segunda-feira, 10 de abril de 2017

Irresponsável X Responsável


O Porquê os Poemas São Colocados em Varais

O Porquê os Poemas São Colocados em Varais
Uma criança me perguntou com seus olhos virais:
- Por que os poemas são colocados em varais?
Assim observei as asas rápidas do colibri
Então, calmamente, deste jeito respondi:

Porque os poemas são feitos de águas relaxantes
Que refrescam uma cabeça preocupada e quente
Procurando ideias cintilantes e brilhantes
Atrás de um resultado confortante e contente!

Os poemas são feitos de curadoras águas
Para curar um coração cheio de mágoas
Que se encontra conturbado em loucura
Desejando uma palavra com ternura

O varal é a linha misteriosa da vida
Os grampos são feitos com a força de vontade
Tornando a esperança mais garrida
Pendurando o poema com felicidade

Deste jeito a criança viajou em outros divinos e místicos astrais
Depois que descobriu o porquê os poemas são postos em varais.
Luciana do Rocio Mallon






Um Amor Platônico Sempre Vale Mais


Não Tenho Estrela-Guia, Pois Possuo Estrela-Enguia

Não Tenho Estrela-Guia, Pois Possuo Estrela-Enguia
Possuo anjos, mas não tenho estrela-guia
Porém sou amiga de outro ser brilhante
Que é conhecida como estrela-enguia
Com a sua espiritualidade radiante!

A enguia me salva quando me afogo no mar
Ela vira nuvem protetora quando estou na Terra
Assim a enguia empresta a luz do prateado luar
Quando perco as esperanças de uma quimera

A enguia-elétrica transforma-se em poraquê
Quando não existem respostas para um porquê
Quando estou com fraqueza e cheia de apatia
É esta enguia que me oferece toda a energia

A estrela-guia vira estrela em guia
Na magia suave e elétrica da enguia.
Luciana do Rocio Mallon





Lenda de Mandirituba

Lenda de Mandirituba
Mandirituba é uma cidade do Paraná que tem muitos causos interessantes.
Reza a lenda que, no século dezoito, aquela região era habitada por índios que tinham amizade com as abelhas, que eram milhares por lá. Tanto que aquele lugar foi batizado pelos nativos de Mandirituba que significa em tupi-guarani: lugar que tem muitas abelhas. Naqueles tempos existia uma índia chamada Poã que gostava de passear na floresta. Numa tarde de verão, ela estava caminhando grávida, na selva. Quando, de repente, passou mal. Então um enxame de abelhas, que se encontrava perto, resolveu ajudar a pobre. Assim as abelhas montaram um colchão com pétalas de flores e ofereceram mel para adoçar a hora do parto. Desta maneira Poã conseguiu dar à luz a uma menina. Porém acabou falecendo. Deste jeito, o enxame foi até o pajé para falar sobre a morte da índia.
O bebê foi batizado de Mandi e ela cresceu tendo uma gratidão enorme pelas abelhas. Por isto sempre conversava com estas criaturas, reverenciava o mel como alimento sagrado e fazia questão de cultivar plantas como lavanda, sálvia e borragem. Pois elas atraem as abelhas.
Numa tarde de primavera, esta índia estava passeando pelo bosque e avistou uma menina loira chorando e perguntou-lhe:
- Por que está chorando?                       
A garota respondeu:
- Porque saí para passear e me perdí de casa.
Mandi disse:
- Chamarei as minhas amigas abelhas e elas guiarão você ao caminho certo.
A índia assobiou e um enxame apareceu. Deste jeito, a garota foi guiada até sua residência.
No dia seguinte a garota loira voltou ao bosque para passear. Mas percebeu que um marginal estava seguindo a sua pessoa. Desta maneira começou a gritar:
- Socorro!
- Socorro!
Mandi, que estava em cima de uma árvore, assobiou e o enxame de abelhas perseguiu o bandido.
Quando Mandi morreu, Tupã transformou a índia em um espírito com a forma de uma abelha gigante e disse:
- Agora, você terá uma missão especial!
- Seu espírito será o guardião da floresta das terras de Mandirituba!
Reza a lenda que as florestas desta região são cuidadas por esta abelha gigante e toda a pessoa que deseja fazer maldades contra a natureza, por lá, é perseguida por um enxame de abelhas.

Luciana do Rocio Mallon

domingo, 9 de abril de 2017

O Coelho da Páscoa Ficou Desempregado

O Coelho da Páscoa Ficou Desempregado
O Coelho da Páscoa chorou na frente da Princesa Ace de Leve:
- Buaaaaá!
Ela perguntou:
- Por que está chorando, coelhinho?
Ele respondeu:
- Estou triste. Pois estamos perto da Páscoa e acabei de perder o emprego. Mas é tudo culpa da concorrência. Afinal inventaram novidades como: ovo na colher, ovo na taça e até preservativo com sabor de ovo de Páscoa, que acabaram me mandando embora.
Luciana do Rocio Mallon



Lenda de Piên

Lenda de Piên
Piên é uma cidade localizada no sudoeste do estado do Paraná, que possui causos interessantes.
Reza a lenda que, no século dezoito, nasceu uma índia com os lábios com formato de coração. Por isto, ela recebeu o nome de Piên que significa coração em tupi-guarani. Os pais, desta garota, prometeram à família de um índio chamado Ubiratã, que os dois se casariam quando ficassem adultos.
Piên cresceu e tornou-se noiva de Ubiratã. Numa tarde de verão, ela estava indo tomar banho de rio. Quando, de repente, avistou um pescador loiro dentro das águas. Então os dois se olharam e se apaixonaram. Assim passaram a se encontrar, às escondidas, no rio. Porém, muito desconfiada, a mãe de Piên seguiu a moça e descobriu tudo. Por isto esta senhora falou sobre a situação ao pajé e pediu uma magia para espantar o branco dos braços de sua filha. Deste jeito o feiticeiro jogou um pó encantado no pescador que transformou o coitado em gavião, que só sabia emitir um mesmo som:
- Piên!                                                     
- Piên!                                           
- Piên!
Porém logo o gavião enfeitiçado lembrou-se de uma bruxa que morava numa região, onde hoje é a cidade vizinha de Rio Negro, que tinha o poder de falar com os animais e desfazer feitiços. Desta maneira a ave procurou esta feiticeira e explicou a sua situação. Assim a maga comentou:
- Não tenho como fazer você se transformar em homem, novamente, o tempo todo.
- Porém tenho uma magia que pode devolver seu formato humano apenas nas noites de Lua Cheia.
Mesmo assim o pássaro aceitou a proposta. Então o pescador passou a procurar Piên somente nas noites de Lua Cheia. Porém, nos outros dias, ele voltava a ser gavião, sempre rondando a aldeia com o mesmo som:
- Piên!
- Piên!
- Piên!
Numa madrugada, o pajé teve uma visão e exclamou:
- Por causa desta ave, um dia, esta região se chamará Piên!
Reza a lenda que, no instante, em que este gavião mágico morreu os outros gaviões, daquelas terras, passaram a emitir este mesmo som:
- Piên!
- Piên!
- Piên!
Mais tarde, em 1850, esta região foi apelidada de Piên. Em 28 de março de 1890 o governo criou o Distrito Policial de Piên. Em 1905 este lugar foi promovido à categoria de Distrito Administrativo e Judiciário, com território que pertencia ao município de Rio Negro.
Em 25 de janeiro de 1961, por meio da Lei Estadual nº 4.338, sob sanção do governador do Paraná Moisés Lupion, o governo estadual fundou a cidade de Piên. O território saiu do município de Rio Negro, e Piên foi oficialmente inaugurada no dia 1º de novembro de 1961.
Luciana do Rocio Mallon