terça-feira, 16 de agosto de 2016

Elke Maravilha

Elke Maravilha

Elke Maravilha foi uma linda bailarina
A cada dança tinha uma diferente fantasia
Todos seus figurinos tinham brilhos e purpurina
Que combinavam com sua alma de menina
Trazendo ao mundo paz e harmonia!

Ela trabalhou com Chacrinha, grande comunicador
E também com o competente Sílvio Santos
Seu sorriso espontâneo curava qualquer dor
Com seus abraços que viravam mantos

Elke Maravilha foi uma doce atriz
Repleta de emoção e alegria
Tão suave como a flor-de-lis
Que viajou neste dia.
Luciana do Rocio Mallon


domingo, 14 de agosto de 2016

As Sete Cabeças de um Monstro Chamado Paixão

As Sete Cabeças de um Monstro Chamado Paixão

Todo o amor começa com uma paixão de loucura
Com uma gota de dúvida misturada com aventura
Porém o amor requer paciência e serenidade
Na prova da paixão com a convivência de verdade!

A paixão é um monstro de sete mentes
Que pode deixar as pessoas doentes
Mas só quem passou pela paixão conhece o amor
Penetrando na aparência até a alma interior

A primeira cabeça do monstro é a beleza
Pois só nos chama a atenção quem é diferente
A pessoa pode não parecer uma princesa
Mas o encantamento nunca fica ausente

A segunda cabeça é insônia noturna
Você não dorme pensando na pessoa
Assim a noite escura e taciturna
Suga as suas energias à toa

A terceira cabeça é a insegurança
Que traz o medo de levar um “fora”
 Você perde o equilíbrio e a temperança
Por causa do medo do aqui e do agora

A quarta cabeça é o traiçoeiro ciúme
Da liberdade, das roupas e até do perfume

A quinta cabeça é o interrogatório
Você faz perguntas para a criatura
Porém, às vezes, isto vira um purgatório
Pois descobre coisas que causam amargura

A sexta cabeça é o zelo
Que não precisa de apelo
A sétima cabeça é a humildade
Você tem que se declarar de verdade!

A paixão é um monstro de sete mentes
Que pode deixar as pessoas doentes
Mas só quem passou pela paixão conhece o amor
Penetrando na aparência até a alma interior.
Luciana do Rocio Mallon








Lenda do Canhoto

Lenda do Canhoto
Ontem, 13 de agosto, foi Dia Mundial do Canhoto e por isto muitas pessoas me pediram para que eu postasse lendas com este tema.
Como muita gente sabe canhoto é o nome dado para a pessoa que escreve com a mão esquerda.
Reza lenda que, no princípio do mundo, a alma que seria de um dos filhos de Adão e Eva foi até o céu e disse a Deus:
- Eu ouvi falar que os seres humanos têm duas mãos: a do coração que é a esquerda e a da escrita que é a direita...
- Mas, Papai do Céu, eu gostaria de poder escrever com a mão do coração. Pois um anjo me disse que a criatura que conseguir fazer isto terá poderes mágicos.
Deus disse:
- Eu posso até conceder este desejo a você. Mas a sua pessoa será perseguida por ser diferente e por ter forças espirituais, tanto que criaturas assim serão chamadas, pejorativamente, no futuro de canhotas e aguentarão duras perseguições.
O futuro filho de Adão e Eva exclamou:
- Eu aceito!
- Pois deve ser maravilhoso escrever com a mão do coração!
Assim Papai do Céu presenteou este humano com o seu pedido e ele passou a desenhar com a mão esquerda. Porém, por isto, foi vítima de preconceito da própria família. Pois nem seus pais achavam que ele era normal.
Na Idade Média, muitos canhotos foram queimados na fogueira por causa de uma lenda que dizia que eles tinham poderes sobrenaturais e por isto poderiam desafiar os ensinamentos da igreja.
No Reino Unido, em 13 de agosto de 1976, surgiu o Dia do Canhoto. Por coincidência, o dia 13 de agosto é considerado místico por alguns esotéricos.
Muitos famosos são canhotos como: Bill Gates, Einsten, Ayrton Senna, Machado de Assis, Beethoven e Pelé.
Apesar de tantos mitos e lendas, os canhotos não merecem ser discriminados.
Luciana do Rocio Mallon




sábado, 13 de agosto de 2016

Quando os Sonhos Se Transformam

Quando os Sonhos Se Transformam

Todo o sonho é um doce de confeitaria
Porque tem consistência e doçura
Na panificadora da nobre e leve fantasia
Onde se esconde a mais pura ternura!

Quando você coloca o rosto no sol
Lutando por um raro objetivo
No jardim canta um rouxinol
E seu espírito fica ativo e vivo

Assim o sonho vira um quindim
Da cor do Sol quente e amarelo
Derretendo as asas do querubim
Que não deixa de ser bom e belo!

Quando sonho vira uma fantasia
De um amor proibido e perigoso
Até uma frase mais simples vira Poesia
Quando o desejo é maravilhoso

Assim o sonho vira um suspiro
Um real gemido de verdade
O garoto tímido vira um vampiro
Num humilde e rápido giro
Ao encontro da tão esperada felicidade!

Quando você deixa o sonho para vencer
Ele vira um delicioso pé-de-moleque
Pois, a Cinderella coloca o sapato para valer
E com seu sorriso abre um vasto leque

Quando o seu sonho vira uma surpresa
Ele vira uma bomba de chocolate com frutas
Porque você vence com força e beleza
No troféu merecido das esforçadas lutas!

Todo o sonho é um doce de confeitaria
Porque tem consistência e doçura
Na panificadora da nobre e leve fantasia
Onde se esconde a mais pura ternura.
Luciana do Rocio Mallon






Poemas nas Sacolas e Empreendedorismo

Poemas nas Sacolas e Empreendedorismo
Meu nome é Luciana do Rocio, tenho mais de dez anos de experiência em vendas e gosto de escrever. Por isto estou postando uma série de textos, nas redes sociais, com o objetivo de provar que Poesia combina com Comércio e que eles formam um casal perfeito. Já comentei sobre poemas que eu escrevia para que minha colega de cursinho colocasse estas obras dentro dos bombons que ela cozinhava e vendia. Também já debati sobre poemas curtos grudados em solas de sapatos, que fizeram o maior sucesso nas ruas e nas vitrines dos estabelecimentos. Agora postarei sobre poemas em sacolas de lojas.
No final dos anos noventa, eu trabalhava como vendedora em uma loja de roupas. Logo, os clientes e os funcionários descobriram que eu era repentista, ou seja, que eu fazia poemas no mesmo momento sobre temas que as pessoas pediam na hora. Sempre usei este dom para me ajudar profissionalmente.
Um certo dia, notei que as sacolas onde a operadora de caixa colocava os produtos dos clientes não tinham o nome da loja e nem seu telefone. Então, eu falei para os donos:
- As sacolas não tem o nome e nem o número de telefone da loja. Pois, ás vezes, o cliente gostaria de lembrar onde comprou o produto e não encontra informações. Portanto, embalagens com nome e telefone do estabelecimento seriam um excelente meio de publicidade. Sem falar que eu poderia escrever poemas e frases ao gosto de cada freguês nelas.
Os proprietários explicaram:
- Sacolas com o nome da loja e o número de telefone sairiam muito caras. Mas, se você quiser colocar à caneta estas informações mais os poemas personalizados, pode ficar à vontade.
A partir daquele dia, foi isto que fiz. Desta maneira, antes dos fregueses entrarem, eu escrevia o nome e o telefone da loja. Porém, depois eu perguntava a cada freguês:
- O senhor gostaria de uma frase, ou, poema personalizado na sacola?
- Se deseja, por favor, diga uma palavra, ou, tema para que eu possa escrever o texto na embalagem.
Desta maneira reparei que a partir daquele instante o movimento e as vendas aumentaram naquele estabelecimento. Inclusive cheguei a escutar os seguintes comentários de alguns clientes:
- Graças à sacola, com o nome e o número de telefone da loja, foi que consegui voltar aqui e realizar mais uma compra. Pois eu não me lembrava onde tinha adquirido roupas tão bonitas da última vez.
- Como é bom entrar numa loja e ver que existem poetisas dispostas a fazer poemas, por escrito, com as palavras que os fregueses pedem. Por isto me tornarei freguesa assídua daqui.
Bem, este é o terceiro texto que faço para provar que Poesia e Comércio podem andar juntos em perfeita harmonia.
Luciana do Rocio Mallon





Lenda do Algodão-Doce

Lenda do Algodão-Doce
Reza a lenda que no século XV, na Europa, existia um padeiro que tinha uma filha com necessidades especiais. Pois a garota não andava e tinha um tipo de autismo leve. Seu nome era Candice, mas recebeu o apelido de Candy pelas pessoas da aldeia onde que morava. Por causa de suas limitações, seu pai construiu uma cadeira de rodas, de madeira, para a menina ficar admirando o céu o dia inteiro. Esta criança gostava tanto de apreciar as nuvens e observar os desenhos que elas montavam no firmamento, que seu sonho secreto era comer uma destas nuvens. Um certo dia, seu pai perguntou:
- Candy, qual é o seu maior sonho?
A garota respondeu:
- Papai, minha fantasia é comer as nuvens do céu, pois elas devem ter um sabor fantástico.
Assim, como o homem era padeiro, ele pensou em desenvolver um jeito de fazer um doce que fosse parecido com uma nuvem.
Naquela noite, este rapaz teve um pesadelo com uma fada que disse:
- Boa noite!
- Eu sou a fada dos desejos das crianças com necessidades especiais.
- Por isto, ajudarei a você fazer o doce de nuvem que a sua filha tanto deseja.
- Primeiro, monte uma máquina com as peças velhas de metal que existem no seu galpão. Depois que isto estiver pronto, o anjo guardião das nuvens soprará a receita no seu ouvido.
Naquele mesmo instante, o moço acordou e foi até o galpão. Deste jeito construiu a máquina e seguiu as instruções do anjo. Assim surgiu o algodão-doce que ele batizou de Nuvem de Algodão da Fada.
Quando Candice acordou, seu pai mostrou o novo confeito e disse que era um doce feito de uma nuvem. Desta maneira, a garota experimentou e deu o melhor sorriso de toda a sua vida. Mas, por Candy ser a primeira criança a experimentar este alimento, ele ficou conhecido como Candy Floss, que significa algodão-doce.
Porém, este doce não se popularizou naquela época, pois o açúcar era muito caro.
Reza a lenda que se uma criança deseja que seu sonho seja realizado, ela deve comer um pedaço de algodão- doce, pensar no desejo e falar:
- Candy Floss!
- Candy Floss, me ajude a realizar este sonho.
Em 1897, o dentista James Morrison que era fã desta nuvem açucarada, resolveu montar um aparelho mais elaborado, que batizou de máquina dos doces. Assim ele criou o algodão-doce do jeito que conhecemos hoje.
Luciana do Rocio Mallon




sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Elas Dizem Que Eu Não Sirvo Para Você

Elas Dizem Que Não Sirvo Para Você

Elas dizem que não sirvo para você,
Que não sou uma moça de família
Pois sou escandalosa e provoco fuzuê
Porque a minha estrela não brilha!

Mas quando elas falaram que você morreu
Eu fui a única que acreditou que você estava vivo
Por um instante, eu caí num triste breu
Porém meu espírito continuou ativo

Eu busquei informação, fui atrás de uma mensagem
A minha alma imaginava você numa paisagem
Eu sabia que iria reencontra-lo novamente
Pois é o otimismo que manda em nossa mente

Mas agora você acredita em fuxico,
Que invade o ambiente como lixo,
E não deseja voltar a ser meu amigo
Elas dizem que não sirvo para sua pessoa
Que eu sou uma doida bem maluca à toa

Porém, elas não sabem nada da minha vida
Quando você partiu eu fiquei ferida
Eu nunca me entreguei a ninguém
Fiquei quieta, no meu canto, só fazendo o bem

Porque, no fundo, eu sabia
Que você, um dia, voltaria
Só não esperava tanta agonia,
Desconfiança e antipatia,

Elas dizem que não sirvo para o seu mundo,
Que sou uma perdida e moro numa favela
Estas palavras tem um sinal imundo
Porque formam uma intriga nada bela

Por favor, não acredite nelas
Abra, agora, as suas janelas.
Luciana do Rocio Mallon