quinta-feira, 31 de julho de 2014

Lenda da Água-Viva

Lenda da Água-Viva

Um belo dia, um cogumelo
Da cor doce do caramelo
Estava bem perto do mar
E algo fez este vegetal despertar!

O cogumelo viu uma alga branca
Na beira do oceano da cor anil
Assim surgiu uma paixão franca
Que o cogumelo nunca sentiu

Deste amor nasceu uma criatura
Uma mistura de alga com cogumelo
Que é a união da doçura com a amargura
Que logo nadou pelo oceano belo!

Este ser foi batizado de água-viva
Que até hoje pensa que é deusa antiga
Porque ela parece a medusa altiva
Com uma peçonha nada amiga!

Ela é traiçoeira, porém é transparente
Pois, tem uma verdade que pode queimar
Porque seu espírito é fremente e quente
E queima qualquer pele que entra no mar.
Luciana do Rocio Mallon



domingo, 27 de julho de 2014

Felipão Branca de Neve e os Sete Gols Anões

Felipão Branca de Neve e os Sete Gols Anões
Este poema eu fiz quando o Brasil perdeu de 7 X 1 para a Alemanha, na Copa do Mundo, mas como muita gente pediu para eu postar, novamente, ele está aqui:
                                                                  
Felipão transformou-se na Branca de Neve
Na tão falada e comentada Copa do Mundo
O Fred virou a Bela Adormecida leve
Com um sono pesado e profundo!

Esta copa foi um real e inesquecível conto de fadas
Onde Brasil não foi o Gato de Botas com sete vidas
Nosso país levou sete pequenas e rasteiras goleadas
Que não se salvavam nem com toque de Midas

Estes sete gols viraram sete anões no jardim
Onde o Felipão transformou-se em Branca de Neve
Mordendo a maçã do paraíso sem fim
Numa derrota triste, vulgar e breve!

Hoje o Felipão é a bruxa do 7 X 1 do seriado de humor
Mais conhecido como a Turma do Chaves com louvor!
Felipão que já foi Branca de Neve perdeu seu posto para o Dunga
Agora, ele é Rapunzel com uma trança comprida e profunda.
Luciana do Rocio Mallon













quinta-feira, 24 de julho de 2014

A Arte

A Arte

A arte é mistura de sentimento
Com a mais honesta cultura
Ela não voa com o cruel vento
Pois sua alma é uma escultura!

A arte dança com a sapatilha
De uma doce e leve música
No piso da constelação da maravilha
Numa órbita iluminada e lúcida!

A arte pinta a lágrima na tela
Que, num teatro, vira confete
Caindo nos cabelos da atriz bela
No seu brilho meigo de vedete.
Luciana do Rocio Mallon


Lenda da Cigana Malaguenha Salerosa

Lenda da Cigana Malaguenha Salerosa

No final do século dezenove, uma caravana de ciganos armou acampamento na cidade de Málaga, localizada em Andaluzia, no Sul da Espanha. Um mês depois estes ciganos partiram. Mas no dia seguinte uma menina de um ano e meio apareceu chorando no jardim de rosas, no meio da praça. Naquele mesmo instante surgiu o boato de que aquele bebê tinha se perdido da caravana dos ciganos. Então a criança foi levada para um orfanato que ficava dentro de um convento. Lá, as freiras batizaram a menina de Rosa de Málaga, pois ela foi encontrada no meio de um roseiral.
Com o passar o tempo, a garota mostrou-se ser uma ótima dançarina, principalmente, do ritmo chamado Malaguenha. Naquele tempo, era tradição que as meninas abandonadas nos orfanatos, que não conseguiram ser adotadas, virassem freiras. Por isto, com Rosa não foi diferente. Porém, como ela gostava de dançar, esta moça assumiu dupla personalidade: de dia era irmã de caridade, mas de noite bailava Malaguenha nos bairros boêmios e turísticos da cidade. A donzela sempre bailava com uma rosa no peito, onde pegava esta flor com suas mãos e no final jogava a rosa para a platéia. A pessoa que pegava esta flor sempre acabava tendo sorte no amor.
Numa certa noite de inverno, caiu uma fria tempestade e na volta para casa, Rosa tomou esta chuva, dentro da carroça que ela mesma dirigia. Assim adoeceu e morreu de pneumonia. Ao descobrirem as travessuras da moça, as freiras negaram a sepultar seu corpo num túmulo normal. Por isto, a dançarina foi enterrada debaixo do roseiral do convento, que ficava na frente deste estabelecimento. Porém, mesmo assim, todas as noites Rosa saia do túmulo para dançar a Malaguenha nos bairros turísticos.
Reza a lenda que os músicos mexicanos Elpidio Ramirez e Pedro Galindo viajaram para Málaga. Lá eles avistaram num bar boêmio Rosa dançando Malaguenha. Deste jeito, estes músicos ficaram tão encantados com a dança, que resolveram seguir a moça. Porém, ficaram intrigados ao ver que a jovem desapareceu no meio de um roseiral do convento mais famoso da cidade. Mesmo assim, Rosa serviu de inspiração para que estes mexicanos escrevessem a música chamada Malaguenha Salerosa.
Hoje, esta música tem quase cem anos e já foi gravada por vários artistas como: Miguel, Aceves Mejía, Antonio Aguilar, Ramón Vargas, David Zaizár, Banda Chingón, Júlio Iglesias, Perla, Plácido Domingos, Luís Miguel, banda The Bambi Molesters, dupla Chitãozinho e Xororó e o grupo Maná pretende regravá-la em breve. Reza a lenda que estas regravações vieram do desejo que Rosa de Málaga tinha de nunca ser esquecida.
Luciana do Rocio Mallon



quarta-feira, 23 de julho de 2014

Lenda da Música Chamada Espanhola de Guarabyra e Venturini

Lenda da Música Chamada Espanhola de Guarabyra e Venturini
                                                      
Este causo foi contado num programa chamado Som Brasil, que passava na Rede Globo na década de oitenta.
Reza a lenda que no inverno de 1976, Guarabyra havia bebido um pouco no bar e no caminho viu uma espanhola, com vestido vermelho e castanholas, que desapareceu na esquina. Então, uma canção começou a tocar em sua cabeça. Por isto, o músico resolveu bater na casa do compositor Flávio Venturini e os dois fizeram uma canção chamada Espanhola. Naquela noite, segundo testemunhas, Guarabyra parecia estar em transe. De madrugada ele voltou para a sua casa, mas à tarde recebeu uma ligação de Venturini para revisar a composição que tinham criando na noite anterior. Assim, o músico foi até a casa do amigo, escutou a canção e jurou não se lembrar de nada.
Este causo tem algumas explicações sobrenaturais:
Segundo a mãe-de-santo Dona Nani existe uma entidade chamada Pomba- Gira da Encruzilhada, que veste-se de espanhola e fica nas esquinas com a intenção de inspirar os artistas.
Já, conforme a professora Domênica de um movimento chamado Renascimento Helênico, as musas inspiradores existem de verdade e quem provavelmente ajudou o compositor foi a musa Erato que veste-se com roupas típicas de muitos países quando deseja inspirar algum músico.
Lendas à parte a canção chamada Espanhola é linda e deve ser passada às novas gerações.
Luciana do Rocio Mallon                                              

Tua Lu, Sua Colega e a Morte de Rubem Alves

Tia Lu, Sua Colega e a Morte de Rubem Alves
Estes dias comentei com uma amiga que adora saber sobre a vida das celebridades:
- Colega, você viu que Rubem Alves morreu?
Logo, ela comentou:                 
- Aquele repórter que sabe de tudo sobre as celebridades?
Deste jeito pensei:
- Acho que ela confundiu Rubem Alves com Nelson Rubens, ou, talvez eu tenha que fazer um curso de “escutatória” mesmo, como recomendou o falecido escritor, para ter mais tolerância com as pessoas.
( Desabafos da Tia Lu )
Luciana do Rocio Mallon


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Insinuaram Que Sou Canoa Furada, Mas Sou o Titanic

Insinuaram Que Sou uma Canoa Furada, Mas na Verdade Sou o Titanic
                         
Hoje, uma revoltada criatura,
Que me rejeitou com amargura,
Falou que sou uma furada canoa
Numa estática e parada lagoa
                             
Mas, no fundo, eu sou o Titanic
Tenho histórias para a eternidade
Não adianta se revoltar com chilique
Pois marquei o mundo de verdade!

Este ser que me tratou muito mal
Já entrou em vários barcos furados
Porém, como sou marcante e especial
Seus sentimentos foram frustrados!
                                                   
Sou o Titanic que bateu no iceberg da tristeza
Afundei no mar das águas da fantasia
Meu erro foi me iludir com a beleza
De quem me tratava com antipatia.
Luciana do Rocio Mallon