sábado, 31 de maio de 2014

Lenda da Cigana da Czarda

Lenda da Cigana da Czarda              
        
No século dezenove existia uma cigana chamada Celina, que gostava de tocar e compor músicas em seu violino. Ao mesmo tempo que ela tocava, o seu corpo dançava conforme o ritmo da música. Um certo dia sua caravana parou na Hungria e a menina decidiu treinar o instrumento na floresta. Quando, de repente, Alexandre, que também era músico e estava escondido no bosque, encantou-se com o jeito de tocar da cigana. Então, com o objetivo de ter aulas de violino gratuitas, este rapaz decidiu seduzir Celina.
Assim, os dois passaram a se encontrar na floresta e lá a moça ensinava violino a Alexandre. Mas, numa tarde nublada, os ciganos descobriram que Celina estava grávida e por isto, ela foi expulsa do clã.
A moça percorreu toda a aldeia atrás do seu amado, porém não conseguiu encontrá-lo. Deste jeito, ela parou ao lado de uma taverna e começou a chorar. Assim, um idoso, que era  dono daquele estabelecimento perguntou-lhe:
- Garota, por que está chorando?
A menina explicou:              
- Eu sou cigana, fui expulsa do meu clã porque fiquei grávida de um gadjo, ou seja, um não cigano e não consigo achá-lo em lugar nenhum.
O homem ao ver que a menina carregava um instrumento, indagou:
- Isto que você tem na mão é um violino?
- Você sabe tocar?
- Consegue dançar, também?
Ela respondeu:
- Sim, é um violino cigano e sei tocar este instrumento. Também sei dançar enquanto toco.
O velhinho fez a seguinte proposta:
- Eu aceito lhe dar abrigo em troca de espetáculos seus, com violino e dança, para os clientes da minha taverna.
Assim, a garota aceitou a proposta no mesmo instante. Desta maneira, ela passou a tocar o instrumento todas as noites naquele bar. Logo ela recebeu o apelido de: Cigana da Czarda, pois czarda significa taverna.
Reza a lenda que uma certa noite, Alexandre junto com Vitorio Monti, seu atual professor de violino, entraram na taverna bem no começo da apresentação de Celina.
Após a garota encerrar o espetáculo, ela abraçou seu amado, que disse:
- Este é Vittorio Monti, meu mestre musical, e ele gostaria de ter aulas de violino cigano com você.
Desta maneira, Celina aceitou ensinar os segredos deste instrumento cigano a estes músicos. Após isto, Vittorio Monti compôs músicas chamadas Czardas, que significam tavernas, em homenagem a lenda desta cigana.
Celina foi morar com Alexandre, numa casa, onde dançava ao mesmo tempo que tocava o violino cigano. Por causa deste causo todo, ela ficou conhecida como a: Cigana da Czarda.
Ela é uma entidade que atende aos pedidos amorosos e de prosperidade. Para pedir a sua proteção, basta fazer a seguinte simpatia:
Coloque uma moeda dentro de um pote de mel e deixe debaixo de uma macieira. Após isto faça a seguinte oração:
“- Cigana da Czarda, ofereço esta moeda no mel para que existam sempre amor e dinheiro em minha casa.”
Luciana do Rocio Mallon










Lenda do Remédio Que Deixa Tudo Azul

Lenda do Remédio Que Deixa Tudo Azul
                         
Lauro era um rapaz esforçado e tímido, morador de Curitiba, que sempre sofreu bullying no ambiente de trabalho. No seu primeiro dia de serviço, uns engraçadinhos deram chicletes que deixam a língua azul para o pobre.
Dois anos depois este rapaz arrumou, no próprio ambiente de trabalho, uma namorada chamada Rose, que vivia tendo problemas de saúde por causa do frio da capital do Paraná. Um destes problemas era cistite junto com friagem nas partes íntimas. Então para resolver isto, a moça usava um remédio chamado Cystex que deixava a urina e a parte exterior da vagina azul. Um certo dia, Lauro resolveu ter relações orais, com sua amada, no escuro, dentro do depósito da firma. Pois, o tempo estava curto. Mas dona Clara, a zeladora, percebeu tudo.
Após ter estas intimidades, o moço entrou na reunião da empresa e no momento em que foi dar a sua palestra, todos notaram que língua do homem estava azul. De repente, o chefe interrompeu:
- Quem foi que deu chicletes com anelina azul para este funcionário, de novo?
Assim, Clara comentou:
- A questão é que desta vez não foi chicletes, e, sim Cystex.
Luciana do Rocio Mallon
                                                              



sexta-feira, 30 de maio de 2014

Sem Poesia Não Há Cidade

Sem Poesia Não Há Cidade

Todo o tipo de cidade
É feito de várias pessoas
Em busca da felicidade
Nas ações leves e boas!

Que emanam luzes ao universo
Em qualquer atitude de harmonia
Fazendo brilhar o mais puro verso
No abraço doce da breve poesia!

As casas têm sorrisos e esperanças
Porém, seus muros são solitários
Sem paixões e sem temperanças
Eles aguardam atos solidários!

Uma poesia num muro vazio
Ilumina a sua alma inocente
Causando na Lua, um arrepio
Pois o muro deixa de ser carente!

No Bosque da Casa Gomm,
Bem no meio de um evento
Aconteceu algo fora do tom
Que aos poetas causou tormento:

Um homem escreveu num muro branco
Que sem Poesia Não Existe Cidade
Mas foi denunciado de um jeito nada franco
Por isto ele foi preso injustamente de verdade!
Até o muro tremeu diante de tamanha calamidade

Depois o homem foi solto, mas a poesia continuou presa
Porém, a chama da liberdade ainda continua acesa!
Afinal, sem poesia não existe cidade
Pois ela é a ponte para a felicidade.
Luciana do Rocio Mallon










O Amor Entre a Naftalina e o Sachê

O Amor Entre a Naftalina e o Sachê
( Parte II)
                        
Dentro do armário, numa gaveta
No meio da calcinha da menina
Existe um ser curioso e xereta
Chamado, vulgarmente, de naftalina!

A naftalina expulsas as tristes traças
Brincando com as tangas cheias de graças!
Por fora, ela tem a cor toda branca
Por dentro, possui a alma branda!

De repente, jogam um sachê
No meio daquela lotada gaveta
Causando o maior fuzuê
Com seu cheiro de violeta!

O sachê olha para a naftalina
Assim, surge um bom sentimento
No meio da meia de seda fina
Que rasga-se, acabando com o tormento!

O sachê com o seu perfume suave e leve
Tira o cheiro forte da naftalina triste
Mostrando que esta paixão não é breve
Pois o amor é a coisa mais bela que existe.
Luciana do Rocio Mallon




quinta-feira, 29 de maio de 2014

Frio de Curitiba X Amor Não-Correspondido

O frio de Curitiba é igual a amor NÃO-correspondido: é tão profundo que chega a doer na alma.
Luciana Do Rocio Mallon

Simpatia das Aves

Simpatia para a aves trazerem prosperidade ao seu lar:
As seis da manhã, pegue um punhado de alpiste e vá até a frente do seu portão. Então, espalhe este alimento em forma de triângulo, entre em casa e fique espionando o que acontecerá depois pela janela.
Quando os pássaros começarem a se alimentar com este alpiste, faça pensamentos positivos.
Luciana Do Rocio Mallon

Frio X Inferno

Hoje uma mal amada esbarrou comigo na rua me xingou:
- Vá para o quinto dos infernos, menina que não sabe por onde anda!
Respondi:
- Obrigada!
- Do jeito que está frio em Curitiba o negócio é se aquecer no Inferno mesmo.
- Daí posso aproveitar para sentar no colo do capeta e fazer um canguru perneta!
- Como está gelado na capital do Paraná , o caldeirão do inferno pode virar banheira de ofurô. Menos para você, querida. Pois se a sua pessoa se jogar em qualquer banheira quente, vira canja.
Após isto, sai correndo.
Afinal, não sei por onde ando, mas sei aonde quero chegar.
Luciana Do Rocio Mallon .