quarta-feira, 6 de maio de 2015

Há um Jogo Que Quem Falar "Eu Te Amo" Primeiro Perde

Há um Jogo Que Quem Falar “Eu Te Amo” Primeiro Perde

Existe um jogo cruel e muito traiçoeiro
Pois, se você falar “eu te amo” primeiro
Perde sem direito a qualquer revanche
O problema é que o ser que joga o primeiro lance
Não entende que, assim, nunca sairá um romance

Isto não é o jogo da velha, pois nenhuma idosa
É capaz de ter uma estratégia tão perigosa
Isto está mais para o jogo da cabra-cega
Onde qualquer paixão, com declaração, se nega

Com a venda do orgulho repleto de vaidade
Capaz de deixar a pessoa sozinha ao léu
Será que o jogador não sabe que na realidade
O amor não é uma medalha e muito menos um troféu?

Existe um jogo cruel e muito traiçoeiro
Pois, se você falar “eu te amo” primeiro
Perde e cai junto com todo o tabuleiro.
Luciana do Rocio Mallon



terça-feira, 5 de maio de 2015

O Dia Em Que Assaram o Boto Na Rede Social

O Dia em Que Assaram o Boto na Rede Social
                                                                        
Eu tenho um amigo vegetariano, que gosta de usar chapéu e se parece fisicamente com o homem que vira boto, nas noites de Lua Cheia, tão descrito nas lendas brasileiras. As vezes, fazemos alguns poemas juntos e ele sempre me aconselha a ser vegetariana. Por causa de todas estas características apelidei, carinhosamente, este meu colega de Boto Encantado.
Após uma longa conversa sobre vegetarianismo e natureza, com este meu conhecido, resolvi navegar nas redes sociais. De repente, me espantei ao ver fotos de uma mulher assando e comendo um boto cor-de-rosa e ainda com a seguinte frase de slogan:
“ Carne de boto rosa é muito boa”
Então escrevi embaixo:
“ – Como você tem coragem de comer uma lenda, um animal em extinção, que segundo dizem transforma-se em homem nas noites de luar?”
Naquele mesmo instante a mulher me bloqueou e nem sequer gravei o nome dela.
Depois veio a imagem do meu amigo transformando-se no boto e sendo devorado pela criatura.
Quando o rapaz entrou em contato comigo, contei sobre o fato e disse-lhe que entendia a principal razão dele ser vegetariano. Pois os animais são seres que tem sentimentos e ainda repeti a frase:
- E se aquele boto fosse você?
Sinceramente, depois deste susto, surgiu a vontade de ser vegetariana de uma vez.
Luciana do Rocio Mallon






sábado, 2 de maio de 2015

Ciúmes e Cobra

Ciúmes e Cobra

Na época em que eu dava aulas para a pré-escola, costumava fazer o jogo de sortear uma letra e pedir para as crianças uma palavra que começasse com a letra escolhida. Um certo dia, foi sorteada a letra “s” e perguntei:
- Alguém sabe uma palavra que começa com a letra “s”?
Então uma menina respondeu:
- Ciúmes.
Eu corrigi:
- Ciúmes não começa com a letra “s”. Pois, esta palavra inicia-se com a letra “c”.
A garota explicou:
- Pensei que ciúmes começasse com a letra “s”. Pois o “s” lembra uma cobra e quem tem ciúmes sempre acaba virando uma serpente, pois espalha seu veneno para tudo o quanto é lado, sempre esperando para dar o bote.
Após isto, fiquei espantada com a resposta da criança e o sinal, para a saída, tocou.
Luciana do Rocio Mallon






quarta-feira, 29 de abril de 2015

Protesto dos Professores no Final de Abril

Protesto dos Professores no Final de Abril
                                                                                    
Em Curitiba, quando a democracia se partiu
Houve um protesto no final de abril
Professores protestaram com valentia
Mas, foram atacados com covardia!

Balas de efeito imoral
Com spray de pimenta
Causaram um tremendo mal
Que até hoje atormenta

Cachorros, cavalos e pombas
Além de outros animais
Misturaram-se com bombas
Junto com políticos canibais

O centro cívico viu a cor carmim
De quem dá o sangue para educar
As gotas dos mestres caíram sem fim
Junto com gritos de dor pelo ar

Na Praça Nossa Senhora da Salete
Até a santa orou com paciência
Para proteger os professores do canivete
E contra a reforma do Paraná Previdência

Mas,  infelizmente, nada adiantou contra esta loucura
O projeto foi votado com amargura
Enquanto os professores tem vida dura
Porque toda a injustiça é obscura
Porém, a luta não acaba numa noite escura!

Em Curitiba, quando a democracia se partiu
Houve um protesto no final de abril
Professores protestaram com valentia
Mas, foram atacados com covardia.

Luciana do Rocio Mallon








Lenda do Fan Veil, o Véu Leque

Lenda do Fan Veil, o Véu-Leque

O fan veil é um leque-véu
Que é leque e ao mesmo tempo lenço
Ele fabrica a brisa do céu
Com seu jeito leve e denso

Este fan veil que abana a tenda
Tem uma bonita e curiosa lenda:

Era uma vez, uma linda odalisca
No oásis de um deserto
Que passeava altiva e arisca
Pensando não ter ninguém por perto

Mas, uma cigana espanhola
Com saia rodada toda carmim
Que tocava uma castanhola
Percebeu outra presença, assim
E achou a visita desta odalisca ruim

A odalisca que estava com o lenço
Balançou seu corpo tenso e denso
A espanhola com seu jeito atrevido
Abanou seu leque colorido

O lenço apaixonou-se pelo leque
Com jeito aberto de moleque!
O leque sentiu carinho imenso
Por aquele colorido lenço

Então numa doce briga
O abanico encostou no véu
Assim os dois criaram uma liga
Capaz de retirar tudo o que é cruel

O lenço se juntou com o abanico
E os dois formaram uma só criatura:
Um leque com um rabo colorido
Que chamou-se fain veil com ternura

Agora o leque-véu enfeita a íris
Da sensual dançarina do ventre
Causando inveja no arco-íris
Iluminando a sua doce mente.
Luciana do Rocio Mallon






segunda-feira, 27 de abril de 2015

Novelas Ensinam de Forma Errada as Leis Trabalhistas

Já notaram que em novela acontece sempre a mesma cena?:
O patrão fica furioso e demite o empregado, sem justa causa, e pede ao pobre para ir à rua no mesmo dia.
Será que os escritores de novela NÃO conhecem as leis trabalhistas?
Será que nunca ouviram falar em aviso prévio?
Por que os autores de folhetins ensinam as leis, para o povo, de uma forma errada?
( Coisas que a Tia Lu NÃO entende )

Luciana do Rocio Mallon


Casa Hoffmman

Casa Hoffmman
                            
A Casa Hoffman é um palácio rosa
Que já foi comércio de tecidos
Lá existe uma dança formosa
Que cura as dores dos feridos

Nesta casa mora uma bailarina
Que viveu há gloriosos anos atrás
Seu tutu é feito de confete e purpurina
E seu “colant” é a mais pura paz

A Casa Hoffman é a alma da magia
Onde o suave balé abraça a leve poesia
Ela é o centro de estudos dos movimentos
Onde os passos possuem sentimentos

Nas suas fortes e grandes janelas
Debruçam-se donzelas belas e singelas
Seus bancos macios e coloridos
Contam segredos atrevidos

A Casa Hoffman é um palácio rosa
Que já foi comércio de tecidos
Lá existe uma dança formosa
Que cura as dores dos feridos.
Luciana do Rocio Mallon