sábado, 17 de dezembro de 2016

James Fotografou a Palavra Luz na Calçada e Teve o Brilho do Universo a Seus Pés

James Fotografou a Palavra Luz na Calçada e Teve o Brilho do Universo a Seus Pés
( Foto James Marçal )
                                  
Era de noite depois de uma tempestade
James caminhava cansado de verdade!
Mas viu a leveza de uma palavra na calçada
Que deixou a sua alma suave, leve e encantada
Era a palavra Luz que estava desenhada

A água preencheu com sentimento
Esta palavra por dentro ao relento
Ele acreditou naquela diferente luz
Com a força interior que sempre conduz
A via sacra da vida com sua cruz

Então tirou a máquina e fez uma fotografia
Que se transformou, no mesmo instante, em poesia
Pois ela não foi só retrato de uma imagem
Esta luz foi um rito mágico de passagem

Ele fotografou a palavra luz na calçada
E teve, a seus pés, o brilho do universo
Com a sua sensibilidade antenada e alada
Ele fez do retrato , o seu próprio verso.
Luciana do Rocio Mallon




sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Flores Beijinhos Que Nasceram num Velho Tanque de Lavar Roupa

Flores Beijinhos Que Nasceram num Velho Tanque de Lavar Roupa
Nunca casa simples de comunidade carente
Uma casa foi abandonada com seu tanque idoso
Onde mulheres lavavam roupas de forma inocente
Protegidas das chuvas cruéis e do Sol perigoso

“ - Roupa suja e fora de moda se lava em casa”
Dizia a fada trabalhadeira com sua quebrada asa
Este tanque velho com sua doce água
Já lavou trapos em formas de mágoa

O tanque foi abandonado com o tempo
Mas manteve a mesma paciência e ternura
Pois seu espírito continua com o sentimento
De perfumar o ar com doçura e candura

Por isto, neste tanque, nasceram flores
Com o nome delicado e curioso de beijo
Só para espalhar seus proibidos amores
Nas tempestades onde há lampejo

Beijos nasceram num tanque que lavou sujeira
Entre barracos, discussões, brigas e gritarias
As flores mostraram que a paixão verdadeira
É capaz de tirar a dor com suas próprias poesias

A tábua de lavar transformou-se em partitura
Onde os pássaros cantam e tocam instrumentos
Num pôr do sol repleto de formosura
Gravando os mais inesquecíveis momentos.
Luciana do Rocio Mallon






Lendas da Flor do Natal

Lendas da Flor do Natal
A poinsétia, mais conhecida como Flor do Natal, tem muitas lendas urbanas. Algumas leremos abaixo:
Lenda do Cordão Umbilical do Menino Jesus
Reza a lenda que a empregada, do dono do estábulo, ajudou Maria no parto. Depois ela pegou o cordão umbilical do menino Jesus e enterrou no jardim. Naquele mesmo instante nasceu uma planta vermelha conhecida, hoje, como poinsétia que emite pequenas flores.
Dizem que a pessoa que usa uma planta desta como decoração de Natal tem sua casa abençoada na noite natalina.
                                                                          
Lenda Espanhola de Pepita
Reza a lenda que na Espanha Medieval as crianças deveriam levar presentes para o menino Jesus no presépio da igreja, pois estas prendas eram transformadas em doações para orfanatos.
Naquela época existia uma menina pobre chamada Pepita que estava chateada por não ter um presente para oferecer ao menino Jesus do presépio. Mas o seu primo, chamado Pedro, disse que o melhor presente era a fé. Mesmo assim a menina passou a colher galhos de árvores para oferecer ao menino Jesus e disse:
- Colherei galhos de árvores para a sagrada família. Pois é inverno e a igreja precisa de madeira para aquecer a lareira perto do presépio.
Quando a garota entrou na igreja, chegou perto do presépio e ofereceu os galhos ao menino Jesus. De repente estes galhos se transformaram numa linda flor vermelha e brilhante diante de toda a congregação presente.

Lenda do Frei Gustavo
No século 17 existia um frei franciscano chamado Gustavo que gostava de pesquisar lendas. O religioso ao saber destes causos passou a usar esta Flor do Natal nas procissões de final de ano. Em suas andanças, Frei Gustavo deixava uma flor destas em cada casa em que orava.
Luciana do Rocio Mallon



Lendas do Onibus, de Curitiba, Chamado Natal

Lendas do Onibus Chamado Natal de Curitiba
Em Curitiba existe uma linha de ônibus chamada Natal, que passa pelos lugares com as decorações natalinas mais bonitas da cidade. Este ônibus tem muitas lendas urbanas e leremos algumas abaixo:
Lenda do Encontro Com a Vó Falecida no Onibus
Tati era uma menina que sempre quis conhecer a sua vó, que morreu muito antes do nascimento. Pois diziam que esta senhora tocava violão e dançava balé. Deste jeito a garota só conhecia esta idosa através de fotos antigas.
Quinze dias antes do Natal, a menina orou:
- Papai Noel, como presente gostaria de conhecer minha avó que faleceu antes de eu nascer.
Algum tempo depois Laura, a mãe de Tati, exclamou:
- Hoje iremos passear no ônibus chamado Natal!
Assim no meio do passeio, o coletivo deu uma freada brusca e Tati bateu, levemente, a cabeça no chão. Porém uma senhora ajudou a levanta-la e afirmou:
- Sou sua falecida vó. Então, como este ônibus é mágico, o Papai Noel deixou que eu encontrasse a sua pessoa.
Naquele instante, Tati retirou uma foto velha que tinha da sua vó, comparou as duas e abraçou a idosa, que dançou balé e tocou violão dentro do coletivo.
No final da viagem, todos desceram na Praça Santos Andrade e a avó de Tati desapareceu em uma das esquinas.
Lenda do Velho Relógio Cuco
Dona Ortele teve um amor de infância que nunca esqueceu. Em 1919 ela namorava, secretamente, Osvaldo e viviam se encontrando no porão da casa dele, onde havia um relógio cuco estragado. Ortele vivia admirando aquele relógio, pois ele era testemunha do amor dos dois.
Mas, no mesmo ano, o pai de Ortele foi transferido para outra cidade e os dois namorados nunca mais se encontraram. Por isto ela nunca se casou.
O tempo passou e esta senhora resolveu pegar uma linha chamada Natal para admirar as decorações natalinas de Curitiba. De repente, um homem vestido de Papai Noel sentou-se, ao seu lado, e entregou um presente:
- Este regalo é para você!
A mulher disse:
- Obrigada!
Assim ela desembrulhou o presente e notou que se tratava do mesmo relógio cuco da época do seu namoro.
Naquele instante a barba do Papai Noel caiu e Ortele notou que se tratava do Osvaldo, porém bem mais velho. Mas quando ela foi abraçar o amado, ele sumiu do nada. Mesmo assim esta idosa guardou o relógio como lembrança.
Luciana do Rocio Mallon



Lenda do Panetone

Lenda do Panetone
Há muitos anos, em Milão na Itália, havia um padeiro chamado Antônio, mais conhecido como Tone, que além de ter uma panificadora própria, trabalhava para um duque muito rígido. Sem falar que ele era apaixonado por Camila, a filha do nobre.
Então depois de trabalhar horas a fio na cozinha, do castelo do duque, o moço precisava assar pães e fazer uma torta para a família nobre. Como estava muito cansado, ele fez uma confusão e colocou as uvas passas da torta na massa do pão. Assim o moço começou a chorar. Mas de repente apareceu uma senhora que disse:
- Sou o espírito da falecida cozinheira e vou ajudar a sua pessoa. Por isto colocarei frutas cristalizadas, manteiga e ovos neste pão que já está com as uvas. Na véspera de Natal você deverá deixar este doce na mesa. Pois quando Camila provar o quitute se apaixonará por você.
Quando chegou o grande dia, Tone obedeceu à cozinheira. Desta maneira quando o duque experimentou a nova comida exclamou:
- Que guloseima maravilhosa!
- Qual é o nome dela, Tone?
O rapaz respondeu:
- Ainda não tem nome.
Desta maneira o nobre disse:
- Então a partir de hoje este doce se chamará Panetone em homenagem a você, Tone. Afinal é o pão do Tone.
- Colocarei uma lei que dirá que o Panetone será o doce oficial do Natal.
Após a ceia, uma alcoviteira da corte entregou um bilhete para o padeiro, onde estava escrito:
“ Tone, te amo
Assinado,
Camila.”
Luciana do Rocio Mallon


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Lenda do Burrinho Que Levou Maria

Lenda do Burrinho Que Levou Maria
Reza a lenda que na época em que Nossa Senhora estava grávida existia um burrinho velho que era maltratado pelo seu dono. Sem falar que ele sofria bullying  dos outros animais que sempre diziam:
- Burro velho, doente e imprestável!
Toda a vez que o seu dono estava revoltado, ele pegava um chicote e descontava toda a sua fúria neste animal.
Um dia este criador de animais quis se desfazer do burro. Então depois de bater várias vezes no bicho deixou o pobre animal no meio da estrada. De repente, São José apareceu e perguntou ao homem:
- Você não quer mais este animal?           
O rapaz respondeu:
- Não.
- Se quiser, pode ficar para você.
Desta maneira São José acariciou o bicho que, no mesmo instante, rejuvenesceu e teve suas feridas saradas.
Assim, José resolveu fugir com Maria grávida com a ajuda deste burrinho. Depois que ela teve o menino Jesus, na gruta, este animal foi seu principal guardião. Quando o casal decidiu se mudar de lá, ele ganhou um cavalo do dono do estábulo. Por isto o burrinho pediu para ficar. Porém um anjo desceu do céu e transformou o bicho num lindo Pégaso que foi nomeado por São Pedro como guardião do céu.
Luciana do Rocio Mallon


Lenda do Porquê os Gatos Derrubam as Arvores de Natal

Lenda do Porquê os Gatos Derrubam as Arvores de Natal
O hábito de enfeitar árvores, em datas festivas religiosas dentro de casa, é mais antigo do que Jesus Cristo.
Na Idade Antiga, existia uma moça chamada Patrícia que tinha um filho denominado Pedro e uma gata de estimação. Esta mulher sempre defendia os direitos dos felinos, que eram vistos como animais sagrados e mágicos em sua cidade.
Todo o ano, ela trazia uma árvore do bosque e enfeitava esta planta, dentro de casa, em homenagem ao deus da agricultura.
Um dia, Patrícia estava na floresta meditando. Mas foi assassinada e seu corpo colocado dentro de uma árvore. Então ele ficou escondido lá dentro.
Os anos se passaram e Pedro foi, com a antiga gata de estimação de sua falecida mãe, para a floresta tendo a intenção de pegar uma árvore para enfeita-la. De repente,  no meio do bosque, a felina passou a miar, insistentemente, em frente a uma árvore. Por isto Pedro levou esta planta para casa e a enfeitou. Depois que a árvore estava enfeitada, a gata pulou em cima dela e começou a arranhar sua madeira. Assim o rapaz brigou com a gata, mas notou que existia algo estranho dentro da árvore. Desta maneira abriu a planta e notou que havia o cadáver mumificado da sua mãe por dentro.
Reza a lenda que a partir daquele dia, os felinos domésticos começaram a pular em cima das árvores enfeitadas para deuses em datas festivas religiosas, hoje em dia, conhecidas como árvores natalinas.
Luciana do Rocio Mallon