sábado, 3 de outubro de 2026

Minhas Respostas das Perguntas Sobre Preconceito Literário

 

Minhas Respostas das Perguntas Sobre Preconceito Literário

1- Para você, o que é preconceito literário? Preconceito literário é a crítica negativa de obras consideradas populares, como: livros espiritualistas, obras de autoajuda, biografias de subcelebridades, etc. Por exemplo: quando cursei Letras, os professores de Literatura viviam criticando as obras de Paulo Coelho. Na verdade, tudo isso é baseado em uma definição elitista que divide os livros em alta Literatura e baixa Literatura. Aqui a alta Literatura é, principalmente, composta pelos clássicos, como exemplos: livros de Machado de Assis.

2-  Quais desses preconceitos literários mais o incomoda? Por quê?

* e-book não é livro.

* Se nasce com o dom de escrever 

* O escritor nasce pronto. Impossível aprender a escrever.

Não vejo sentido em dizer que e-book não é livro. Pois a tradução literal do termo, e-book, significa livro digital de Internet. Aliás, a palavra livro está inserida nessa expressão. Além disso, geralmente um e-book tem o mesmo conteúdo de sua versão em livro físico. Mas concordo que ler um livro físico é mais confortável e prático do que ler um e-book. Aliás, conheço pessoas que têm a mania de cheirar livros e fazer anotações importante com lápis nas obras, tudo isso só é possível através do livro físico.

Já com relação às frases, “se nasce com o dom de escrever” - “o escritor nasce pronto, portanto, é impossível a aprender a escrever”, faço as seguintes observações:

Na época em que cursei faculdade, essas mesmas expressões eram consideradas desculpas de gente preguiçosa. Pois, na realidade, muitos conhecimentos são construídos a partir de treino e técnica, fato que já foi comprovado cientificamente por profissionais da área da Neurologia. Aliás, existe um ditado antigo que diz: “Na arte 99% é esforço e somente 1% é dom.”

 

3- Fanfic é um gênero válido ou um tipo de trapaça? Existe algum gênero menor que outro? Fanfic é uma narrativa de ficção com personagens famosos de outros autores. Aliás, o nome dessa técnica chama-se, Intertextualidade, quando um texto dialoga ou se inspira em obras já existentes. Portanto é um gênero válido. Aliás, pesquisas comprovam que muitos adolescentes adquirem o hábito da leitura através de fanfic. Sem falar que a fanfic é a principal base da Arte Contemporânea, principalmente, no Cinema e na TV. Eu, por exemplo, amo fazer fanfic com personagens folclóricos, mitológicos e de Lendas Urbanas.

 

4- Tem medo de plágio e por isso não mostra seu livro pra ninguém antes de publicar? Nem mesmo para um leitor beta? Setenta por cento da minha pesquisa, sobre Lendas Curitibanas, foi utilizada por outra moça, sem minha autorização e sem usar minha citação como autora. Por enquanto, não pretendo processar porque não quero contato com pessoas assim de baixo nível. Inclusive vi, pela TV, entrevistas com a tal moça e notei que ela usa os mesmos trejeitos, expressões e gestos típicos meus que fazem parte da minha personalidade. Ao notar tudo isso, vejo que há um problema mais profundo aí. Apesar de eu estar abalada com esse causo nefasto, continuo mostrando meus escritos para o mundo. Pois o erro de uma pessoa de má-fé não pode abalar meu sonho de promover o Folclore e a Cultura através das minhas pesquisas sobre Lendas Urbanas.

 

5- IA é ferramenta ou preconceito literário? Porquê?

Tudo depende como a Inteligência Artificial é usada, por exemplo: se um escritor usa a I.A. para corrigir a Gramática dos seus textos ou fazer uma ilustração para seu livro avisando ao leitor, no final da obra, sobre essas pequenas ajudas, ele está usando a ferramenta de forma correta. Mas se o autor pede para a Inteligência Artificial, escrever o livro inteiro e ainda não avisa sobre esse detalhe ao leitor, então, nesse caso o escritor está sendo desonesto.

Luciana do Rocio Mallon

 

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