quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Lendas do Bairro Chamado Santa Cândida

Lendas do Bairro Chamado Santa Cândida
Reza a lenda que quando São Pedro viajou para Nápoles, ele encontrou uma menina chamada Cândida, que estava doente, no meio da estrada. Então este apóstolo curou a criança e falou sobre o Cristianismo. Quando a menina chegou a sua residência falou sobre Pedro para seu tio, Aspreno, que procurou o apóstolo e por ele, também, foi convertido.
Cândida resolveu jejuar, fazer orações e converter fiéis ao Cristianismo numa gruta chamada Ara Petri. Um certo dia, um anjo apareceu e disse:
- Uma das suas missões é montar um cemitério para católicos aqui. Por isto, mais tarde, você será a padroeira dos cemitérios.
Porém um imperador que perseguia os católicos descobriu tudo. Deste jeito, Asperno tentou fugir para a África com sua sobrinha. Mas, eles foram descobertos, torturados e mortos.
Anos mais tarde, na Itália, acharam o corpo de Cândida que estava intacto e hoje encontra-se num túmulo de vidro dentro de uma igreja.
No ano de 1875, em Curitiba no Paraná, foi inaugurado um bairro chamado Santa Cândida. Naquela época havia uma beata muito devota apelidada de Nana, que ajudou a inaugurar a capela de Santa Cândida no local. Esta senhora tinha uma estátua desta santa e o seu sonho era que fosse inaugurado um cemitério naquele bairro, já que Santa Cândida é padroeira dos cemitérios.
Assim, algum tempo antes de morrer, Nana encheu a imagem de ouro e enterrou esta estátua no quintal. Deste jeito ela afirmou:
- Quando acharem esta imagem com joias em seu interior, será inaugurado o cemitério de Santa Cândida.
Dizem que em 1956 um casal de “carrinheiros” de papel, com seu cão de estimação, estavam passando no bairro. Quando, de repente, o cachorro começou a cavar. O casal desconfiando que havia algo debaixo da terra pegou uma pá e desenterrou a estátua, que se quebrou. Porém, apareceu o tesouro que estava dentro dela. Um ano depois, bem em 1957, o cemitério do bairro chamado Santa Cândida foi inaugurado e a profecia se concretizou.
Luciana do Rocio Mallon

                                                                                                                                               

                                                                                                                                     



Melhor Fantasia do Carnaval 2016

Reza a lenda que a fantasia que fez o maior sucesso no Carnaval 2016 foi Japonês da Federal.
Na minha adolescência japonês da federal era um estudante nissei e inteligente, que se dedicava muito às aulas do cursinho. Naquele tempo, era comum ver esta frase, no banheiro, dos cursos pré-vestibular:
" Enquanto você está aqui, defecando, tem um japonês estudando."
( Lembranças da Tia Lu )
Luciana Do Rocio Mallon
#carnaval2016

Lenda do Fantasma do Ramalhete de Flores

Lenda do Fantasma do Ramalhete de Flores
Nos anos 50 , Zé era um moço do interior que amava plantar flores e seu sonho era se casar com uma donzela com mais de quarenta anos de idade. Uma vez, ele saiu do sítio para tentar a vida em Curitiba. Então se hospedou numa pensão. Mas os dias se passavam e nada do pobre conseguir um emprego.
Numa certa manhã, o rapaz passou na frente de um jardim e orou:
- Deusa das Flores, ajude-me a conseguir um emprego.
Então ele estava andando por um bairro chamado Cabral, quando, de repente, uma moça com margaridas na cabeça ofereceu-lhe um buquê de rosas e explicou:
- Na floricultura da esquina estão precisando de empregados.
Deste jeito, Zé foi até o local e viu que, realmente, tinha uma placa com a seguinte frase:
- Precisa-se de funcionário.
Deste jeito, o moço entrou no estabelecimento, conversou com os proprietários e conseguiu o emprego.
Uma vez pediram para que Zé entregasse um ramalhete de rosas no centro da cidade para uma moça, com mais de quarenta anos, que todos diziam ser intocada. Porém, no meio do caminho, o rapaz foi atropelado. Porém, seu fantasma ficou rondando a região. Mesmo assim ele não conseguiu achar o endereço da destinatária.
Perto daquele local, havia um hospital, onde uma das pacientes de Câncer era uma virgem com mais de quarenta anos de idade. Então Zé entrou no quarto da moça, ofereceu um buquê de rosas e a convalescente sorriu. Porém, ela faleceu no mesmo instante.
Dias depois, uma professora , de meia idade que todos diziam ainda ser intacta, estava andando em direção ao ponto de ônibus. Desta maneira, como um raio, Zé apareceu com um buquê de flores e ofereceu a esta mestra. A senhora ficou contente, mas desmaiou e morreu, no mesmo instante.
Uma semana após isto, uma beata de cabelos brancos que todos diziam ser invicta, saia da igreja quando, de repente, Zé lhe deu flores. Porém, naquele mesmo segundo, a moça caiu e faleceu.
Na época surgiu a lenda do Fantasma da Floricultura, que oferecia flores para as donzelas que encontrava na rua. Mas, segundo os boatos, a virgem que aceitasse o presente, morria na hora porque o fantasma queria montar um harém com donzelas maduras no céu.
Dizem que até hoje, este fantasma assombra as moças da cidade.
Luciana do Rocio Mallon








segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Citronela e Crotalária Contra o Mosquito da Dengue

Citronela e Crotalária Contra o Mosquito da Dengue
Era uma vez duas princesas
Que tinham mais de mil belezas
Uma chamava-se Citronela
Campestre, humilde e singela
                                                                    
A outra chamava-se Crotalária
Séria e, ao mesmo tempo, hilária!
Um certo dia, um monstro cruel
Invadiu o reino voando pelo céu!

Então duas divinas santas
Transformaram as princesas
Em duas mágicas plantas
Com suas velas acesas!

Estas plantas espantaram o péssimo marginal
Junto com suas doenças que causavam mal!
Porém o ser humano com o tempo
Fez algo sem nenhum sentimento

Devastou e destruiu as matas com as florestas
Onde existiam estas plantas sagradas
Então um monstro em mil festas
Invadiu estas regiões caladas

O monstro era o mosquito da dengue
Que para muita gente
Hoje, causa perrengue

Porém a Crotalária e a Citronela
Podem combater este mosquito
A Citronela com sua pétala amarela
Pode atrair a fada em forma de libélula
Que consegue caçar o mosquito com seu espírito infinito
Amigos, por favor, plantem Crotalária e Citronela de um jeito bonito.
Luciana do Rocio Mallon







domingo, 7 de fevereiro de 2016

Desabafo da Libélula

Desabafo da Libélula
Sou uma libélula, um inseto
Com espírito doce e esperto!
Quando jovem viro ninfa na lagoa
Como uma fada sedutora e boa!

Sou a predadora do mosquito da dengue
Mas, durante muitos anos sofri perrengue
Tudo por causa da ignorância e do preconceito
Pois, em mim, o homem sempre viu defeito!

O ser humano tentou me destruir sem paz
E até me apelidou de cavalinho de satanás!
Se o homem não me perseguisse de um jeito cruel e infinito
Hoje, com certeza, não sofreria com o assassino mosquito!

O homem me acusou de ter inveja da borboleta
Porém, sou libélula, vivo entre o ar e a água
Não sou egoísta, apesar de ser xereta
Posso curar qualquer tipo de mágoa!

Quando voo baixo é porque terá tempestade
Porém se bailo no alto bem perto do farol
O dia estará limpo de verdade
Com a presença do rei Sol!

Homem, ainda posso visitar o seu jardim
E devorar o mosquito da dengue ruim
Basta ter a flor crotalária amarela
Que apareço de uma forma bela!

Sou a libélula trabalhadeira
Pois além de ser lavadeira
Eu tenho a boa atitude
De ser agente de saúde.
Luciana do Rocio Mallon



sábado, 6 de fevereiro de 2016

Borracha de Duas Cores, Vermelha e Azul, da Mercur

Borracha de Duas Cores, Vermelha e Azul, da Mercur
Acabei de ver, num grupo de pessoas que foram crianças nos anos 80, numa rede social uma foto da borracha da marca Mercur, que tinha duas cores: vermelha e azul. Então logo abaixo, desta imagem, existia a seguinte frase:
“Fiz parte de uma geração que foi enganada por uma borracha cuja a parte azul prometia apagar caneta, no entanto, ela manchou seu caderno, rasgou suas folhas e nunca cumpriu o prometido”.
Esta oração me fez voltar ao passado, onde aconteceu exatamente o que estava escrito acima. Porém o que mais me intrigava eram as cores da borracha: vermelha e azul, símbolo dos Estados Unidos. Naquela época, como um raio, pensei:
- A professora falou que os Estados Unidos são imperialistas. Portanto, esta borracha deve ser também. Sem falar que tem o desenho de um playboy sinistro nela, que deve ser o logotipo da marca.
Depois descobri que havia borracha das cores do Brasil, verde e amarela, mas estava à venda somente no Paraguai. Desta maneira, como a minha vó vivia fazendo compras, neste país vizinho, logo pedi uma borracha com as cores do Brasil para ela.
Fiquei muito feliz quando meu presente chegou, o problema é que a borracha tinha cheiro de frutas. Assim não resisti e acabei mordendo a pobre.
Depois voltei a utilizar a borracha de duas cores da marca Mercur. Porém o importante é que eu sempre fui muito prevenida. Pois, nas provas, primeiro escrevia as respostas a lápis, depois revisava as questões e somente após isto escrevia à caneta por cima das respostas. Afinal , toda a vez, quando a professora exclamava:
- Respostas só à caneta!
Eu respondia:
- Pode escrever a lápis primeiro e passar à limpo com caneta, em cima, depois?
A mestra sempre afirmava:
- Sim.
Deste jeito eu olhava para a borracha de duas cores e dizia:
- Hoje você não me enganará.

Luciana do Rocio Mallon

A Inveja dos Meus Inimigos Bate na Minha Poesia

A Inveja dos Meus Inimigos Bate na Minha Poesia
A triste inveja dos meus inimigos
Que até provoca dor nos figos         
Bate na minha própria poesia
E numa mágica cheia de harmonia

Vira um apaixonado soneto
Afinal, também sou neto
Ninguém me cutuca com espeto
Porque o espírito é esperto

Tenho uma avó que virou estrela brilhante
Por isto cuida de mim lá do firmamento
Ela me ilumina com sua luz cintilante
Com muita devoção e sentimento
Não permitindo que nenhum arrogante
Deixe marcas ruins com ferimento!

A inveja de algumas tristes criaturas
Bate no meu humilde poema
Curando meu machucado com ataduras
Através de um perfume de alfazema

A poesia é um escudo sobrenatural
Capaz de vender qualquer tipo de mal.
Luciana do Rocio Mallon