sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Gabriela Leite

Gabriela Leite

Gabriela Leite não faleceu
Ela fez uma linda viagem
Pois tirou as moças  do breu
Colocando-as além da paisagem

Ela não era a Gabriela de Jorge Amado
Porém, nunca deixou a esperança de lado
Ela lutou contra os preconceitos
E as garantias dos direitos
                        
De qualquer tipo de meretriz,
Que tem alma leve como flor-de-lis!
Ela criou a Daslu, uma boutique
Ironizando uma outra loja chique!

Ela estudou Sociologia
Pois queria um novo dia
Para cada rapariga discriminada
Que não deve sofrer calada!

O leite de Gabriela Leite é maternal
Pois cura qualquer tipo de preconceito
Seu sabor é o da luta ideal,
Que vence qualquer defeito!

Esta lutadora Gabriela
Vai além do cravo e canela!

Ela aduba todo o jardim
E cuida de cada flor sem fim
Hoje ela está no céu, como um querubim.
Luciana do Rocio Mallon



Gabriela Leite

Gabriela Leite

Gabriela Leite não faleceu
Ela fez uma linda viagem
Pois tirou as moças  do breu
Colocando-as além da paisagem

Ela não era a Gabriela de Jorge Amado
Porém, nunca deixou a esperança de lado
Ela lutou contra os preconceitos
E as garantias dos direitos
                        
De qualquer tipo de meretriz,
Que tem alma leve como flor-de-lis!
Ela criou a Daslu, uma boutique
Ironizando uma outra loja chique!

Ela estudou Sociologia
Pois queria um novo dia
Para cada rapariga discriminada
Que não deve sofrer calada!

O leite de Gabriela Leite é maternal
Pois cura qualquer tipo de preconceito
Seu sabor é o da luta ideal,
Que vence qualquer defeito!

Esta lutadora Gabriela
Vai além do cravo e canela!

Ela aduba todo o jardim
E cuida de cada flor sem fim
Hoje ela está no céu, como um querubim.
Luciana do Rocio Mallon



Nova Dupla Sertaneja: RG e CPF

Nova Dupla Sertaneja: RG e CPF

Prezados Amigos:
É com prazer que comunico-lhes que estou ajudando a divulgar uma nova dupla sertaneja de amigos: RG e CPF, sua primeira aparição experimental foi num bailão da periferia, da região metropolitana de Curitiba.
O apresentador pegou o microfone e disse:
- Agora vamos apresentar RG e CPF!
Logo, um “cozido” que estava no fundo exclamou:
- Poxa, já mostrei meus documentos na porta!
- Por que agora terei que mostrar de novo?
O locutor não deu bola e naquele mesmo instante surgiram dois cantores maravilhosos desta dupla sertaneja, que brevemente postarei vídeos e fotos.
Por enquanto, acompanhem a letra da canção dos meninos, que é de minha autoria:
RG e CPF                 

Ela levou os meus sentimentos
Deixou-me chorando ao vento
Roubou até meus documentos
Agora estou sozinho ao relento!

Mulher, por favor, vê se cresce
Devolva meu RG e meu CPF!

Você chegou com toda a malícia
Fingindo eternamente me amar
Mas, no fundo, queria pensão alimentícia
Pensando somente em zoar!

Mulher, por que você me enlouquece?
Por favor, devolva o meu RG e meu CPF!

Mulher, eu só penso em você
Quero de volta meu CPF e meu RG!
Mulher, estou fazendo uma prece
Para você me devolver o meu RG e meu CPF!

Não posso sair sem lenço e sem documento
Porque isto é coisa do Caetano Veloso
Sem RG e sem CPF minha vida é um tormento,
Que vira um pânico nada gracioso!

Por favor, pare com este alvoroço
Esta dupla não pode sair do seu bolso.
Luciana do Rocio Mallon





quinta-feira, 10 de outubro de 2013

White Block

White Block

No próximo protesto com todo o cartaz
Estarei vestida com a roupa da paz
Colocarei um perfume de sândalo,
Que expulsa qualquer vândalo!
                       
Vestirei um lenço branco,
Fino e quase transparente,
Que de um jeito franco,
Ajudará a muita gente!
                             
Com lenço branco, na cabeça, farei caridade
Sem ninguém me reconhecer de verdade
Porque a vaidade nunca tem validade
Para quem acredita na bondade!

Com lenço branco darei um lugar a um idoso
Ajudarei uma senhora a atravessar a rua
Darei um pão a um mendigo raivoso
E meu lenço ficará transparente à luz da Lua!

Colocar máscaras negras para destruir
Nunca levou a nada
Lenço branco é um elixir
Que não se acaba na madrugada!

Este lenço branco virará um véu
Assim, dançarei mexendo as pernas
Este balé me elevará ao céu
Onde as borboletas são eternas!

No próximo protesto com todo o cartaz
Estarei vestida com a roupa da paz
Colocarei um perfume de sândalo,
Que expulsa qualquer vândalo!

Os vândalos em vez de quebrar bancos
Construirão bancos nas humildes praças
Para que se sentem os anjos francos
E as idosas com mais de mil graças!

As balas de borracha virarão flores,
Capazes de curar todas as dores.

Luciana do Rocio Mallon








Campanha: Fotografe um Morador de Rua e Poste Nas Redes Sociais

Campanha: Fotografe um Morador de Rua e Poste Nas Redes Sociais

Estes dias recebi uma mensagem de uma amiga virtual, do Norte do país me perguntando:
- É verdade que aí, em Curitiba, os mendigos têm os olhos azuis e vestem roupas de marca?
Então, achei a pergunta tão absurda que preferi nem responder.
Naquele instante lembrei-me da história do mendigo-gato, um ex-modelo que se recuperou das drogas. Assim, também recordei do causo recente de um outro menino de rua, de olhos azuis, que foi reencontrado pela avó porque colocaram sua foto no Facebook e compartilharam diversas vezes, pois as pessoas se encantaram com sua beleza.
Hoje, saí para fazer um curso e trabalhar. No meio do trajeto, em frente ao Mercadorama da Avenida Nossa Senhora de Lourdes, vi uma senhora de olhos azuis e com um casaco caro, que me abordou:
- Menina, você pode comprar um pacote de fraldas para mim?
Como eu não tinha dinheiro e estava com pressa, não pude atender àquela senhora. Sem falar que, infelizmente, meu celular não tem câmera fotográfica. Afinal, eu gostaria de saber o que levou uma idosa tão elegante a pedir fraldas, logo pensei:
- Será que era para algum neto?
Desta maneira, pensei que a pergunta da minha amiga faz muito sentido.
Depois eu soube de uma outra notícia: que um mendigo que escrevia poesias foi filmado fazendo seus versos e suas imagens pararam nas redes sociais. Por isto, ele conseguiu reencontrar a sua família.
Tenho a consciência de que sendo o mendigo bonito, ou, não ele deve ser ajudado e uma das formas de auxiliar é fotografando os indigentes e postando as suas fotos nas redes sociais, pois a porcentagem de alguém da família reconhecê-lo é de 99 por cento.
Por isto, tenho a idéia de lançar a campanha:
- Fotografe um morador de rua, com sua devida autorização, e poste sua foto nas redes sociais, sendo ele bonito ou não.
Afinal, esta é uma maneira dos mendigos reencontrarem seus familiares, que muitas vezes estão dispostos a perdoar seus vícios.
Luciana do Rocio Mallon

                                                             





segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Roberto Vascon

Roberto Vascon

O artista Roberto Vascon
Nunca saiu do bom tom
Pois,  ele é iluminado pela Lua de néon

Ele nasceu em Minas Gerais
Mas, como era muito talentoso
Fez sucesso em vários astrais
Com o seu dom lindo e grandioso!

Ele foi para Nova York trabalhar
Pois queria ter um novo futuro
Mas, sua estrela brilhou pelo ar
Porque seu céu não era obscuro!

Num misterioso e ensolarado dia
Ele teve um sonho cheio de magia:
Sonhou que as bolsas viraram aves
Voando pelo céu, tão doces e suaves!

Então, ele começou a fazer bolsas sem parar
Como as ondas que não param de beijar o mar!

Uma jornalista passou naquela avenida
Com jeito de menina inteligente e atrevida
Assim, ela notou o verdadeiro talento
De Roberto Vascon, com sentimento!

Deste jeito, este artesão valente
Ficou próspero e famoso
Deixou para trás, seu passado carente
E virou um artista vitorioso!

Roberto Vascon é um exemplo
De que vale a pena sonhar!
Pois, nossos desejos formam um templo
Que elevam a alma para outro lugar.
Luciana do Rocio Mallon




domingo, 6 de outubro de 2013

Mendigos Talentosos Que Não Apareceram Em Redes Sociais

Mendigos Talentosos Que Não Apareceram em Redes Sociais

Este ano o Brasil inteiro se emocionou com a história do mendigo-gato, um rapaz de Curitiba, que virou morador de rua por causa da dependência química. Mas, uma turista ficou encantada com a beleza deste homem e para atender a um pedido dele, tirou uma foto, que foi compartilhada na Internet e isto ajudou a sua família a encontrá-lo. Não tardou para os meios de comunicação descobrir que ele tinha sido modelo. Assim, o moço recebeu ajuda, foi internado numa clínica, recuperou-se e agora tem até namorada.
A atitude da moça que tirou foto do morador de rua foi válida porque ajudou a um ser humano.
Mas, esta história lembrou-me do causo sobre uma outra moradora de rua que, pelo que me falaram, não teve um final feliz.
Nos anos 90, também na capital paranaense, havia uma mendiga que escrevia poesias entre as ruas XV de Novembro e a Mariano Torres, em frente ao Mercadorama. Uma vez, vi esta senhora rabiscando uns papéis e pedi para ler. Assim, achei seus poemas muito bons e ela vendeu para mim, um livrinho feito à mão e depois disse que seu nome era Izabel. Até que um certo dia, esta moça ganhou uma máquina de escrever, de um morador de um dos prédios, e passou a datilografar seus textos neste aparelho.
Todos os dias, eu passava pela aquela rua porque tinha aulas na reitoria da UFPR. O interessante é que eu nunca vi vestígios de bebida, ou, drogas nesta mendiga. Pois, ela não tinha cheiro de álcool e estava sempre sóbria.
Na época com o objetivo de ajudá-la escrevi cartas para a mídia local, mas nunca tive resposta. Também, telefonei para o resgate social da prefeitura. Neste caso, a “van” que recolhe os mendigos chegou, porém Izabel não quis embarcar. Depois eu perguntei o porquê da sua atitude e ela me confessou que há moradores de rua que são agressivos, com colegas, nos próprios albergues.
O problema é que naquele tempo, a Internet era restrita somente a uma pequena parcela da população e confesso que, nos anos 90, eu nem sabia ligar um computador.
Algum tempo depois, esta senhora desapareceu das ruas. Infelizmente, a mensagem que recebi é que Izabel faleceu, mas não consegui comprovar esta notícia ainda.
Se esta febre de redes sociais fosse naquela época, as pessoas poderiam ajudar a poetisa com mais eficácia.
Este causo lembrou-me de uma outra história que foi batizada de: Ana, a Mulher de Branco de Curitiba. Trata-se da trajetória de uma artesã que, nos anos 70, vivia nas ruas, mas que só se vestia com roupas claras. Esta senhora fazia um artesanato lindíssimo e digno de ser admirado. Apesar de ser moradora de rua, ela não tinha vestígios de bebida e muito menos de droga. O interessante é que ela chegava aos locais, principalmente, nos pontos de ônibus e falava:
- Gente, preciso de dinheiro para fazer o meu artesanato.
- Não tenho filhos, as doações são somente para materiais que preciso para confeccionar a minha Arte.
Nos anos 80, ela desapareceu e a notícia que tenho é que ela foi assassinada por uma gangue de playboys.
Hoje em dia, é fácil ajudar a um morador de rua que seja talentoso. Basta fotografar seu rosto, sua arte e colocá-los na Internet, que ele corre a sorte de reencontrar a sua família e de ter seu talento reconhecido, privilégios que Ana e Izabel, infelizmente, não tiveram.
Luciana do Rocio Mallon