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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Livros Censurados X Shena X Lagoa Azul X Naufrago

Livros Censurados X Shena X Lagoa Azul X Naufrago
Não sei o porquê tanta censura contra um livro onde dois rapazes se beijam.
Na minha infância, no começo dos anos 80, através do SBT, assistia ao seriado, Shena- Rainha Guerreira, onde a heroína beijava sua escudeira Gabriele. Nem por isto saí beijando outras moças por aí. Eu queria mesmo eram os sutiãs de metal e as tiaras de ferros retorcidos que elas usavam. Pois ficariam lindos em mim.
Sem falar que na mesma época, eu assistia na Sessão da Tarde, a Brook Shields nua na lagoa azul. Mas nunca senti vontade de andar pelada por aí. Porém eu sonhava com aquela cachoeira e o plâncton fosforescente.
Também nos anos 80, tinha um seriado chamado, Armação Ilimitada, onde uma comerciante era casada com dois surfistas. Nem por isto fiquei com vontade de ter dois maridos. Sempre achei que um homem já enchia o saco, imagine, dois. Eu desejava mesmo era experimentar as pranchas de surf.
Já na minha adolescência surgiu o Tom Hancks peladão no filme Náufrago. Nem por isto senti vontade de ficar nua por aí. Porém meu sonho era ter uma bola para conversar e batizar de Wilson.
Cheguei à conclusão que filmes e livros dificilmente influenciam na orientação sexual de alguém. Já que sou ace, orientação das pessoas que não sentem atração sexual.
Luciana do Rocio Mallon



sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Livro da Autora, Ana Maria Machado, é Censurado Injustamente


Livro da Autora, Ana Maria Machado, é Censurado Injustamente
Há uma onda à censura, nas redes sociais, contra livros inocentes.
Em 1983, a autora Ana Maria Machado, escreveu a obra chamada O Menino Que Espiava Para Dentro, onde um garoto, chamado Lucas, busca seu eu interior. Há uma cena de fantasia onírica onde o garoto pensa em se engasgar com uma maçã para fazer viagem astral. Porém Lucas não morde a maçã, mas descobre que deseja ficar mais tempo dentro do seu mundo interior porque através dele ele é capaz de desenvolver a imaginação.
Porém gente portadora de analfabetismo funcional, que ocorre quando a pessoa sabe ler, mas não consegue interpretar, acusou a autora de fazer apologia ao suicídio.
Acusar o livro, chamado O Menino Que Espiava Para Dentro, de fazer apologia ao suicídio é a mesma coisa que acusar o desenho do He-Man de incentivar as crianças a pegarem em espadas e atacarem os outros por aí.
Além disto, há criaturas que dizem que a figura da maçã não deveria estar no livro infantil. Pois, segundo elas, Adão e Eva pecaram por causa da maçã, Branca de Neve morreu por causa desta fruta, Guilherme Tell atirava flechas na maçã e quase matava os outros, etc.
Poxa, estão acusando até a maçã!
Alguns adultos dizem que possuem medo que os pequenos, após lerem o livro, tentem se engasgar com a fruta. Mas o personagem nem chega a praticar este ato.
Puxa, fui criança nos anos 80 e brincava de se engasgar com bala Soft na frente de adultos e nunca ninguém me censurou por isto.
Por coincidência, este “mimimi” todo só começou depois que o Merthiolate parou de arder. Inclusive na minha infância li, O Menino Que Espiava Para Dentro, e através dele descobri o valor dos dons interiores, da criatividade e dos sonhos.
Outro problema é que estão acusando outro autor, Monteiro Lobato de: comercializar as lendas brasileiras, exibir racismo e homofobia nas suas obras. Porém, a verdade é que o escritor mostrou o preconceito que existia na época. Sem falar que ele popularizou as lendas brasileiras que estavam sendo esquecidas. Antes que me chamem de preconceituosa, confesso que sempre torci para que o Visconde de Sabugosa ficasse com o Rabicó.
Precisamos tomar cuidado com a censura de histeria que está invadido nosso país.
Luciana do Rocio Mallon




domingo, 2 de setembro de 2018

Livros Polêmicos X Zé Gotinha com Formato Fálico


Livros Polêmicos X Zé Gotinha com Formato Fálico
Eu vejo pessoas reclamando dos livros Enquanto o Sono Não Vem de José Mauro Brandt e da obra Aparelho Sexual e Cia da Companhia das Letras.
O segundo livro me deu um pouco de medo quando um candidato colocou o dedo no orifício de um boneco, desta obra, no Youtube. Na minha infância, nos anos 80, havia umas bonecas de papel, que eu comprava nas bancas, e que vinham com orifícios. Porém tinha pena de colocar os dedos nestes buracos por medo que as bonecas se machucassem. Por isto, depois passei a produzir meus próprios brinquedos de papel.
Já o livro, Enquanto o Sono Não Vem, de José Mauro Brandt não tem nada de mais. A obra foi criticada porque uma princesa morre por não se entregar a um parente. Pessoas ignorantes afirmaram que o conto faz apologia à pedofilia. Porém o que acontece é exatamente o contrário. Inclusive, na Literatura de Domínio Popular há uma lenda chamada, Pele de Asno, onde a princesa se fantasia de burrinha para não ser estuprada pelo padrasto. Na Igreja Católica existe a Santa Maria Goretti, uma garota de doze anos que lutou contra o estuprador e disse:
- É melhor morrer do que pecar!
Mulheres mais velhas me contaram estas histórias durante minha infância e eu gostava de ouvir estes contos. Pois, de alguma forma, eles ajudam a combater o abuso sexual.
Agora, assustador mesmo é o Zé Gotinha.
Quando eu era pequena tinha medo dele porque este mascote possuía formato fálico. Esta personagem é de mau gosto, pois parece um bilau ambulante. Mas disto ninguém reclama. Deve ser culpa do patriarcado que coloca o bilau no pedestal.
Luciana do Rocio Mallon