quinta-feira, 14 de julho de 2016

Descobri Que a Minha Cruz é o Cruzeiro do Sul

Descobri Que a Minha Cruz é o Cruzeiro do Sul

Eu pensava que a vida era malvada
Porque minha cruz era muito pesada
Como se fosse um grandioso metal
Que não flutua no mais leve astral

Eu pensava que a cruz do outro era leve
Por causa de sorrisos de um prazer breve
Então eu cometia um desatino
Rogando praga na cruz do destino

Mas depois que eu aceitei
O azar e toda a sua lei
Vi brilhos nas minhas costas duras
Eram luzes com doçuras e ternuras

Descobri que a minha cruz
Possuía uma rara luz
Pois era o Cruzeiro do Sul
Que eu carregava de norte a sul

Meus dolorosos problemas de família
Formam a estrela que parece uma ilha
Eles formam a famosa estrela Gama
Que nasce no coração de quem ama

O bullying causado por minha timidez
Nesta constelação, também, tem vez
Eles formam a estrela Rubídea da cor do rubi,
Que exala, no espaço, um doce aroma de “patchouli”

Meus problemas financeiros e de aprendizagem
Também fazem parte de uma suave paisagem
Eles formam a estrela de Magalhães tão famosa
Mas que, na sua alma, é forte e maravilhosa!

A minha ingenuidade tão perigosa
Forma a brilhante estrela Mimosa

Os meus problemas de saúde
Que, às vezes, me deixam sem atitude
Formam a estrela Pálida tão importante
Que nesta cruz, torna-se radiante!

Meu exibicionismo de maneira garrida
Forma a atrapalhada estrela Intrometida!

Descobri que a minha cruz
Possuía uma rara luz
Pois era o Cruzeiro do Sul
Que eu carregava de norte a sul.
Luciana do Rocio Mallon
















quarta-feira, 13 de julho de 2016

Rejeição X Espelho X Ministério da Beleza

Rejeição X Espelho X Ministério da Beleza
Hoje, encontrei uma amiga na rua. Então, notei que ela estava chorando. Por isto perguntei-lhe:
- O que houve?
A menina respondeu:
- Levei “o fora” e fui rejeitada.
Assim expliquei:
- Eu já fui tão rejeitada na vida, que sempre quando eu  me olho no espelho, surge uma voz misteriosa que diz:
“ -  O Ministério da Beleza adverte:
- Produto sujeito à devolução.”
Luciana do Rocio Mallon



segunda-feira, 11 de julho de 2016

Lenda da Boate Gruta Verde

Lenda da Boate Gruta Verde
Na época do Brasil-Colônia veio para o nosso país uma bruxa chamada Ametita, que passou a morar numa gruta verde no Sul.
Quando ela chegou às terras tupiniquins, notou que suas habilidades como: trazer o amor alheio em três dias, ler tarô e curar doenças não estavam trazendo o lucro que desejava. Então, além destes serviços, a feiticeira resolveu abrir um bordel, que batizou  de Gruta Verde, onde contratava mães solteiras que eram expulsas das casas pelos próprios pais. Ametita enfeitava as moças muito bem. Por isto vinham até nobres de outros países para visitar o lupanar da bruxa.
Logo surgiu a lenda que, por aquelas bandas, existiam criaturas mitológicas como: fadas e sereias. O problema é que surgiram boatos dizendo que estes seres eram quentes e sensuais. Deste jeito os fregueses passaram a exigir fadas e sereias na boate. Com criatividade, a cafetina fantasiou suas funcionárias com estes tipos de figurinos. Mas a ideia não deu certo, pois os clientes notaram que os rostos das moças eram os mesmos.
Desta forma, a bruxa resolveu capturar fadas e sereias de verdade. Por isto, ela mandou o segurança, de sua casa de tolerância, ficar na beira do mar com uma rede para pegar uma sereia. Porém, como precaução, ela colocou tampões nos ouvidos do moço para que ele não fosse seduzido pelo canto deste ser mitológico.
Deste jeito, o leão-de-chácara trouxe uma sereia ruiva muito bonita, chamada Solemar, que logo foi colocada numa banheira com os braços presos às correntes.
Depois a bruxa colocou um espelho, da quinta dimensão na floresta, para capturar fadas e acabou prendendo a Fada Anabela. Ametita colocou a pobre numa gaiola de cristal para que não fugisse.
Assim a bruxa apresentou Solemar e Anabela como atrações especiais na boate. Desta forma elas foram obrigadas a trabalharem naquele local.
Um certo dia, a sereia teve a ideia de cantar uma música que tivesse o poder de colocar fogo na boate, pois não aguentava mais ser escrava lá. Desta forma ela cantou a canção das salamandras, que é capaz de gerar fogo em qualquer recinto e fez com que as chamas derretessem suas correntes. Depois abriu a gaiola de cristal para  libertar a fada. Porém, o fogo já estava alto e matou todo mundo que estava no lupanar.
Quando chegaram ao Paraíso, São Pedro não aceitou nem a fada e nem a sereia no Céu porque elas colocaram fogo na casa de tolerância matando várias pessoas. Porém, quando as duas foram ao Inferno, o demônio não aceitou estas criaturas porque não foram consideradas más o suficiente. Desta maneira, elas foram até o umbral e um monstro disse que o destino delas era reencarnar na mesma boate como castigo e viver por mais quinhentos anos com as aparências sempre jovens.
Então Solemar e Anabela voltaram a trabalhar na Boate Gruta Verde, que foi reconstruída.
Uma vez, um amigo meu de vulgo Piu Piu foi se divertir neste bordel. Ao chegar ao local, o moço disse:
- Meu sonho é ficar com uma sereia parecida com a Ariel do desenho.
Naquele instante uma moça ruiva apareceu e disse:
- Sou Solimar!
- Poderia me pagar uma bebida?
Assim o rapaz se divertiu e depois se deitou com a jovem. Porém quando acordou viu que a moça estava dormindo numa banheira e que tinha cauda de sereia. Desta forma, o pobre saiu correndo.
Reza a lenda que o homem que frequenta a boate Gruta Verde e tem uma noite divertida com Solimar ou Anabela, pode ver a cauda de sereia da ruiva se ela estiver numa banheira, ou, pode ver as asas de Anabela se ela for colocada em frente a um espelho.
Luciana do Rocio Mallon





Lenda de Ibirubá

Lenda de Ibirubá
Esta lenda foi contada por dona Jussara Pereira, uma senhora indígena, ex-moradora da cidade de Ibirubá no Rio Grande do Sul e que me autorizou a postar a história na Internet.
Há muitos anos, no Rio Grande do Sul, existia numa aldeia uma índia chamada Jurema, que deu à luz a um bebê chamado Cauã. O problema é que os anos se passavam e o menino não crescia. Então a mãe do garoto rezou para Tupã:
- Tupã, por favor, faça com que meu filho cresça!
Este deus falou:
- Para atender o seu pedido é necessário um sacrifício de sua parte:
- Você deve jejuar três dias. Após isto junte sementes de mil flores e abra um buraco na terra. Depois jogue estas sementes com um pouco do seu sangue, neste buraco e em seguida cubra o local de terra. Após isto, seu filho crescerá em sete dias os centímetros que deveria crescer em sete anos. Não se esqueça de voltar ao mesmo local para agradecer a graça depois.
Assim, o milagre aconteceu e o garoto cresceu. Quando Jurema voltou ao lugar, viu uma árvore enorme e chamou a planta de Ibirubá que significa pitangueira do mato que está sempre em crescimento. Deste jeito, Tupã disse à índia:
- Daqui há vários anos, neste local, surgirá uma cidade com o nome de Ibirubá, a pitangueira que você batizou.
Dizem que o primeiro nome que a cidade de Ibirubá teve foi Colônia Barão de São Jacob. Porém, mais tarde recebeu o nome de General Osório, mas isto causou confusão com o nome de outra cidade. Então passou a ser denominada de General Câmara, porém isto também gerou problemas. No final da década de 30 um membro do IBGE viu a pitangueira do mato da lenda, ficou encantado e sugeriu o nome de Ibirubá à cidade.
Luciana do Rocio Mallon




Não Há Beleza Feminina Que Segure um Homem de Caráter Duvidoso

Não Há Beleza Feminina Que Segure um Homem de Caráter Duvidoso
Li num grupo feminino, nas redes sociais, uma moça dizendo que para evitar a traição do marido, a esposa precisa se enfeitar e se produzir. Pois, segundo ela, a beleza tem o poder de segurar um homem. Discordo da afirmação da colega porque até as modelos internacionais e lindas atrizes foram traídas pelos companheiros. Mulheres maravilhosas como: Grazi Massafera, Madona, Britney Spears, Brook Shields e Elizabeth Taylor  já foram traídas pelos companheiros. Muitas pessoas se lembram da história da modelo e atriz Elizabeth Hurley que foi traída pelo seu marido, o ator Hugh Grant. Este homem foi pego tento relações íntimas com uma garota de programa de rua conhecida como Divine Brown. No caso, a meretriz estava longe dos padrões de beleza e vestia roupas de gostos duvidosos.
Portanto, não adianta a esposa andar bem arrumada e ser linda, se o marido possuir um caráter duvidoso.
O problema é que a nossa sociedade é tão machista, que quando o homem trai, a maioria das pessoas coloca a culpa na mulher. A hipocrisia cobra que a esposa sempre esteja bonita e elegante para o companheiro e isto acaba causando transtornos físicos e psicológicos nas mulheres. Afinal, quando o marido tem caráter duvidoso, ele acaba traindo e desrespeitando a mulher, mesmo que ela tenha uma beleza invejável e vista as roupas da última moda.
Luciana do Rocio Mallon



sábado, 9 de julho de 2016

Entre as Palavras Honra e Hora Há um "N" de Questões

Entre as Palavras Honra e Hora Há um “N” de Questões

Entre as palavras honra e hora
Há uma letra “n” bem no meio
Que dá uma diferença aqui e agora
Em qualquer tesouro alheio!

Entre as palavras honra e hora
Há um “n” de problemas
Que corta as asas de fora
De quem ama poemas

A honra você pode lavar
Com vinho tinto, ou, sangue carmim
Basta você comentar com o olhar
Com sinceridade bem assim

A paz é uma espada de prata que não corta
A honra, mesmo manchada, continha pura
Não vale a pena mais uma pessoa morta
Por causa da quebra de uma jura!

Entre as palavras honra e hora
Há um “n” de problemas
Que corta as asas de fora
De quem ama poemas.
Luciana do Rocio Mallon







Quando Eu Era Criança Gostava de Brincar de Caminhoneira

Quando Eu Era Criança Gostava de Brincar de Caminhoneira
Quando eu era garota fazia o estilo moleca, pois gostava de subir em árvores, imitar animais e jogar futebol sempre sozinha.
Eu tentava brincar de casinha com outras meninas. Mas como o meu jeito era um tanto bruto, geralmente, elas diziam frases como:
- Você não pode brincar de casinha porque não tem jeito de mamãe.
Ás vezes, eu pedia para fazer o papel da empregada, nestas brincadeiras. Porém, isto só era possível quando existiam mais de quatro crianças no recinto.
Depois surgiram brincadeiras de médico, salada mista e casamento atrás da porta. Na realidade, eu nunca soube do que se tratavam estes jogos. Pois os meninos diziam que eu era muito feia para participar destes passatempos e que estes jogos eram somente para as garotas bonitas.
Um dia ganhei um caminhão de madeira numa rifa. Mas, tive que aguentar comentários preconceituosos como:
- Caminhão gigante não é brinquedo de menina.
Mesmo assim, eu não dei bola e passei a brincar com este novo objeto. Neste caminhão de madeira eu fazia o transporte das minhas outras bonecas. Ás vezes eu escrevia com giz no caminhão a palavra “Escolar” e, de vez em quando, rabiscava a palavra “Poesia” nele. Afinal era neste brinquedo que eu transportava meus pensamentos e sonhos. Existiam dias, em que eu escrevia poemas em papéis soltos, colocava dentro deste caminhão e puxava, pela cordinha, através do jardim e do quintal da minha casa. Em alguns momentos, também, eu escrevia frases, num papel, e colocava no para-choque deste mesmo caminhão.
Hoje, sou adulta, e não sei dirigir carros por causa de alguns problemas motores. Porém, ainda carrego os meus sonhos e sentimentos no caminhão da Poesia. Pois este automóvel reconhece que na estrada na vida nunca se sabe o que haverá na próxima curva. Assim ele prepara minha alma para as estradas mais tortuosas e suas palavras evitam muitos acidentes. Também aprendi que brinquedo não tem gênero e que, através, da Poesia podemos derrubar muitos preconceitos.
Luciana do Rocio Mallon