Livros Censurados X Shena X Lagoa Azul X Naufrago
Não sei o porquê tanta censura contra um livro onde dois rapazes se beijam.
Na minha infância, no começo dos anos 80, através do SBT, assistia ao seriado, Shena- Rainha Guerreira, onde a heroína beijava sua escudeira Gabriele. Nem por isto saí beijando outras moças por aí. Eu queria mesmo eram os sutiãs de metal e as tiaras de ferros retorcidos que elas usavam. Pois ficariam lindos em mim.
Sem falar que na mesma época, eu assistia na Sessão da Tarde, a Brook Shields nua na lagoa azul. Mas nunca senti vontade de andar pelada por aí. Porém eu sonhava com aquela cachoeira e o plâncton fosforescente.
Também nos anos 80, tinha um seriado chamado, Armação Ilimitada, onde uma comerciante era casada com dois surfistas. Nem por isto fiquei com vontade de ter dois maridos. Sempre achei que um homem já enchia o saco, imagine, dois. Eu desejava mesmo era experimentar as pranchas de surf.
Já na minha adolescência surgiu o Tom Hancks peladão no filme Náufrago. Nem por isto senti vontade de ficar nua por aí. Porém meu sonho era ter uma bola para conversar e batizar de Wilson.
Cheguei à conclusão que filmes e livros dificilmente influenciam na orientação sexual de alguém. Já que sou ace, orientação das pessoas que não sentem atração sexual.
Luciana do Rocio Mallon
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quarta-feira, 11 de setembro de 2019
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
Livro da Autora, Ana Maria Machado, é Censurado Injustamente
Livro da Autora,
Ana Maria Machado, é Censurado Injustamente
Há uma onda
à censura, nas redes sociais, contra livros inocentes.
Em 1983, a autora
Ana Maria Machado, escreveu a obra chamada O Menino Que Espiava Para Dentro,
onde um garoto, chamado Lucas, busca seu eu interior. Há uma cena de fantasia
onírica onde o garoto pensa em se engasgar com uma maçã para fazer viagem
astral. Porém Lucas não morde a maçã, mas descobre que deseja ficar mais tempo dentro
do seu mundo interior porque através dele ele é capaz de desenvolver a
imaginação.
Porém gente
portadora de analfabetismo funcional, que ocorre quando a pessoa sabe ler, mas
não consegue interpretar, acusou a autora de fazer apologia ao suicídio.
Acusar o
livro, chamado O Menino Que Espiava Para Dentro, de fazer apologia ao suicídio
é a mesma coisa que acusar o desenho do He-Man de incentivar as crianças a
pegarem em espadas e atacarem os outros por aí.
Além disto,
há criaturas que dizem que a figura da maçã não deveria estar no livro
infantil. Pois, segundo elas, Adão e Eva pecaram por causa da maçã, Branca de
Neve morreu por causa desta fruta, Guilherme Tell atirava flechas na maçã e
quase matava os outros, etc.
Poxa, estão
acusando até a maçã!
Alguns
adultos dizem que possuem medo que os pequenos, após lerem o livro, tentem se
engasgar com a fruta. Mas o personagem nem chega a praticar este ato.
Puxa, fui
criança nos anos 80 e brincava de se engasgar com bala Soft na frente de
adultos e nunca ninguém me censurou por isto.
Por
coincidência, este “mimimi” todo só começou depois que o Merthiolate parou de
arder. Inclusive na minha infância li, O Menino Que Espiava Para Dentro, e
através dele descobri o valor dos dons interiores, da criatividade e dos
sonhos.
Outro
problema é que estão acusando outro autor, Monteiro Lobato de: comercializar as
lendas brasileiras, exibir racismo e homofobia nas suas obras. Porém, a verdade
é que o escritor mostrou o preconceito que existia na época. Sem falar que ele
popularizou as lendas brasileiras que estavam sendo esquecidas. Antes que me
chamem de preconceituosa, confesso que sempre torci para que o Visconde de
Sabugosa ficasse com o Rabicó.
Precisamos
tomar cuidado com a censura de histeria que está invadido nosso país.
Luciana do
Rocio Mallon
domingo, 2 de setembro de 2018
Livros Polêmicos X Zé Gotinha com Formato Fálico
Livros
Polêmicos X Zé Gotinha com Formato Fálico
Eu vejo
pessoas reclamando dos livros Enquanto o Sono Não Vem de José Mauro Brandt e da
obra Aparelho Sexual e Cia da Companhia das Letras.
O segundo
livro me deu um pouco de medo quando um candidato colocou o dedo no orifício de
um boneco, desta obra, no Youtube. Na minha infância, nos anos 80, havia umas
bonecas de papel, que eu comprava nas bancas, e que vinham com orifícios. Porém
tinha pena de colocar os dedos nestes buracos por medo que as bonecas se
machucassem. Por isto, depois passei a produzir meus próprios brinquedos de
papel.
Já o livro,
Enquanto o Sono Não Vem, de José Mauro Brandt não tem nada de mais. A obra foi
criticada porque uma princesa morre por não se entregar a um parente. Pessoas
ignorantes afirmaram que o conto faz apologia à pedofilia. Porém o que acontece
é exatamente o contrário. Inclusive, na Literatura de Domínio Popular há uma
lenda chamada, Pele de Asno, onde a princesa se fantasia de burrinha para não
ser estuprada pelo padrasto. Na Igreja Católica existe a Santa Maria Goretti,
uma garota de doze anos que lutou contra o estuprador e disse:
- É melhor
morrer do que pecar!
Mulheres
mais velhas me contaram estas histórias durante minha infância e eu gostava de
ouvir estes contos. Pois, de alguma forma, eles ajudam a combater o abuso
sexual.
Agora,
assustador mesmo é o Zé Gotinha.
Quando eu
era pequena tinha medo dele porque este mascote possuía formato fálico. Esta
personagem é de mau gosto, pois parece um bilau ambulante. Mas disto ninguém
reclama. Deve ser culpa do patriarcado que coloca o bilau no pedestal.
Luciana do
Rocio Mallon
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