domingo, 31 de outubro de 2021

Ele Descobriu Que o Jack da Lanterna Também Virava a Abóbora da Cinderella e Por Isto Desistiu do Halloween

 

Ele Descobriu Que o Jack da Lanterna Também Virava a Abóbora da Cinderella e Por Isto Desistiu do Halloween

Um jogador preconceituoso

Desistiu da festa de Halloween

Pois soube de um jeito jocoso

Uma notícia que achou ruim:

 

O Zé Cabeça de Abóbora, conhecido como Jack da Lanterna

Com a alma malvada, esperta e nada fraterna

Transformou-se na abóbora da Cinderella

Para transportar a princesa bela

De uma forma leve e singela

 

Então, sua discriminação virou tormento

E o jogador abandonou o evento

Sem nenhuma carta supresa na manga

Toda a abóbora tem o direito de ser moranga.

Luciana do Rocio Mallon

#Halloween #poema #Poesia #Humor

 

 

 

 


Parabenizando Kelly Lamann Sobre a Live, de Ontem, Sobre Halloween

 

Parabenizando Kelly Lamann Sobre a Live, de Ontem, Sobre Halloween

Ontem, participei de uma live com Kelly Lamann. O debate foi muito produtivo porque ela falou sobre as diferenças entre Lendas Urbanas e Folclore. Conforme, Kelly Lamman, Lendas Urbanas são causos misteriosos que envolvem acontecimentos reais, como exemplos: Incêndio do Edifício Joelma, Trem- Fantasma de Sorocaba e Mulher de Vermelho do Edifício Tijucas. Já, folclore consiste nos contos imaginários de personagens tradicionais, como aqueles que foram inspirações para o Monteiro Lobato, como por exemplo: Saci, Caipora e Cuca.

A live me vez voltar para o ano de 1994, numa aula do saudoso professor Antônio Sandmman, do curso de Letras da UFPR, onde perguntei:

- Professor, por que muitos causos misteriosos são chamados de Lendas Urbanas?

- Por acaso há uma divisão entre Lendas Rurais e Urbanas?

Ele respondeu:

- As personagens folclóricas nasceram em ambientes rurais. Pois até 1950, metade da população era rural. Depois com o desenvolvimento da indústria, grande parte dos agricultores migrou para a cidade e daí causos misteriosos passaram acontecer fora do ambiente rural. Então, os contos de suspenses que ocorrem nas cidades passaram a ser Lendas Urbanas.

Mas perguntei novamente:

- Porém se o Saci, que é rural, aparecer no meio do centro de uma grande cidade, com testemunhas, ele passa de folclore rural para Lenda Urbana?

O professor respondeu:

- Depende do contexto em que o Saci está escrito.

Em 2019, voltei a esta discussão com a também saudosa professora Regina Bostulim:

- Regina, há diferença entre Lenda Urbana e Lenda Rural?

Ela respondeu:

- As Lendas Rurais estão mais ligadas aos mitos e tradições das pessoas do campo, constituindo um folclore raiz. Já as Lendas Urbanas constituem um tipo de folclore contemporâneo. Na verdade, as lendas rurais são antigas e as lendas urbanas são um tipo de folclore contemporâneo, mas que envolvem a mistura de acontecimentos reais com fenômenos sobrenaturais ocorridos, exclusivamente, dentro de cidades.

Então brinquei:

- Já estou achando que Lendas Rurais são contos imaginários de raiz e Lendas Urbanas são causos misteriosos estilo Nutella. Porém o importante é que tanto Lendas Rurais quanto Lendas Urbanas contribuem para a Cultura.

Luciana do Rocio Mallon

#lendasurbanas #folclore #Halloween


 

 

 

 

 


quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Loja da Liliane Moitinho Pacheco

 

Loja da Liliane Moitinho Pacheco

Na loja da Liliane Moitinho Pacheco

A moda sempre chega mais cedo

Lá há vestidos que valorizam o corpo feminino

Com um toque delicado, suave e fino!

 

O vestido rodado abraça o mundo

De um jeito leve e profundo!

A misteriosa saia godê

Mostra o melhor de você!

 

Tules, rendas e bordados garantem a Poesia

Pois transformam a mulher num querubim

Deixando nas ruas, a mais bela harmonia

Retirando tudo o que é ruim

 

Estas roupas repletas de beleza

Transformam a moça numa princesa.

Luciana do Rocio Mallon

Contado com a loja de Liliane:

https://web.facebook.com/liliane.moitinhopacheco?_rdc=1&_rdr

 

 


quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Cachorrinha Correndo Atrás da Moto

 

Cachorrinha Correndo Atrás da Moto

Quando sinto um amor não correspondido, bem platônico

Ponho, logo, em prática meu plano atômico

Falo aos amigos dele sobre meu sentimento

Posto nas redes poemas a todo o momento

 

Porém quando ele me procura

Eu me escondo atrás de um escudo

Preciso confessar, sei que parece loucura:

Não quero ser correspondida no escuro

 

As vezes, através desta atitude confusa e sapeca

Pareço uma cachorra correndo atrás da motocicleta

Mas quando a moto para em qualquer esquina

Saio correndo de uma forma nada fina

 

A cadela corre e late atrás da moto em movimento

Mas quando o veículo para, ela fica quieta e nada faz

Minha vida sentimental é um tormento

Procuro um amor platônico sem paz.

Luciana do Rocio Mallon

#Poesia #poema #Literatura

 


 

 

 

domingo, 24 de outubro de 2021

Bailarinas na Cabine Rosa Depois da Aula de Dança

 

Bailarinas na Cabine Rosa Depois da Aula de Dança

 

Todo mundo tem no fundo,

De um jeito doce e profundo,

Uma bailarina dentro de si

Com corpo e alma de colibri

 

Porém bailarinas assumidas

Depois da aula colocam jeans

Pelas ruas das cidades floridas

Balançando seus musicais quadris

 

Ao verem uma cabine telefônica

Com porta toda da cor rosa

Elas reagem de forma cômica e harmônica

Numa brincadeira alegre e escandalosa

 

O telefone e sua cabine são de brinquedos

Assim as bailarinas perdem seus medos

Dançando na calçada de petit pavê

Para qualquer pessoa ver

 

Esta cabine numa noite de domingo

Vira abrigo para o pobre mendigo

Mas numa tarde de sexta-feira

Ela é palco para bailarina faceira.

Luciana do Rocio Mallon

Bailarinas: Luciana Rocio Lendas, Ana Bellao e Ale Tavares.

Foto: Alex

#Poesia #poema #Literatura



 

sábado, 23 de outubro de 2021

O Lenço Rosa da Cachoeira


 

O Lenço Rosa da Cachoeira

Em 2004, precisei ir até um lugar chamado, Cachoeira dos Ciganos, em São José dos Pinhais com outras vendedoras da loja onde eu trabalhava na época.

Fiquei encantada ao ver que pelo caminho, nas árvores, existiam lenços, de todos os tamanhos e cores, amarrados. Até que encontrei um lenço rosa no chão e resolvi amarrar este pano num galho. De repente, uma senhora, de saia comprida, apareceu e disse:

- Nunca se coloca no mesmo lugar, os lenços que se soltaram. Aqui as pessoas fazem promessas aos espíritos dos ciganos que acampavam antigamente. A cada pedido, elas amarram lenços numa árvore. Mas se algum deles cai no chão, o transeunte pode pegar. A única coisa que se deve fazer é doar o lenço se alguém pedir.

Assim, levei a peça para casa. O tempo passou e em 2015 usei o mesmo lenço no pescoço para bailar Dança Cigana Artística na Casa Hoffman.

Neste ano, de 2021, um amigo disse:

- Minha namorada desfilará num evento beneficente sobre Outubro Rosa e precisará de um lenço desta cor para trocar pelo certificado de participação.

Então eu disse:

- Tenho um lenço rosa na gaveta e posso doar.

Deste jeito dei a peça para que a namorada do moço utilizasse no desfile.

Assisti ao evento, pelo celular, através da Rádio Amor e Vida, e fiquei emocionada quando vi a moça entregando o lenço ao apresentador.

Há pessoas que usam um lenço para enxugar uma cachoeira de lágrimas. Mas eu tive que conhecer uma cachoeira para enxugar o destino de um lenço.

Luciana do Rocio Mallon

 

 

O Sonho Dela Era Dançar Com uma Espada Oriental

 

O Sonho Dela Era Dançar Com uma Espada Oriental

(Atendendo ao Pedido de Ana Bellao)

 

O sonho dela era dançar com uma espada

Assim ela fez o pedido à invisível fada

Então a divina Lua Minguante

Virou espada cintilante

 

Ela dançou na noite infinita

De uma forma leve e bonita

A próspera Lua crescente

Transformou-se em espada valente

Assim ela dançou levemente

 

Agora, antes que o Sol tenha ciúme e enlouqueça

A moça equilibra a espada na cabeça

Quando ela equilibra a espada na cintura

No ambiente surge perfume com doçura

 

Quando ela equilibra a espada no quadril

No céu inteiro surge um tom anil!

Quando ela equilibra a espada nos dedos

Desaparecem as inseguranças e os medos.

Texto: Luciana do Rocio Mallon

Bailarinas: Luciana do Rocio Mallon, Ale Tavares e Ana Bellao.

Foto: Alex.

Local: Centro Cultural Gabriela Valentina.