Lenda da
Noiva Fantasma do Ahú
Nos anos 90,
em Curitiba, havia um jovem de pensamento conservador, que morava no bairro
Cabral, numa rua que dava para ver o presídio do Ahú. Nessa mesma rua, aos
domingos, passavam várias mulheres que iam visitar os presos.
Mas o rapaz
conservador costumava ficar na janela de sua casa, xingando essas moças que iam
visitar os detentos. Ele exclamava frases ofensivas como:
“- Vocês
fazem questão de visitar bandido, porém não querem saber de homem trabalhador!”
“- Homem
honesto vocês não querem, mas bandido...”
Reza a lenda
que, nos anos 90, pastores evangélicos passaram a visitar o presídio do Ahú
para converter os detentos e naquela mesma época chegaram a fazer casamentos
religiosos, dentro da própria penitenciária, entre os presos e suas pretendentes
que levavam a vida normal do lado de fora. Num desses casamentos, a noiva se emocionou,
desmaiou e faleceu. Depois desse dia, pessoas passaram a ver o fantasma de uma
noiva dentro desse local e flutuando pelos arredores.
Naquele
mesmo período, o moço conservador que morava no bairro Cabral, sonhou com uma
noiva que exclamou:
“- Pare de
ofender as mulheres que passam por aqui para visitar os presos!”
“- Aliás, eu
fui uma delas e morri no dia do meu casamento!”
Depois desse
pesadelo, o rapaz nunca mais xingou mulher nenhuma e essa moça do sonho recebeu
o apelido de Noiva Fantasma do Ahú, que dizem que assombra o local até hoje.
Luciana do
Rocio Mallon
#lendascuritibanas
Nenhum comentário:
Postar um comentário