segunda-feira, 11 de julho de 2016

Lenda da Boate Gruta Verde

Lenda da Boate Gruta Verde
Na época do Brasil-Colônia veio para o nosso país uma bruxa chamada Ametita, que passou a morar numa gruta verde no Sul.
Quando ela chegou às terras tupiniquins, notou que suas habilidades como: trazer o amor alheio em três dias, ler tarô e curar doenças não estavam trazendo o lucro que desejava. Então, além destes serviços, a feiticeira resolveu abrir um bordel, que batizou  de Gruta Verde, onde contratava mães solteiras que eram expulsas das casas pelos próprios pais. Ametita enfeitava as moças muito bem. Por isto vinham até nobres de outros países para visitar o lupanar da bruxa.
Logo surgiu a lenda que, por aquelas bandas, existiam criaturas mitológicas como: fadas e sereias. O problema é que surgiram boatos dizendo que estes seres eram quentes e sensuais. Deste jeito os fregueses passaram a exigir fadas e sereias na boate. Com criatividade, a cafetina fantasiou suas funcionárias com estes tipos de figurinos. Mas a ideia não deu certo, pois os clientes notaram que os rostos das moças eram os mesmos.
Desta forma, a bruxa resolveu capturar fadas e sereias de verdade. Por isto, ela mandou o segurança, de sua casa de tolerância, ficar na beira do mar com uma rede para pegar uma sereia. Porém, como precaução, ela colocou tampões nos ouvidos do moço para que ele não fosse seduzido pelo canto deste ser mitológico.
Deste jeito, o leão-de-chácara trouxe uma sereia ruiva muito bonita, chamada Solemar, que logo foi colocada numa banheira com os braços presos às correntes.
Depois a bruxa colocou um espelho, da quinta dimensão na floresta, para capturar fadas e acabou prendendo a Fada Anabela. Ametita colocou a pobre numa gaiola de cristal para que não fugisse.
Assim a bruxa apresentou Solemar e Anabela como atrações especiais na boate. Desta forma elas foram obrigadas a trabalharem naquele local.
Um certo dia, a sereia teve a ideia de cantar uma música que tivesse o poder de colocar fogo na boate, pois não aguentava mais ser escrava lá. Desta forma ela cantou a canção das salamandras, que é capaz de gerar fogo em qualquer recinto e fez com que as chamas derretessem suas correntes. Depois abriu a gaiola de cristal para  libertar a fada. Porém, o fogo já estava alto e matou todo mundo que estava no lupanar.
Quando chegaram ao Paraíso, São Pedro não aceitou nem a fada e nem a sereia no Céu porque elas colocaram fogo na casa de tolerância matando várias pessoas. Porém, quando as duas foram ao Inferno, o demônio não aceitou estas criaturas porque não foram consideradas más o suficiente. Desta maneira, elas foram até o umbral e um monstro disse que o destino delas era reencarnar na mesma boate como castigo e viver por mais quinhentos anos com as aparências sempre jovens.
Então Solemar e Anabela voltaram a trabalhar na Boate Gruta Verde, que foi reconstruída.
Uma vez, um amigo meu de vulgo Piu Piu foi se divertir neste bordel. Ao chegar ao local, o moço disse:
- Meu sonho é ficar com uma sereia parecida com a Ariel do desenho.
Naquele instante uma moça ruiva apareceu e disse:
- Sou Solimar!
- Poderia me pagar uma bebida?
Assim o rapaz se divertiu e depois se deitou com a jovem. Porém quando acordou viu que a moça estava dormindo numa banheira e que tinha cauda de sereia. Desta forma, o pobre saiu correndo.
Reza a lenda que o homem que frequenta a boate Gruta Verde e tem uma noite divertida com Solimar ou Anabela, pode ver a cauda de sereia da ruiva se ela estiver numa banheira, ou, pode ver as asas de Anabela se ela for colocada em frente a um espelho.
Luciana do Rocio Mallon





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