terça-feira, 3 de novembro de 2015

Poema de um Absorvente Higiênico - Parte II

Poema de um Absorvente Higiênico – Parte II

Eu sou um objeto que não mente
Pois sou um higiênico absorvente
Feito de celulose e papel siliconado
Pela cor vermelha, sou apaixonado

Sou uma nuvem leve e branca
Onde pétalas de carmim
Pousam de maneira franca
Numa paixão sem fim

Sou uma pomba suave e alva
No céu do sangrento inferno
Que com a magia da palma
Deixa este momento terno

Eu sou um objeto que não mente
Pois sou um higiênico absorvente
Feito de celulose e papel siliconado
Porém estou depressivo e chateado
Porque estou sendo trocado

Pelo coletor menstrual
Que veio de outro astral
Para garantir a ecologia
Pois ele tem harmonia
O coletor com forma de funil
É sucesso em todo o Brasil
Mas se for para o bem-estar
Eu precisarei aceitar!

Um dia eu já fui feito de pano
Sem nenhum tipo de engano
Hoje, sou um higiênico absorvente
Talvez eu desapareça, minha gente.
Luciana do Rocio Mallon









Protesto dos Indios Após Feriado X Tempo Fechado

Protesto dos Indios Após o Feriado X Tempo Fechado
Muitos curitibanos aproveitaram o feriado do dia 2 de novembro para irem ao litoral, dentre eles estavam minha amiga Patrícia e seus familiares. Como ela trabalha em shopping e só entra no serviço á tarde, decidiu pegar o caminho de volta para Curitiba, no dia três, pela manhã. Porém, a moça foi surpreendida na BR 277 por um protesto de índios. Deste jeito ela chamou o indígena mais velho e perguntou:
- Eu sei que existe índio da chuva...
- Mas será que o senhor poderia arrumar o índio do Sol?
- Pois há mais de quinze de dias chove em Curitiba e o tempo ficou nublado nas praias, neste feriado.
Então, o cacique deu um objeto chamado Filtro dos Sonhos para ela. Deve ser porque Sol, em Curitiba, durante estas semanas não é nada mais do que um sonho.
Luciana do Rocio Mallon



segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Estou Desapontado

Qual foi a música que o lápis cantou para o apontador?
Resposta: Estou desapontado...
E a sua lâmina é tão grandeeeeeeee,
Que você tira casquinha de mim a todo instante

Quero sentir o aço de sua lâmina
Como se fosse uma guilhotina
Quero dar esta flâmula
Que sempre me desatina

Porque estou desapontado...
E a sua lâmina é tão grandeeeeeeee,
Que você tira casquinha de mim a todo instante.
Luciana Do Rocio Mallon​

Assédio X Maníacos Perto das Escolas

Assédio X Maníacos Perto das Escolas
Quando eu era criança, minha mãe me aconselhava a ficar longe de homens, com carros, que poderiam ficar perto da escola. Assim ela me contou que, durante os anos cinquenta, quando fazia o primário, precisava andar algumas quadras para chegar até sua casa. Uma vez, minha mãe estava fazendo o trajeto com suas colegas. Quando, de repente, um homem parou o carro ao lado delas e mostrou os órgãos genitais. Deste jeito, elas saíram correndo. Mas o maníaco não parou por aí e passou a perseguir várias meninas daquela escola durante um bom tempo.
Desta maneira, passei a ficar atenta toda a vez que saia do colégio e a história permaneceu gravada em minha memória.
O tempo passou e, em 2015, a organização pelos direitos das mulheres, chamado Think Olga, depois do episódio envolvendo comentários maldosos de cunho sexual sobre a menina Valentina que participou de um programa de TV, resolveu lançar uma campanha chamada Meu Primeiro Assédio, onde mulheres postaram sobre este assunto. Ao ler os relatos, achei várias histórias parecidas com a da minha mãe, porém que aconteceram com meninas diferentes, em locais diferentes e datas diferentes. Nestes causos também os tarados ficavam nas ruas próximas às escolas, com seus carros, e abordavam as estudantes com a intenção de mostrar as partes íntimas.
Por isto, é importante que a mãe ou alguma mulher adulta consiga levar e trazer as crianças para a escola com o objetivo de garantir segurança. Quando isto não for possível é necessário aconselhar as meninas a andarem em grupos e em ruas bem movimentadas.
O ideal seria que um ser humano respeitasse o outro. Porém como esta evolução ainda não aconteceu, os diálogos sobre assédio e segurança precisam ser mantidos em casa.
Luciana do Rocio Mallon



Sobre o Menino Que Quebrou a Sala de Aula e Foi Parar na Internet

Sobre o Menino Que Quebrou a Sala de Aula e Foi Parar na Internet

Semana passada, um causo chocou várias pessoas: professores filmaram um menino pequeno quebrando uma sala de aula e postaram no Youtube. O link foi parar nas redes sociais e transformou-se em viral.
Porém, algo que me assustou mesmo, foi o relato de uma amiga professora depois que este filme se popularizou. No dia seguinte, um aluno seu tentou quebrar os objetos na sala escolar. Então, ela perguntou-lhe:
- Por que você está fazendo isto?
O moleque respondeu:
- Porque que eu quero ficar famoso igual aquele estudante que quebrou tudo na escola.
Infelizmente, esta é a geração “selfie”, que se importa mais com a vaidade do que com a harmonia do grupo a qual pertence. Pois são crianças e jovens que correm atrás de fama momentânea em vez de pensarem no futuro e que o governo tenta “proteger” proibindo palmadas educativas. Portanto, cabe aos pais mostrar aos pequenos os verdadeiros valores porque eles devem vir educados de casa para a escola. Os professores cometeram um deslize ao postar o filme na Internet, mas o principal erro foi da família destes menores. Pois, na minha infância, se eu aprontasse a metade que estes meninos fizeram, um chinelo do modelo Havaianas estaria me esperando em casa.
Luciana do Rocio Mallon





domingo, 1 de novembro de 2015

Erros de Apropriação Cultural Mais Comuns em Redes Sociais

Erros de Apropriação Cultural Mais Comuns em Redes Sociais

Apropriação cultural é o uso de algumas características específicas de uma cultura por um grupo cultural diferente.
Nas redes sociais, isto anda cada vez mais gritante. Houve o caso de uma instrutora de Arte Indígena, de pele branca, que dava aula deste tipo de artesanato para suas alunas que, também, tinham pele clara. Então ela postou numa rede social suas alunas junto com o trabalho de arte delas. Mas na legenda cometeu um erro gravíssimo. Pois escreveu: “Minhas Indias”, sendo que nenhuma estudante era indígena pura. Logo, uma moça, de etnia indígena pura ficou chateada e, com razão, pois a professora de Artes cometeu o erro de apropriação cultural ao escrever que suas estudantes eram índias.
Quando surgiu a novela Caminho das Indias, pela primeira vez, houve uma explosão de aulas de balé indiano em várias academias. Então uma instrutora desta modalidade de dança, tirou foto de seu grupo de bailarinas e escreveu na legenda embaixo: “ Gatas Indianas”. Assim uma jovem de nacionalidade indiana, que mora no Brasil, reclamou porque houve apropriação cultural. Afinal nenhuma daquelas bailarinas nasceu na India.
Não há nada que impeça alguém de estudar as artes de outras culturas. Porém, devemos respeita-las e classificar as coisas como, realmente, são. Pois é errado chamar uma brasileira de indiana, por exemplo.
Luciana do Rocio Mallon



sábado, 31 de outubro de 2015

Resumo da Palestra Sobre o Dia das Bruxas

Neste mês dei uma palestra, numa universidade, sobre Dia das Bruxas. O resumo está abaixo:
Apresentação Halloween e Lendas
Resumo da minha apresentação sobre Halloween e Lendas
1. Introdução: O Halloween na Idade da Pedra.
2. Desenvolvimento: o Halloween no Egito, O Dia da Bruxa dos Celtas, o Halloween do México e o Dia do Saci.
3. Lendas Urbanas e sua Ligação com o Halloween
4. Finalização: Apresentação de Dança Sobre o Halloween.
Introdução:
Conforme o professor Antônio Sandmman de Língua Portuguesa, Linguística e História da Escrita, desde o princípio a morte e o sobrenatural exercem fascínio no ser humano. Foi constatado através de pesquisas arqueológicas que, já na Idade da Pedra, o homem cultuava deuses e possuía períodos, com rituais, para entrar em contato com o sobrenatural.
Desenvolvimento:
No Antigo Egito, já existia uma espécie de Halloween, comemorado dois dias antes da data de reverência aos mortos. Neste dia havia rituais específicos, onde eles acreditavam que os espíritos dos falecidos poderiam entrar em contato com quem ficou na Terra.
Os celtas antigos, também, realizavam um ritual de Halloween parecido com o dos egípcios. Para eles a noite de 31 de outubro, indicava o início do Samhain, uma importante celebração que marcava três fatos: o fim da colheita, o Ano-Novo celta e também o início do inverno, "a estação da escuridão e do frio", um período associado aos mortos. Assim, como os egípcios, neste dia, os celtas também acreditavam que era possível manter contato, com os mortos porque um portal era aberto para outra dimensão. Para se protegerem das almas, os celtas vestiam fantasias de animais em rituais e deixavam ofertas de doces para acalmar os espíritos. Por isto é que no século vinte virou costume dar doces para as crianças que batem na porta. No século 9, este ritual antigo foi influenciado pela expansão do cristianismo na Grã-Bretanha. Na tentativa de acabar com os festejos pagãos, o papa Gregório III consagrou o dia 1º de novembro para a celebração de Todos os Santos. Surgiu daí a própria palavra Halloween, originada de all hallows eve, que em português quer dizer "véspera do dia de Todos os Santos".
Segundo o professor Antônio Sandmman, do curso de Letras da UFPR, a palavra Halloween é uma gíria formada de suas outras palavras:
Halloweed, que significava santo no Inglês da Irlanda Medieval com a junção da palavra “een” que era a gíria de noite, também, no Inglês da Irlanda Medieval.
Lenda da Abóbora com Velas
A figura mais famosa do Halloween é a da abóbora com vela. Mas, poucas pessoas sabem a origem desta figura, que tem raiz num causo celta.
Era uma vez um homem mau chamado Jack que foi condenado a vagar pela eternidade. Então, ele pediu uma brasa ao diabo e a colocou dentro de um nabo para iluminar seu caminho. Com a imigração irlandesa para os Estados Unidos no século 19, o vegetal foi trocado. Como o nabo era difícil de ser encontrado na América, ele foi substituído pela abóbora acesa com uma vela, que ganhou o nome de Jack da Lanterna. Reza a lenda que a pessoa que roubar a lanterna deste homem viverá para sempre na Terra.

Dia dos Mortos no México

No México, o Dia de Finados é quase que um Carnaval, pois há desfiles de carros alegóricos com pessoas fantasiadas e venda de doces em forma de esqueletos. A comemoração vai do dia 31 de outubro até 2 de novembro. Esta festa tem influência da cultura dos antigos povos indígenas como Maias e Astecas. Para eles, a morte não é vista como algo negativo, pois eles acreditavam na eternidade da alma.
O evento que se tornou o Dia dos Mortos era comemorado no nono mês do calendário solar asteca, por volta do início de agosto, e era celebrado por um mês completo. As festividades eram presididas pela deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a "Dama da Morte" (do espanhol: Dama de la Muerte) - atualmente relacionada à La Catrina, personagem de José Guadalupe Posada - e esposa de Mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos. O evento era dedicado às crianças e aos parentes falecidos.

O Dia do Saci no Brasil

O Saci-Pererê é uma lenda nacional que existe desde a época do Brasil-Colônia. O saci é um menino afrodescendente, que usa toca vermelha, pula de um pé só e faz muitas travessuras.

O Dia do Saci existe no projeto de lei federal nº 2.762, de 2003 (anexado ao projeto de lei federal nº 2.479, de 2003), elaborado pelo deputado federal Chico Alencar, (PSOL -RJ) e pela vereadora de São José dos Campos Ângela Guadagnin (PT - SP), com o objetivo de resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao "Dia das Bruxas", ou, Halloween, de tradição cultural celta. Propõe-se seja celebrado em 31 de Outubro.

Luciana Do Rocio Mallon​