terça-feira, 6 de novembro de 2018

Gás de Cozinha X Peido


É verdade que desejam aumentar o preço do gás de cozinha?
Então, cadê aquele cientista que falou que é possível fabricar gás de cozinha com o peido humano?
Do jeito que ando com flatulências, quero me candidatar aos testes!
Assim as pessoas ficarão felizes, quando eu exclamar:
- Hoje, estou com todo o gás!
Luciana do Rocio Mallon



Arroz de Festa X Panelinhas


Arroz de Festa X Panelinhas
Curiosa:
- Tia Lu, por que raramente você participa de eventos?
Minha resposta:
- Porque quem aparece demais vira arroz de festa que acaba se queimando nas panelinhas ferventes da discórdia. Se for para entrar no fogo prefiro um caldeirão, com sopa de letrinhas, porque assim poderei escrever o que, realmente, quero.
Luciana do Rocio Mallon


Conexão IV é Destaque no Jornal do Juvevê


Conexão IV é Destaque no Jornal do Juvevê
No final de outubro, participei do evento do lançamento da antologia, Conexão IV, onde contribui com dois poemas.
Agradeço ao jornalista, Bernardo Carlini, pela nota no Jornal do Juvevê. Pois ele está sempre ligado nos eventos culturais da cidade.
Também agradeço aos organizadores, Amaury Nogueira e Eliane Gabardo, pela oportunidade.
Luciana do Rocio Mallon

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O Porquê Sou Vidrada em Histórias Onde Casais Se Conhecem na Adolescência, Se Desencontram e Se Reencontram Anos Depois


O Porquê Sou Vidrada em Histórias Onde Casais Se Conhecem na Adolescência, Se Desencontram e Se Reencontram Anos Depois
Estamos em 2018, uma época onde, infelizmente, as pessoas tratam sexo como se fosse um deus. Por isto sou taxada de louca e maluca ao falar que sinto um amor platônico, desde 2002, e que não vejo meu amado desde aquela época, apesar dele ter voltado para a cidade onde moro em 2016.
Desde minha tenra infância escuto muitas pessoas falarem que nunca me casarei porque sou muito feia. Quando eu era menina me enchiam o saco por causa do nariz comprido e na adolescência faziam bullying por causa da minha obesidade naquele tempo.
Em 1979, quando eu tinha cinco anos, peguei meningite e fui hospitalizada num hospital infantil. Lá havia duas enfermeiras que me contavam histórias. A loira me falava causos de terror e a morena narrava romances.
Quando a morena entrou no meu quarto, indagou:
 - Você gosta de histórias de amor?
Respondi:
- Gosto desde que o príncipe não beije a princesa e nem case com ela no final. Pois eu queria ouvir um conto em que os dois se conhecem na infância e se afastam. Mas se reencontram na idade adulta. Mas, por mim, eles nem precisam casar no último capítulo.
Assim ela disse:
- Deste jeito contarei um resumo do livro chamado A Moreninha do autor Joaquim Manuel de Macedo.
Então a enfermeira me contou a história, que falava de um menino e de uma menina que se conheceram numa praia, se afastaram, cresceram e voltaram a se reencontrar na fase adulta.
Depois ela narrou a Fábula da Leiteira e o Pastor, que era a  história de uma menina leiteira com uma marca de nascença no braço, da Idade Média, que gostava de um pastor jovem. Mas a mãe do menino faleceu e os avós levaram o pequeno para outro reino. Porém, o tempo passou, os dois reinos entraram em guerra. Mas antes de um soldado matar uma moça do reino rival, viu que ela tinha uma marca de nascença no braço, se lembrou da antiga amiga leiteira e os dois se reconheceram. Porém a moça estava com peste negra e morreu nos braços do amado.
Assim eu falei em voz alta:
- Quando crescer, não me casarei. Pois conhecerei uma pessoa, na minha juventude, que mudará de cidade. Mas anos depois voltará ao mesmo local e terá uma história de amor comigo, nem que eu morra no final!
Cresci sonhando com um romance assim.
Na idade adulta procurei uma explicação espiritual para saber o porquê de tanta vontade de sentir um amor assim e não aceitar outro tipo de desejo. Descobri que isto talvez seja algo genético. Pois na Idade Média, apesar do puritanismo, era comum as mulheres se apaixonarem logo na adolescência. Mas terem que ver seus amados partirem para guerras e voltarem dez, quinze anos depois, etc. Talvez isto esteja impregnado no meu sangue e no meu DNA.
Até que em 2002, conheci um moço num grupo de poetas da vida real. Assim começamos a namorar e ele me via todos os dias. Até que o moço se mudou para sua cidade natal, sem me falar nada.
Em 2016, ele voltou para Curitiba, cidade onde moro. Mas não quis me ver por causa de fofocas.
Eu sei que ele vende rosas na rua e um dia a gente vai se reencontrar. Não peço para que ele namore comigo e muito menos case com a minha pessoa. Pois a fantasia de viver um amor, que ficou no passado da minha juventude, é algo só meu e faz parte da minha alma. Afinal sei que ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Apenas queria saber como ele está e quais foram as cenas que viveu. Porém parece que a pessoa me vê como se eu fosse um monstro, um dragão prestes a colocar fogo em tudo.
Porém sou apenas a mesma garota, do passado, querendo viver um amor platônico. Pois sei que não posso namorar e nem se casar, na vida real, porque tenho uma missão mais profunda a cumprir.
Nunca me entreguei de forma carnal a homem nenhum. Por isto sei que o amor platônico é um direito legítimo que tenho. Pois não há lei que me impeça de sonhar.
Luciana do Rocio Mallon        
                      






ENEM 2018 X Dinâmica de Grupo dos Anos 90


Quem reclama da prova do ENEM, de 2018, é porque nunca fez dinâmica de grupo, para emprego, nos anos 90.
Dinâmicas de grupos e questionários de personalidade, naquela época, eram bem piores. Em alguns os candidatos sofriam até acidentes físicos. Sem falar das perguntas sem pé e sem cabeça. Pois eram muito cruéis. Testavam até dialetos que nunca existiram.
( Lembranças tristes da Tia Lu )
Luciana Do Rocio Mallon


Se a Rotina Tem o Poder de Destruir a Paixão, a Saudade Tem a Magia de Aumentar o Amor


Se a Rotina Tem o Poder de Destruir a Paixão, a Saudade Tem a Magia de Aumentar o Amor
Quem tem o poder de destruir a paixão é a rotina
Com a realidade acabando com os sonhos de menina
Porém a inimiga da rotina é a meiga e suave saudade
Que prova quando existe amor com sinceridade!

A rotina gera brigas todos os dias
Porque acaba com as fantasias
Assim vai se embora o mistério
Deixando um pesadelo sério

A saudade gera doces temperanças e lembranças
Consolando alguém que está depressivo e triste
Assim seu coração se enche de esperanças
Porque o verdadeiro amor ainda existe

Um amor que resistiu ao tempo
É o mais forte e nobre sentimento
Porque é a figura da eternidade
Que só é guardada pela saudade.
Luciana do Rocio Mallon