava de grupo sobre pessoas aces.
Logo a mídia passou a chamar tanto ela quanto eu para entrevistas sobre o assunto.
O primeiro programa de TV onde eu e a doutora Elisabete falamos sobre assexualidade foi Domingo Espetacular, da Rede Record, em 2009.
Depois participamos das entrevistas das seguintes revistas, sites e jornais: Viver Melhor, Superinteressante, Aplause, Correio Braziliense, Lado B e Bem Paraná.
A doutora Regina também deu uma entrevista para o programa da Marília Gabriela.
O trabalho desta professora, sobre a assexualidade, é de extrema importância. Pois esclarece muitos aspectos e combate o preconceito. Sem falar que ela foi uma das pioneiras ao tratar do assunto no Brasil, um país considerado sensual ao extremo.
Luciana do Rocio Mallon





segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O Porquê Sou Vidrada em Histórias Onde Casais Se Conhecem na Adolescência, Se Desencontram e Se Reencontram Anos Depois


O Porquê Sou Vidrada em Histórias Onde Casais Se Conhecem na Adolescência, Se Desencontram e Se Reencontram Anos Depois
Estamos em 2018, uma época onde, infelizmente, as pessoas tratam sexo como se fosse um deus. Por isto sou taxada de louca e maluca ao falar que sinto um amor platônico, desde 2002, e que não vejo meu amado desde aquela época, apesar dele ter voltado para a cidade onde moro em 2016.
Desde minha tenra infância escuto muitas pessoas falarem que nunca me casarei porque sou muito feia. Quando eu era menina me enchiam o saco por causa do nariz comprido e na adolescência faziam bullying por causa da minha obesidade naquele tempo.
Em 1979, quando eu tinha cinco anos, peguei meningite e fui hospitalizada num hospital infantil. Lá havia duas enfermeiras que me contavam histórias. A loira me falava causos de terror e a morena narrava romances.
Quando a morena entrou no meu quarto, indagou:
 - Você gosta de histórias de amor?
Respondi:
- Gosto desde que o príncipe não beije a princesa e nem case com ela no final. Pois eu queria ouvir um conto em que os dois se conhecem na infância e se afastam. Mas se reencontram na idade adulta. Mas, por mim, eles nem precisam casar no último capítulo.
Assim ela disse:
- Deste jeito contarei um resumo do livro chamado A Moreninha do autor Joaquim Manuel de Macedo.
Então a enfermeira me contou a história, que falava de um menino e de uma menina que se conheceram numa praia, se afastaram, cresceram e voltaram a se reencontrar na fase adulta.
Depois ela narrou a Fábula da Leiteira e o Pastor, que era a  história de uma menina leiteira com uma marca de nascença no braço, da Idade Média, que gostava de um pastor jovem. Mas a mãe do menino faleceu e os avós levaram o pequeno para outro reino. Porém, o tempo passou, os dois reinos entraram em guerra. Mas antes de um soldado matar uma moça do reino rival, viu que ela tinha uma marca de nascença no braço, se lembrou da antiga amiga leiteira e os dois se reconheceram. Porém a moça estava com peste negra e morreu nos braços do amado.
Assim eu falei em voz alta:
- Quando crescer, não me casarei. Pois conhecerei uma pessoa, na minha juventude, que mudará de cidade. Mas anos depois voltará ao mesmo local e terá uma história de amor comigo, nem que eu morra no final!
Cresci sonhando com um romance assim.
Na idade adulta procurei uma explicação espiritual para saber o porquê de tanta vontade de sentir um amor assim e não aceitar outro tipo de desejo. Descobri que isto talvez seja algo genético. Pois na Idade Média, apesar do puritanismo, era comum as mulheres se apaixonarem logo na adolescência. Mas terem que ver seus amados partirem para guerras e voltarem dez, quinze anos depois, etc. Talvez isto esteja impregnado no meu sangue e no meu DNA.
Até que em 2002, conheci um moço num grupo de poetas da vida real. Assim começamos a namorar e ele me via todos os dias. Até que o moço se mudou para sua cidade natal, sem me falar nada.
Em 2016, ele voltou para Curitiba, cidade onde moro. Mas não quis me ver por causa de fofocas.
Eu sei que ele vende rosas na rua e um dia a gente vai se reencontrar. Não peço para que ele namore comigo e muito menos case com a minha pessoa. Pois a fantasia de viver um amor, que ficou no passado da minha juventude, é algo só meu e faz parte da minha alma. Afinal sei que ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Apenas queria saber como ele está e quais foram as cenas que viveu. Porém parece que a pessoa me vê como se eu fosse um monstro, um dragão prestes a colocar fogo em tudo.
Porém sou apenas a mesma garota, do passado, querendo viver um amor platônico. Pois sei que não posso namorar e nem se casar, na vida real, porque tenho uma missão mais profunda a cumprir.
Nunca me entreguei de forma carnal a homem nenhum. Por isto sei que o amor platônico é um direito legítimo que tenho. Pois não há lei que me impeça de sonhar.
Luciana do Rocio Mallon