Na última
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, faleceu o escritor, músico e funcionário
público, Davi Cartes Alves, artista que conheço desde o final dos anos 90.
Naquela
época, a Biblioteca Pública do Paraná, tinha um mural em frente a uma escada,
onde autores poderiam expor seus textos datilografados. Então sempre que eu
passava por esse quadro lia os poemas de um autor chamado Davi Cartes Alves.
Numa dessas idas à biblioteca li um poema dele onde dizia que todas as pessoas
deveriam expor seus textos em murais. Naquele mesmo instante, tomei coragem e
decidi que enviaria meus textos para exposição naquele quadro. Assim a partir
daquele dia, passei a entregar poemas todas as semanas para o mural.
No ano de
2003, aconteceu um concurso de Poesia, do Colégio Expert, aberto para toda a
comunidade. Dessa maneira me inscrevi e um mês depois soube que meu texto foi
selecionado para uma coletânea com outros artistas premiados no mesmo concurso.
No dia do
evento, me sentei na plateia e a apresentadora pediu para que eu fizesse
repentes de improviso no palco e ao descer do palco, um moço me perguntou:
- Você é a
Luciana que sempre tem poemas no mural da biblioteca?
- Se for,
sou seu fã!
Então
respondi:
- Sim, sou
eu e passei a expor meus textos graças a um poema seu que li no quadro.
A partir
daquele dia, convidei Davi para participar de grupos de escritores.
Mas ele tinha
talentos a mais: voz e violão.
Então, Davi
me convidou para cantar junto com ele, nos eventos culturais, canções da dupla,
Sandy e Júnior, muito em voga na época. Isso durou até 2004, quando voltei a
trabalhar como balconista de loja. Depois a gente veio se encontrar, sem
querer, no curso de Inglês do SESC em 2006.
Sou muito
grata por essa amizade.
Assim, vá em
paz amigo!
É como diz
Santo Agostinho:
“A morte não
é nada, é apenas uma viagem.”
Portanto, aproveite
o céu dos artistas. Pois um dia, a gente se encontrará novamente.
Luciana do
Rocio Malon
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