quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

O Bairro da Poesia

 

O Bairro da Poesia

Quem caminha pelo bairro da Poesia sensacional

Sempre recebe um presente em forma de ônus

Pois o rápido, veloz e passageiro ônibus

Nem sempre tem um ponto final

 

Ele pode ter vírgulas e reticências

Onde se curam as carências

No bairro da Poesia, os estribilhos

Transformam-se em fortes trilhos

 

Por onde passam os trens

Principalmente a Maria-Fumaça,

Carregando nos vagões os bens,

Enquanto fuma cheia de graça

 

No bairro da Poesia, em cada esquina

Repleta de harmonia, existe uma bailarina

A rua do amor atravessa a rua da saudade

Mas ninguém sai do beco da felicidade

 

No bairro da Poesia há escola com muro pintado cheio de versos

Lá têm escritórios com escrivaninhas que carregam universos

Também há farmácias curam até dor de cotovelo

E bares onde os sorrisos quebram qualquer gelo

 

O bairro da Poesia existe em cada criatura

Quando ela faz um ato de ternura misturado com loucura.

Luciana do Rocio Mallon

 

 

 

 

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