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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Mandaram Tanto Eu Enfiar Livros na Cauda, Que Hoje Ela é uma Biblioteca, Mas não Posso Chamar de Sebo Porque Ela é Limpinha


Mandaram Tanto Eu Enfiar Livros na Cauda, Que Hoje Ela é uma Biblioteca, Mas não Posso Chamar de Sebo Porque Ela é Limpinha
Hoje, lancei o cartaz com propaganda do lançamento do meu segundo livro, Lendas Curitibanas 2, para alguns contatos virtuais que conhecidos me passaram. Porém uma senhora escreveu:
- Enfie o livro no “!#$%¨&”
Infelizmente, não é a primeira vez que isto acontece. Quando fiz propaganda, do meu primeiro livro, criaturas, sem educação, me mandaram enfiar a obra naquele mesmo lugar tão cobiçado.
Já me mandaram enfiar livros no fiofó tantas vezes, que hoje a minha cauda é uma biblioteca. Só não posso chamar de sebo porque ela é bem limpinha.
Poxa, toda esta situação, me lembrou da Lenda do Jacaré Com a Cauda Cheia de Livros:
Era uma vez, um menino estudioso chamado Zé que sentava na frente na sala de aula e que sonhava em ser escritor. Mas toda a vez que ele mostrava um texto de sua autoria, seres insensíveis mandavam o garoto enfiar seus escritos naquele lugar. Por isto, o menino decidiu passar seu tempo livre numa biblioteca. Deste jeito, ele cresceu e virou vendedor da enciclopédia, Barsa, porta a porta. Então se tornou comum pessoas xingarem o pobre:
- Enfie a enciclopédia no “#@#$%”.
Porém um terremoto aconteceu na cidade. Assim a biblioteca, onde Zé estava, desabou e ele morreu no meio dos livros. Quando chegou ao céu, São Pedro não aceitou o rapaz lá porque ele não era bom o suficiente para ficar no Paraíso. Mas o Diabo não quis o moço porque ele não era ruim o suficiente para permanecer no Inferno.
De repente, um anjo transformou Zé num crocodilo de cauda extensa e disse:
- Agora seu rabo será enorme e se transformará numa grande biblioteca. Pois você levará arte e cultura, para os bichos, em todo o lugar que você passar.
Desta maneira, Zé fez novos amigos que tinham a mesma missão: espalhar o conhecimento. Ele continuou sendo xingando apenas por cobras e asnos revoltados. Porém a luz que vinha da sua alma era tão grande, que ela deixou estas criaturas ruins cegas porque elas sempre serão vítimas da própria ignorância.
Com relação ao rabo do crocodilo bibliotecário, ele é o mais limpo do universo porque os livros purificam o espírito.
Luciana do Rocio Mallon       
            







sexta-feira, 22 de março de 2019

Convite: Lançamento do Livro, Lendas Curitibanas 2, em Abril


Convite: Lançamento do Livro, Lendas Curitibanas 2, em Abril
Lendas são mais do que contos, são causos da cultura popular que precisam ser preservados

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon e desde criança gosto de escutar lendas. Ao longo da minha infância e, também, da adolescência fui recolhendo e montando causos populares em rascunhos de papel como forma de não deixar a cultura oral morrer. Em 2002, na minha juventude, passei a escrever lendas em sites gratuitos.
Anos depois, em 2012, o jornalista Helio Puglielli viu meus textos nas redes sociais e sugeriu para que eu mandasse os contos para o Instituto Memória, do Anthony Leahy, que publica de graça sem cobrar do autor. Segui a sugestão e em novembro de 2013 foi publicado meu livro: Lendas Curitibanas.
A obra foi vendida até 2016. Mas no final do mesmo ano, várias pessoas escreveram para e editora pedindo a volta deste livro.
Ano passado, em 2018, o editor me propôs para escrever um novo livro com os contos do primeiro e com novas lendas. Então, aceitei a proposta.
Por isto, agora, em abril de 2019, será lançado o livro Lendas Curitibanas 2, com a capa escolhida pelos próprios leitores numa votação em rede social.
O lançamento será dia 6 de abril de 2019. Local: Salão de eventos do Edifício Studios do Bosque. Rua Deputado Mário de Barros, 1700. Bairro: Centro Cívico. Cidade: Curitiba. Estado: Paraná. Período da tarde. Informações pelo whats: 41996512567.
A festa contará com apresentações de: contação de estórias, declamação de repentes e show de dança com entrada gratuita.
O mais interessante é que o lançamento deste livro será no mesmo mês da Páscoa.
Já pensou se ao invés de encher suas crianças, ao redor, de chocolate, você presentear estes pequenos com o livro Lendas Curitibanas?
Afinal, chocolate desaparece na boca. Porém, as memórias de uma obra literária são eternas.
Causos e lendas fazem parte da cultura de um país e suas divulgações precisam de incentivo.
Luciana do Rocio Mallon





segunda-feira, 18 de março de 2019

Convite: Lançamento do Livro Lendas Curitibanas 2



Convido-lhes para o lançamento do meu novo livro, Lendas Curitibanas 2, com contos antigos e novas lendas. Lá também farei um pocket show com danças e repentes. Será dia 6 de abril:

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Livro da Autora, Ana Maria Machado, é Censurado Injustamente


Livro da Autora, Ana Maria Machado, é Censurado Injustamente
Há uma onda à censura, nas redes sociais, contra livros inocentes.
Em 1983, a autora Ana Maria Machado, escreveu a obra chamada O Menino Que Espiava Para Dentro, onde um garoto, chamado Lucas, busca seu eu interior. Há uma cena de fantasia onírica onde o garoto pensa em se engasgar com uma maçã para fazer viagem astral. Porém Lucas não morde a maçã, mas descobre que deseja ficar mais tempo dentro do seu mundo interior porque através dele ele é capaz de desenvolver a imaginação.
Porém gente portadora de analfabetismo funcional, que ocorre quando a pessoa sabe ler, mas não consegue interpretar, acusou a autora de fazer apologia ao suicídio.
Acusar o livro, chamado O Menino Que Espiava Para Dentro, de fazer apologia ao suicídio é a mesma coisa que acusar o desenho do He-Man de incentivar as crianças a pegarem em espadas e atacarem os outros por aí.
Além disto, há criaturas que dizem que a figura da maçã não deveria estar no livro infantil. Pois, segundo elas, Adão e Eva pecaram por causa da maçã, Branca de Neve morreu por causa desta fruta, Guilherme Tell atirava flechas na maçã e quase matava os outros, etc.
Poxa, estão acusando até a maçã!
Alguns adultos dizem que possuem medo que os pequenos, após lerem o livro, tentem se engasgar com a fruta. Mas o personagem nem chega a praticar este ato.
Puxa, fui criança nos anos 80 e brincava de se engasgar com bala Soft na frente de adultos e nunca ninguém me censurou por isto.
Por coincidência, este “mimimi” todo só começou depois que o Merthiolate parou de arder. Inclusive na minha infância li, O Menino Que Espiava Para Dentro, e através dele descobri o valor dos dons interiores, da criatividade e dos sonhos.
Outro problema é que estão acusando outro autor, Monteiro Lobato de: comercializar as lendas brasileiras, exibir racismo e homofobia nas suas obras. Porém, a verdade é que o escritor mostrou o preconceito que existia na época. Sem falar que ele popularizou as lendas brasileiras que estavam sendo esquecidas. Antes que me chamem de preconceituosa, confesso que sempre torci para que o Visconde de Sabugosa ficasse com o Rabicó.
Precisamos tomar cuidado com a censura de histeria que está invadido nosso país.
Luciana do Rocio Mallon