segunda-feira, 6 de abril de 2015

Vai Ver Se Estou No Google

Vai Ver Se Estou no Google
                                                          
Se num momento qualquer pessoa
Começa a me importunar à toa,
Com a arrogância de um inimigo,
Neste instante eu não digo:

Vai ver se estou na esquina!
Pois, eu sou uma menina
Que além de bem educada
Também está conectada

Por isto, de nada, eu não reclamo
Apenas, como um raio, exclamo:
Vai ver se estou no Google
Assim você faz um gol !

Pois lá tem tudo o que sei fazer
Você lerá tudo até o amanhecer!
Se você me acusa de ser fake, neste mundo virtual
Eu lhe dou um conselho de um jeito nada mau:

Você vai ver se estou no Google
Pois assim você faz um gol!
O Google fala tudo sobre o meu sentimento
Assim você me acha a qualquer momento.
Luciana do Rocio Mallon




Traumas Que a Escola Deixou em Mim

Traumas Que a Escola Deixou
                                                          
Frequentar a escola é importante
Para ter um futuro brilhante    
Mas se isto não for feito com calma
Pode deixar um enorme trauma

Além do terror e da tortura do bullying
A escola deixou outro trauma em mim,
Que não é nenhum secreto segredo:
Reprovar era meu maior medo

Então, na sala de aula, eu ficava calada
E em casa estudava até a madrugada!
Sempre que uma prova surgia
O meu corpo suava e tremia

Quando eu conseguia nota ruim
Tinha certeza de que era o meu fim
Então entrava em depressão de um jeito duro
Assim eu chorava em meu quarto escuro

Hoje depois de tantos lutos
Terminei meus árduos estudos
Mas como enrolados novelos
As vezes , tenho pesadelos

De que estou fazendo teste
Mas, que não sei de nada
Então como uma peste
Fujo como se fosse alada
Depois acordo toda suada

E com uma forte dor de barriga
Como se tivesse apanhado numa briga
Após isto vem a angustia e a agonia
Tirando toda a minha harmonia

Frequentar a escola é importante
Para ter um futuro brilhante    
Mas se isto não for feito com calma
Pode deixar um enorme trauma.
Luciana do Rocio Mallon







Quando Escritores Trocam Livros de Própria Autoria

Quando Escritores Trocam Livros de Própria Autoria
                                                                                                     
Quando escritores trocam livros de própria autoria
O céu cinzento fica com uma suave cor lilás
Tudo na atmosfera transforma-se em poesia
Num silêncio melodioso repleto de paz!

O livro de capa toda espelhada
Beija a obra com capa dura
Deixando uma letra apaixonada
Por uma crônica cheia de ternura!

Quando autores trocam obras de próprio punho
O poema foge de dentro da velha gaveta
Deixando de ser um simples rascunho
Para inspirar o jardim da leve violeta

Estes escritores dão um longo abraço
Fazendo o universo trocar a boa energia
Dos contos proibidos nasce um lanço
Inaugurando o Reino da Fantasia!

Quando escritores trocam livros de própria autoria
O céu cinzento fica com uma suave cor lilás
Tudo na atmosfera transforma-se em poesia
Num silêncio melodioso repleto de paz.
Luciana do Rocio Mallon








domingo, 5 de abril de 2015

Lenda da Coelha de Páscoa de uma Creche de Taguatinga

Lenda da Coelha de Páscoa de uma Creche de Taguatinga
                                                                                                                
Quando eu morei em Brasília conheci um causo de Páscoa muito interessante.
Reza a lenda que nos anos setenta morava em Taguatinga, cidade satélite de Brasília, uma menina apelidada de Dolly, que tinha características físicas muito diferentes, pois era albina e tinha os dentes da frente um tanto maiores do que a maioria da população.
Quando esta garota entrou na escola, logo começou o bullying. Pois os colegas chamavam a pobre de dente de coelho. O problema aumentava, na Páscoa, porque as outras crianças chamavam Dolly de Coelho da Páscoa o tempo inteiro.
Na adolescência, ela chorava muito porque pensava que nunca conseguiria um namorado. Até que um dia, mudou-se um moço, chamado Robson, para o bairro onde ela morava e passou a paquera-la. Deste jeito, ela aceitou namorar o rapaz.
No dia dos namorados, Dolly decidiu pular a janela do quarto do amado para fazer uma surpresa. Porém ela se assustou com o ambiente, pois o tema da decoração era: coelho. Existiam almofadas com a estampa deste animal, abajur com desenho deste bicho, pelúcias deste tema por toda a parte e várias revistas Playboy.
De repente, Robson chegou e assustou-se ao ver a amada chorando:
- O que você está fazendo aqui?
A moça perguntou:
- Por que o tema da sua decoração é coelho?
O rapaz falou:
- Confesso que é porque tenho ejaculação precoce e me sinto um coelho.
Ao escutar estas palavras, Dolly saiu correndo e fugiu para sua casa.
Um mês depois, Robson fez uma serenata pedindo desculpas. Assim os dois se casaram e tiveram uma filha chamada Patrícia.
Na semana santa de 1984, Patrícia viu sua mãe chorando e perguntou-lhe:
- Por que está chorando?
A senhora respondeu:
- É porque na época de Páscoa, lembro-me de que as outras crianças me chamavam de Coelho da Páscoa por causa dos meus dentes da frente que são grandes.
A garota comentou:
- Não fique triste por causa disto. Eu até tive uma ideia: a creche da cidade está precisando de alguém para fazer o papel de Coelhinho da Páscoa. Mas as roupas brancas que recebemos para este personagem são número 54 e não servem para nenhuma voluntária porque todas são magras. Por isto tive a ideia da senhora fazer este papel, já que cabe na fantasia.
Dolly além de aceitar vestir as roupas de coelho, também doou vários ovos de Páscoa. Então,  a partir deste momento, esta moça passou a doar chocolates e a se vestir de coelho, em toda a Páscoa, para visitar a creche.
Em 1987, ela faleceu de Câncer. Porém, na Páscoa de 1988, em Taguatinga, pessoas passaram a ver uma mulher vestida de coelho deixando vários chocolates em frente à creche. Reza a lenda que isto acontece até hoje e por isto este estabelecimento recebeu o apelido de A Creche do Coelho.
Luciana do Rocio Mallon


Lenda da Árvore de Ovos de Páscoa

Lenda da Árvore de Ovos de Páscoa      
                                                                      
Quem me contou este causo foi dona Lourdes, uma senhora de noventa e cinco anos, que morou em Pomerode:
No século dezenove, numa aldeia da Pomerânia, na Alemanha, morava uma viúva chamada Helga junto com o seu filho Joanes, um rapaz portador de autismo leve. Naquela região era costume pintar ovos quebrados de galinha, colocar doces dentro deles e falar que foi o Coelhinho da Páscoa que trouxe para as crianças. Um certo dia, perto desta data comemorativa, dona Helga estava com sua vizinha, Ana, na cozinha e comentou:
- Este ano não terei dinheiro para o coelhinho trazer doces para a Páscoa.
Joannes escutou a conversa atrás da porta e teve a ideia de plantar ovos de galinha junto com um pote de açúcar para nascer árvores de ovos com doces dentro. Então, naquele mesmo instante, ele pegou todo este material, foi para o pomar e começou a cavar com uma pá. De repente sua mãe e a vizinha surpreenderam o rapaz:
- O que significa isto?!
O moço explicou:                                                                                           
- Eu escutei vocês falando que o coelhinho não poderá trazer ovos com doces. Por isto, resolvi plantar ovos com açúcar, na terra, para ver se nascia uma árvore com estes ovos cheios de guloseimas.
Naquele instante, lágrimas saíram dos olhos de Dona Helga. Mas Ana sentiu o sopro de um anjo nos seus ouvidos, chamou a sua amiga e cochichou em seu ouvido.
No domingo de Páscoa, quando Joanes acordou, ele viu que as árvores do seu pomar estavam cheias de ovos decorados em papéis coloridos. Deste jeito o rapaz pulou de alegria e sua mãe disse à vizinha:
- Esta sua ideia junto com ajuda dos outros vizinhos para confeccionar estes ovos foi excelente.
Assim este tipo de árvore foi batizado de Osterbaum.
Naquele mesmo ano, Helga, seu filho e Ana tomaram um navio para o Brasil e foram morar em Santa Catarina, numa cidade que foi batizada de Pomerode. Mas mantiveram a tradição de colocar ovos de Páscoa nas árvores.  Reza a lenda que durante a festa de Páscoa de Pomerode, chamada Osterfest, o espírito de Joanes aparece e dá um ovo de chocolate para uma criança que foi obediente aos seus pais. Assim se ela plantar este doce debaixo da terra, ele vira uma árvore onde os frutos são ovos de Páscoa.
Luciana do Rocio Mallon







sábado, 4 de abril de 2015

A Lenda da Pera

A Lenda da Pera

Entre o pomar o e jardim
Numa ensolarada manhã
Toda vestida de carmim
Brilhava uma linda maçã

Naquele dia ensolarado
O pêssego esverdeado
Apaixonou-se por esta fruta
E com sorte, sem nenhuma luta

Um pássaro levou no bico
Este pêssego atrevido
Até a maçã doce e carmim
Assim surgiu uma paixão, sim

De um beijo louco, nada sã
Entre o pêssego e a maçã
Surgiu a pera e dela a pereira
De uma forma verdadeira

A flor da pera é clara
Com alma pura e rara
Mas, quando uma gota da água
Cai dentro dela como lágrima

Ela vira flor da “péra”
Que significa espera
De um jeito imperativo,
Desesperado e altivo!

A pera é o alimento
Preferido pelo querubim
Pois tem sentimento
E nasceu de um amor sem fim.
Luciana do Rocio Mallon









quinta-feira, 2 de abril de 2015

Lenda do Anjo da Castidade

Lenda do Anjo da Castidade       
                                                           
Das lendas que me contaram quando eu era criança, a que mais me traumatizou NÃO foi a Lenda do Lobisomem e NEM a do Bicho Papão, e, sim a Lenda do Anjo da Castidade.
A minha infância foi recheada de causos populares, passados de geração em geração. Apesar dos adultos confessarem, já na primeira infância, que Papai-Noel, Coelhinho da Páscoa e Cegonha nunca existiram, eu passei anos da minha vida acreditando na Lenda do Anjo da Castidade.
Uma vez falaram, desta maneira, para mim:
“- Nunca tenha relações íntimas, antes do casamento, porque o Anjo da Castidade vê tudo. Toda a noite ele visita as meninas para verificar se elas não deram liberdade para algum homem. Então para a garota que nunca foi tocada, o anjo traz, como prêmio,  um marido rico, bonito, viril e fiel. Mas quando este querubim descobre que a menina não é mais donzela, no mesmo instante, ela perde a proteção divina e só consegue maridos bêbados, bandidos, efeminados e maus. Também nunca se esqueça de lavar muito bem as partes íntimas no bidê e de colocar calcinhas delicadas. Pois toda a noite o Anjo da Castidade vem fazer a sua revista. Afinal, este querubim é mais poderoso do que o Cupido, pois ele guia através da sua luz espiritual os companheiros bons somente para as meninas que se preservam.”
A partir desta história, eu comecei a me lavar todos dos dias no bidê, antes de dormir, e passei a só vestir calcinhas com rendas, ou, estampas bonitas. Também comecei a acreditar que os melhores homens eram destinados só para as mulheres virgens.
Com o passar do tempo passei a lavar as minhas partes íntimas, várias vezes por dia no bidê, o que estava prejudicando a minha pele. Assim fui à médica que me receitou cremes e falou que eu estava com TOC, Transtorno Obsessivo Compulsivo.
Só depois de alguns anos, descobri que o Anjo da Castidade não passava de uma história que as mães contavam para manter as suas filhas na linha. Pois vi que mulheres travessas conseguiam maridos bons.
Hoje, não tenho mais o TOC, apenas uma ponta de trauma causada pela Lenda do Anjo da Castidade.
Luciana do Rocio Mallon