quarta-feira, 22 de maio de 2019

Novela Por Amor e a Mocinha Chata


Novela Por Amor e a Mocinha Chata
Tenho muitas atividades à tarde por isto, neste período, raramente ligo a televisão. Mas, num dia destes, vi minha mãe assistindo, no Vale à Pena Ver de Novo, à novela chamada Por Amor, que além da bela canção interpretada por Zizi Possi foi marcada pela personagem Maria Eduarda, a mocinha chata e irritante.
O problema é que, às vezes, a Rede Globo faz uns heróis tão chatos que o telespectador acaba torcendo pelo vilão.
Maria Eduarda além de ser uma falsa puritana é preconceituosa, pois maltrata o próprio pai, um idoso que sofre de alcoolismo. Enquanto a vilã, Laura, respeita os mais velhos, apesar de ser sapeca e sensual. Aliás, é a personagem mais criativa da novela. Outra personagem que merece destaque é Milena com sua doçura e rebeldia ao mesmo tempo.
Porém o ápice da estória surge quando Helena, com mais de quarenta anos de idade e sua filha, Eduarda, com vinte anos de idade, engravidam ao mesmo tempo. Porém o filho da moça jovem falece e Helena, que tem o bebê saudável, troca as crianças na maternidade para que Eduarda não sofra.
Com certeza, Por Amor, foi uma novela que fez sucesso no final dos anos 90, apesar de Eduarda, a protagonista enjoada.
Luciana do Rocio Mallon




terça-feira, 21 de maio de 2019

Hoje, um Pássaro Machucado Veio Me Visitar


Hoje, um Pássaro Machucado Veio Me Visitar
Neste mês de maio, borboletas e mariposas mortas apareceram no meu pátio como mostrei em fotos anteriores. Sem falar que, no dia do meu aniversário, uma borboleta alaranjada transparente posou na minha mão por alguns minutos como também registrei em imagens postadas nas redes sociais.
Hoje, no meu quintal, avistei um pássaro marrom na grama. Quando me aproximei passei a mão, suavemente, na cabeça delicada dele. Mas notei que o coitado estava ferido. Assim uma conhecida, que estava passando em frente, viu a cena e levou a ave à veterinária. Ainda não sei o desfecho deste causo porque precisei trabalhar à tarde.
Porém o mistério é que, este mês, criaturas aladas resolveram se aproximar de mim. Já senti que anjos já chegaram perto da minha pessoa. Porém, este mês, além dos querubins, seres como borboletas e pássaros enfeitaram o meu espaço e preencheram a música do universo, da minha alma, com as batidas de suas asas.
Reza a lenda que pássaros e borboletas trazem mensagens místicas do além. Então aguardo boas notícias com o peito aberto.
Luciana do Rocio Mallon





A Criança Que Eu Era Se Orgulharia do Adulto Que Sou?



Tema: A Criança Que Eu Era Se Orgulharia do Adulto Em Que Me Tornei?
Meu nome é Luciana do Rocio Mallon, tenho 45 anos, sou repentista, bailarina folclórica, pesquisadora de causos, escrevi os livros Lendas Curitibanas 1 e Lendas Curitbanas 2. Aceitei este desafio entre blogueiros de escrever um texto sobre o mesmo assunto. O tema escolhido foi:
“A criança que eu era se orgulharia do adulto em que me torne?”
Em 1979, quando eu tinha cinco anos, gostava de rimar palavras e amava assistir aos balés na TV. Por isto sonhava em ser bailarina. Porém minha família não tinha dinheiro para pagar aulas de Dança naquela época. Mesmo assim, eu ligava o rádio e bailava.
Em 1980, aos seis anos de idade, entrei na pré-escola e comecei a ser alfabetizada. Tanto a família quanto as professoras diziam:
- Só sobrevive neste mundo quem tem estudo.
- Se você quiser ser alguém na vida, precisa estudar bastante.
- Se você estudar, terá um emprego bom.
Assim, na escola, a professora costumava contar a Fábula da Cigarra e da Formiga, onde a formiga que trabalhava duro se deu bem e a cigarra que só cantava passou necessidades.
Outro conto infantil que a professora costumava contar era a Fábula do Coelho e da Tartaruga, onde os dois bichos apostavam uma corrida. Mas o coelho, certo da sua vitória, resolveu dormir na floresta. Enquanto a tartaruga, mesmo devagar, não desistiu da competição. No final o coelho dormiu demais e a tartaruga venceu a corrida.
A partir deste conto, comecei a pensar:
- Nossa!
- Se eu estudar, serei uma pessoa bem sucedida.
Assim eu passei a observar, nas novelas, as personagens que eram empresárias e executivas. Então um pensamento não quis deixar a minha cabeça:
- Vou me matar de estudar porque quero ser executiva.
O problema é que eu tinha muita dificuldade em Matemática. Por isto, mesmo criança, passava as madrugadas estudando.
O tempo passou, entrei no segundo grau e minha família me aconselhou a fazer o curso de Magistério. Nunca achei que tivesse vocação para dar aulas. Mesmo contrariada, acatei o conselho para evitar confusões com os parentes mais próximos.  
O problema é que, na mesma época, engordei rápido demais e passei a ter traços masculinizados. Desta maneira passei a sofrer bullying no colégio. Alguns colegas cantavam aquela musiquinha para mim:
- Maria Sapatão, sapatão, sapatão...
No dia do amigo secreto ganhei uma cueca com a palavra “sapatão” escrita em esmalte. Eu só via os estudantes rindo de mim. Este foi o pior dia da minha vida.
O tempo passou, chegou a vez do vestibular e minha família sugeriu que eu fizesse Letras. No fundo, eu queria fazer algum curso voltado ao comércio. Mas para evitar brigas acatei a sugestão novamente.
Depois da faculdade, resolvi trabalhar como vendedora no comércio, que era a função para a qual eu tinha a real vocação.
Para animar as clientes, eu sempre fazia meus repentes poéticos e assim conseguia freguesas fixas.
Como sempre fui pesquisadora de causos misteriosos, eu aproveitava as conversas, com estas clientes, para perguntar:
- A senhora conhece alguma lenda urbana?
- No seu bairro existe alguma estória misteriosa?
Elas contavam e eu anotava tudo.
Ainda na juventude precisei fazer curso de Informática Básica porque o mercado de trabalho exigiu. Nas aulas a professora descobriu que eu gostava de escrever e sugeriu para que eu fizesse um blog. Então, na época, consegui um espaço gratuito no site Usina de Letras para meus textos.
Até que vieram as redes sociais e passei a postar meus textos nelas. Desta maneira, o jornalista Hélio Puglielli, falou que a editora, Instituto Memória, de Anthony Leahy, publicava livros de graça. Assim ele sugeriu para que eu mandasse minhas lendas para este editor. Desta maneira, acatei a sugestão. Em 2013 nasceu o livro Lendas Curitibanas 1.
Neste mesmo período, consultei uma fisioterapeuta porque notei que eu tinha problemas motores que me atrapalhavam na atividade de vendedora, profissão que tanto amava. A fisioterapeuta recomendou fazer aulas de Dança Cigana ou Flamenca. Deste jeito, me matriculei em uma academia de Dança e senti resultados maravilhosos.
Porém durante este processo sofri de Depressão e Ansiedade. Desta maneira procurei uma psicóloga holística que aceitou me tratar gratuitamente. Eu contei sobre as minhas dificuldades em Matemática na escola, o bullying que sofri no colégio e o sonho em ser executiva que não consegui realizar na vida adulta.
Assim logo na segunda sessão, a terapeuta disse:
- Vamos usar uma técnica que foi batizada por alguns místicos de:
- A criança que eu era, teria orgulho do que me tornei?
- Agora, feche os olhos, relaxe e vá até os seus sete anos de idade. A professora está passando no quadro um problema de Matemática que você acha difícil.
- O que você sente?
- Quais são suas dificuldades?
Eu respondi com os olhos fechados:
- O problema é que a professora fantasia muito no enunciado. Ela coloca nomes diferentes nos personagens e as situações em que eles se encontram são bonitas, parecem conto-de-fada, mas estão longe da realidade. Sem falar que a professora explica rápido demais. Todo este conjunto torna a minha aprendizagem difícil.
Assim a terapeuta disse:
- Agora, você é uma menina de sete anos. Por isto, levante da carteira, chegue para a professora e diga:
“– Por favor, explique mais devagar.
- Tenha paciência e não fantasie tanto. Por favor, use problemas de acordo com a minha realidade. Em vez de falar em castelos, cite compras no mercado porque assim terei mais facilidade de aprender.
- Mesmo assim, professora, eu perdoo você!”
Desta maneira tentei repetir as palavras que a psicóloga sugeriu imaginando minha aparência de quando eu tinha sete anos.
Em outra sessão, a terapeuta resolveu trabalhar a questão do bullying, que sofri na adolescência. Assim ela me fez deitar no sofá, fechar os olhos e falou:
- Agora, você voltará aos quinze anos de idade na mesma sala de aula em que você sofreu bullying. Imagine você, com forma de adolescente, indo para frente da sala e falando assim para os colegas:
“ – Eu nunca quis fazer mal para ninguém. Pois eu só queria amizade. Por isto eu não merecia ser agredida. Mas, mesmo assim, eu perdoo vocês.”
Então eu repeti as palavras que a psicóloga sugeriu me imaginando com a idade para a qual ela me transportou.
Assim foram várias sessões onde eu me imaginava criança ou adolescente.
No final, a terapeuta disse:
- Você me disse que quando tinha cinco anos de idade sonhava em ser bailarina, mas sua família não tinha dinheiro para pagar as aulas. Mas que agora na idade adulta faz aulas de Dança e até se apresenta em alguns lugares.
Desta forma eu interrompi:
- Mas aos sete anos, eu queria ser executiva porque me falaram que as pessoas que se matavam de estudar tinham futuro brilhante. Porém eu me matei de estudar e não fui bem sucedida na vida. Enquanto minhas colegas que só queriam saber de baladas e de namoro, hoje, estão numa condição econômica melhor.
A terapeuta explicou:
- Isto aconteceu porque adultos exerceram uma influencia muito pesada na sua segunda infância. Porém, a principal essência do ser humano fica guardada na primeira infância. Portanto a sua verdadeira raiz está naquela menina de cinco anos, que gostava de rimar palavras e sonhava em ser bailarina.
Agora, imagine você adulta numa apresentação de Dança. Depois surge a sua pessoa, com cinco anos de idade, vendo a sua apresentação de balé. Neste mesmo instante duvido que a criança de cinco anos não se orgulhe da adulta que você se tornou agora.
Estas foram as palavras da terapeuta. Hoje quando fico triste, tento conversar com a minha criança interior. Assim peço desculpas pelas minhas falhas e tento sorrir, com ela, para comemorar tudo o que alcancei até aqui.
Dias atrás, antes de eu aceitar o desafio de escrever sobre este tema, notei que colocaram um envelope dentro da caixa de correio da minha casa. Quando abri vi, pela capa, que era um DVD do filme, “Crossroads – Amigas Para Sempre”, que eu ainda não conhecia. Assim coloquei a película no aparelho. Logo notei, por coincidência, que o enredo falava sobre sonhos de infância. Pois o filme trata de três meninas que escrevem seus sonhos, para a vida adulta dentro de uma caixa, e enterram o objeto no jardim. Assim elas combinam de desenterrar na noite de formatura. O interessante é que cada uma tem um sonho diferente: uma deseja casamento, outra sonha em ser bem sucedida na profissão e há uma que quer reencontrar a mãe biológica. Os anos se passam, as crianças crescem e cada uma tem um destino diferente. Assim elas voltam a se reencontrar e desenterram as caixas com os planos para a vida adulta. Porém as moças notam que seus desejos não se tornaram realidade como elas planejaram. Pois a jovem que sonhava com um casamento foi traída pelo noivo, a donzela que desejava dinheiro conseguiu uma vida humilde e a moça que gostaria de encontrar a mãe biológica se decepcionou com os adultos. Porém, no final, elas acabam montando uma banda de Rock, que não estavam nos planos destas jovens.
O filme passa a mensagem que nem sempre as coisas que sonhamos na infância são destinadas para nós. Mas, mesmo assim, a vida tem o poder de surpreender o ser humano.
As professoras, em sala de aula, deveriam estimular todo o pequeno aluno com este exercício: escrever os sonhos para a idade adulta no papel, colocar numa caixa e enterrar no jardim para reabrir somente na noite de formatura. Assim seria possível refletir com esta pergunta:
- A Criança Que Eu Era Se Orgulharia do Adulto Em Que Me Tornei?
Por falar em filmes, este roteiro que comentei acima me fez lembrar de duas obras que me marcaram com temas semelhantes: “Quero Ser Grande” e “De Repente Trinta”.
Em “Quero Ser Grande”, o personagem de Tom Hancks deseja ser adulto e tem seu pedido atendido. Então se transforma num operário de uma fábrica de brinquedos. O clímax deste filme foi quando Tom, ainda adulto, toca um piano gigante, com os pés, com outro rapaz num shopping. Anos atrás, teve um evento em Curitiba com um piano semelhante ao desta história. Assim toquei o piano gigante com os pés e a criança que existe, dentro de mim, ficou contente.
Em “De Repente 30” uma menina estudiosa se tranca no armário após sofrer bullying e dentro deste guarda-roupa deseja ter trinta anos. No dia seguinte o sonho dela se realiza. Ela se torna jornalista de uma revista feminina. Porém sua personalidade transforma-se em egoísta e competitiva. Assim ela não sente orgulho nenhum de sua vida adulta.
Espero que após o meu texto, que os leitores também façam a seguinte reflexão:
A Criança Que Eu Era Se Orgulharia do Adulto Em Que Me Tornei?
Luciana do Rocio Mallon








Confira também os textos dos outros participantes:
Essa blogagem coletiva foi organizada por meio da BlogaWeb - A rede social dos blogueiros e blogueiras.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Os Analfabetos do Futuro

Os Analfabetos do Futuro
O escritor, Alvin Toffler, disse que: “O analfabeto do século XXI não será aquele que não sabe nem ler e escrever. Mas aquele que não consegue aprender e desaprender.”
Realmente a vida é uma lição constante onde precisamos absorver os conhecimentos de cada tarefa.
Porém num futuro, não muito distante, existirão os analfabetos digitais e os analfabetos emocionais.
Hoje, vemos nas ruas crianças de apenas cinco anos, de idade, usando celulares de última geração antes de serem alfabetizadas formalmente. Isto, realmente, corta o encanto da infância. Porém é um conhecimento necessário para os pequenos. Pois há escolas que usam a tecnologia em seus métodos de alfabetização. Sem falar que, praticamente, todos os empregos exigem este conhecimento.
Os pais podem permitir o acesso de seus filhos aos “smartphones”. Porém com certas limitações, como por exemplos: as crianças não podem ter acesso à senha do aparelho, pois isto deve ser monitorado, exclusivamente, pelos adultos e todo o contato por tecnologia precisa ser vigiado pelos pais para evitar ataques de pedófilos. Sem falar que o acesso ao smartphone e ao computador deve ser com horário estipulado para não viciar a criança apenas nesta atividade.
Aqui os responsáveis necessitam ter a consciência de que os menores, também, precisam de atividades físicas e brincadeiras reais com amiguinhos, sempre monitorados por adultos, porque isto é essencial para o desenvolvimento da interação. Pois é possível alternar atividades tecnológicas com exercícios físicos de uma forma balanceada.
Hoje, até para as profissões mais simples o uso do celular é essencial. Pois vejo empregadas domésticas e zeladoras recebendo ordens dos chefes e patrões através do Whats, programa de mensagens instantâneas de celular.
Outras exigências, deste século, são os desenvolvimentos da inteligência emocional onde entram o equilíbrio mental e a empatia. Numa época em que há câmeras de vigilância por todas as partes, ser uma pessoa de atitudes sensatas é fundamental. Pois quaisquer brigas ou destemperos podem ser filmados e postados na Internet, em tempo real, atos que provocam até desemprego para uma pessoa de gênio forte. Sem falar que a empatia, o dom de se colocar no lugar do outro, é cada vez mais fundamental para quem é empreendedor ou trabalha no comércio porque o segredo para uma boa venda é se colocar no lugar do cliente. Aliás, no dia-a-dia, quem se imagina na pele da criatura que sofre, se frustra menos e produz mais.
Assim qualquer pessoa precisa estar ligada nos avanços da tecnologia sem se esquecer do equilíbrio espiritual através da compaixão do semelhante para evitar ser um analfabeto do futuro.
Luciana do Rocio Mallon












Aulas de Danças Em Curitiba Por Apenas 50 Reais Mensais


Aulas de Danças Em Curitiba Para Moças, Senhoras e Crianças Por Apenas 50 Reais Mensais
Local: Centro Cultural Gabriela Valentina. Rua XV de Novembro, 266. Nono Andar. Centro. Curitiba – Paraná.
As sextas pelas tardes.
Whats: 41996512567
Modalidades: Dança Cigana Artística, Zumba, Jazz Romântico, Coreografias Juninas, Princesas da Disney, Danças de Novelas e Filmes.
Luciana do Rocio Mallon


domingo, 19 de maio de 2019

Convite: Sarau - 25 de Maio de 2019


Convite Para Quem Curte a Minha Arte:
Dia 25 de maio, sábado, apresentarei coreografias das Danças, Fata Morgana e de Granada à Casablanca, com rodada de repentes no Sarau da Siomara.
Também levarei meu novo livro, Lendas Curitibanas 2, para venda.
Local: Centro Cultural Gabriela Valentina. Rua XV de Novembro, número 266. Nono Andar. Curitiba- Paraná.
Entrada: Gratuita.
Luciana do Rocio Mallon



Agradecimento a Todos Que Me Desejaram Feliz Aniversário Neste Ano de 2019

Agradecimento a Todos Que Me Desejaram Feliz Aniversário Neste Ano de 2019
Escrevo este texto para agradecer a todos que me desejaram um feliz aniversário em 2019.
Todos os anos, sinto a famosa depressão antes do aniversário, que também é conhecida como aquela tristeza que nos faz refletir com os seguintes tópicos:
- Mais um ano que se passa, estou chegando à terceira idade e não consegui ainda realizar meus sonhos de criança!
- Faço mais um aniversário e não tenho vitórias reais para comemorar!
Porém, por incrível que pareça, não tive esta crise antes da minha passagem de idade este ano. Apesar dos meus problemas de saúde continuarem os mesmos e de possuir a árdua tarefa de cuidar de uma mãe idosa e doente, atividade para qual me dedico, integralmente, há dez anos.  
Talvez seja porque em abril, lancei o livro, Lendas Curitibanas 2, fato que encheu minha alma de esperanças e me trouxe um pouco de alegria.
Sem falar que quinze dias antes do meu aniversário, um fenômeno estranho começou a aparecer: borboletas e mariposas mortas surgiram no meu pátio. Porém elas apareceram todas intactas. Primeiro, foi uma borboleta preta com uma bola branca em cada uma das asas e depois foi uma mariposa marrom com bandeiras brancas, de festa junina, pintadas nas asas. Hoje no dia do meu aniversário, pela manhã, uma borboleta com asas alaranjadas transparentes posou na palma da minha mão. Ainda bem que foi possível tirar foto. No misticismo a borboleta significa renovação, esperança, transmutação e mensagens do além.
Naquele mesmo momento em que a borboleta posou na palma da minha mão, me lembrei de uma comemoração de aniversário que tive, já na vida adulta, que foi inesquecível. Este evento aconteceu na Roda de Danças Circulares Ciganas, realizada em maio de 2017, com a coordenação da professora e bailarina Conchita Conceição Miranda. No meio da aula de dança circular, esta senhora exclamou:
- Agora será a Dança das aniversariantes de maio!
Assim ela chamou as pessoas que completavam aniversário no mês. Deste jeito ela colocou a música, Malagueña Salerosa, e as três aniversariantes dançaram no meio do salão. Inclusive isto foi registrado no vídeo abaixo:
Além destas recordações edificantes, entrei neste mês numa atividade de blogagem coletiva onde o tema é:
- A Criança Que Fui Se Orgulharia do Adulto Que Me Tornei?
Esta pergunta, com certeza, toca qualquer adulto perto do dia de seu aniversário. Antes esta questão me assustava e trazia tristeza. Mas hoje não me deprime mais, inclusive escrevi reflexões sobre isto no meu texto desta blogagem coletiva que irá ao ar dia 21 de maio. Estou contente em participar. Apesar dos problemas que tenho com Informática, pois ela sempre foi uma matéria difícil para mim.
Termino agradecendo, novamente, a todos que se lembraram de mais uma passagem de vida minha.
Luciana do Rocio Mallon