A Origem da
Expressão Preconceituosa: A Idosa Solteirona dos Gatos
Meu nome é
Luciana do Rocio Mallon, sou da área da Literatura e pesquiso as origens das
palavras com suas expressões. Além disso, tenho mais de 50 anos, sou solteira,
sem filhos e crio gatos.
Ultimamente,
recebi as seguintes mensagens:
- Você sabe
qual é a origem da expressão machista: a solteirona dos gatos?
- Quando as
pessoas passaram a associar a solteirice feminina com a criação de felinos?
Minhas
respostas estão abaixo:
Infelizmente,
todos já escutaram expressões machistas como: a idosa solteirona dos gatos ou a
louca dos gatos.
Mas pouca
gente sabe como surgiu essas citações.
No Antigo
Egito as mulheres que permaneciam solteiras não eram vistas com desprezo como
nas outras civilizações. Pois ainda na adolescência, algumas jovens eram
escolhidas para servir o templo da deusa Héstia / Véstia, por isso eram
chamadas de vestais. Elas precisavam ser virgens e somente eram dispensadas, do
templo, depois dos 30 anos de idade. Nesse templo elas estudavam, faziam
rituais e criavam felinos principalmente gatos que eram considerados guardiões
espirituais. Aos 30 anos quando voltavam aos seus lares de origem, elas traziam
alguns gatos do templo porque alguns animais se afeiçoavam a elas. É dessa
época que vem o ditado infeliz que diz: “Solteironas gostam de criar gatos.”
Porém, no Egito Antigo, essa atitude não era vista como algo pejorativo, ao
contrário, era algo sagrado. Pois vestais e gatos eram divinos.
Mas foi na
Idade Média que os moralistas passaram associar a solteirice feminina com
criação de felinos de uma forma pejorativa. Pois geralmente as curandeiras, que
viviam solitárias nas florestas, eram solteiras e criavam gatos. Infelizmente,
na época medieval, muitas delas foram acusadas de bruxaria mesmo sendo inocentes.
Além disso, casar e ter filhos era praticamente algo obrigatório na Idade Média
e quem saia dessa regra não era visto com bons olhos.
Tenho mais
de 50 anos de idade, sou solteira, sem filhos e tenho gatos como animais de
estimação.
E você?
Luciana do
Rocio Mallon
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