domingo, 30 de novembro de 2014

Não Aguento Mais Escrever Poemas de Amor

Não Aguento Mais Escrever Poemas de Amor

Não agüento mais escrever poema de amor
Porque ele até pode libertar o sentimento
Porém é só num segundo cheio de fervor
Pois depois sou eu quem fica ao relento!

Escrevo poema numa estação de trem
A procura do amado que nunca vem
Escrevo poema numa rede social
Para qualquer amigo virtual

Não agüento mais escrever poema de amor
Num pequeno instante isto até alivia
Mas depois gera tristeza e dor
Numa lenta e leve melodia!

Escrevo com uma caneta á luz da Lua
Quando desejo chorar no meio da rua
Escrevo quando estou em qualquer paisagem
Porque Poesia é sempre a melhor viagem

Poema de amor pode até libertar
Mas eu estou presa nas correntes
Dos versos azuis do nobre mar
Que me afogam em desejos inocentes.
Luciana do Rocio Mallon









Por Que Eu Fui Gostar de Você, Se Eu Sou o Oposto do Que Você Gosta?

Por Que Eu Fui Gostar de Você, Se Eu Sou o Oposto do Que Você Gosta?
                                                                                                                                                    
Por que eu fui gostar da sua pessoa
Se eu nunca fiz parte da sua preferência?
Agora estou triste chorando à toa
Para rejeição haja calma e paciência!

Você gosta de uma gata de mini-saia
Com bronzeado sensual de praia!
Eu só uso saia comprida e florida
E tenho a pele branca adormecida

Você gosta de moça com cabelos dourados
Já, minhas mexas são de um castanho-escuro
Você admira mulheres com bons rebolados
Mas quando ando, meu corpo fica obscuro!

Você diz que deseja ficar com uma mãe-solteira
Que seja desinibida, atrevida e baladeira
E eu nem sei se um dia poderei ter filhos
Assim meus sonhos saem dos trilhos!
Você me dá um fora de uma forma traiçoeira
Eu só queria um amor para a vida inteira

Por que eu fui gostar da sua pessoa
Se eu nunca fiz parte da sua preferência?
Agora estou triste chorando à toa
Para rejeição haja calma e paciência.
Luciana do Rocio Mallon










                

Quem Teve um Amor Secreto?

Quem Nunca Teve um Amor Secreto?
                                                                       
Quem nunca teve um amor secreto,
Daqueles que tiram do caminho correto
Jogando a alma no precipício do desejo
Ao som de harpa, guitarra e realejo?

Aquele amor da época da escola
Transformou-se num romance platônico
Pois o amado nunca deu bola
Para este sentimento atômico

Que explodia a cada olhar
Sem mesmo confessar

Quem nunca teve um amor secreto
Que atire a primeira caixa de bom-bom
O cupido, ás vezes, não mira o alvo certo
E até a Lua de neon sai do próprio tom

Tem gente que ama a vizinha casada
E sonha com ela pela madrugada!
Tem gente que possui uma paixão virtual
Que encontrou numa rede social

Quem nunca teve um amor secreto,
Daqueles que tiram do caminho correto
Jogando a alma no precipício do desejo
Ao som de harpa, guitarra e realejo?

Pode ser aquela pessoa do coletivo
Que mantém seu coração vivo!
Pode ser aquela estrela cintilante
Que sempre sonhou em ser amante

Quem nunca teve um amor secreto
Que atire a primeira caixa de bom-bom
O cupido, às vezes, não mira o alvo certo
E até a Lua de neon sai do próprio tom.
Luciana do Rocio Mallon







sábado, 29 de novembro de 2014

Espaço Carmesim, Pichações e Trens

Espaço Carmesim, Pichações e Trens

Em 1979, eu tinha cinco anos de idade e um dos meus passatempos preferidos era ver os trens passarem num trilho que ficava atrás da minha casa. Então, nos meus sonhos, eu imaginava um vagão vermelho voador, que serviria de casa para alguém morar no alto de um sobrado.
Um certo dia o carro do meu padrinho estava passando pela Rua Doutor Faivre, quando de repente, avistei um vagão de trem, no alto de um tipo de sobrado, que parecia servir de casa e gritei:
- O trem voador dos meus sonhos virou um vagão que serve de casa!
Deste jeito meu padrinho explicou:                                   
- Isto não é um vagão de trem, e, sim a residência Belotti projetada pelo modernista Lolô Cornelsen.
Após isto, pensei:
- Um dia, entrarei nesta casa.          
O tempo passou até que em 2014, soube que a Casa Belotti seria reinaugurada com o nome de Espaço Carmesin, um lugar de Arte e Cultura. Em setembro do mesmo ano, fui convidada pelo novo proprietário Hugo Umberto para um sarau de escritores, onde apresentei coreografias de dança e falei sobre meu livro Lendas Curitibanas. Ao entrar nesta casa fiquei emocionada porque sonhava em visitar este local desde os meus cinco anos.
Neste dia 29 de novembro de 2014, fiquei chocada ao saber que o Espaço Carmesim foi pichado por vândalos, que tem como alvos principais os patrimônios culturais da nossa cidade. Por coincidência soube, também, que alguns vagões antigos que estavam ao lado da rodoviária nova foram pichados sem dó e nenhuma piedade.
Minha esperança é que os pichadores podem até sujar a História do nosso território. Porém jamais riscarão a Cultura, pois sempre existirão sábios de almas limpas dispostos a tirar a sujeira da falta de caráter que insiste em tapar a consciência de algumas criaturas perdidas.
Enquanto isto, procuro não sair dos trilhos seguindo a vida no vagão elevado, do trem da Poesia, mostrando para as pessoas que escrever num papel é bem mais proveitoso do que pichar o patrimônio alheio.
Luciana do Rocio Mallon




                

Espaço Carmesim, Pichações e Trens

Espaço Carmesim, Pichações e Trens

Em 1979, eu tinha cinco anos de idade e um dos meus passatempos preferidos era ver os trens passarem num trilho que ficava atrás da minha casa. Então, nos meus sonhos, eu imaginava um vagão vermelho voador, que serviria de casa para alguém morar no alto de um sobrado.
Um certo dia o carro do meu padrinho estava passando pela Rua Doutor Faivre, quando de repente, avistei um vagão de trem, no alto de um tipo de sobrado, que parecia servir de casa e gritei:
- O trem voador dos meus sonhos virou um vagão que serve de casa!
Deste jeito meu padrinho explicou:                                   
- Isto não é um vagão de trem, e, sim a residência Belotti projetada pelo modernista Lolô Cornelsen.
Após isto, pensei:
- Um dia, entrarei nesta casa.          
O tempo passou até que em 2014, soube que a Casa Belotti seria reinaugurada com o nome de Espaço Carmesin, um lugar de Arte e Cultura. Em setembro do mesmo ano, fui convidada pelo novo proprietário Hugo Umberto para um sarau de escritores, onde apresentei coreografias de dança e falei sobre meu livro Lendas Curitibanas. Ao entrar nesta casa fiquei emocionada porque sonhava em visitar este local desde os meus cinco anos.
Neste dia 29 de novembro de 2014, fiquei chocada ao saber que o Espaço Carmesim foi pichado por vândalos, que tem como alvos principais os patrimônios culturais da nossa cidade. Por coincidência soube, também, que alguns vagões antigos que estavam ao lado da rodoviária nova foram pichados sem dó e nenhuma piedade.
Minha esperança é que os pichadores podem até sujar a História do nosso território. Porém jamais riscarão a Cultura, pois sempre existirão sábios de almas limpas dispostos a tirar a sujeira da falta de caráter que insiste em tapar a consciência de algumas criaturas perdidas.
Enquanto isto, procuro não sair dos trilhos seguindo a vida no vagão elevado, do trem da Poesia, mostrando para as pessoas que escrever num papel é bem mais proveitoso do que pichar o patrimônio alheio.
Luciana do Rocio Mallon




                

Chaves No Céu

Chaves no Céu
(Uma Homenagem a Roberto Bolaños)

Aconteceu algo depressivo e cruel
Neste dia vinte oito de novembro
O Chaves viajou para o eterno céu
Deste personagem, eu me lembro

Ele marcou a minha adolescência
Com suas frases graciosas
Repletas de paciência e inocência
Com lições maravilhosas!

Eu sentia que Chaves era meu amigo,
Sempre quando ele falava e dizia:
“ – Ninguém tem paciência comigo”
Assim eu percebia que a poesia
Era seu caloroso e melhor abrigo!”

Chaves deu uma lição que nunca ninguém viu:
De que é possível morar dentro de um barril
Quando se tem o coração repleto de ternura
A alma é o telhado que protege da chuva dura!

Chaves agora abre as portas do céu
Transformando o amargo fel em mel!
O Seu Madruga, ele encontrou no jardim
Do Éden onde a paz não tem fim.
Luciana do Rocio Mallon


                                                                      



sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Black Friday e Sexta-Feira 13

Black Friday e Sexta-Feira 13
                                                       
Sou a esperada sexta-feira
Mas, tenho um lado bipolar
Posso ser traiçoeira        
Ou feita para gastar!

Quando meu número é 13 sou de azar
Porém quando sou Black Friday
Ofertas bailam pelo ar!

Meu lado Black é o da sorte
Minha face boa é a da morte!
Sou sexta - feira de qualquer jeito
Todos procuram pelo meu lado perfeito

Torço para que a Black Friday
Não vire uma Clara Fraude
O Sol é o meu melhor rei
Mesmo que a Lua falte.
Luciana do Rocio Mallon