sábado, 31 de outubro de 2015

Resumo da Palestra Sobre o Dia das Bruxas

Neste mês dei uma palestra, numa universidade, sobre Dia das Bruxas. O resumo está abaixo:
Apresentação Halloween e Lendas
Resumo da minha apresentação sobre Halloween e Lendas
1. Introdução: O Halloween na Idade da Pedra.
2. Desenvolvimento: o Halloween no Egito, O Dia da Bruxa dos Celtas, o Halloween do México e o Dia do Saci.
3. Lendas Urbanas e sua Ligação com o Halloween
4. Finalização: Apresentação de Dança Sobre o Halloween.
Introdução:
Conforme o professor Antônio Sandmman de Língua Portuguesa, Linguística e História da Escrita, desde o princípio a morte e o sobrenatural exercem fascínio no ser humano. Foi constatado através de pesquisas arqueológicas que, já na Idade da Pedra, o homem cultuava deuses e possuía períodos, com rituais, para entrar em contato com o sobrenatural.
Desenvolvimento:
No Antigo Egito, já existia uma espécie de Halloween, comemorado dois dias antes da data de reverência aos mortos. Neste dia havia rituais específicos, onde eles acreditavam que os espíritos dos falecidos poderiam entrar em contato com quem ficou na Terra.
Os celtas antigos, também, realizavam um ritual de Halloween parecido com o dos egípcios. Para eles a noite de 31 de outubro, indicava o início do Samhain, uma importante celebração que marcava três fatos: o fim da colheita, o Ano-Novo celta e também o início do inverno, "a estação da escuridão e do frio", um período associado aos mortos. Assim, como os egípcios, neste dia, os celtas também acreditavam que era possível manter contato, com os mortos porque um portal era aberto para outra dimensão. Para se protegerem das almas, os celtas vestiam fantasias de animais em rituais e deixavam ofertas de doces para acalmar os espíritos. Por isto é que no século vinte virou costume dar doces para as crianças que batem na porta. No século 9, este ritual antigo foi influenciado pela expansão do cristianismo na Grã-Bretanha. Na tentativa de acabar com os festejos pagãos, o papa Gregório III consagrou o dia 1º de novembro para a celebração de Todos os Santos. Surgiu daí a própria palavra Halloween, originada de all hallows eve, que em português quer dizer "véspera do dia de Todos os Santos".
Segundo o professor Antônio Sandmman, do curso de Letras da UFPR, a palavra Halloween é uma gíria formada de suas outras palavras:
Halloweed, que significava santo no Inglês da Irlanda Medieval com a junção da palavra “een” que era a gíria de noite, também, no Inglês da Irlanda Medieval.
Lenda da Abóbora com Velas
A figura mais famosa do Halloween é a da abóbora com vela. Mas, poucas pessoas sabem a origem desta figura, que tem raiz num causo celta.
Era uma vez um homem mau chamado Jack que foi condenado a vagar pela eternidade. Então, ele pediu uma brasa ao diabo e a colocou dentro de um nabo para iluminar seu caminho. Com a imigração irlandesa para os Estados Unidos no século 19, o vegetal foi trocado. Como o nabo era difícil de ser encontrado na América, ele foi substituído pela abóbora acesa com uma vela, que ganhou o nome de Jack da Lanterna. Reza a lenda que a pessoa que roubar a lanterna deste homem viverá para sempre na Terra.

Dia dos Mortos no México

No México, o Dia de Finados é quase que um Carnaval, pois há desfiles de carros alegóricos com pessoas fantasiadas e venda de doces em forma de esqueletos. A comemoração vai do dia 31 de outubro até 2 de novembro. Esta festa tem influência da cultura dos antigos povos indígenas como Maias e Astecas. Para eles, a morte não é vista como algo negativo, pois eles acreditavam na eternidade da alma.
O evento que se tornou o Dia dos Mortos era comemorado no nono mês do calendário solar asteca, por volta do início de agosto, e era celebrado por um mês completo. As festividades eram presididas pela deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a "Dama da Morte" (do espanhol: Dama de la Muerte) - atualmente relacionada à La Catrina, personagem de José Guadalupe Posada - e esposa de Mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos. O evento era dedicado às crianças e aos parentes falecidos.

O Dia do Saci no Brasil

O Saci-Pererê é uma lenda nacional que existe desde a época do Brasil-Colônia. O saci é um menino afrodescendente, que usa toca vermelha, pula de um pé só e faz muitas travessuras.

O Dia do Saci existe no projeto de lei federal nº 2.762, de 2003 (anexado ao projeto de lei federal nº 2.479, de 2003), elaborado pelo deputado federal Chico Alencar, (PSOL -RJ) e pela vereadora de São José dos Campos Ângela Guadagnin (PT - SP), com o objetivo de resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao "Dia das Bruxas", ou, Halloween, de tradição cultural celta. Propõe-se seja celebrado em 31 de Outubro.

Luciana Do Rocio Mallon​

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A Alça do Sutiã

A moda, agora, é discutir se a alça do sutiã deve aparecer, ou, não. No meu caso não faço questão da alça. Mas quando ganho um sutiã de marca, desejo que a etiqueta apareça mesmo! Para que todos saibam que uso um sutiã: "Dei Milhos", "Trio no Fio", ou, "Doce Cabana Com Adoçante". 
( Confissões da Tia Lu ) 
Luciana Do Rocio Mallon​ 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Crise X Cor de Burro Quando Foge

A crise está tão grande, que o nome do próximo livro BDSM que lerei não será 50 Tons de Cinza, e, sim Cor de Burro Quando Foge.
( Crises da Tia Lu )
Luciana Do Rocio Mallon​

Linguiça X Câncer

O Ministério da Saúde falou que linguiça pode dar Câncer.
Ainda bem que NUNCA gostei de linguiça, principalmente, depois da Reforma Ortográfica, onde a linguiça perdeu as duas bolas.
( Confissões da Tia Lu)
Luciana Do Rocio Mallon

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Lendas Brasileiras Com Personagens Assexuais

Lendas Brasileiras Com Personagens Assexuais  
Assexual é a pessoa que não sente atração sexual e nem tem vontade de fazer sexo.
Alguns personagens de nosso folclore, que leremos abaixo, podem ser considerados assexuais:
Vitória-Régia:
Numa aldeia do Norte do País, existia uma índia chamada Naiá. Vários homens queriam se casar com ela, mas a moça sempre recusava os pretendentes. Pois vivia dizendo que preferia se casar com a Lua e virar estrela a deixar um homem tocar em seu corpo. Porém seus conhecidos sempre diziam:
- Você não pode ser levada para a Lua e virar estrela porque você é muito bonita. Por isto precisa se casar e conhecer as delícias da paixão.
Porém, todas a noites Naiá, ficava admirando a Lua.
Numa madrugada em que o luar estava forte, esta donzela chegou à beira do rio e viu a imagem da Lua refletida nas águas. Assim ela pensou que a Lua estava se banhando e tentou abraçar o satélite natural. Porém, como não sabia nadar direito, morreu afogada. A Lua ficou com pena e transformou a índia numa planta aquática chamada Vitória Régia. Dizem que por Naiá ter morrido virgem, suas flores são perfumadas e brancas.
Esta índia seria o que chamamos de uma pessoa assexual romântica.

Amazonas
O mito das Amazonas, corajosas e feministas, vem da Antiga Grécia. Reza a lenda que por elas serem de uma raça superior não sentem desejo sexual e só usam os homens para a reprodução. Por isto, costumam viver em aldeias, exclusivamente, de mulheres. Elas costumam cortar o seio direito para melhor manusear as armas. Mas tem o poder de escolher os tipos de homens com as quais desejam reproduzir. Se a criança nasce menino elas dão para o pai criar, porém se nasce menina, estas mulheres levam a pequena para a aldeia com o fim de educa-las, o que para as Amazonas, não é tão difícil porque estas garotas já vem com a genética das guerreiras e o dom de não ter interesse sexual.
Dizem que as Amazonas chegaram à Região Norte do Brasil através do Estreito de Bering.
Em 1540, o explorador espanhol Francisco Orellana, fez parte de uma jornada exploratória na América do Sul, cruzando, então, o rio que penetrava uma das mais misteriosas florestas. Reza a lenda que ele teria visto no reino das Pedras Verdes, mulheres sem um dos seios, conhecidas pelos indígenas como Icamiabas, expressão que tinha o sentido de ‘mulheres sem marido’. Assim, estas moças derrotaram os brancos com seus arcos e flechas.
O estado do Amazonas recebeu este nome por causa da lenda destas moças.
As Amazonas são exemplos de assexuais arromânticas, pois não querem viver um relacionamento e o sexo é só para a reprodução.
A Virgem do Velório
Esta lenda tem diversas versões em muitas partes do país. Mas me baseei num causo de Curitiba, na cidade do Paraná.
Em toda a cidade, sempre existe a figura de uma senhora solteirona que namorou pouco na juventude, é tímida, inteligente e diz a todos que permanece virgem. Por isto, torna-se vítima de bullying da vizinhança, que sempre costuma dar apelidos pejorativos a esta figura como: geladeira, frígida, etc.
Nos anos setenta, uma senhora, com estas características, faleceu em Curitiba e no seu velório dois moços fizeram o seguinte diálogo, em voz alta:
- Será que ela era virgem?
- Eu duvido!
Naquela noite, a senhora morta apareceu nos sonhos dos dois e disse-lhes:
- Eu, realmente, sou virgem. Tanto que os anjos me deram esta autorização, de descer à Terra e falar isto a vocês.
Reza a lenda que quando uma mulher virgem e que, nunca teve desejos sexuais, morre é melhor não duvidar de sua honra. Pois, ela pode aparecer em seus pesadelos.
Luciana do Rocio Mallon








A Mochila de Spikes Contra Tarados de Onibus

A Mochila de Spikes Contra Tarados de Onibus
Quando eu tinha 14 anos, estudava numa escola no Bairro Juvevê, na cidade de Curitiba. Na volta para casa, pegava o ônibus de modelo expresso, um veículo enorme. Infelizmente era comum homens com más intenções tentarem se encostar nos corpos das estudantes dentro destes coletivos. Uma vez, rolou a notícia de que um idoso tarado teria se masturbado dentro de um dos ônibus, que passava na frente da escola, e molhado o uniforme de uma colega. Assim, o medo de que algum maníaco me assediasse no coletivo aumentava cada vez mais.
Um certo dia, fui fazer um trabalho na biblioteca pública do Centro. Quando desci a Rua Doutor Muricy e avistei uma mochila grande com spikes, numa loja chamada Túnel do Rock. De repente pensei:
- Se eu ajustasse esta mochila na altura do meu bumbum, ela evitaria que homens encostassem em mim.
Quando cheguei em casa, pedi a minha vó este objeto como presente de aniversário. Por isto, ganhei esta mochila com preguinhos protetores e ajustei de uma maneira em que o objeto protegesse as minhas nádegas. Deste jeito me senti mais confortável para andar de ônibus e sugeri as minhas amigas, que estavam sendo assediadas nos coletivos, que adquirissem esta mochila também. Desta forma, várias meninas comparam o objeto. Por curiosidade, o número de homens que pegava as linhas de frente a escola, diminuíram. Logo uma pergunta me atenta até hoje:
- Será que a maioria daqueles seres tomava as linhas, que passavam em frente ao colégio, somente para mexer nos corpos das estudantes?
Só sei que com aquela mochila de spikes eu me sentia protegida. Às vezes, eu me olhava no espelho, com aquele objeto nas costas, e me achava uma tartaruga-ninja protegida com um casco mágico.
Um ano depois, fui até a biblioteca e resolvi pesquisar sobre a origem dos spikes colocados em roupas e objetos. Desta maneira descobri que eles foram inventados pelas mulheres dos invasores bárbaros, justamente, para evitar estupros de homens de outras etnias. Por isto, elas usavam spikes nas pulseiras de couro e nas roupas. Caso alguém atacasse estas moças, elas enfiavam os spikes cortantes na pele do agressor.
Somente tempos depois, nas décadas de setenta e oitenta, o movimento punk adotou spikes como adornos.
Fiquei contente ao saber que usei uma feminina arte milenar para me defender.
Luciana do Rocio Mallon
                                                                                                                                                 


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Ainda Sobre Menina Valentina

Em 2009, vivi uma situação parecida com a 

da menina Valentina, justo por ter sido a 

primeira assexual, orientação sexual de 

quem 

não gosta de sexo, a ser entrevistada por um

canal de TV, no Brasil. Participei de um vídeo

da Rede Record, sobre assexualidade e 

confessei ser virgem. Na mesma noite 

montaram um grupo no Orkut chamado: 

Quero Luciana do Rocio Na Playboy, repleto 

de comentários de baixo nível. Na época eu 

já era adulta e tinha a consciência de que 

isto 

poderia acontecer. Por isto, o caso da 

Valentina ainda é pior, pois ela ainda é uma 

criança. Isto pode configurar pedofilia e ainda

trazer traumas para a menina.

Luciana do Rocio Mallon

#MeuPrimeiroAssédio #meuprimeiroassedio